Capitulo 1 - Nova Vida, Tempted

Rose

4 anos mais tarde

Eu observei o meu quarto pela milionésima vez, eu nem acreditava que estava em Seatle. Eu dividia uma casa com a minha melhor amiga. O meu quarto tinha janelas altas, com cortinas abertas a mostrar a vista de um parque pequeno, tinha uma cama de casal gigante com um sofá num canto virado para as janelas, tinha uma duas portas dos dois lados da cama que dava para a casa de banho e outra para o meu armário com portas de correr que eram uma lembrança do meu passado. 

Eu adorava o meu quarto, nas paredes tinha uma fotos que eu tirara durante a minha carreira de fotografa desde que sairá da clínica de reabilitação de varias viagens que fizera, onde andara a tirar fotos, demorou um ano a ser reconhecida pelas minhas fotos e a dois anos  estava a trabalhar para a revista Loud que falava de musica, artes, cinema, entretenimento, cultura, gossip e hobbies. Era editora chefe de fotografia e design da revista Loud.

Tinha uma fotografia de Paris na parede ao lado, da torre Eiffel, da rosácea da igreja de Notre Dame, entre elas tinha uma foto da ponte de Londres a beira do Big Ben e do outro lado tinha o Big Bem. Eu amava aquelas imagens, passara 6 meses em cada um dos locais. Tinha saudades de andar despreocupada mas estava a adorar o meu trabalho e de não ser perseguida por todos. 

Estava a mexer no Ipad nas novas fotos para um artigo de um artista local de arte plástica, quando ouvi um bater na porta e a minha melhor amiga entrar de roupão meio vestida. Ela estava com umas calças de ganga skini que cobriam as pernas dela como uma segunda pele e uns saltos altos vermelhos, mas ainda estava de sutiã. 

- Rose! – Exclamou ao reparar que em mim. – Tu já estás acordada?

Olhei para o relógio e vi que eram 7 da manhã, eu só ia para a empresa as 10 da manhã. 

- Sim, Shannon, eu estou acordada. O que se passa?

- Eu tenho uma entrevista de trabalho e eu não tenho nada para vestir – disse irritada entrando no meu armário. – Eu vou tirar do teu armário, se não te importas. Porque é que estás acordada a está hora?

- O Josh pediu-me para tirar umas fotos ao ginásio para uma peça local – disse guardando umas fotos. – Aproveito e treino um pouco. 

Levantei-me e entrei no armário, Shannon estava a ver-se ao espelho, estava com uma camisa preta transparente podendo assim ver o sutiã vermelho, ela colocou um blazer preto por cima. 

- Tu vais usar isso para uma entrevista perguntei admirada enquanto procurava pelo fato de treino. 

- Bem, as vezes, ser inteligente não chega, a que se impressionar. Se for uma mulher vai elogiar a camisa e admirar-me pelo ato de coragem. Se for um homem a me entrevistar vai fiar babado por mim ficando assim com uma boa impressão, mas também não vou abusar caso contrario ele ira esquecer que estamos numa entrevista. 

Ela tinha razão, no entanto, ela tinha cabelo castanho caramelo e olhos verdes e com uma maquilhagem simples, a roupa que usava e o curriculum que tinha ia ser definitivamente contratada para editora chefe nas edições Read it.

- Bem, depois conta-me como correu assim que saíres da entrevista – disse pegando num top e nos calções. 

- Claro – disse deu-me um abraço antes de sair do armário. 

Eu tirei a camisola que eu usara para dormir, tinha cabelo castanho caído em cascata até a cintura, estava pálida, mas não albina, apenas não muito bronzeada, olhos castanhos, era magra mas não ao ponto de parecer um palito, e tinha peito suficiente para me orgulhar dele, nem muito grande nem muito pequeno. No meu pulso direito tinha um nó celta e na mão esquerda tinha uma no antebraço “Become Your Self”. E nas costas abaixo do pescoço tinha um apanha sombras pequeno. A única coisa que permanecia igual eram os meus lábios inchados e carnudos, eram o único lembrete. E eu não gostava de olhar para eles, podia ser reconhecida por eles.

Coloquei um top cinzento e coloquei uma camisa azul escura por cima e uns calções azuis, apertei o cabelo num rabo-de-cavalo longo e peguei na minha mala colocando o Ipad nela, peguei na minha mala grande onde tinha maquina fotográfica e coloquei a roupa que ia usar no trabalho e desci as escadas para o Hall saindo para a rua, 

Peguei na maquina fotográfica e fotografei a rua movimentada, enquanto ia em direção ao ginásio. Que se situava na zona menos movimentada, porque também era um ginásio privado, onde era destinado para treinar e não ser visto. Tinha uma fachada de tijolo vermelho com uma porta de madeira enorme aberta. Eu tirei varias fotos ao local e de seguida entrei no Hall. 

- Rose – Exclamou o recepcionista.

- Bryan! – cumprimentou o recepcionista. 

 Bryan era o dono do local, era moreno com cabelo longo e apanhado castanho e com corpo de atleta grande o suficiente para me dar um abraço de urso. Ele tinha olhos azuis e face dura mas sorria como se fosse um rapaz. 

- Ouvi dizer que vais ser tu a fotografar o meu sitio, para a revista – disse olhando-me. – Não achas cedo?

- Quero aproveitar para treinar e eu prefiro uma imagem mais simples do que vinte marmanjos a treinar – disse tirando uma foto ao Hall. 

Era um Hall de tijolos vermelhos e brancos com imagens que eu tirara de pessoas a treinar, principalmente de Bryan a decorar a receção de balcão de madeira escura, ao lado do balcão tinha uma porta que dava para os balneários e outra para um café. 

- Sim, de facto prefiro a estética e beleza ao musculo – disse sorrindo para mim de orelha a orelha. – Quando é que sou convidado para uma das tuas secções especiais?

Revirei os olhos, eu era bastante conhecida e reconhecida pelas minhas fotografias quase nudista. Eu tirava fotos em sítios estranhos, desde florestas, nas ruas, em edifícios… Mas também já não fazia tantas vezes esse género de fotografias, preferia mil vezes trabalhar na Loud onde não era criticada ou mais procurada. E se fizesse uma sessão fotográfica, era principalmente tirada da minha imaginação, tinha uma mente uma princesa na água, eu fazia acontecer e era mais admirada por isso. As únicas fotos que chegavam a nudismo eram fotos de músicos quando queriam se expor.

- Se quiseres vestir um Kilt e fingires que és um irlandês, estás contratado – disse sorrindo.

- Eu até me visto com um vestido e danço o Balé, se quiseres – disse sorrindo para mim pisando o olho. – Eu sou teu. Basta pedires – disse antes de se afastar do balcão.

Fiquei sem jeito mas já estava habituada ao seu charme, mas nunca me deixava de surpreender. Respirei fundo, olhando para Bryan que pegou na minha chave e atirou-ma, eu agarrei-a num instante. 

- Já agora, Rose. Durante a entrevista o Josh parecia mais interessado em saber de ti do que no ginásio. 

Josh era um dos jornalista do Loud. Engoli em seco, encostei-me ao balão enquanto ele ficava passava o balcão até ficar a minha frente. Eu olhei para trás para o café a espera que ninguém tivesse a ouvir, estavam apenas dois funcionários. 

- E o que é que ele queria saber? – Perguntei com medo. 

- Se tens namorado e se alguma vez namoraste comigo. O rapaz obviamente está completamente apanhadinho por ti, Rose. 

- O que raio respondeste?

- Disse que sim, nós namoramos antes e que se chegasse muito a ti, eu ia atras dele – disse sorrindo. 

- Bryan, nós nunca namoramos. Coitado do rapaz! – Exclamei imaginando como é que ele ia me tratar. 

Afastei-me para ir para o balneário mas ele parou-me.

- Não enganas ninguém, Rose. Estás apaixonada por alguém, eu isso desde que te conheci.

- Eu não estou apaixonada! – Exclamei afastando o cabelo. 

Ele agarrou o meu queixo e plantou um beijo na boca. Ouvimos um tossir atrás de mim e eu afastei-me da porta para que o rapaz passasse por nós, reparei que era alto e com cabelo rapado a militar. Cumprimentou o Bryan e eu desviei o olhar, para uns panfletos no balcão enquanto eles trocavam dois dedos de conversa. Por fim, o rapaz virou-se para os balneários masculinos. Eu bufei e dei-lhe um murro no estômago. Bryan engasgou-se e ficou vermelho. 

- Rose! – Exclamou e amaldiçoou. – Eu esqueci-me que sabias boxe!

- Não me beijes de novo! – Exclamei irritada. – E eu não estou apaixonada. 

- Estás sim, rapariga. Mas ainda não te apercebeste! – Exclamou e então acenou para os balneários. – É melhor ires e antes que digas que eu penso que sou eu, não eu não penso que seja eu, é alguém do teu passado, que por aquilo que eu conheço de ti, foi muito mau. 

Deitei a língua de fora e entrei no balcão e entrei no balneário feminino, tentando não pensar naquela noite. 
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