Nem Tudo É Perfeito - Vizinho Perfeito

2º Parte 
Vizinho Perfeito
Foi acordada com a musica de Lords, One Chance, eu abri os olhos admirada, mas rapidamente percebi que tinha sido William para me acordar. Eu sentei-me e passei a mão pela testa que estava inchada gemi quando ao sentir uma pequena dor e espreguicei-me, agarrei o comando e abri  as cortinas que tinha fechado no dia anterior e olhei para a janela. William estava acordado, com uma camisola preta da banda Lords e umas jeans desgastadas e sapatilhas pretas. Ele estava a procura da mochila e quando se virou e viu que estava acordada ergueu um bloco que estava perto da secretaria dele. 
"Estás bem?"
Eu peguei no bloco que tinha ao meu lado e escrevi:
"Sim, tenho é um galo na cabeça. Vais para a escola?"
Ele acenou e encolheu os ombros como quem diz "tem que ser".
"Boa Sorte" escrevi. 
Ele sorriu e escreveu no bloco e mostrou-me.
"Ultima aula, violino"
Eu acenei e ele sorriu. 
"Vemo-nos nessa altura"
Eu acenei e ele despediu-se acenando e eu acenei e ele saiu. 
Eu respirei fundo ainda estava a pensar que tinha sido um sonho, estava admirada por ele falar comigo. Ouvi uma batida na porta e eu sabia que era o meu pai como bom dia antes de ir para o trabalho. Eu levantei-me e bati de novo, segundos mais tarde ouvi o carro arrancar. 
Eu agarrei numas calças de yoga e numa camisola de alças cava que mostrava o top e coloquei a braçadeira para colocar o ipod, e desci indo até a cozinha pegando num iogurte e numas bolachas comi num instante, sai da casa, estiquei-me nas escadas aquecendo os músculos e comecei a correr. 
Eu adorava correr, passava sempre o bairro indo de seguida pelo parque passando por vendedores ambulantes que já me reconheciam, eu parei na banca de jornal e cumprimentei o senhor Grover que me deu a minha revista preferida sobre musica e fotografia e guardando na minha pequena mala continuei a correr enquanto ouvia One Chance. Parei na banca de doces e falei com a senhora Johson que me deu um pacote de doces em troca teria que lhe cantar o que estava a ouvir, eu ficava sempre envergonhada mas adorava a senhora por isso cantei uma quadra e ela bateu palmas com algumas pessoas que passavam por la. Eu continuei a andar e quando passei a banca de cachorros quentes o cão do senhor Macon, Beat, acompanhou-me como me sempre acompanhava, quando parei no centro do parque, Beat saltou para mim e eu dei-lhe uma bolacha que eu tinha guardado para ele. Ele ladrou e começou a correr para a banca. 
Eu esperei e de repente vi as minhas melhores amigas que estavam a vir na minha direcção. 
- Olá! - Cumprimentei sorrindo.
- Pareces bem disposta - disse Julie, que era alta com cabelo ruivo e olhos azuis, ela estava com um vestido azul e botas pretas. 
- Maldita a tua boa disposição - resmungou Marie, que era loira com olhos castanhos, ela estava com calças pretas e camisola cinzenta larga. 
Eu sorri e começamos a ir em direcção a escola delas, elas abraçaram-me sorrindo. 
- Que é que tiveste na cabeça? - Perguntou-me Julie. 
Eu passei a mão pela testa tentando tapar com o cabelo. 
- Cai. 
- Diz-me que não estavas sozinha e casa - disse Marie que obviamente tinha acordado com os pés fora da cama. 
- Estava - murmurei. 
- Tu não podes estar em casa sozinha, imagina que tinha sido pior? - Perguntou Julie. 
- Eu estou bem, eu terei mais cuidado - disse sorrindo. 
Eu queria lhes contar o que se tinha passado com o William mas por alguma razão preferi estar calada, mas 
mais tarde ou mais cedo teria que lhes contar. Aí seria engraçado.
Percorremos o parque até a escola, onde estava muita gente a entrar nos portões. Enquanto elas falavam sobre as aulas eu observava as pessoas a procura do William e não foi difícil encontra-lo estava contra umas grades a falar com os amigos. Ele olhou para nós e sorriu.
- Então há alguma novidade da tua prisão? - Perguntou Julie.
Eles usavam sempre aquele termo para a minha casa e as aulas que tinha.
- Pode-se dizer que sim - disse rindo olhando para William.
Ele de repente afastou-se dos amigos e começou a andar na nossa direcção.
- O que queres dizer com isso? - Perguntou Marie.
- Eu tenho que ir - disse apressada porque não estava preparada para falar com William, muito menos a beira delas. - Vão a minha casa ainda hoje certo?
- Sim - disse mas antes que ela dissesse mais alguma coisa comecei a correr.
Entrei no parque num instante. Eu não queria lidar  com ele muito menos com os olhares que ia receber delas e as perguntas seriam demasiado estranhas para serem explicadas.
Mas sentia-me estranha por deixar assim... O que será que ele estava a pensar de mim? Deve de pensar que eu sou maluca, pensei correndo para casa....



Mais Tarde
- Mais notas menos improvisação! - Exclamou a professora Dolores. 
Eu olhei para ela irritada, ela era velha, com imensas rugas e olhos azuis frios e um casaco Tweed que tinha a certeza era mais velho que eu. Eu respirei fundo e peguei no violino e olhei para as de novo para as notas.  De relance reparei que havia movimento no quarto de William, olhei e vi que ele estava a beira da janela a olhar para mim, ele acenou sorrindo e eu apenas acenei um pouco antes de começar a tocar. Mas nem dez notas toquei quando a professora começou a resmungar e disse que era tudo por hoje saindo do quarto irritada. 
Resmungando guardei o violino e sai do escritório indo para o quarto passando pela cozinha buscando uma sandes e um pacote de leite chocolate. Entrei e bati com a porta com força indo para o sofá irritada. Olhei para o quarto do William e vi que ele estava na secretaria a estudar ele olhou para mim preocupado. Ele ergueu o bloco onde tinha escrito "Problemas com a prof?" 
"Sim. nº de telemóvel?"
Ele escreveu rapidamente o numero e mostrou-me, eu enviei-lhe de seguida uma sms. 
"Ela é diabólica"
Eu olhei para ele que estava agora inclinado na secretaria a trabalhar observando-me ao mesmo tempo. Vi-o rir quando viu a mensagem e escreveu rapidamente. Eu estava a abrir o pacote de leite quando recebi a mensagem dele. 
"Sim, de facto devia de ser diabólica e tu que és um anjinho não deves de aguentar..."
Olhei para ele com a sobrancelha franzida, ele deu uma gargalhada e voltou ao seu trabalho, voltei para a sms. 
"Mas podes me explicar, porque é fugiste de mim hoje de manha?"
Revirei os olhos e corei fortemente, ficando sem saber o que dizer nesse momento as minhas melhores amigas abriram a porta do meu quarto de repente gritando olá, quase me fazendo derrubar a comida. Eu olhei para o William que se estava a rir para nós.
- Mas que raio vocês estão aqui a fazer? Como é que entraram? - Perguntei vendo as atirar-se a cama ficando de barriga para baixo a olhar para mim.
- Pela porta das traseiras, a porta das traseiras está aberta - disse Julie sorrindo.
- Eu tenho que começar a fechar essa porta - murmurei enquanto o telemóvel tocava.
Atendi num instante enquanto elas falavam sobre algo que estava a acontecer na escola.
- Olá!
- Deixa-me adivinhar foi por causa delas que fugiste hoje? - Perguntou uma voz rouca.
Corei e elas se calaram a olhar para mim desconfiadas, eu olhei para a janela e vi o William a olhar para nós enquanto falava comigo ao telemóvel.
- Pode ser que sim, elas são....
- Oh Meu Deus!!!!!!!!!!!!! Tu Estás A Falar Com O William!? - Gritaram ao mesmo tempo.
Vi o William a afastar o telemóvel a tapar o ouvido sorrindo. De seguida ele acenou para elas que fez com que elas saltassem da cama e se pusessem a beira da janela a acenar e mandar beijinhos.
- Oh meu deus, desculpa! - Pedi-lhe vendo o que elas estavam a fazer.
- Não faz mal - disse sorrindo para as raparigas.
- Oh, Eve! Ele está a habituado a pior na escola, acredita - disse Marie.
- Sim, de facto, raparigas a atirar lhe beijos, a roubar abraços a dar lhe bilhetinhos - disse Julia. - Fotos, sutiãs. Ele é o típico jogador.
- Ei! - Disse ele com admiração. - Eu não um jogador Eve.
Eu fiquei sem saber o que dizer até que a Julie e a Marie que se aperceberam do que estava a passar.
- Não é jogador, tipo playboy.  É um normal jogador de futebol, quando ele se torna famoso por vários feitos, afinal ele conseguiu que a nossa equipa ganhasse os jogos. - Disse Marie sorrindo.
Ele sorriu da janela.
- É claro, eu sou o maior.
- E nada convencido - disse revirando os olhos.
Julie virou-se para mim com as mãos na anca parecendo que estava irritada, sorrindo ao mesmo tempo.
- Olha, vais continuar a falar com o rapaz ou vais connosco ao starbucks? - Perguntou sorrindo.
- Vai - disse o William pelo telemóvel, eu olhei para ele e ele piscou o olho, eu corei. - Vai te divertir.
- Ok, vemo-nos mais logo.
- Ou mais cedo!
Fiquei confusa mas ele desligou sorrindo e a Julie e a Marie me agarraram e me arrastaram para fora do quarto.
- Ok, explica lá como é que conheces o William - pediu Julie assim que saímos da minha casa.
Eu contei-lhes tudo o que se passou do dia anterior no meu quarto entre mim e o William, enquanto isso elas tanto riam como ficavam espantadas. Quando acabei já estávamos no café numa das cabines.
- Uau! Ele as vezes é tão imprevisível - disse Marie. - E agora que nós contaste isso percebo porque é que ele estava com aquele lenço, era teu!
- Ele usou-o todo o dia! - Exclamou Julie sorrindo feliz. - Eu vou buscar cafés... ´
- Eu quero... - Comecei a dizer.
- Um capuccino, eu sei - Disse rindo levantando-se para o balcão.
Elas até estavam a reagir bem, nada de suposições, nada de histórias apenas ouviram, é por isso que eu adorava estar com elas. Não me incomodavam muito em relação a rapazes ou com as minhas coisas mas quando queriam podiam ser teimosas.
Respirei fundo e observei Marie que estava a escrever no telemóvel, ela era mais calma do que eu ou Julie mas ela também conseguia ser bastante reservada impossível de saber o que ela pensava mas ela era bastante sincera.
- O que achas dele? - Perguntei curiosa.
Ela olhou para mim confusa e mordeu o lábio pensativa.
- Não sei te dizer, nunca o conheci. Mas sempre que tive com ele foi bastante simpático e educado, não é como os rapazes que andam por ai a procura de raparigas de saia se é que me entendes.
- Acho que sim - disse confusa.
- Mas o que é que tu pensas dele?
Olhei para a mesa pensativa, lembrando me como ele me tratara quando eu cai.
- Simpático - disse sorrindo brincando com um guardanapo - divertido, bastante impressionante e sinceramente lindo mas de não só fisicamente, porque acredita ele é bem constituído mas de resto não sei.
Olhei para Marie ela estava apontr para trás de mim.
- Olá William - disse Julie que chegou a nossa beira com três copos. Ela estava a sorrir para alguém atrás de mim.
Fechei os olhos corando violentamente e senti alguém a se sentar a minha beira, olhei e vi que era William a sorrir para mim.
- Olá, já vi que estavam a falar de mim - disse sorrindo mas de seguida ficou serio e passou a mão pela minha testa onde estava magoada. - Doí-te?
- Um pouco - disse corando.
- Daqui a uns dias já não vais ter nada - disse observando me atentamente. - Então sou bem constituído?
Corei de novo e afastei-me dele olhando par Marie e para Julie que estavam a observar-nos curiosas.
- Eu.. ham... - gagejei e entao olhei para ele ignorando o meu coração que estava a bater descontroladamente. - William, está é a Julie e a Marie.
Ele sorriu para ambas e elas acenaram. Eu peguei no meu capuccino e bebi um pouco observando como Julie e Marie estavam a observar nós desconfiadas.
- Como é que vocês se conheceram? - Perguntou curioso.
- Numa das corridas dela, caiu em cima de nós - disse Marie sorrindo.
- Numa fonte - disse Julie rindo.
- Foi um bocado mal - disse sorrindo para elas - mas eu não tive culpa, vocês praticamente apareceram do nada.
- É verdade - disse Julie e depois pôs um olhar misterioso. - Nós estávamos numa missão.
- De seguir o irmão dela - disse Marie revirando os olhos mas Julie continuava.
- Uma missão perigosa com muitas armadilhas.
- Sim, para descobrir o que ele ia lhe comprar para o aniversario.
- Onde o mundo iria ser salvo - disse Julie triunfalmente.
- Ou melhor dizendo, ela iria ver se gostava ou não - disse Marie abanando a mão, William ao meu lado tremia de riso e eu também não conseguia evitar de rir.
- Mas a nossa missão foi por água a baixo quando Eve nós fez cair na fonte e o mundo foi destruído.
- E com o mundo ela quis dizer o seu irmão apanhou-a a espiar e ficou sem aquela saia que ele ia lhe comprar. - Disse Marie sorrindo.
- Mas um dia eu de recuperar e preparar a minha vingança - disse Julie erguendo o copo com cara de má.
- E está é a minha vida - disse a William que estava a rir.
- Nada mal - disse sorrindo para mim.
Eu corei e nesse momento apareceu a rapariga que estava no quarto de William ontem, ela estava a usar um vestido que mal lhe tapava as coxas, ela sorriu para nós.
- Olá William! - Cumprimentou sorrindo demasiado estridente.
- Olá cadela! - Cumprimentou Julie.
- Nós também somos pessoas, oh cadela! - Exclamou Marie irritada.
Ela bufou olhando para as duas.
- Oh por amor de deus, William! Agora andas com está gente? - Perguntou a rapariga.
Eu fiquei admirada com as atitudes delas mas não sabia o que fazer, estava confusa com aquelas atitudes. William estava espantado a olhar  para a rapariga.
- Elas são minhas amigas, Ash - disse agarrando a minha mão.
- O quê? As duas predadoras do clube de artes e... - disse virando-se para mim. - E a esquisita que não conheço de lado nenhum. Elas não são da nossa categoria, William.
- Ash... - disse William levantado-se parecendo irritado. - Importaste de ir te embora?
- Claro - disse e de repente beijou-o na boca eu desviei o olhar e sai da mesa indo para o balcão com a desculpa de que precisava de açúcar quando na verdade não queria ver aquilo.
Eu peguei num pacote e olhei para trás e vi William a passar pelas mesas de mão dada com Ash. Eu foi para a minha mesa e sentei-me tentando não parecer afectada com aquilo mas era difícil afinal, ela era namorada dele, eles estavam juntos. Eu não gostava dele, mas por alguma razão sentia picadelas na minha pele com o ciume que tinha.
Julie e Marie observaram-me tristes e a procura que eu dissesse algo. Mas eu apenas dei meio sorriso.
- Eu acho que eles andam - disse Julie agarrando a minha mão. - Desculpa, Eve.
- Ela é mesmo uma cadela, um dia a Julie sem querer fez com que ela caísse no corredor e ela como vingança humilhou-a a frente da escola toda com o diário dela.
Julie acenou parecendo enraivecida.
- E uma vez numa praxe, fez com que uma caloira roubasse os teste e quase foi expulsa. Ela e uma cadela de bruxa
Eu peguei no meu copo e deixei o dinheiro na mesa.
- Eu vou para casa - disse com a voz meio quebrada. - Obrigada, amanhã venham ter a minha casa de novo.
Elas acenaram e eu levantei-me mas Marie deu-me um meio abraço antes de me deixar ir. Eu sorri para elas e sai agarrando o copo com ambas as mãos tentando respirar fundo. Indo em direcção a casa.
Porque é que eu me sentia tão estranha? Porque é que eu sentia que tinha uma hipótese com William? Pensei bebendo do copo apreciando o calor. E antes que eu me apercebesse o que tinha acontecido o meu copo estava no chão enquanto a minha mão era agarrada por uma mão com unhas que pareciam garras, olhei e vi que era Ash, ela não parecia bonita ela estava com uma cara de má, o que fazia com que a base estalasse um pouco.
- Afasta-te do William, eu que te veja mais uma vez com ele, eu vou fazer a tua vida e a das tuas amigas num inferno.
- Acredita, eu não quero nem vê-lo - disse empurrando-a irritada. - Ele é todo teu!
E sem olhar para trás foi para casa. Quem me dera não ser vizinha dele!
Love Peace and Write
P.S: A banda Lords é fictícia.




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