Inconvenientes 3#, O Lugar Onde Pertenço (conto)



Ella

Dirigi durante a noite e o dia... estava cansada e realizada ao mesmo tempo, tinha sido gratificante e recompensador mas porém tinhas as suas desvantagens como por exemplo o calor, o frio, manter-me acordada, saber onde estava e não me perder e claro ter nas posto de abastecimento. São aqueles locais a beira das estradas onde geralmente tinha uma bomba de gasolina com uma loja de conveniência, um restaurante ao lado com self-service com um parque de estacionamento para camionetas e carros e perto um motel. Ora, eu tive que para algumas vezes para esticar as pernas, comer e ir a casa de banho e tirar algumas fotos aos locais. E em quase todos os locais fora sempre chateada por camionistas e turistas... era arrepiante. 

Era louco e doido a ideia de estar sozinha nesta aventura mas eu já estava nela e não valia pena ir para trás, era como o anónimo dissera, não tinha nada a perder.

Mary ligara ao meio dia para me dar um sermão e me dar os parabéns por me decidir mas que teria que passar por Texas e visitar a sua fazenda e conhecer o seu primo Niall. Coisa que faria daqui a uns meses. Quando tivesse por perto, não tinha data concreta, era o bom disso, eu não tinha quais queres obrigações.

Por volta das sete estava com tanta fome e com sono que quando cheguei a Cleveland estacionei no primeiro motel que encontrei. Tinha dois andares, parecia barato para aquilo que oferecia que era muito pouco. Sai do carro e foi para a receção, onde estava um senhor de aspeto de 40 anos, ele olhou para mim e sorriu como um predador.

- Queria um quarto para uma noite - disse sentindo a boca seca e rouca.

- Não temos quartos disponíveis.

- Só pode estar a brincar, como assim não tem quartos disponíveis?

Era só o que faltava, pensei irritada, o que faltava?

- Calma, linda podes sempre ficar comigo - disse com meio sorriso.

Okay, pensei virando-me e saindo imediatamente para trás saindo da receção. Arrepiante, arrepiante e nojento! Pensei estremecendo entrando no carro saindo do parque de estacionamento sem olhar duas vezes para trás. Entrei na estrada e dirigi esperando encontrar um motel. Esperava não ter que dormir no carro, não era nada confortável e as minhas costa e o meu cu estavam a protestar imenso. 

Tinha sempre sonhado com estás aventuras e apesar de me sentir realizada com isso sentia-me uma solidão a tomar conta de mim. Sentia falta de falar com alguém, o silêncio estava a ser demasiado para mim. Era como se estivesse quase a sufocar e não havia distracções. Era como se estivesse a espera que algo acontecesse... mas nada se passava. Era apenas a estrada. E eu estava a adorar mas gostava de ter companhia. Liguei o radio e estava a dar a musica Radioactive dos Imagine Dragons, talvez fosse ao pc ver quando e onde seria o próximo concerto deles e ir vê-los. 

Foi nesse momento que eu vi um Motel a beira de um Bar que parecia um pub. Eu estacionei a beira da receção e sai e entrei num instante. Estava um rapaz a trabalhar no computador, ele reparou em mim e sorriu educadamente.

- Olá! O que deseja?

- Um quarto por uma noite, por favor - disse dando meio sorriso.

O rapaz teclou rapidamente no computador e pegou numas chaves e num recibo, paguei e sai da receção indo para o carro entrando no parque de estacionamento do motel. Sai do carro pegando em todas as malas e nas mantas que tinha no carro, sabe-se lá como estariam os lençóis daqui.

Deve ser assim que os grandes heróis nos livros se sentem, como Harry Potter quando estava a procura dos Horcruxes, ou como Katniss nos Jogos da Fome, quando tem que salvar Peeta de morrer no primeiro livro. Confusos, perdidos e depois chega um momento em que o herói supera as dificuldades e sai dos destroços vivo e como herói!(Sim, eu leio esses livros! Não me julguem!)  Mas neste momento apenas sentia-me cansada, exausta e com a necessidade de uma boa noite dormida.

Ao abrir reparei que tinha a pintura desgastada, uma cama de madeira que parecia apresentável e uma casa de banho que parecia limpa.

Peguei numa manta e cai na cama adormecendo. Quando acordei tinha-se passado duas horas.

Estiquei-me, estalando os ossos, sentindo-me cansada peguei no telemóvel e telefonei a Mary.

- Oi Maluca! - Cumprimentou-me o que me fez sorrir. - Onde andas?

- Cleveland - disse sorrindo pondo a carregar o tablet e o pc. - Estou num motel, vou descansar e amanhã volto para a estrada.

-Para que lado? - Perguntou curiosa.

Olhei para fora da janela e vi um rapaz a entrar no bar que parecia giro.

- Ainda não sei - disse enquanto ponderava se comia ali ou não. - Quando vais para Texas?

- Amanhã - respondeu parecendo sorrir. - A tua mãe ligou.

Ora ai estava algo que eu receava a ideia da minha mãe saber que eu estava numa viagem sozinha, sem ninguém e sem segurança iria fazer trepar paredes e armar um sermão horrível sobre os perigos na estrada. Eu encolhi só de pensar no que dissera a Mary.

- O que lhe disseste? - Perguntei enquanto procurava pelo meu casaco com apenas uma mão.

- Eu disse-lhe que andavas a fazer um trabalho e por isso não podias estar em casa.

Respirei fundo aliviada enquanto pegava nas chaves do quarto e sai do quarto fechando-o.

- Vou agora a um bar jantar, eu vou tirar umas fotos ao local e mando-te.

-Okay, tem cuidado, por favor. E leva o spray de pimenta sempre contigo. Adoro-te.

-Okay, mãe. Também te adoro.

Eu desliguei o telemóvel e vestindo o casaco indo para o bar a frente. Assim que entrei não pode deixar de notar que a decoração sobressai com o interior, era de madeira com mesas de madeiras e sofás, tinha um balcão enorme de madeira onde estava vários homens a comer ou a beber que assim que me viram a entrar puseram se a olhar para mim.  Fechei o casaco automaticamente baixando o olhar. Indo para a mesa mais próxima pegando no menu para escolher algo para comer.

- Então o que vai ser, uma fuga inesperada ou uma visita familiar?

Olhei para o Barman que era loiro de olhos azuis com um pequeno bloco na mão e um sorriso presunçoso.

Ora ai estava uma boa pergunta, qual era a minha desculpa se me perguntassem.

- Desculpa? - Perguntei confusa.

- Só há duas razões para estar a se viajar sozinha. Uma das razões pode ser  visitar um familiar, a outra que podes estar a fugir quais delas?

- Nenhuma que te interessa - disse revirando os olhos. 

- Qual é teu nome boneca? - Perguntou colocando uma mão na mesa olhando para mim. - Talvez possa-te ajudar no teu destino. 

- Ella e tu és um grande parvalhão! 

Fiquei espantada com a minha atitude mas o rapaz apenas sorriu preparando-se para me tocar no braço quando uma rapariga loira lhe tocou no ombro. 

- Jules, porque não vais ajudar o Liam nos pedidos? - Perguntou sorrindo para mim como quem pede desculpa. 

Jules olhou para ela com um estranho olhar como se a rapariga fosse a sua namorada e tinha acabado de fazer algo fora da linha. A rapariga apenas pós uma mão na anca como em desafio. Jules deu um aceno de cabeça e virou-se para o bar.

- Desculpa, ele pode ser um pouco chato - disse sorrindo. - O que vai ser?

Ela sorriu para mim e ela lembrou-me imenso de Mary.

- Pode ser um hambúrguer com uma Coca-Cola.

Ela apontou na prancheta e sorriu antes de ir para o balcão falar com um rapaz com cabelo curto castanho claro e olhos verdes, era alto com ombros largos, era o tal rapaz que eu vira a entrar no bar.

Ele olhou para mim desconfiado e de seguida sai do balcão com um prato na mão e uma coca-cola na outra. Ele veio até a minha mesa e pousou.

-Aqui está, se tiveres mais algum problema com o Jules avisa.

Eu ri-me, não consegui evitar o que fez com que ele olhasse irritado. A sua atitude fez-me parar de rir sentindo um arrepio nas costas.

- O que foi? - Perguntou olhando para mim ainda irritado.

-Não vais fazer o mesmo que ele? Dizer uma frase feita a espera que a rapariga fique apanhada e impressionada. Aposto que o fazes.

Ele estalou a língua e pegou num bloco parecendo ainda mais irritado.

-Vais querer mais alguma coisa? - Perguntou.

Ou ele estava mesmo irritado comigo ou ele apenas era assim.

-Ah, não, estou bem. Desculpa.

Ele olhou-me por segundos surpreendido mas de seguida virou-se e foi para o balcão.

Olhei para o meu hambúrguer que parecia delicioso, e servi-me da Coca-Cola quando se sentaram a minha frente. Olhei para cima e vi que era o rapaz de olhos verdes que colocou um bloco na mesa e começou a escrever o que me fez olhar para ele admirada. Olhei para o balcão r vi que a rapariga e Jules estavam a olhar para nós.

- O que é que estás a fazer? - Perguntei olhando para ele.

Ele não disse nada apenas anotava algo. Encolhi os ombros e comecei a comer o hambúrguer.

- Okay, aqui está! - Exclamou estendendo um papel através da mesa.

Eu peguei e vi que tinha um nome Liam e em baixo um número de telemóvel.

-Quem é Liam?

-Sou eu.

- Porque é que me tas a dar o teu número?

- Eu...

-Espera, tu achas que estou interessada em ti? - Perguntei ficando de boca aberta. - Okay, o teu amiguinho foi apenas uma brincadeira ou até mesmo mera curiosidade para com um cliente. Mas assumir que eu estava interessada em ti e me dares o teu número não achas isso pretensioso?

- Pretensioso? Eu? - Perguntou admirado arqueando uma sobrancelha.

- Sim, tu - disse dando uma dentada no hambúrguer e tapando a boca continuei a falar porque estava cheia de fome e ele não ia-me impedir de comer. - Tu és o típico mulherengo não és?

- Mulherengo? Tu deves de ser a típica rapariga mimada que tem tudo o que quer não é?

Eu fiquei corada, ele não fazia ideia do que eu passara e nem me conhecia de lado nenhum. Eu não estava a gostar nada disto.

- Tu não sabes nada de mim - disse irritada largando o hambúrguer irritada.

- Aposto que tens uns pais ricos... e como rebeldia fugiste. - Disse olhando para mim irritado.

-Mas quem raio pensas que é?

- Pelo que disseste um presunçoso.

- Okay, o que raio está aqui a se passar?

Tanto eu como Liam olhamos para a rapariga irritados. Ela ficou espantada por um segundo mas então Liam levantou-se.

-Não se passa nada Mel. Hum eu apenas dei o meu numero porque estás numa viagem sozinha e eu também estarei, se tiveres algum problema quero que me ligues, porque poderei ajudar. Se o teu pneu arrebenta ou o teu motor não dar. Entendes?

Fiquei sem palavras a olhar para ele. Ele olhou para mim por meio segundo para ver se eu entendera. Mas um segundo depois virou-se e foi para o balcão onde uma senhora de cabelos loiros curtos o chamou. Ainda espantada olhei para Mel que parecia confusa.

- Ele é sempre assim? - Perguntei baixo.

- Não - disse sentando-se na cadeira onde Liam tinha estado. - Ele deu-te o número dele?

- Não, ele sentou-se sem dizer uma palavra escreveu o número num papel e deu-me sem dar justificação.

- Entendo a tua reacção, mas ele não é o género de rapaz de se atirar a raparigas ou ser um jogador. Acredita!

Ela sorriu e então uma rapariga sentou-se na outra cadeira tinha o cabelo loiro longo com olhos azuis.

- Estás muito enganada Mel! Ele é um jogador! Ou estás a te esquecer que ele ontem foi para a cama comigo e hoje já nem quer saber de mim.

Mel tentou protestar mas eu ergui a mão calando-a.

- Se achas isso interessante estás enganada, só te faz parecer oferecida.

A rapariga ficou de boca aberta assim como Mel que tentou não rir. Vindo do nada, ela deu-me uma bofetada fazendo-me virar a cara, ela ainda tentou pegar no meu cabelo mas Liam agarrou-a e afastou da mesa armando uma confusão fazendo toda gente olhar para nós confusos. Olhei para trás e vi Liam a pô-la fora do bar. Quando ele voltou parecia aborrecido, ele olhou de relance para mim para verificar se estava tudo bem antes de ir para o balcão para atender alguns clientes que pareciam impacientes. Eu voltei a dar atenção ao meu hambúrguer e a minha cola que estava a ficar vazia.

As vezes as primeiras impressões são importantes para ter uma ideia de como é a pessoa. Por exemplo com Liam a minha impressão foi que ele era um mulherengo e jogador. Mas agora eu via três impressões o mulherengo, o insensível e o sensível. Mas o que raio se passava? Porque me sentia estranhamente atenta ao que estava a fazer no balcão. Ele olhou para mim de relance e eu desviei o olhar vendo que Mel estava a olhar para mim a espera que eu dissesse algo.

- Desculpa! Disseste alguma coisa? - Perguntei envergonhada. 

- Eu perguntei se estás bem Ella? - Perguntou enquanto fazia um sinal com a mão para o balcão a chamar alguém. 

- Ahh, estou bem. Não te preocupes. - Disse sorrindo

Liam vendo que Mel estava a chamar sai do balcão com outro prato com um hambúrguer que deixou na nossa mesa a frente de Mel. 

- Queres mais alguma coisa?

- A Ella vai querer um coca-cola. - Disse Mel sorrindo para Liam. 

Porque é que ela disse o meu nome? Liam pegou na minha lata vazia e foi até ao balcão. Jules que estava a passar por nós deu um olhar a Mel que me arrepiou, eu conhecia aquele olhar desesperado. 

-Okay, o que raio se passa com aquele gajo?? - Perguntei antes de dar uma dentada no meu hambúrguer.

- Quem? Jules? - Perguntou admirada abaixando o seu hambúrguer. 

- Sim, ele não para de olhar para ti é um pouco assustador.

- Ele é o meu ex. 

- Ainda não aceitou o término? - Perguntei com a boca cheia.

Ela riu-se enquanto eu mastigava. - Pode-se dizer que sim. Namoramos durante um ano, nessa altura trabalhava aqui por isso era perfeito, estávamos sempre juntos a namorar, mesmo na presença da minha mãe que é a dona deste bar e... oh meu deus eu devo estar a te chatear com esta conversa. 

- Por favor, demora o tempo que quiseres. É ouvir te ou ter que aturar aqueles homens no balcão - disse pegando na Coca-Cola. 

- Pois, percebo-te - diz dando uma dentada no hambúrguer. - Então - disse de boca cheia antes de engolir - estava tudo a correr bem até que um rapaz local começou a falar comigo e a vir ao bar todos os dias... e Jules começou a ter crises de ciúmes. E quando digo crises eu digo apanhar a bebedeira e me seguir para todo o lado até que um dia esse rapaz apareceu com um olho negro e a dizer que não queria ser mais meu amigo. 

- Deixa adivinhar, foi Jules que o ameaçou. 

- Nem mais. Foi confronta-lo o que deu numa enorme discussão seguida é claro com o termino e desde ai as coisas tem sido tensas entre nós. Tem havido discussão atrás de discussão, guerras se um rapaz começasse a falar comigo. Mas tudo está normal desde há dois meses. 

- Ainda assim ele não esqueceu - supôs. 

Ela acenou negativamente enquanto comia e eu olhei para Jules. Ele estava no balcão a servir e a olhar de canto para nós. 

- Isso é lixado - disse e arrotei sonoramente.

Mel riu-se e eu reparei que Liam estava a olhar para mim de boca aberta espantado com o que tinha feito. 

A partir dai eu e a Mel pusemos a nos conversar de tudo um pouco desde música a livros a series. Quanto mais falávamos, mais víamos que tínhamos imenso em comum. Tinha se passado uma hora e não paramos de falar até que ela fez a derradeira pergunta. 

- Porque é que estás a fazer uma viagem sozinha? - Perguntou-me apanhando-me de surpresa no meio de uma risada.  

O meu riso morreu ao olhar para ela. Era uma pergunta fácil de simples resposta mas que me fazia sentir uma mentirosa. 

- Queria uma aventura.

Ela observou-me de cima abaixo empurrando o seu prato vazio para a beiro do meu. 

- Não é só isso - disse pensativo. - Aconteceu algo contigo e com um rapaz. 

-Porque é que tem que haver um rapaz? - Perguntei admirada abanando cabeça. - As vezes um pato é um pato. 

- Sempre há um rapaz na história. 

- Pois nesta não há. - Disse encolhendo os ombros reparando que era quase duas da manhã. - Obrigada pela conversa. 

Peguei na carteira para pagar enquanto ela escrevia algo num guardanapo e assim que coloquei o dinheiro certo ela deu-me o guardanapo onde tinha o seu número.

- Se alguma vez precisares de conversar liga me - disse sorrindo. - Quando vais?

- Amanhã - disse no momento em que Liam ponha a minha conta na mesa.  

- Oki que tenhas uma boa viagem - disse quando me levantei colocando o dinheiro na mesa.

- Obrigada - disse sorrindo. 

Ela levantou-se e deu-me um abraço apertado. Desviando o olhar de Liam que estava arrumar os pratos atravessei o café com um sorriso na cara, organizando uma lista na cabeça:

Wishlist Roadtrip

1- Conhecer um desconhecido - Feito (a Mel)

2- Cortar o piropo a um rapaz - Feito (o Jules, até contava com Liam mas julguei mal)

3 - Dormir sob as estrelas 

4 - Apanhar uma bebedeira com um desconhecido

5 - Ir ao festival do milho no Texas (lembrara-me que Mary não parava de falar disso)

E continua...

Tinha que escrever tudo no meu Notebook pensei enquanto abria a porta do bar para sair para o parque de estacionamento. Reparei que estava escuro como breu e era impossível ver os carros ou até mesmo o motel. Estava a atravessar a rua quando ouvi uma voz atrás de mim. 

- Ella! 

Olhei e vi que era Liam que estava a correr até mim, eu parei quando ele alcançou-me. 

- Que foi? - Perguntei desconfiada. 

- Esqueceste-te disto - respondeu dando-me um pedaço de papel. 

Eu peguei no papel e vi que tinha lá o número dele. 

- Liam, eu…

- Ella, por favor… Se algo acontecer, liga-me, mesmo que esteja longe, eu irei ter contigo, nem que demore um dia. Há coisa que acontecem, promete-me.

- Okay, eu prometo! – Exclamei passando a mão pelo cabelo irritada. 

Ele deu meio sorriso antes de se virar para o bar. Ainda admirada virei-me para a o motel, e foi para o meu
quarto para dormir. 

 

Na Manha Seguinte (depois de horas bem dormidas)…

Peguei nas minhas malas e sai do motel, desci as escadas e foi a procura das chaves do carro quando congelei a olhar para o parque de estacionamento. Senti-me tonta e sentei-me em cima de uma das malas. Isto não podia estar a acontecer, pensei passando as mãos pelo cabelo sentindo que estava prestes a entrar em pânico…

Comentários

Mensagens populares