SMS - No Profundo Gelo

By Patricia Ferreira - fevereiro 09, 2018



Primeiro Capítulo 
SMS


"- Não podemos estar aqui - disse com uma voz suave, um pouco tremida enquanto sentia a mão dele fria no fundo das minhas costas. - Podemos ser apanhados.
-Não deverias de todo ter vindo.."

-O quanto conheces de Alana Dians ? - Perguntou a pessoa do outro lado do mesa.


Eu levantei o olhar da mesa branca, vendo o oficial que estaria encarregue do Caso de Alana Dians. Era um adulto pensei, deveria estar nos seus 40, tinha cabelo um pouco grisalho perto das orelhas, uma barba escura, e um olhar analítico; calculista, que me observava do outro lado da mesa.

- Quem não conhece Alana?! - Perguntei retoricamente baixo para ele.

A sala onde estávamos era perto do gabinete do director da escola, era pequena, com uma mesa branca, simples e as paredes revestidas de arquivos de metal pesados que tinha o registos dos alunos. Num dos lados da sala, havia apenas vidro, desimpedida de arquivos, onde podia se ver a secretária do outro lado.

-Conheceu pessoalmente Alana? - Perguntou um pouco impaciente.

-Alana é... era a rapariga popular da escola, toda gente conhecia Alana, não significa que se conhece pessoalmente, apenas conhece-se - murmurei olhando pelo vidro, vendo que na secretária, estavam muitos dos funcionários a olhar na nossa direção, como se estivessem à espera que acontecesse alguma coisa.

-Tens alguma informação sobre alguma coisa que pudesse estar a acontecer com Alana? - Perguntou o detective.

Eu olhei para ele, pensativa. Não, eu não estava a ser completamente sincera, mas eu não tinha nada a ver com a morte de Alana... mas havia rumores. Como sempre existem, quando escândalos ocorriam na escola, o problema era saber se eram verdadeiros ou não. Vendo que eu estava a demorar para responder, ele apontou no bloco que estava a sua frente.

- Como é que encontrou o corpo? - Perguntou o detective.

-Como disse...

Mas antes que pudesse dizer alguma coisa, houve um ruído na secretaria, que fez com o detective olhasse para fora. Preocupada, eu segui o olhar dele e reparei que os meus pais estavam do lado de fora, juntamente com mais pessoas, todas a reclamar com o diretor da escola.

O detective levantou-se e foi para fora da sala, para falar com os pais das 8 pessoas que encontraram o corpo de Alana. E não, não era um bom sinal.

Nós encontramos o corpo e agora tínhamos que falar com a polícia para que eles pudessem determinar o que se passou com Alana, o que eles não contavam era que os nossos pais estivessem aqui, para impedir que fossemos coagidos a falar. O que okay, sim era necessário, visto que éramos menores, mas vendo a cara da minha mãe afligida enquanto observava o detective a sair da sala, fazia-me pensar. Será que teríamos algo a esconder? Ou será que eles sabiam que nós tínhamos algo a esconder?

A minha cabeça doía sempre que pensava naquela noite. Olhei para a cadeira do outro lado da mesa, ele tinha deixado o ficheiro, ele estava aberto.  Debaixo de uma folha onde estava os meus dados conseguia ver parte de uma foto, podia ver o azul do gelo, e a mão... a mão de Alana.

Estremeci e desviei o olhar, ainda tinha pesadelos... ainda pensava como tínhamos encontrado o corpo. No ringue de Hokey, debaixo do gelo, o corpo de Alana, estendido...

O  meu coração batia mais rápido sempre que eu pensava naquele momento. Respirei fundo, e tentei abstrair-me do que se passara, das vozes que vinham da secretaria...de tudo. Apenas foquei-me nos arquivos que estavam a minha frente.

Demorou 3 minutos, pelo menos, para o tumulto lá fora parar, e haver silêncio... eu olhei e vi que os pais agora estavam todos apenas a falar calmamente com o detective. Mas eu não pode deixar de olhar para a minha mãe, ela estava furiosa, e eu sabia porquê.

Ela queria o melhor de mim, nunca me pressionou, mas esperava sempre que eu estivesse no meu melhor, mesmo quando eu tinha uma nota que fosse baixa, ela mesmo assim tinha em conta o que poderia estar a falhar e ajudava no que podia. Mas ao me ver aqui, possivelmente, não havia nada que pudesse fazer.

Fizera, no entanto, bem em mandar uma sms a minha mãe a informar o que estava a acontecer, nós éramos menores, não deveriam de estar questionar-nos sem o consentimento dos pais.

Não demorou muito que me dispensassem da sala, eu sai e fui para a secretaria, onde a minha mãe estava a falar com a mãe de Steve, o Ex-Namorado da Alana.

Assim que me viram, calaram-se, dirigindo-se rapidamente para minha beira. A minha mãe abraçou-me apertado, e pela primeira vez desde que eu fora para a sala de castigos eu relaxei, ao respirar o perfume da minha mãe.

- Estás bem? - Perguntou-me afastando-se para ver o meu rosto.

Quando era pequena sempre pensei que a minha mãe era uma princesa, com o seu rosto oval, olhos castanhos e sorriso amável. Mas depois de ver a trabalhar como chefe no trabalho dela, deixei de pensar nela como princesa, mas sim como uma guerreira.

-Sim, apenas enfim, eu nem sei o que pensar - disse respirando fundo, tentando aguentar, para não implorar a minha mãe para me levar para casa. - Nós temos que passar a tarde na sala de castigo, até que seja resolvido esta situação. Mas quando vi que estávamos a ser chamados...

-Fizeste bem, em chamar-nos Jessie, a certo ponto podemos evitar, mas mais tarde ou mais cedo eles vão querer falar com todos vocês - disse a mãe de Steve, parecendo preocupada. - Mas nós queremos que sejam apoiados por um advogado.

-Claro, Sra Johnson - Disse calmamente.

-Jessie - disse uma voz atrás de mim.

Eu olhei e vi que era a secretária do director, menina Pers, que estava sorrir para mim com pena estampada no seu rosto. Ela era pequena, um pouco roliça, mas o seu rosto e a sua presença era de uma pessoa simpática e sempre disposta a ajudar. Sorri levemente, para a senhora.

-O Diretor quer que vás para a sala, assim que acabarmos de falar com os pais, acho que já podem ir embora - disse sorrindo.

Eu acenei, não queria falar. Não queria dizer nada, quando sentia os olhares de várias pessoas em mim, e nas minhas reações. Era como caminhar em pedaços de vidro, pensei. Despedi-me da minha mãe antes de ir para fora para o corredor da escola, que estava vazio. Já tinha acabado as aulas, só que eu e mais 7 pessoas fomos encaminhadas para a sala de castigos, para que esperássemos até sermos chamados um por um para falar com o detective.

Assim que cheguei a sala, estavam todos sentados a olhar nervosamente para o quadro, tal como eu estivera quando fomos para cá. A primeira pessoa que eu reparei foi a Mónica, a rapariga que tinha se sentando ao meu lado. Ela era... costumava ser a melhor amiga de Alana.

Ela era alta, de cabelos negros encaracolados, a tez escura, e olhos verdes, ela era uma das cheerleaders. Se não me enganava era o topo da pirâmide, o que era impressionante. E eu estava habituada a vê-la a sorrir para toda gente, mas hoje estava de ombros curvados, com a sua camisa cor-de-rosa enrugada, sem maquilhagem, e as calças pareciam não combinar com os sapatos que estava a usar. Ela estava completamente abatida.

Uma imagem assombrou-me, relembrando-me de uma Mónica, furiosa, de joelhos a bater as mãos contra o gelo, a gritar e a chorar, enquanto a sua volta nós permanecemos chocados. Ela foi a primeira a reagir. A primeira a gritar... a primeira a admitir que era real.

Era real, aconteceu.. uma pessoa que nós conhecíamos morreu, pensei mesmo que isso fosse surreal, aconteceu... Mas parecia algo saído de um filme, pensei enquanto abria a porta da sala. Era como se fosse uma situação que víssemos na televisão. Mas a nossa situação era real. 

-Então? O que te disseram? - Perguntou alto de mais uma voz masculina enquanto fechava a porta atrás de mim.

Eu olhei para Steve, ele estava na ponta da cadeira, os olhos castanhos arregalados, enquanto me observava quase como se fosse um barco de salvação. Ele era alto, para um jogador de rugby, lindo claro, loiro de olhos azuis, com uma pele pálida, e com um pouco de barba debaixo do queixo. Usava uma t-shirt azul e um casaco por cima e as calças largas sobre as pernas. 

A imagem descontraída habitual dele, tinha desaparecido. Mas não me deixava enganar, ele era alfa, um arrogante e uma pessoa muito atrevida.

As vezes eu perguntava-me como é que um ego tão grande podia caber em portas pequenas.

Ele era um dos piores dos que estavam aqui reunidos. Ele era o ex-namorado da Alana, e toda gente ainda se lembrava como no início da escola mesmo antes do Baile, Alana fez um escândalo na entrada da escola ao acabar com ele no primeiro intervalo. Foi engraçado de se ver, principalmente quando ele a ameaçou! O que não é de todo, um bom sinal para ele neste momento.

- Os nossos pais estão aqui, e a polícia só vai falar connosco quando tivermos um advogado presente - informei sem olhar diretamente para nenhum deles.

Não era amiga de nenhum deles, não os conhecia, apesar de quase todos terem a sua própria reputação. Quer seja boa, ou não. Era impossível não saber quem era a Mónica e o Steve, eles eram  os populares, depois havia Josh que estava na ponta da sala, a beira das janela.  

As pernas sobre a mesa, a brincar com o que me parecia ser uma bola saltitona, o rapaz também conhecido como o mulherengo da escola. Steve podia ser uma pessoa com uma reputação estranha, visto que o ego e o orgulho andavam de mão dada, mas não! Ele podia dar os seus piropos, mas pelo que sabia, ele não trairia Alana, a namorada de infância.

Mas Josh, esse! Bem, poderia dizer que quase correu a equipa de cheerleader e, havia rumores de que Alana fora uma das raparigas que também andou na proll, mas não havia provas, apenas rumores. E eu... sinceramente, não podia deixar de concordar. Josh, era algo que não podia ser ignorado. Cabelo sempre arranjado, com olhos azuis escuros, pele morena, lábios carnudos, ombros largos, e uma camisola castanha que favorecia por completo a sua estrutura. 

Era um menino mau com pele de ovelha, pensei enquanto me sentava. 

Mas o verdadeiro lobo estava atrás de mim, pensei...

-Mas eles chegaram a falar contigo Jessie? - Perguntou Mónica a olhar para mim preocupada.

Eu olhei para ela um pouco admirada, por ela me estar a dirigir a palavra.

Eu podia sentir a pessoa atrás de mim a escrever na mesa, conseguia ouvir a caneta a raspar na mesa de madeira, era como se sentisse na pele, profundo e ardente. Na verdade, não era apenas a caneta, eu conseguia sentir todos a olhar para mim. O que me deixava nervosa, sem saber o que dizer, se deveria de ser honesta.

- Tu chegaste a falar das sms? -Perguntou uma voz atrás de mim, eu olhei para trás de Mónica. Atrás dela estava Sam.

Se Steve e o Josh eram os garanhões, Sam era o gatinho da matilha, apenas uma amostra a beira deles, pensei, mas com pena, eu conhecia-o desde criança. O rapaz de óculos, magro, com problemas asmáticos, que era simpático, com um sorriso metálico, cabelo loiro despenteado, com uma camisa azul. E tal como todos, não parecia ter dormido bem.

-Foda-se, cala-te Sam! - Exclamou a rapariga que estava perto dele.

Uma das seguidoras de Alana e agora a nova namorada de Steve. Sim, muito estranho, ele recuperara de forma fácil as mazelas do namoro de quase 10 anos, pensei querendo revirar os olhos. 

A rapariga, Maia, era magra, loira de cabelo comprido, mesmo que a um ano fosse apenas morena. Sim, ela era a cópia de Alana, até mesmo os gestos eram parecidos com a de Alana. E para Steve, ela era a cópia perfeita de Alana, na verdade até podia ver que o casaco que ela estava a usar fora o casaco que Alana usara no primeiro dia de aulas.

- Eu só estou a perguntar! - Exclamou Sam, olhando para ela enervado. 

- Eu não tive oportunidade de falar, assim que avisamos os nossos pais, eles não demoraram a estar presentes - disse enquanto olhava para o quadro.

- Mas nós temos que falar nisso! - Exclamou Sam, parecendo assustado. 

-Ninguém está a dizer o contrário, Samuel. Apenas será melhor não falarmos aqui, quando corremos o risco de sermos ouvidos. - Disse a voz suave de Josh, que parecia ser a única pessoa que estava relaxada. 

-Quando? - Perguntou uma voz atrás, eu olhei para Lana. 

A rapariga que tivera mais problemas com Alana, possivelmente.  A rapariga que já aparecera nua no meio do corredor da escola, porque Alana e as suas amigas lhe tinham roubado a roupa. Eu sempre que olhava para ela, revoltava-me sobre o modo como Alana era… como  costumava ser. E como Mónica e Maia eram apenas marionetas, para agradar o que era antes Alana.

Lana era gorda, não exageradamente, mas ainda assim era o suficiente para ser alvo de chacota, o cabelo dela preto estava amarrado num coque, no cimo da cabeça, tinha o rosto oval, olhos verdes e lábios finos. 

- Talvez hoje a noite no Dinner - murmurou Steve, sem olhar para a rapariga, apenas fazendo uma cara de repugnação. 

-Por mim, tudo bem, a não ser que os nossos pais comecem a andar atrás de nós. - Disse Sam, com uma voz irritante que me deixou enervada. 

Respirei fundo e pensei, os nossos pais estavam na sala a falar com o diretor e com o detective, haveria tensão, haveria as perguntas e eu sinceramente não queria estar a ouvir os meus pais a falarem disso, já tivera a minha cota. 
-Basta dizermos que temos um trabalho de grupo - disse Josh, e eu olhei para ele vendo que estava a olhar para a bola saltitona. - Nós temos que tratar das nossas histórias. Nós não temos que aturar estas merdas, por causa da merda das sms. 

-Oh, deixa estar, o primeiro suspeito é o querido Steve… - Disse Mónica, e ela quase parecia satisfeita com isso, como se fosse algo que ela desejasse. 

Olhei para Mónica, ela estava a olhar para o quadro parecendo cansada, com as pernas cruzadas, e os braços cruzados, a imagem perfeita de uma pessoa que estava stressada e cansada. E olhei para Steve que olhava para Mónica, quase parecia que queria mata-la. Estremeci, eu também ficara bastante passada com essa afirmação. Mas não se podia matar o mensageiro, de todos nós, ele teria os seus motivos.

Não significa que os restantes, não tenham, pensei… O lobo mau, no entanto, atrás de mim, não via qualquer motivo para estar no ringue quando encontramos o corpo. Não fazia muito sentido, pensei, eles não se conheciam, ou pelo menos assim achava. 

- Ficamos combinados ou não para hoje a noite no Dinner? - Perguntou Mónica, olhando para todos. - É melhor, irmos para as cabines e cada um ir de cada vez, vamos deixar muita gente a falar quando nós virem juntos. 

-Sim, ninguém quer arruinar a tua preciosa reputação, Mónica - disse Steve com a voz repleta de ácido. 

Eu encolhi-me na cadeira, eu não gostava de estar aqui, eu não tinha nada a ver com estas pessoas, maldita a hora que eu decidi prestar atenção ao meu telemóvel, pensei com arrependimento, pegando no meu caderno para pode ler um pouco.

- Ei, parem com isso, isto não é altura para estas merdas, não com o que está acontecer - Disse Josh, ainda com a mesma calma de sempre. 
Eu não pode deixar de reparar, Josh fora o único de cabeça fria quando encontramos o corpo, o primeiro a dizer para não chamar a polícia e para que fossemos embora. 

É claro que aquela decisão fora uma treta, porque os funcionários da escola encontraram-nos com a mão no fogo. Passei a mão pela testa esfregando, tentando afastar as imagens daquela noite. Ele também fora a pessoa que sugeriu não falar das sms. E agora, lá estava ele, inclinado na cadeira a atirar a bola para cima e a agarra-la. A imagem da descontracção. 
A Mónica era o seu perfeito oposto, pensei. 
- Estamos combinados, certo?! - Perguntou. 

Todos murmuramos um sim, até mesmo o lobo mau atrás de mim. 

-Acham… - Começou por dizer Maia, mas ela foi interrompida com a porta abrir-se. 
A secretária, a menina Pers, sorriu para nós inclinada para a sala. 
-Meninos, já podem reunir as vossas coisas - disse sorrindo. - Os vossos pais estão na entrada à espera. 

Ela saiu sem esperar uma resposta e fechou a porta atrás dela. Nós levantamo-nos em uníssono, completamente sincronizados. 
-As 8 e meia, no Dinner - disse Josh que atravessou a sala sem olhar para trás. 
Ele abriu a porta e saiu, e os restantes fomos atrás, ao meu lado estava Sam, que murmurou “estúpido”, entre dentes. Que grupo, pensei, ninguém gostava de ninguém, e todos queriam ter algo para dizer, ou pelo menos os Alfas. Quando sai para o corredor, olhei para o lado, para o lobo mau, o rapaz alto, com um casaco preto, calças de ganga folgadas, uma camisola branca, e sapatilhas. O cabelo preto, despenteado, talvez a precisar de um corte, e sempre com uma cara séria. 
Eu acho que nunca vira Jared rir, pensei, reparando nos olhos azuis, fixos no Sam, na verdade, eu nunca o vira a falar, a não ser quando estava quase a desmaiar no ringue. Mas ainda assim, não era o suficiente. Ele era o lobo mau desta matilha, pensei, ele sempre causara problemas na escola, faltava imenso, roubava (ou pelos menos era o que ouvira dizer), e pelo menos uma vez por semana tinha que andar a luta com alguém. 

Mas não havia nada que o ligasse a Alana, a não ser pela sms que nós os 8 recebemos em conjunto. 
Ele olhou para mim, apesar de ser o costume dele ser apenas calado, e completamente inexpressivo, ele partilhou comigo um olhar que parecia transmitir confusão, como se tal como eu estivesse a olhar para um puzzle de 8 lados. 

E antes que pudesse fazer ou dizer algo, ele agarrou no meu telemóvel que estava sair da minha mala, e começou a mexer nele. 

-Ei… o que… - disse mas antes que pudesse formar uma frase coordenada, ele deu-me o telemóvel para a mão. 

-Para o caso… - disse numa voz suave. 

Eu olhei para o telemóvel, ele estava aberto numa ficha de contacto, com o nome dele. Eu olhei para ele, mas não disse nada, eu queria perguntar, mas que resposta teria? O que poderia lhe dizer? Haveria alguma razão para ele estar a dar-me o numero dele? 

Mas não disse nada, não valia a pena. 

Quando chegamos à entrada, os nossos pais estavam a espera, e rapidamente fomos todos abraçados por eles. O típico comportamento de pais preocupados. Por cima do ombro da minha mãe,  pude ver como os pais de Jared estavam a falar com ele. Ora aí é que estavam dois opostos pensei, um pouco surpreendida, ao ver a mãe e o pai dele, eram duas pessoas normais, que poderiam até trabalhar no banco enquanto ele, parecia um delinquente. 

-Bem, vamos para casa - disse a minha mãe, olhando para mim sorrindo. 
Ainda assim, consegui ver como ela estava ainda assim preocupada. Eu agarrei o braço dela e murmurei um adeus aos outros.E apenas dera dois passos, quando senti o meu telemóvel vibrar, assim como o som das mensagens recebidas em diversos telemóveis. Eu parei e olhei para o telemóvel. Era uma mensagem. 

Olhei para os outros, que também estavam todos a olhar para o telemóvel tal como eu. 

- Jessie, está tudo bem? - Perguntou a minha mãe que estava a olhar para mim preocupada. 

-Sim, é apenas uma sms da escola a informar para ter cuidado ao andar por ai - disse dando meio sorriso para ela. 

Os outros também deram a mesma desculpa aos seus pais, e todos estavam pálidos, tal como eu. Eu recomecei a andar com os meus pais ao meu lado. Mas não pode deixar de olhar para a mensagem. 

De: Alana 
Alana não soube estar calada quando devia… É melhor que não queiras o mesmo destino que ela.


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Olá pessoal, 
que acharam deste primeiro capítulo? Curiosos para o que vem ai? 

Eu estou super ansiosa para revelar os segredos destas 8 pessoas. Estou super entusiasmada com está historia, não estava a contar ficar tão inspirada. Mandem comentário caso gostarem desta parte. 


Para o caso de estarem interessados no meu livro Ameaça de um Anjo, podem-me mandar mensagem também no Instagram ou então na pagina do Facebook

Para este capítulo fiquei inspirada com está musica



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