Encontrada - Pensamento do Dia 11#



Por dias passei por aquela rua, era apenas um atalho, nada desvios, nada de paragens, apenas uma rua que eu estava habituada a ir. Estava tão habituada que nem reparava no desvio, até que um dia a rua estava fechada e tive que seguir esse desvio...
Reparei num café nesse caminho e por alguma razão eu tive que parar e entrar, foi até ao balcão e fui aí que reparei em ti, estavas numa mesa, com uma chávena de café e um livro na mão, sorrias levemente e parecias perdido em pensamentos, algo me dizia que não era sobre o livro que te rias, provavelmente uma memoria sobre algo. Sorri não consegui evitar, mesmo quando saia de lá com um copo de café na mão, não pode deixar de pensar em ti. 
Durante dias, eu foi até ao café e encontrei-te lá no mesmo lugar, no mesmo sitio, sem olhar para cima apenas entretido com os teus pensamentos, um livro e uma chávena de café. Não havia razões para sorrir por te ver no entanto era algo que já ansiava durante o dia. 
Certo dia, eu cheguei atrasada ao café, chovia tanto que eu devia ter ido pelo atalho, no entanto não pode evitar, eu entrei no café, toda molhada, sem guarda-chuva, mas não estavas lá. Tal como dia que estava entristeci, havia algo sabia-o, mas perdera a hipótese. Saí do café e segui pelo meu caminho, a chuva caia e eu ficava cada vez mais encharcada enquanto agarrava o meu café com as duas mãos tentando-me aquecer, nesse momento alguém me parou, agarrou o meu cotovelo e puxou-me para baixo de um guarda-chuva azul, olhei e eras tu, sorriste e ofereceste levar-me a casa. Nesse dia foi encontrada por ti. Nesse dia foi encontrada pela minha alma gémea, um amigo que me conhecia de outras vidas, a quem dei o meu coração por um sorriso. 
Dedicado ao Romeu 

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