No Profundo Gelo

By Patricia Ferreira - fevereiro 07, 2018



Prólogo 


Há sempre algumas coisas que seriam melhores se fossem diferentes, mas o que poderíamos fazer se tivéssemos o poder de alterar os cursos e o destino? Se pudéssemos alterar a maneira como as coisas sucedem? Seria benéfico? Ou apenas uma cacofonia de confusão?

Suspirei enquanto para o quadro de giz, a observar como o verde do xisto estava rachado ao meio, que ia da moldura de madeira à pequena prateleira onde os pequenos apagadores estavam colocados. A sala deveria de ser antiga pensei, bufando, cheirava a velho. Eu ainda estava a tentar perceber como tudo acontecera, mas tudo ficava confuso quando pensava naquele dia. 

Foi apenas uma semana depois do desaparecimento de Alana Dians, a rapariga popular da equipa de cheerleaders, a rapariga que gostava de usar cor-de-rosa, e sempre que ia para algum lado, era acompanhada por pelo menos 10 raparigas. A rapariga por quem toda a gente suspirava, e pensava "eu quero ser como ela", no caso das raparigas, ou "eu quero tê-la, nem que seja para uma noite quente", no caso dos rapazes. 

Sim, era o típico estereótipo de rapariga popular, pensei passando a mão pela secretária de madeira, reparando nos profundos grafitis de canetas; as óbvias calunias, que os alunos adoravam, e que não têm qualquer sentido.. Algo que parecia apenas existir no ADN dos adolescentes, o sentido da parvalheira, como a minha mãe gostava de dizer. 

Como é que chegara aqui? Como acontecera? Pensei olhando para a mesa, como é que eu sendo uma aluna de quadro de honra, estava sentada numa sala de castigos com mais sete pessoas, como chegara a este ponto?


Eu não me lembrava, sinceramente, não me lembrava do teor dos acontecimentos, a única coisa que sabia era que nós, as 8 pessoas que estavam nesta sala, tínhamos encontrado o corpo de Alana. Lembrar-me daquele momento, daquela noite, do rosto de Alana, petrificado, imóvel, sem vida, com o seu vestido do baile, e o batom vermelho esborratado, fazia-me sempre ficar arrepiada, mas o pior... o pior momento, foi reparar nos olhos, os olhos cinzentos dela, arregalados, em choque e terror. 

Não havia duvidas... Ela fora assassinada....

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Olá pessoal, 
para aqueles que ainda se lembram deste blog no inicio, sabe muito bem que eu, inicialmente, era para apenas publicar as minhas historias, e passado algum tempo deixei de o fazer. Mas aqui está, a primeira parte desta fantástica historia. 

Vou sair um pouco da minha praia, ao publicar está historia que vai ser um Thriller, e bem, estou ansiosa, para saber a vossa opinião, podem deixar comentários aqui no blog e podem-me mandar mensagem direta no Instagram

Para o caso de estarem interessados no meu livro Ameaça de um Anjo, podem-me mandar mensagem também no Instagram ou então na pagina do Facebook

Espero que gostem, em breve mais um capitulo. 

E a musica que ouvi ao criar este Prólogo.


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3 Comments

  1. Ai sim! Ainda só li o prólogo (vou já para o capítulo 1) mas isto foi um ótimo começo! Estou muito curiosa para saber como é que isto se vai desenrolar.
    - @presa.nas.palavras

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  2. Gostei muito. Adoro o teu blog. E estou gostando desta história

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