4º Parte
Observei a Julie e a Marie a saltar para a piscina e sorri, há dias que não me divertia assim tanto, no entanto não conseguia parar de olhar para a casa de William. Não sabia o que fazer, não sabia o que fazer com o bilhete que tinha guardado na gaveta da minha cómoda. Não sabia se devia de mostrar a Liam ou mostrar ao meu pai, quer dizer o que raio significa? Passei a mão pelo inchaço que tinha no maxilar e gemi com um pouco da dor que tinha.
Podia significar um milhão de coisas, mas mesmo assim era estranho, eles apenas se mudaram a uns meses, os nossos pais nos conheciam? O que raio havia nos passados deles, que a mãe de William queria me longe dele? Observei a casa de William a espera que ele aparecesse de repente e desse aquele meio sorriso para perceber se devia ou não lhe dizer algo.
Olhei para as minhas melhores amigas elas estavam a olhar para mim, com os cotovelos na borda da piscina enquanto sorriam. Saltei sabendo que tinha perdido algo.
- O quê? - Perguntei confusa.
- Nós te perguntamos se sabias ou não porque é que o William não nós largou o dia todo? - Perguntou Julie sorrindo.
Corei, William preocupado comigo e com as ameaças de Ash prometeu-me que iria protege-las.
- Não, não sei - respondi dando meio sorriso. - Mas o que se passou?
- Ele não nós largou - disse Marie. - Saímos da primeira aula e ele estava lá a nossa espera com um abraço de urso.
- E ele nunca nós falou assim tanto como hoje - disse Marie e depois corou ao lembrar-se de algo. - Até os amigos dele.
Julie deu um sorriso e corou também.
Sentei-me olhando para elas, eu conhecia aquele olhar.
- O que é que está a se passar? - Perguntei olhando para as duas.
- Bem, os melhores amigos do William chamam-se Robert e Chad. E eu tenho uma queda pelo Chad - disse Julie sorrindo. - E a Marie gosta do Robert. E como o William estava sempre connosco e ele apresentou-nos.
- Isso é bom. - Disse sorrindo.
- Olá - disse três vozes atrás de mim.
Julie e Marie mergulharam ambas vermelhas com vergonha, eu olhei para trás e vi que era o William e dois rapazes, um era loiro com olhos azuis e com um sorriso enorme baixo e magro, o outro tinha cabelo preto bem penteado com olhos quase negros, ele era alto e musculado.
- Ei - cumprimentei sorrindo.
- Podemos fazer companhia? - Perguntou William.
- Claro. Podem ir para a piscina se quiserem - disse sorrindo vendo que ambos os rapazes estavam com calções.
Atrás de mim ouvi alguém a praguejar e eu sabia que era a Julie. Os dois rapazes sorriram e foram até a minha beira.
- Eu sou Chad - disse o loiro sorrindo. - Este é o Robert. Nós não estamos a incomodar pois não?
- Claro que não, estão a vontade - disse sorrindo.
Eles tiraram as camisolas e colocaram na espreguiçadeira ao lado e saltaram para a piscina molhando-me. Julie e Marie olharam para mim chateadas mas ao mesmo tempo sorriam. Eu ri-me ao ver que os rapazes estavam a cercar as raparigas. William sentou-se ao meu lado, eu olhei para ele e vi que ele estava a olhar para mim preocupado.
- O que se passa? - Perguntou-me olhando para mim.
- O queres dizer com isso? - Perguntei dando meio sorriso. - O que é que estás aqui a fazes com estes dois?
- Nós reparamos que vocês estavam aqui, e o Chad gosta da Julie e o Robert gosta da Marie. - Disse William encolhendo os ombros olhando para a piscina.
Eu olhei para a piscina e vi o Chad a falar com Marie enquanto Robert e Julie estavam numa discussão acesa, eu olhei de novo para Marie que estava a olhar para Chad parecendo triste.
- Isso é mau, porque eles estão a tentar fazer ciumes uns aos outros. - Disse rindo mas reparei que Marie esta a sorrir para Chad esquecendo-se por completo de Robert assim como Julie estava a ter uma discussão mesmo estranha com Robert. - E eu acho que estão trocados.
- Eu também acho. - Disse rindo olhando para mim. - O que se passa? Desde ontem que andas estranha, que andas a esconder?
- O que queres dizer com esconder? - Perguntei olhando para ele engolindo em seco.
Devia de contar, não devia? Eu devia, mas e se for apenas uma mentira? E se for algo perigoso? Algo estava a bater na minha cabeça algo estava a tentar sobressair-se, estava na ponta da minha língua. Mas eu não fazia ideia do que era.
- Eu conheço-te Eve - disse sorrindo. - Há algo a te incomodar imenso eu posso ver aqui, nesta ruga na testa.
Ele apontou para a minha testa, e eu suspirei tentando relaxar mas não conseguia.
- Eu não tenho certeza, mas acho que os nossos pais se detestam. - Disse sorrindo levemente, e pontapeie-me mentalmente, mais valia estar a acenar com o bilhete para todos lerem.
- Também reparaste nisso? - Perguntou parando de sorrir. - Eles conhecem-se?
- Eu não sei, vocês mudaram-se uns meses e até ontem eles nunca se falaram - disse encolhendo os ombros.
- Vocês sempre viveram aqui? - Perguntou-me.
- Não, nós vivíamos... - comecei por dizer mas então calei-me. - Eu não sei, não me lembro onde... Nós mudamos quando a minha mãe morreu, demasiadas memorias...
- Lembras-te dela? - Perguntou-me preocupado.
Acenei negativamente e ele pegou na minha mão apertando levemente.
- Lembras-te do teu pai? - Perguntei sorrindo levemente.
- Sim, lembro-me dele... lembro-me dele a me levar aos meus treinos de futebol, de lançar bolas no quintal, das manhas de pequeno almoço a fazer panquecas com a minha mãe...
Os olhos dele ficaram baços presos no passado e respirou fundo, eu apertei as mãos deles quando começaram a tremer. Ele engoliu em seco e olhou para mim voltando ao presente.
- Ele era o meu melhor amigo - disse com a voz num fio. - Mas um dia, quando acordei, desci as escadas não havia o cheiro de panquecas, eu senti que algo estava errado, a minha mãe estava na sala sentada no sofá com as mãos no rosto. E eu perguntei: onde está o pai? Porque não estão a fazer panquecas? Ela olhou para mim e disse: o pai não voltou, ele morreu. Foi a primeira vez que eu vi a minha mãe a chorar e a ultima. Ela mudou a partir desse dia, tornou-se forte, fez tudo para que eu não sentisse falta dele.
Eu passei a mão pelo ombro dele apertando, ele pegou na minha mão e apertou contra a sua boca.
- Lamento - murmurei dando meio sorriso.
- Mas que raio pensas que és?
Eu e William olhamos ao mesmo tempo para a piscina. Julie estava a sair da piscina parecendo irritada, e Robert estava atrás dela, enquanto Marie e Chad estavam a sentados no outro lado da piscina numa espreguiçadeira estavam a observar a discussão.
- Tu não tens o direito de chegar aqui e me perguntar isso! - Exclamou Julie irritada pegando numa toalha.
- Julie, eu não queria...
- Não querias o quê? Não querias dizer o quê? - Perguntou irritada. - Sim, tu querias, tu querias dizer exactamente isso.
- A culpa é tua - disse Robert gritando com ela. - Tu é que começaste.
Ela calou-se parecendo furiosa, eu estava a espera que ela gritasse como sempre fazia quando perdia a cabeça mas a única coisa que fez foi bater com o pé e entrar na minha casa. Eu olhei para todos.
- Acho que é melhor vocês irem embora - disse levantando-me.
- E ele nunca nós falou assim tanto como hoje - disse Marie e depois corou ao lembrar-se de algo. - Até os amigos dele.
Julie deu um sorriso e corou também.
Sentei-me olhando para elas, eu conhecia aquele olhar.
- O que é que está a se passar? - Perguntei olhando para as duas.
- Bem, os melhores amigos do William chamam-se Robert e Chad. E eu tenho uma queda pelo Chad - disse Julie sorrindo. - E a Marie gosta do Robert. E como o William estava sempre connosco e ele apresentou-nos.
- Isso é bom. - Disse sorrindo.
- Olá - disse três vozes atrás de mim.
Julie e Marie mergulharam ambas vermelhas com vergonha, eu olhei para trás e vi que era o William e dois rapazes, um era loiro com olhos azuis e com um sorriso enorme baixo e magro, o outro tinha cabelo preto bem penteado com olhos quase negros, ele era alto e musculado.
- Ei - cumprimentei sorrindo.
- Podemos fazer companhia? - Perguntou William.
- Claro. Podem ir para a piscina se quiserem - disse sorrindo vendo que ambos os rapazes estavam com calções.
Atrás de mim ouvi alguém a praguejar e eu sabia que era a Julie. Os dois rapazes sorriram e foram até a minha beira.
- Eu sou Chad - disse o loiro sorrindo. - Este é o Robert. Nós não estamos a incomodar pois não?
- Claro que não, estão a vontade - disse sorrindo.
Eles tiraram as camisolas e colocaram na espreguiçadeira ao lado e saltaram para a piscina molhando-me. Julie e Marie olharam para mim chateadas mas ao mesmo tempo sorriam. Eu ri-me ao ver que os rapazes estavam a cercar as raparigas. William sentou-se ao meu lado, eu olhei para ele e vi que ele estava a olhar para mim preocupado.
- O que se passa? - Perguntou-me olhando para mim.
- O queres dizer com isso? - Perguntei dando meio sorriso. - O que é que estás aqui a fazes com estes dois?
- Nós reparamos que vocês estavam aqui, e o Chad gosta da Julie e o Robert gosta da Marie. - Disse William encolhendo os ombros olhando para a piscina.
Eu olhei para a piscina e vi o Chad a falar com Marie enquanto Robert e Julie estavam numa discussão acesa, eu olhei de novo para Marie que estava a olhar para Chad parecendo triste.
- Isso é mau, porque eles estão a tentar fazer ciumes uns aos outros. - Disse rindo mas reparei que Marie esta a sorrir para Chad esquecendo-se por completo de Robert assim como Julie estava a ter uma discussão mesmo estranha com Robert. - E eu acho que estão trocados.
- Eu também acho. - Disse rindo olhando para mim. - O que se passa? Desde ontem que andas estranha, que andas a esconder?
- O que queres dizer com esconder? - Perguntei olhando para ele engolindo em seco.
Devia de contar, não devia? Eu devia, mas e se for apenas uma mentira? E se for algo perigoso? Algo estava a bater na minha cabeça algo estava a tentar sobressair-se, estava na ponta da minha língua. Mas eu não fazia ideia do que era.
- Eu conheço-te Eve - disse sorrindo. - Há algo a te incomodar imenso eu posso ver aqui, nesta ruga na testa.
Ele apontou para a minha testa, e eu suspirei tentando relaxar mas não conseguia.
- Eu não tenho certeza, mas acho que os nossos pais se detestam. - Disse sorrindo levemente, e pontapeie-me mentalmente, mais valia estar a acenar com o bilhete para todos lerem.
- Também reparaste nisso? - Perguntou parando de sorrir. - Eles conhecem-se?
- Eu não sei, vocês mudaram-se uns meses e até ontem eles nunca se falaram - disse encolhendo os ombros.
- Vocês sempre viveram aqui? - Perguntou-me.
- Não, nós vivíamos... - comecei por dizer mas então calei-me. - Eu não sei, não me lembro onde... Nós mudamos quando a minha mãe morreu, demasiadas memorias...
- Lembras-te dela? - Perguntou-me preocupado.
Acenei negativamente e ele pegou na minha mão apertando levemente.
- Lembras-te do teu pai? - Perguntei sorrindo levemente.
- Sim, lembro-me dele... lembro-me dele a me levar aos meus treinos de futebol, de lançar bolas no quintal, das manhas de pequeno almoço a fazer panquecas com a minha mãe...
Os olhos dele ficaram baços presos no passado e respirou fundo, eu apertei as mãos deles quando começaram a tremer. Ele engoliu em seco e olhou para mim voltando ao presente.
- Ele era o meu melhor amigo - disse com a voz num fio. - Mas um dia, quando acordei, desci as escadas não havia o cheiro de panquecas, eu senti que algo estava errado, a minha mãe estava na sala sentada no sofá com as mãos no rosto. E eu perguntei: onde está o pai? Porque não estão a fazer panquecas? Ela olhou para mim e disse: o pai não voltou, ele morreu. Foi a primeira vez que eu vi a minha mãe a chorar e a ultima. Ela mudou a partir desse dia, tornou-se forte, fez tudo para que eu não sentisse falta dele.
Eu passei a mão pelo ombro dele apertando, ele pegou na minha mão e apertou contra a sua boca.
- Lamento - murmurei dando meio sorriso.
- Mas que raio pensas que és?
Eu e William olhamos ao mesmo tempo para a piscina. Julie estava a sair da piscina parecendo irritada, e Robert estava atrás dela, enquanto Marie e Chad estavam a sentados no outro lado da piscina numa espreguiçadeira estavam a observar a discussão.
- Tu não tens o direito de chegar aqui e me perguntar isso! - Exclamou Julie irritada pegando numa toalha.
- Julie, eu não queria...
- Não querias o quê? Não querias dizer o quê? - Perguntou irritada. - Sim, tu querias, tu querias dizer exactamente isso.
- A culpa é tua - disse Robert gritando com ela. - Tu é que começaste.
Ela calou-se parecendo furiosa, eu estava a espera que ela gritasse como sempre fazia quando perdia a cabeça mas a única coisa que fez foi bater com o pé e entrar na minha casa. Eu olhei para todos.
- Acho que é melhor vocês irem embora - disse levantando-me.
A Noite
- Então o que se passou com a Julie e o Robert? - Perguntou-me William pelo telemóvel enquanto eu aquecia uma lasanha no microondas.
- Julie disse-me que ele pelos vistos meteu-se na vida privada dela, e eu não sei se lembras-te daquele namorado que ela teve a um mês?
- Sim, era o nosso colega no futebol, eles... oh, eu já sei o que Robert perguntou - disse soando frustrado.
- O que queres dizer com saber? Mas que raio, ela nem me disso o que ele perguntou - disse irritada.
- Bem, nós durante um treino, ele estava a falar com os melhores e comentou uma coisa que se passou com ele e com a Julie.
Eu vi a lasanha a rodar dentro do microondas e fiquei curiosa com o que ele estava a me esconder.
- O que queres dizer com comentar?
- Que ele comentou que a Julie fez com ele nos balneários - respondeu parecendo furioso.
Plinc!
O microondas apitou e eu tirei a lasanha.
- Então foi por isso que a Julie acabou com ele, ouviu os rumores e acabou com ele. E acredita são rumores, aquela rapariga não gosta de intimidades e além disso nunca gostou realmente dele. - Disse tirando uma coca-cola do frigorífico.
- Todos sabemos que não é verdade, ele tem muita garganta, mas os melhores amigos espalharam o rumor na escola.
- Então o Robert perguntou se era verdade ou não, por isso é que ela se passou. -Disse subindo as escadas equilibrando com alguma dificuldade a lata e o prato.
Entrei no quarto e vi que ele estava sentado na cama a ler com o telemóvel encostado ao ouvido, ele acenou-me quando entrei e eu sorri antes de virar para as escadas e subir para o meu refugio.
- Mas que raio? Não vais comer no quarto? - Perguntou parecendo chateado.
- Eu tenho a minha tv lá em cima - disse rindo um pouco.
- Oh okay, falamos depois, então...
Eu parei e olhei para trás e sorri descendo.
- Okay, eu fico em baixo. - Disse.
Sentei-me no sofá colocando a lasanha na mesa pequena e a lata.
- Ainda bem - disse levantando-se da cama sentando-se no chão para estar a olhar para mim directamente. - Eu preciso de falar contigo sobre uma coisa, eu falei com a minha mãe sobre o teu pai.
Eu parei o garfo a meio de ir para a minha boca e olhei para ele preocupada vendo que ele estava demasiado serio.
- O que é que ela disse?
- Ela mentiu, ela disse que nunca o conheceu, nunca teve razões para o odiar, apenas foi algo do momento, mas ela desviou o olhar, ela faz sempre isso quando mente. - Disse encolhendo os ombros. - Mas talvez até seja verdade, afinal o teu pai não deve se ser a pessoa mais simpática, a te prender em casa e assim.
- Desculpa? O meu pai não me prende em casa! - Exclamei posando os talheres olhando para ele.
- Oh vá lá Eve, estás a me dizer que gostas de estar sempre em casa? Sempre nessas quatro paredes, com apenas duas amigas? - Perguntou olhando-me aborrecido.
- Eu gosto, tenho as notas mais altas do que nunca, eu não me distraiu com rapazes e muito menos com raparigas estúpidas que pensam que eu estou a roubar o namorado!
- Eu não namoro com ela! - Exclamou parecendo irritado.
- E já agora que estás a falar do meu pai, a tua mãe não deve de ser nada simpática, para ter o namorado que tem! - Exclamei irritada. - Talvez seja melhor eu ouvir a tua mãe e afastar-me de ti.
Desliguei e peguei no comando pressionando o botão para as cortinas se fecharem, eu olhei para ele vendo que ele estava confuso e chateado. Assim que as cortinas se fecharam o meu telemóvel começou a tocar, era ele a me ligar mas eu desliguei o telemóvel. As vezes era impossível falar com ele e ele não tinha qualquer direito de falar assim do meu pai!
Eu olhei para a gaveta onde estava o bilhete, havia algo errado nestas duas famílias, eu sabia... eu sentia não sabia porque, não sabia o contexto nem porque estava a dar uma dor de cabeça horrível, mas havia algo... como se fosse uma memoria... Mas eu não conseguia por o meu dedo nela.
Continua...
1º parte - O Rapaz Da Casa Ao Lado - Ver Aqui
2º Parte - Nem Tudo É Perfeito - Ver Aqui
5º Parte - Amor A Primeira Vista, a seguir de Marcas do Passado de One Day
Love Peace and Write
Kisses Lovewriters
8º Parte
Respirei fundo e virei-me de novo na cama enquanto pensava no que se passara antes de ontem, ver Andrew só me fez pensar no meu pequeno passado conto de fadas que tive e que perdi num piscar de olhos. Tinha tido a oportunidade de lhe dizer tudo o que tinha para lhe dizer quando ele se fora embora. Olhei para o telemóvel, tinha uma nova mensagem dele... Desde ontem que falávamos através de mensagens mas mesmo assim preferia mil vezes falar com ele cara a cara. Era quase como se nunca tivéssemos estado sem falar. Foi estranho e ao mesmo tempo louco... Abri a mensagem.
"Bom dia, espero que tenhas dormido bem!"
Respirei fundo e olhei para a cama de Clary, ela estava com o Ipad no colo e parecia que estava a ler algo com interesse. Ela olhou para mim e sorriu.
- Os Lords vão lançar um novo album, temos que comprar um! - Exclamou sorrindo de orelha a orelha.
- Não venhas com Os Lords, explica-me imediatamente explica-me o que se passou contigo e com o Luck ontem desde o autocarro que vocês andam muito estranhos, depois houve aquele momento no Hall, importas-te de explicar!? - Perguntei olhando-a irritada sentando-me.
Clary corou e respirou fundo observando-me.
- Eu ontem pedi um tempo ao Niall - disse abraçando o Ipad olhando para a janela pensativa.
- Oh meu deus, Clary, porque é que não nós contaste? - Perguntei encostando-me as almofadas.
- Eu sinceramente, não queria estar a chatear e também porque o Luck me beijou assim que isso aconteceu!
- O que???? - Gritei saltando da cama, ficando em cima de cama a olhar para ela e a sorrir de orelha a orelha. - Eu sabia que vocês eram perfeitos um para o outro, assim que vocês começaram a falar um com o outro a maneira como estavam sempre juntos, era uma questão de tempo para isso acontecer!
- Anya, eu tenho namorado, esqueceste isso e além disso como poderia alguma vez namorar com ele? Nós apesar de viver no mesmo sitio, ele trabalha num part time numa empresa de informática e eu ainda amo o Niall.
- Estás a ter a mesma reacção da Nora, estás a negar! - Exclamei irritada saltando para o chão. - Está mais que visto que tu estas farta do dele para nem pensares duas vezes para vir para aqui. Para de negar, tu gostas dele, não gostas?
Ela engoliu em seco passando a mão pelo cabelo irritada, ficando despenteada ela abriu a boca para responder quando bateram a porta e ela sorriu de orelha a orelha.
- Na verdade, eu tenho uma surpresa para ti - disse sorrindo, levantando-se abrindo a porta, um senhor entrou com um ramo de rosas que Clary recebeu e agradeceu antes de o senhor sair, ela virou-se para mim e sorriu. - Isto é para ti.
Eu olhei para o ramo confusa eram vermelhas e perfeitas com uma nota entre elas, eu peguei nele e abriu enquanto a Clary colocava o ramo na mesa. Eu abri e li a nota ficando espantada:
- O que foi Anya? - Perguntou. - Não gostaste?
- Isto é uma brincadeira? - Perguntei sentando-me no sofá olhando para a nota respirando fundo.
Passei a mão pelo meu cabelo loiro e respirei fundo, sentia-me um pouco confusa, o que era isto? O que significava esta mensagem, estaria ele a declarar-se!? Estaria ele a pensar que só porque nos encontramos ele tinha o direito de me fazer lembrar tudo o que se passara connosco. Seria assim tão maluco?
Respirei fundo e olhei para Clary, ela sentou-se a minha beira.
- Ele contactou-me e pediu quais era o hotel, eu até pensei que ele ia vir para cá, mas afinal é só as rosas. - Murmurou enquanto lia a nota. - Tu ainda o amas?
Eu abracei-me a ela e tentei não chorar enquanto ela passava a mão pelo meu cabelo.
Entramos no Alcazar e não pude deixar de reparar que estava frio lá dentro, respirei fundo e repararei que Taylor estava perto de Nora, quase a se tocarem e podia reparar que Taylor estava a olhar para ela parecendo confuso e interessado ao mesmo tempo. Nora no entanto parecia estar sobressaltada e ao mesmo tempo bastante sorridente. Clary estava a conversar sobre algo com o Luck. E a Aurya estava a beira de Nathan que parecia demasiado ansioso a olhar para todo o lado, como se estivesse a espera de ser reconhecido por alguém. Marise estava perto de mim, ela não parava de olhar para Ridley que parecia estar a seguir o Taylor e a Nora.
Eu olhei para Marise, ela parecia indecisa.
- Vai falar com ela - disse olhando para ela.
Ela mordeu o lábio pensativa, e de seguida olhou para mim.
- Eu não devia...
- Bem, eu nem, ela não é lésbica mas...
- Na verdade, ela é de ambas as equipas - disse encolhendo os ombros ainda a olhar para ela.
- Então, o que estás a espera? - Perguntei sorrindo. - Vai ter com ela!
Ela olhou para mim e sorriu parecendo nervosa mas acenou e foi ter com ela. Eu sorri e apertei a nota que estava no meu bolso. Não conseguia parar de pensar sobre Andrew e o que ele queria dizer com aquilo. Tinham me aparecido muitas emoções que eu não estava a espero. Respirei fundo e reparei que o nosso guia estava a chamar-nos, eu comecei a segui-los quando de repente foi agarrada para fora do Alcazar, eu tentei gritar mas uma mão me tapou a boca. Eu olhei para o lado e vi que era Andrew.
- O que raio? - Gritei mas a mão dele abafou a minha voz.
Nós passamos pelas portas e ele encostou-me a parede. Ele tirou a mão e sem que eu tivesse tempo de dizer algo ou mesmo afastar-me, ele prendeu-me as mãos e beijou-me...
Fiquei imóvel nos seus braços enquanto ele acariciava os meus lábios com os seus, varias emoções percorreram-me enquanto sentia arrepios a percorrerem-me. Eu não conseguia resistir, no entanto, envolvi-me no seu beijo, mas cedo demais ele afastou-se pressionando a sua testa contra a minha, reparei como ele ficou de olhos fechados como se estivesse a lutar contra algo. Eu respirei fundo enquanto sentia o meu coração a bater descontrolado.
- Andrew - murmurei.
Ele afastou-se de mim e eu quase cai se não estivesse encostada a parede. Ele passou a mão elo cabelo e respirou fundo.
- Desculpa, eu não conseguia controlar-me - murmurou, passando a mão pelo cabelo. - Eu passei anos a imaginar como seria estar contigo.
-Está tudo bem, mas assustaste-me um pouco - disse dando meio sorriso. - Ser atacada no meio do nada... e assim... espera... o que fazes aqui?
- Eu vim atrás de ti, o meu pai está aqui para resolver uns assuntos por isso aproveitei e vim com ele claro - disse sorrindo olhando-me um pouco preocupado.
- Estás maluco? - Perguntei passando a mão pelo meu cabelo.
- Um pouco - disse e colocou ambas as mãos na minha face afastando o meu cabelo da cara olhando-me nos olhos. - Foi muito tempo sem ti linda. Eu adoro-te.
- Eu também te adoro, mas não era preciso. Eu estou numa tour, rapaz - disse sorrindo.
- Mas não podes ir dar uma volta comigo? - Perguntou-me. - Por favor, não quero despedir-me de ti cedo de mais.
Observei-o e vi que ele me olhava a implorar mordi o lábio pegando no telemóvel mandando uma sms a Nora para ela me avisar que ia dar uma volta com Andrew, ela compreenderia e tinha tempo para ir afinal tínhamos 3 horas livres antes de voltar para o hotel. Ela respondeu num instante com uma simples palavra "diverte-te". Eu olhei para ele vendo que estava a olhar-me preocupado.
- Podemos - disse sorrindo.
Ele sorriu e agarrou a minha mão puxando-me para uma rua, dando-me a mão.
- Como estão as coisas com os teus pais? - Perguntou-me agarrando a minha mão.
- Estão bem, e os teus? - Perguntou-me sorrindo passando a mão pelos meus ombros, abraçando-me.
- Estão bem.
Ele passou a mão pelo meu rosto sorrindo.
- Há muito tempo que estamos sem nós ver, eu queria te perguntar uma coisa - disse olhando-me preocupado.
- Que se passa?
- Desde que acabamos namoras te com alguém? - Perguntou-me.
Eu fiquei confusa a olhar para ele, ele parecia preocupado e com medo.
- Não, meio que é difícil.
- Vamos tomar um café? - Perguntou-me e sorriu. - E vamos falar mais sobre o assunto?
Paramos num café e fomos para a esplanada e pedimos dois cafés.
- O que é que queres dizer com meio que é difícil? - Perguntou-me olhando-me curioso.
- O que eu quero dizer é que não senti nada por ninguém... foi complicado - disse desviando olhar.
- Porque é que foi complicado? - Perguntou sorrindo no momento que o café chega.
Eu coloquei açúcar no meu e Andrew apenas bebeu o seu, estranhei um pouco mas deixei andar.
- Não me interessei por ninguém, acontece - disse e encolhi os ombros. - Então que vais fazer no futuro?
- Não sei, não estou preocupado. - Disse encolhendo os ombros.
- Como assim? - Perguntei estranhando, Andrew era a pessoa mais obcecada com o futuro que eu conhecia, ele planeava sempre tudo.
- Porque haveria de me preocupar? - Perguntou-me encolhendo os ombros. - Tenho o futuro pela frente, ninguém sabe o dia de amanhã.
Olhei para ele e vi que ele parecia demasiado pálido, mas descontraído.
- Okay. O que há de novo na tua vida? Além do futebol - Perguntei sorrindo.
- Nada de mais - disse de forma brusca.
- Andrew está tudo bem? - Perguntei confusa pela maneira como ele desviava o olhar de mim.
Ele suspirou e pegou uma das minhas mãos e beijou-me as costas dela olhando-me com saudade.
- Está, agora está, vamos dar uma volta - disse sorrindo levemente.
Largou a minha mão e colocou varias moedas na mesa e levantou-se pegando na minha mão levando-me com ele. Ele abraçou-me e beijou-me na bochecha.
- Eu tive tantas saudades tuas, Anya, durante estes anos todos, sempre pensei em ti em todas as minhas decisões quais seria a tua opinião, o que pensarias... eu não deixei de pensar em ti...
Eu olhei para o lado admirada, enquanto andávamos pela rua e tentei arranjar uma resposta, é verdade eu também não parei de pensar nele durante este tempo todo mas ele estava num pais diferente e estarmos distantes e ficamos sem falar este tempo todo, o que poderia acontecer?
- Apenas diz alguma coisa - murmurou apertando o meu ombro.
Eu suspirei e olhei para ele engolindo em seco.
- Andrew, eu também nunca parei de pensar em ti, sempre foste importante para mim - disse olhando para ele vendo que ele me observava. - E abraçar-te e beijar-te foi importante para mim fez-me sentir...
Antes de eu acabar de falar Nathan apareceu a correr abraçando-me encostando-me a parede.
- Mas que raio, Nathan! - Exclamei mas ele tapou a minha boca.
Nesse momento varias raparigas a gritar passaram por nós a chamar por Nathan. Nathan agarrou-me mais escondendo o rosto no meu pescoço, respirando fundo, Andrew apenas ficou a apertar o atacadores enquanto as raparigas corriam. Elas passaram e viraram numa rua e outras para outra.
- Já acabou? - Perguntou-me olhando sorrindo.
- Acho que sim.
Ele afastou-se e respirou fundo olhando para nós.
- O que raio se passou? - Perguntei olhando para ele admirada.
- Ham, - murmurou sorrindo e parecendo envergonhado. - Eu talvez devia de ter te dito, conheces a banda Lords.
- Sim, claro, são um grupo de 4 rapazes, Nora adora-os... Oh meu deus, tu és um deles, és o Nathan.
- Ah, sim sou. Nós lançamos hoje um álbum e eu não era para estar disponível, e eu estava com a Aurya quando elas saíram de uma loja de musica e começaram a me perseguir. E Aurya agora está na loja de tatuagens a beira da loja e não posso ir lá assim, ajudam me a encontrar alguma coisa.
Olhei para as lojas a nossa volta e reparo numa loja de penhoras.
- Andem - disse e ele agarrou-se a mim indo para a loja com Andrew atrás.
Nós entramos na loja e eu escolhi uma gabardina uma barba e um gorro, ele pagou e colocou rapidamente. Eu olhei para ele e vi que estava irreconhecível.
- Ok, estás prontos, vais ter com a Aurya?
- Sim, achas que ela vai me perdoar - disse olhando para mim preocupado.
- Vai ser difícil, ela nunca teve namorado e nunca acreditou quando um rapaz gostava dela, ela afasta um pouco as pessoas. Apenas explica-lhe ok?
- Ok. Obrigada - disse dando-me um beijo na testa e indo embora num instante.
Olhei para Andrew que estava a sorrir para mim demasiado pálido.
- Estás bem? - Perguntei preocupada.
- Estou - disse sorrindo para mim - é só que vou ter que ser operado ao joelho, eu posso perder a minha carreira por causa disso.
- O quê?! - Exclamei admirada. - O que aconteceu?
- Estava a jogar num dos treinos e rompi o músculo, e a minha rotula deslocou-se e agora não posso me apoiar nele sem me doer imensamente - disse olhando-me encolhendo os ombros. - E agora tenho que ser operado, mas se a operação pode correr muito mal e eu posso perder a minha carreira.
Eu fiquei de boca aberta a olhar para ele e sem pensar abracei-o apertado. Ele colocou o rosto no meu pescoço.
- Porque não me disseste mais cedo?
- Eu era para dizer mas... eu não podia, não queria que me olhasses com pena como os meus pais e amigos fazem.
- Eu nunca o faria Andrew - disse dando meio sorriso. - Mas vais fazer a operação ou não?
- Eu... vamos dar uma volta por favor - disse sorrindo.
Eu olhei para ele e acenei levemente. Ele deu-me a mão e apertou-a enquanto andávamos, desta vez reparei que ele mancava ligeiramente e as vezes conseguia ver no seu rosto uma réstia de dor no seu rosto. Eu percebia agora porque é que ele estava aqui, estava com medo e eu sabia que tinha que o ajudar, mas o que podia fazer? Ele tinha que ser operado, ele estava cheio de dor, mas havia o problema ele podia perder tudo, agora percebia porque é que ele estava tão mudado.
"Bom dia, espero que tenhas dormido bem!"
Respirei fundo e olhei para a cama de Clary, ela estava com o Ipad no colo e parecia que estava a ler algo com interesse. Ela olhou para mim e sorriu.
- Os Lords vão lançar um novo album, temos que comprar um! - Exclamou sorrindo de orelha a orelha.
- Não venhas com Os Lords, explica-me imediatamente explica-me o que se passou contigo e com o Luck ontem desde o autocarro que vocês andam muito estranhos, depois houve aquele momento no Hall, importas-te de explicar!? - Perguntei olhando-a irritada sentando-me.
Clary corou e respirou fundo observando-me.
- Eu ontem pedi um tempo ao Niall - disse abraçando o Ipad olhando para a janela pensativa.
- Oh meu deus, Clary, porque é que não nós contaste? - Perguntei encostando-me as almofadas.
- Eu sinceramente, não queria estar a chatear e também porque o Luck me beijou assim que isso aconteceu!
- O que???? - Gritei saltando da cama, ficando em cima de cama a olhar para ela e a sorrir de orelha a orelha. - Eu sabia que vocês eram perfeitos um para o outro, assim que vocês começaram a falar um com o outro a maneira como estavam sempre juntos, era uma questão de tempo para isso acontecer!
- Anya, eu tenho namorado, esqueceste isso e além disso como poderia alguma vez namorar com ele? Nós apesar de viver no mesmo sitio, ele trabalha num part time numa empresa de informática e eu ainda amo o Niall.
- Estás a ter a mesma reacção da Nora, estás a negar! - Exclamei irritada saltando para o chão. - Está mais que visto que tu estas farta do dele para nem pensares duas vezes para vir para aqui. Para de negar, tu gostas dele, não gostas?
Ela engoliu em seco passando a mão pelo cabelo irritada, ficando despenteada ela abriu a boca para responder quando bateram a porta e ela sorriu de orelha a orelha.
- Na verdade, eu tenho uma surpresa para ti - disse sorrindo, levantando-se abrindo a porta, um senhor entrou com um ramo de rosas que Clary recebeu e agradeceu antes de o senhor sair, ela virou-se para mim e sorriu. - Isto é para ti.
Eu olhei para o ramo confusa eram vermelhas e perfeitas com uma nota entre elas, eu peguei nele e abriu enquanto a Clary colocava o ramo na mesa. Eu abri e li a nota ficando espantada:
Espero que estejas a pensar em mim, porque eu não paro de pensar em ti, Anya, espero ver-te em breve. Teu, Andrew.Olhei para Clary vendo que ela estava feliz a olhar para mim. Mas então ficou seria a olhar para mim preocupada.
- O que foi Anya? - Perguntou. - Não gostaste?
- Isto é uma brincadeira? - Perguntei sentando-me no sofá olhando para a nota respirando fundo.
Passei a mão pelo meu cabelo loiro e respirei fundo, sentia-me um pouco confusa, o que era isto? O que significava esta mensagem, estaria ele a declarar-se!? Estaria ele a pensar que só porque nos encontramos ele tinha o direito de me fazer lembrar tudo o que se passara connosco. Seria assim tão maluco?
Respirei fundo e olhei para Clary, ela sentou-se a minha beira.
- Ele contactou-me e pediu quais era o hotel, eu até pensei que ele ia vir para cá, mas afinal é só as rosas. - Murmurou enquanto lia a nota. - Tu ainda o amas?
Eu abracei-me a ela e tentei não chorar enquanto ela passava a mão pelo meu cabelo.
Entramos no Alcazar e não pude deixar de reparar que estava frio lá dentro, respirei fundo e repararei que Taylor estava perto de Nora, quase a se tocarem e podia reparar que Taylor estava a olhar para ela parecendo confuso e interessado ao mesmo tempo. Nora no entanto parecia estar sobressaltada e ao mesmo tempo bastante sorridente. Clary estava a conversar sobre algo com o Luck. E a Aurya estava a beira de Nathan que parecia demasiado ansioso a olhar para todo o lado, como se estivesse a espera de ser reconhecido por alguém. Marise estava perto de mim, ela não parava de olhar para Ridley que parecia estar a seguir o Taylor e a Nora.
Eu olhei para Marise, ela parecia indecisa.
- Vai falar com ela - disse olhando para ela.
Ela mordeu o lábio pensativa, e de seguida olhou para mim.
- Eu não devia...
- Bem, eu nem, ela não é lésbica mas...
- Na verdade, ela é de ambas as equipas - disse encolhendo os ombros ainda a olhar para ela.
- Então, o que estás a espera? - Perguntei sorrindo. - Vai ter com ela!
Ela olhou para mim e sorriu parecendo nervosa mas acenou e foi ter com ela. Eu sorri e apertei a nota que estava no meu bolso. Não conseguia parar de pensar sobre Andrew e o que ele queria dizer com aquilo. Tinham me aparecido muitas emoções que eu não estava a espero. Respirei fundo e reparei que o nosso guia estava a chamar-nos, eu comecei a segui-los quando de repente foi agarrada para fora do Alcazar, eu tentei gritar mas uma mão me tapou a boca. Eu olhei para o lado e vi que era Andrew.
- O que raio? - Gritei mas a mão dele abafou a minha voz.
Nós passamos pelas portas e ele encostou-me a parede. Ele tirou a mão e sem que eu tivesse tempo de dizer algo ou mesmo afastar-me, ele prendeu-me as mãos e beijou-me...
Fiquei imóvel nos seus braços enquanto ele acariciava os meus lábios com os seus, varias emoções percorreram-me enquanto sentia arrepios a percorrerem-me. Eu não conseguia resistir, no entanto, envolvi-me no seu beijo, mas cedo demais ele afastou-se pressionando a sua testa contra a minha, reparei como ele ficou de olhos fechados como se estivesse a lutar contra algo. Eu respirei fundo enquanto sentia o meu coração a bater descontrolado.
- Andrew - murmurei.
Ele afastou-se de mim e eu quase cai se não estivesse encostada a parede. Ele passou a mão elo cabelo e respirou fundo.
- Desculpa, eu não conseguia controlar-me - murmurou, passando a mão pelo cabelo. - Eu passei anos a imaginar como seria estar contigo.
-Está tudo bem, mas assustaste-me um pouco - disse dando meio sorriso. - Ser atacada no meio do nada... e assim... espera... o que fazes aqui?
- Eu vim atrás de ti, o meu pai está aqui para resolver uns assuntos por isso aproveitei e vim com ele claro - disse sorrindo olhando-me um pouco preocupado.
- Estás maluco? - Perguntei passando a mão pelo meu cabelo.
- Um pouco - disse e colocou ambas as mãos na minha face afastando o meu cabelo da cara olhando-me nos olhos. - Foi muito tempo sem ti linda. Eu adoro-te.
- Eu também te adoro, mas não era preciso. Eu estou numa tour, rapaz - disse sorrindo.
- Mas não podes ir dar uma volta comigo? - Perguntou-me. - Por favor, não quero despedir-me de ti cedo de mais.
Observei-o e vi que ele me olhava a implorar mordi o lábio pegando no telemóvel mandando uma sms a Nora para ela me avisar que ia dar uma volta com Andrew, ela compreenderia e tinha tempo para ir afinal tínhamos 3 horas livres antes de voltar para o hotel. Ela respondeu num instante com uma simples palavra "diverte-te". Eu olhei para ele vendo que estava a olhar-me preocupado.
- Podemos - disse sorrindo.
Ele sorriu e agarrou a minha mão puxando-me para uma rua, dando-me a mão.
- Como estão as coisas com os teus pais? - Perguntou-me agarrando a minha mão.
- Estão bem, e os teus? - Perguntou-me sorrindo passando a mão pelos meus ombros, abraçando-me.
- Estão bem.
Ele passou a mão pelo meu rosto sorrindo.
- Há muito tempo que estamos sem nós ver, eu queria te perguntar uma coisa - disse olhando-me preocupado.
- Que se passa?
- Desde que acabamos namoras te com alguém? - Perguntou-me.
Eu fiquei confusa a olhar para ele, ele parecia preocupado e com medo.
- Não, meio que é difícil.
- Vamos tomar um café? - Perguntou-me e sorriu. - E vamos falar mais sobre o assunto?
Paramos num café e fomos para a esplanada e pedimos dois cafés.
- O que é que queres dizer com meio que é difícil? - Perguntou-me olhando-me curioso.
- O que eu quero dizer é que não senti nada por ninguém... foi complicado - disse desviando olhar.
- Porque é que foi complicado? - Perguntou sorrindo no momento que o café chega.
Eu coloquei açúcar no meu e Andrew apenas bebeu o seu, estranhei um pouco mas deixei andar.
- Não me interessei por ninguém, acontece - disse e encolhi os ombros. - Então que vais fazer no futuro?
- Não sei, não estou preocupado. - Disse encolhendo os ombros.
- Como assim? - Perguntei estranhando, Andrew era a pessoa mais obcecada com o futuro que eu conhecia, ele planeava sempre tudo.
- Porque haveria de me preocupar? - Perguntou-me encolhendo os ombros. - Tenho o futuro pela frente, ninguém sabe o dia de amanhã.
Olhei para ele e vi que ele parecia demasiado pálido, mas descontraído.
- Okay. O que há de novo na tua vida? Além do futebol - Perguntei sorrindo.
- Nada de mais - disse de forma brusca.
- Andrew está tudo bem? - Perguntei confusa pela maneira como ele desviava o olhar de mim.
Ele suspirou e pegou uma das minhas mãos e beijou-me as costas dela olhando-me com saudade.
- Está, agora está, vamos dar uma volta - disse sorrindo levemente.
Largou a minha mão e colocou varias moedas na mesa e levantou-se pegando na minha mão levando-me com ele. Ele abraçou-me e beijou-me na bochecha.
- Eu tive tantas saudades tuas, Anya, durante estes anos todos, sempre pensei em ti em todas as minhas decisões quais seria a tua opinião, o que pensarias... eu não deixei de pensar em ti...
Eu olhei para o lado admirada, enquanto andávamos pela rua e tentei arranjar uma resposta, é verdade eu também não parei de pensar nele durante este tempo todo mas ele estava num pais diferente e estarmos distantes e ficamos sem falar este tempo todo, o que poderia acontecer?
- Apenas diz alguma coisa - murmurou apertando o meu ombro.
Eu suspirei e olhei para ele engolindo em seco.
- Andrew, eu também nunca parei de pensar em ti, sempre foste importante para mim - disse olhando para ele vendo que ele me observava. - E abraçar-te e beijar-te foi importante para mim fez-me sentir...
Antes de eu acabar de falar Nathan apareceu a correr abraçando-me encostando-me a parede.
- Mas que raio, Nathan! - Exclamei mas ele tapou a minha boca.
Nesse momento varias raparigas a gritar passaram por nós a chamar por Nathan. Nathan agarrou-me mais escondendo o rosto no meu pescoço, respirando fundo, Andrew apenas ficou a apertar o atacadores enquanto as raparigas corriam. Elas passaram e viraram numa rua e outras para outra.
- Já acabou? - Perguntou-me olhando sorrindo.
- Acho que sim.
Ele afastou-se e respirou fundo olhando para nós.
- O que raio se passou? - Perguntei olhando para ele admirada.
- Ham, - murmurou sorrindo e parecendo envergonhado. - Eu talvez devia de ter te dito, conheces a banda Lords.
- Sim, claro, são um grupo de 4 rapazes, Nora adora-os... Oh meu deus, tu és um deles, és o Nathan.
- Ah, sim sou. Nós lançamos hoje um álbum e eu não era para estar disponível, e eu estava com a Aurya quando elas saíram de uma loja de musica e começaram a me perseguir. E Aurya agora está na loja de tatuagens a beira da loja e não posso ir lá assim, ajudam me a encontrar alguma coisa.
Olhei para as lojas a nossa volta e reparo numa loja de penhoras.
- Andem - disse e ele agarrou-se a mim indo para a loja com Andrew atrás.
Nós entramos na loja e eu escolhi uma gabardina uma barba e um gorro, ele pagou e colocou rapidamente. Eu olhei para ele e vi que estava irreconhecível.
- Ok, estás prontos, vais ter com a Aurya?
- Sim, achas que ela vai me perdoar - disse olhando para mim preocupado.
- Vai ser difícil, ela nunca teve namorado e nunca acreditou quando um rapaz gostava dela, ela afasta um pouco as pessoas. Apenas explica-lhe ok?
- Ok. Obrigada - disse dando-me um beijo na testa e indo embora num instante.
Olhei para Andrew que estava a sorrir para mim demasiado pálido.
- Estás bem? - Perguntei preocupada.
- Estou - disse sorrindo para mim - é só que vou ter que ser operado ao joelho, eu posso perder a minha carreira por causa disso.
- O quê?! - Exclamei admirada. - O que aconteceu?
- Estava a jogar num dos treinos e rompi o músculo, e a minha rotula deslocou-se e agora não posso me apoiar nele sem me doer imensamente - disse olhando-me encolhendo os ombros. - E agora tenho que ser operado, mas se a operação pode correr muito mal e eu posso perder a minha carreira.
Eu fiquei de boca aberta a olhar para ele e sem pensar abracei-o apertado. Ele colocou o rosto no meu pescoço.
- Porque não me disseste mais cedo?
- Eu era para dizer mas... eu não podia, não queria que me olhasses com pena como os meus pais e amigos fazem.
- Eu nunca o faria Andrew - disse dando meio sorriso. - Mas vais fazer a operação ou não?
- Eu... vamos dar uma volta por favor - disse sorrindo.
Eu olhei para ele e acenei levemente. Ele deu-me a mão e apertou-a enquanto andávamos, desta vez reparei que ele mancava ligeiramente e as vezes conseguia ver no seu rosto uma réstia de dor no seu rosto. Eu percebia agora porque é que ele estava aqui, estava com medo e eu sabia que tinha que o ajudar, mas o que podia fazer? Ele tinha que ser operado, ele estava cheio de dor, mas havia o problema ele podia perder tudo, agora percebia porque é que ele estava tão mudado.
Continua...
1ª Parte -Aparências Iludem, Nora - Ver aqui
2ª Parte - A Fotografia Perfeita, Aurya - Ver aqui
3ª Parte - Relacionamentos Improvisados, Clary - Ver aqui
4ª Parte -Primeiro Amor - Anya - Ver aqui
5ª Parte -Os Desenhos, Nora - Ver aqui
6ª Parte -Desentendidos, Clary - Ver aqui
7ª Parte -Bombshell, Aurya - Ver aqui
9ª Parte -Marcas Do Passado, Nora - Depois de Águas Profundas de Vizinho Perfeito...
Love Peace and Write
Kisses Lovewriters
Olá pessoal,Já publiquei Inevitável onde podemos ver que Ash é apenas uma rapariga atrás de William e que os pais dele e de Eve se conhecem de algum lado. ---> Ver Aqui
Na próxima parte Eve, Julie e Marie relaxam um pouco na piscina quando William aparece com os seus melhores amigos, mas algo estranho vai acontecer entre eles... Eve pergunta-se se devia ou não contar ao William sobre o post-it, será que ela vai contar?
Águas Profundas é a quarta parte que será publicado depois de Pressão de One Day.
Espero que estejam a gostar, não se esqueçam de votar, se estão a gostar ou não de Vizinho Perfeito.
Love Peace and Write
Kisses Lovewriters
3º Parte
Não esperava sonhar com ele, muito menos com ele a me beijar no meio de um concerto dos Lords, fora tão real mas então os gritos começaram e a ultima coisa que me lembro foi Ash dar-me uma estalada na cara me fazendo acordar. Eu respirei fundo confusa, sentindo o meu coração a bater rápido. Passei a mão pela testa sentindo que estava a suar, respirando fundo. Oh deus! Porque é que eu tinha que sonhar com ele? Porque ele?
Desde que chegara ontem do café, ignorara o William que se apressou a falar comigo mas eu fechei as cortinas enquanto o meu telemóvel tocava sempre que ele me mandava sms ou me telefonava, estava a ser demais, eu ter que ignorar o telemóvel. Eu não conseguia parar de pensar no que Ash dissera, por isso fiz o máximo para ignora-lo e manter as cortinas fechadas.
Mas assim que me sentei vi que eram 6 da manha, fiquei confusa, nunca acordara assim tão cedo. De repente ouvi gritos e sobressaltei-me saindo da cama confusa, fiquei parada a olhar para as cortinas fechadas, tentando ouvir. De seguida ouvi um estrondo e alguém a gritar, peguei no comando e abri as cortinas e acendi as luzes, ainda estava luz lá fora, e vi que algo estava errado, olhei para baixo e vi que a vedação da minha casa que separava a minha casa da do William estava caída. Não compreendi o que se estava a passar até olhar para o jardim onde vi o meu pai a discutir com uma senhora pequena de cabelos ruivos, parecia uma discussão acesa, e reconheci-a sabendo que ela era a mãe de William, ambos estavam a discutir aos berros e eu não conseguia ouvir para saber o que estava a se passar. Olhei confusa para o quarto do William e vi que ele estava a observar aquilo confuso, mesmo a minha frente, ele olhou para mim preocupado mas encolheu os ombros, como se tivesse a responder a pergunta no meu olhar de que não sabia o que estava a acontecer.
Ouvi uma porta a se abrir e vi um homem, que devia de ser o pai de William ir ter com o meu pai discutindo parecendo furioso afastando o da mãe de William. Vendo que o meu pai estava a ficar furioso peguei no robe que estava no meu sofá e sai do quarto descendo para o jardim das traseiras, vendo que eles estavam a quase a se agredirem enquanto a mãe de William tentava os afastar, eu só tive tempo de reparar que estava um ramo perto deles caído sobre a cerca caída, antes de correr para segurar o punho do meu pai que estava prestes a bater nele.
- Eu avisei para cortarem o ramo! - Exclamou olhando para a mãe de William com ódio. - Larga-me Eve.
- Parem, por favor! - Exclamei admirada.
Admirada olhei para ela afastando-me vendo que o meu pai estava quieto. Ela era ruiva com olhos azuis e alta muito bonita, fiquei surpreendida ao ver que olhava para o meu pai com ódio. Wow, eles nem se conheciam porque raio estavam a olhar-se assim?
- Olha lá e eu já disse que a culpa não é dela por você ter a cerca mesmo em baixo da árvore! - Disse irritado o pai de William, que era um homem magro e parecia estar na meia idade. - E eu também não tenho culpa de você não fazer as coisas direitas, afinal até tem que esconder a sua própria filha!
Isso foi a gota de água, o meu pai deu-lhe um murro que me fez saltar e tentar separa-los. Mas esse foi o meu erro, sem saber de onde veio levei com um murro na cara do pai de William, ouvi-os a prender a respiração enquanto alguém me agarrava abraçando-me puxando-me para longe deles, sentindo me tonta e cheia de dor mas pelo que senti sabia que era William, ele puxou-me para ele segurando-me perto dele. Eu olhei para o meu pai e para o dele, enquanto sentia o maxilar dorido, eles estavam a ser separados pela mãe de William. William ao ver que eu estava bem o suficiente quieta, olhou-me dando um aviso para ficar e correu pegando no meu pai, que tentava chegar ao pai dele.
- Nunca mais tocas nela! - Exclamou o meu pai parecendo furioso a tentar afastar o William que o segurou para que ele não o atacasse. Deus, ele tinha uma força impressionante, pensei vendo os músculos do William pela t-shirt. - Seu filho da mãe!
A mãe de William agarrou no pai dele e levou-o para dentro da casa, ela olhou para mim e deu-me um sorriso de desculpas e entrou na porta das traseiras sem olhar para trás com o pai de William a resmungar. Eu olhei para o meu pai que estava agora a falar com o William parecendo irritado e William parecia apenas tranquilo mas eu podia ver que ele estava tenso nos ombros.
- Pai, vai para dentro, eu estou bem! - Exclamei e ele olhou para mim triste sem vida nos seus olhos e baixou os ombros e entrou na casa afastando-se de William que o observou a entrar na cozinha.
Só quando a porta se fechou é que o William se virou para mim preocupado, ele caminhou até mim e pegou no meu rosto com cuidado para que não me magoasse no queixo.
- O teu pai tem um gancho impressionante - murmurei custando-me falar um pouco.
- Nunca te ensinaram para não te meteres numa luta? - Perguntou-me parecendo aborrecido.
- Ei! O que querias que eu fizesse? - Perguntei irritada enquanto ele passava mão pelo meu rosto que estava a latejar. - Que eu visse o meu pai levar do teu pai?
Vi que o William estava tenso e assim que ele falou do seu pai ficou com o maxilar duro, vendo os seus olhos estavam duros sem expressão.
- Aquele não é o meu pai - disse parecendo ainda mais aborrecido. - Aquele é o namorado da minha mãe! Namoram a um ano.
Eu observei-o enquanto ele parecia demasiado concentrado no meu rosto passando a mão pelo meu rosto, eu podia ver que ele estava a se tentar controlar. Eu agarrei a sua mão vendo que ele estava a evitar olhar-me nos olhos.
- William, o que se passa? - Perguntei preocupada.
- Eu não acredito que aquele filho da puta te magoou- disse entre dentes chocando-me.
Eu respirei fundo enquanto ele apertava a minha mão tentando se controlar, e deu-me um olhar preocupado e então puxou-me para ele abraçando-me apertado. Eu deixei-me ficar ainda a sentir um pouco o maxilar a latejar, e enquanto ele me abraçava eu relaxei sentindo o seu coração a bater rápido contra o meu peito, eu tremi quando ele passou a mão pelo meu pescoço e afastou o meu cabelo, passando os dedos por ele, com cuidado para não me puxar o cabelo. Ele suspirou e então colocou o seu rosto no meu pescoço, sussurrando algo que eu não consegui perceber.
- Porque é que me ignoraste ontem? - Perguntou-me afastando-se olhando-me agora curioso. - Eu não parei de te ligar e mandar sms? Fiz algo que não devia?
Afastei-me dos seus braços e olhei para a minha casa e bufei passando a mão pelo meu cabelo.
- Não, não fizeste nada - disse passando a mão pelo meu cabelo respirando fundo.
- Espera ai, ignoraste por causa da Ash? - Perguntou-me rindo levemente.
Eu corei e bufei o que fez com que ele risse as gargalhadas.
- Não, não foi, eu apenas estava cansada - disse e olhei para ele irritada.
Ele parou de rir e engoliu em seco parecendo agora um pouco com medo, respirando fundo, eu sorri levemente mas gemi de dor. Ele passou de novo a mão pela minha cara e então pressionou apenas um pouco, que me fez doer um pouco.
- Vais ficar com o rosto um pouco marcado, Eve, mas vais ficar bem. - Disse aproximando-se para mim.
- William... - sussurrei recuando um passo - é melhor afastares-te de mim...
- O quê? - Perguntou espantado.
- Eve, casa, já! - Exclamou o meu pai da casa.
- Xau, William.
Antes que o William me alcançasse virei-me para casa vendo o meu pai a olhar desconfiado para nós os dois. Eu acenei para que ele não se preocupasse e ele entrou na cozinha. William agarrou a minha mão e puxou-me para ele.
- Eve, porque é que estás a pedir isso? - Perguntou-me preocupado.
- Porque achas, Liam? - Perguntei irritada. - A tua namorada fez parecer bem claro o que acontecera se eu continuasse a falar contigo.
Arranquei a minha mão da sua mão e afastei-me entrando em casa, o meu pai estava a minha espera, ele deu-me um saco com gelo e olhou-me parecendo culpado.
- Porque é que te meteste? - Perguntou-me parecendo com remorsos.
- Ia deixar que ela loucura continuasse? Estás louco? - Perguntei-lhe irritado. - O que raio foi aquilo, pai? Porque é que olhaste para a mãe do William assim? Porque é que a odeias?
O meu pai ficou estático a olhar para mim, eu nunca lhe gritei nem muito menos fiz birra mas o que se passara lá fora, fora completamente louco! Ele desviou o olhar e parecia ficar pálido e no olhar vi o seu olhar ficar repleto de dor.
- Pai? O que se passou? - Perguntei espantada ao ver que ele estava assim.
Coloquei a mão no seu ombro para ver se ele saia daquele transe mas a única coisa que fez foi tossir e sorrir como se fosse um robô,como se tivesse no modo automático.
- Põe o gelo na cara, eu vou ter que ir trabalhar - disse e antes de mesmo olhar-me nos olhos virou-se saindo da cozinha rapidamente indo para o quarto fechando a porta com força.
Eu fiquei parada a olhar para a porta durante algum tempo. O que raio estava a se passar com o meu pai? Porque é que ele reagira assim? Coloquei o gelo no maxilar e foi para cima para o meu quarto, assim que entrei William estava parado na janela e com as mãos nos bolsos da calça e olhava-me ansioso. Mas o que me chamou a atenção, não foi ele foi o que estava na janela, ele tinha colocado em papeis letras, a dizer desculpa. Eu não evitei sorrir, e ri-me de seguida ao vê-lo sorrir aliviado.
Entrei na casa de banho de seguida quando ele se virou para secretaria, eu olhei-me no espelho tinha o maxilar um pouco inchado. Mas não tinha nódoa negra. Graças a deus! Mas não pude deixar de pensar no que o homem me fez, e como William me tirara logo dali.
Foi ao meu armário e tirei um fato de treino, olhei para o quarto de William e vi que ele não estava no quarto. Algo me dizia que ele estava a falar com a mãe sobre o que se passara. Eu suspirei e entrei na casa de banho, e vesti-me rapidamente. Assim que apertei as sapatilhas sai da casa de banho, William não estava lá mas também isso era bom sinal. Pôs os auriculares e desci bebi um pouco de água e indo para a cozinha, reparei que não havia sinais do meu pai em lado nenhum, peguei na minha mala de cintura e coloquei uma garrafa de água antes de sair de casa, a primeira coisa que reparei que o carro do meu pai já não estava na entrada da casa e que estava a começar a ficar o dia alto. Eu aqueci rapidamente e comecei a correr indo em direcção ao parque, estranhei ao inicio não haver ninguém praticamente e fiquei com medo que algum maluco estivesse a dar uma volta, mas eu também sabia me defender... ou pelo menos correr.
Quando cheguei o parque ouvi que alguém estava a chamar-me, parei e olhei para trás vendo o William a correr na minha direcção.
- William o que raio estás aqui a fazer?
- Bem, já que não falas comigo, eu vou correr contigo - disse sorrindo levemente.
Ele estava com uma camisola de alças azul e uns calções largos com umas sapatilhas brancas ele saltou praticamente até mim. Eu não consegui manter-me seria e sorri para ele quando ele parou a minha frente.
- Podes-me explicar o que Ash te disse? - Perguntou-me olhando-me. - Eu não sou mesmo o seu namorado, ela beijou-me sem eu mesmo esperar, eu nem pode desvia-la!
- A serio? - Perguntei desconfiada.
- Ela bem que tentou durante meses ter alguma coisa comigo, mas eu não quis nem quero, Eve! - Exclamou dando-me um aceno para corrermos.
Eu comecei a correr ao seu lado e ele ajustou-se ao meu ritmo.
- Porque não? - Perguntei olhando-o de canto. - Afinal, ela as vezes está na tua casa e bem ela parece bonita.
- E superficial e interesseira.Eu na verdade tenho o meu coração noutro lugar neste momento - disse desviando o olhar de mim corando.
- Pois, o futebol - Disse dando meio sorriso.
Ele não disse nada apenas olhou para mim. Eu corei. O que é que eu disse?
- Porque é que tens aulas em casa? - Perguntou-me olhando-me curioso parecendo querer desviar o assunto.
- Porque é não gostas do namorado da tua mãe? - Perguntei curiosa não querendo responder.
Ele abrandou e olhou para mim fazendo-me parar e olhar para ele.
- Porque o meu pai morreu... e eu quero que ela seja feliz, e aquele... gajo, não é o suficiente bom para ela. A minha mãe depois do que se passou expulsou-o de casa.
- Oh! Desculpa, se eu não tivesse-me colocado...
- Eve! Por favor! Ele bateu-te, ele teve tempo suficiente para se parar mas ele não parou! - Exclamou e então parou e com as mãos em punho.
Eu parei um pouco a frente, estávamos agora a beira da fonte do parque. Ele olhou-me e parecia quase como se visse a minha alma arrepiei-me e coloquei uma mão no seu ombro.
- Como é ele morreu? - Perguntei olhando-o com pena.
- Atropelamento - disse e tentou relaxar. - Tinhas uns 7 anos quando isso aconteceu.
- Lamento - murmurei.
Ele acenou relaxando e começamos a correr, demos a volta ao parque e voltamos para casa quando chegamos a minha casa paramos e bebemos água. Ele olhou-me pensativo. Fogo, ele nem estava a suar, nem parecia cansado!
- Por favor, Eve! Não te afastes de mim. A Ash, ela está a tentar algo comigo mas eu não quero nada com ela! - Exclamou olhando-me com medo.
- Porque não?
- Ela não é rapariga que me roubou o coração...
- Oh meu deus! Que romântico! - Exclamei rindo. - Ela é uma rapariga de sorte então.
- Ela é, só que não fazia ideia que eu existia. - Disse rindo.
- Ela então é cega! - Exclamei olhando para o seu corpo.
Ele riu-se e colocou a mão no meu maxilar que me estava dorido. Ele percorreu o polegar pelo meu queixo, eu estremeci enquanto ele se aproximava até mim, me fazendo estremecer, olhei para os seus olhos castanhos e estremeci ao ver o seu brilho nele.
- Doí? - Perguntou-me olhando-me preocupado.
Eu acenei um pouco para que não perdesse o contacto da sua mão. Eu respirei fundo, quando o vi a inclinar-se para mim, aproximando-se ficando com o rosto perto do meu, ele olhou para os meus lábios e engoliu em seco. Ele ia me beijar! Recuei e ele baixou a mão.
- Eu não vou me afastar de ti, Liam - disse sorrindo levemente.
Ele sorriu envergonhado e obviamente sem saber o que fazer. Eu respirei fundo e olhei para ele nós olhos.
- Apenas não digas a Ash ou ela faz a vida negra a Marie e a Julie na escola - disse revirando os olhos.
- Ah, já sei - disse também revirando os olhos. - Não te preocupes eu protejo-as. E se eu não for já para casa eu vou chegar atrasado as aulas. Vais me falar hoje certo?
Ele segurou a minha mão e apertou levemente olhando-me nos olhos.
- Claro - murmurei e desviei o olhar quando ele deu um sorriso de orelha a orelha.
Ele deu-me um beijo na testa e correu para casa deixando-me estática a olhar para ele enquanto ele ia para casa a correr.
- Adeus Eve!
- Adeus Liam!
Ele entrou em casa e eu fiquei ainda assim parada a olhar. Tudo mudara! Antes de ontem, tinha apenas duas amigas e uma casa normal, com escola na casa, nada mais, agora o meu vizinho era o meu melhor amigo, tinha uma inimiga e o meu pai pelos vistos odiava a mãe de Liam. O que raio se passou?
Não sei porque mas comecei a rir as gargalhadas enquanto ia para casa, aquele rapaz estava a me a colocar a minha vida de pernas para o ar e eu nem sabia o que fazer. Subi as escadas para a porta e reparei num post-it amarelo com uma caligrafia elegante, eu peguei nele e fique espantada quando li.
- Porque é que te meteste? - Perguntou-me parecendo com remorsos.
- Ia deixar que ela loucura continuasse? Estás louco? - Perguntei-lhe irritado. - O que raio foi aquilo, pai? Porque é que olhaste para a mãe do William assim? Porque é que a odeias?
O meu pai ficou estático a olhar para mim, eu nunca lhe gritei nem muito menos fiz birra mas o que se passara lá fora, fora completamente louco! Ele desviou o olhar e parecia ficar pálido e no olhar vi o seu olhar ficar repleto de dor.
- Pai? O que se passou? - Perguntei espantada ao ver que ele estava assim.
Coloquei a mão no seu ombro para ver se ele saia daquele transe mas a única coisa que fez foi tossir e sorrir como se fosse um robô,como se tivesse no modo automático.
- Põe o gelo na cara, eu vou ter que ir trabalhar - disse e antes de mesmo olhar-me nos olhos virou-se saindo da cozinha rapidamente indo para o quarto fechando a porta com força.
Eu fiquei parada a olhar para a porta durante algum tempo. O que raio estava a se passar com o meu pai? Porque é que ele reagira assim? Coloquei o gelo no maxilar e foi para cima para o meu quarto, assim que entrei William estava parado na janela e com as mãos nos bolsos da calça e olhava-me ansioso. Mas o que me chamou a atenção, não foi ele foi o que estava na janela, ele tinha colocado em papeis letras, a dizer desculpa. Eu não evitei sorrir, e ri-me de seguida ao vê-lo sorrir aliviado.
Entrei na casa de banho de seguida quando ele se virou para secretaria, eu olhei-me no espelho tinha o maxilar um pouco inchado. Mas não tinha nódoa negra. Graças a deus! Mas não pude deixar de pensar no que o homem me fez, e como William me tirara logo dali.
Foi ao meu armário e tirei um fato de treino, olhei para o quarto de William e vi que ele não estava no quarto. Algo me dizia que ele estava a falar com a mãe sobre o que se passara. Eu suspirei e entrei na casa de banho, e vesti-me rapidamente. Assim que apertei as sapatilhas sai da casa de banho, William não estava lá mas também isso era bom sinal. Pôs os auriculares e desci bebi um pouco de água e indo para a cozinha, reparei que não havia sinais do meu pai em lado nenhum, peguei na minha mala de cintura e coloquei uma garrafa de água antes de sair de casa, a primeira coisa que reparei que o carro do meu pai já não estava na entrada da casa e que estava a começar a ficar o dia alto. Eu aqueci rapidamente e comecei a correr indo em direcção ao parque, estranhei ao inicio não haver ninguém praticamente e fiquei com medo que algum maluco estivesse a dar uma volta, mas eu também sabia me defender... ou pelo menos correr.
Quando cheguei o parque ouvi que alguém estava a chamar-me, parei e olhei para trás vendo o William a correr na minha direcção.
- William o que raio estás aqui a fazer?
- Bem, já que não falas comigo, eu vou correr contigo - disse sorrindo levemente.
Ele estava com uma camisola de alças azul e uns calções largos com umas sapatilhas brancas ele saltou praticamente até mim. Eu não consegui manter-me seria e sorri para ele quando ele parou a minha frente.
- Podes-me explicar o que Ash te disse? - Perguntou-me olhando-me. - Eu não sou mesmo o seu namorado, ela beijou-me sem eu mesmo esperar, eu nem pode desvia-la!
- A serio? - Perguntei desconfiada.
- Ela bem que tentou durante meses ter alguma coisa comigo, mas eu não quis nem quero, Eve! - Exclamou dando-me um aceno para corrermos.
Eu comecei a correr ao seu lado e ele ajustou-se ao meu ritmo.
- Porque não? - Perguntei olhando-o de canto. - Afinal, ela as vezes está na tua casa e bem ela parece bonita.
- E superficial e interesseira.Eu na verdade tenho o meu coração noutro lugar neste momento - disse desviando o olhar de mim corando.
- Pois, o futebol - Disse dando meio sorriso.
Ele não disse nada apenas olhou para mim. Eu corei. O que é que eu disse?
- Porque é que tens aulas em casa? - Perguntou-me olhando-me curioso parecendo querer desviar o assunto.
- Porque é não gostas do namorado da tua mãe? - Perguntei curiosa não querendo responder.
Ele abrandou e olhou para mim fazendo-me parar e olhar para ele.
- Porque o meu pai morreu... e eu quero que ela seja feliz, e aquele... gajo, não é o suficiente bom para ela. A minha mãe depois do que se passou expulsou-o de casa.
- Oh! Desculpa, se eu não tivesse-me colocado...
- Eve! Por favor! Ele bateu-te, ele teve tempo suficiente para se parar mas ele não parou! - Exclamou e então parou e com as mãos em punho.
Eu parei um pouco a frente, estávamos agora a beira da fonte do parque. Ele olhou-me e parecia quase como se visse a minha alma arrepiei-me e coloquei uma mão no seu ombro.
- Como é ele morreu? - Perguntei olhando-o com pena.
- Atropelamento - disse e tentou relaxar. - Tinhas uns 7 anos quando isso aconteceu.
- Lamento - murmurei.
Ele acenou relaxando e começamos a correr, demos a volta ao parque e voltamos para casa quando chegamos a minha casa paramos e bebemos água. Ele olhou-me pensativo. Fogo, ele nem estava a suar, nem parecia cansado!
- Por favor, Eve! Não te afastes de mim. A Ash, ela está a tentar algo comigo mas eu não quero nada com ela! - Exclamou olhando-me com medo.
- Porque não?
- Ela não é rapariga que me roubou o coração...
- Oh meu deus! Que romântico! - Exclamei rindo. - Ela é uma rapariga de sorte então.
- Ela é, só que não fazia ideia que eu existia. - Disse rindo.
- Ela então é cega! - Exclamei olhando para o seu corpo.
Ele riu-se e colocou a mão no meu maxilar que me estava dorido. Ele percorreu o polegar pelo meu queixo, eu estremeci enquanto ele se aproximava até mim, me fazendo estremecer, olhei para os seus olhos castanhos e estremeci ao ver o seu brilho nele.
- Doí? - Perguntou-me olhando-me preocupado.
Eu acenei um pouco para que não perdesse o contacto da sua mão. Eu respirei fundo, quando o vi a inclinar-se para mim, aproximando-se ficando com o rosto perto do meu, ele olhou para os meus lábios e engoliu em seco. Ele ia me beijar! Recuei e ele baixou a mão.
- Eu não vou me afastar de ti, Liam - disse sorrindo levemente.
Ele sorriu envergonhado e obviamente sem saber o que fazer. Eu respirei fundo e olhei para ele nós olhos.
- Apenas não digas a Ash ou ela faz a vida negra a Marie e a Julie na escola - disse revirando os olhos.
- Ah, já sei - disse também revirando os olhos. - Não te preocupes eu protejo-as. E se eu não for já para casa eu vou chegar atrasado as aulas. Vais me falar hoje certo?
Ele segurou a minha mão e apertou levemente olhando-me nos olhos.
- Claro - murmurei e desviei o olhar quando ele deu um sorriso de orelha a orelha.
Ele deu-me um beijo na testa e correu para casa deixando-me estática a olhar para ele enquanto ele ia para casa a correr.
- Adeus Eve!
- Adeus Liam!
Ele entrou em casa e eu fiquei ainda assim parada a olhar. Tudo mudara! Antes de ontem, tinha apenas duas amigas e uma casa normal, com escola na casa, nada mais, agora o meu vizinho era o meu melhor amigo, tinha uma inimiga e o meu pai pelos vistos odiava a mãe de Liam. O que raio se passou?
Não sei porque mas comecei a rir as gargalhadas enquanto ia para casa, aquele rapaz estava a me a colocar a minha vida de pernas para o ar e eu nem sabia o que fazer. Subi as escadas para a porta e reparei num post-it amarelo com uma caligrafia elegante, eu peguei nele e fique espantada quando li.
Afasta-te do meu filho e da minha família, James, eu não quero voltar a repetir! E diz a tua filha para parar de falar com o meu filho! Deixa o passado como está, não há maneira de altera-lo! Maggie.Fiquei de boca aberta a olhar para o bilhete antes de entrar em casa. O que raio se passara entre o meu pai e a mãe dele? Eu teria que perguntar ao Liam se ele sabia, mas algo me dizia que ele não fazia ideia.
Continua...
1º parte - O Rapaz Da Casa Ao Lado - Ver Aqui
2º Parte - Nem Tudo É Perfeito - Ver Aqui
4º Parte - Águas Profundas - que será depois de Pressão do conto One Day
Love Peace and Write
Kisses Lovewriters
Olá pessoal,next on ---> One Day, Sara uma rapariga esperta e organizada é escrava na sua própria casa e não tem como sair da sua casa, com duas meias irmãs horríveis, ela tem que arranjar forças para superar cada dia.
Espero que estejam a gostar.
Love Peace And Write.
Kisses Lovewriters.
1º Parte
Assim que acordei a primeira coisa que fiz, ainda de pijama, foi atravessar a minha varando para a varanda da minha melhor amiga e bater na janela do seu quarto. Enquanto esperava que ela aparecesse observei a vizinhança.
A minha casa era uma espécie de cottage antiga. O meu quarto tinha uma varanda onde bastava dar um pequeno salto para passar para a varanda da Cinthya, a minha melhor amiga. E eu adorava a minha casa por isso, além, claro, do seu telhado negro que parecia colmo, com paredes em tijolo vermelha e bege com janelas grandes e uma porta de entrada vermelha com um candeeiro que parecia de óleo antigo e o jardim era um encanto, com roseiras por todo o lado, flores, árvores de flor e fruto e lavanda espalhada. Era como uma casa de campo.
A casa de Cinthya era mais moderna mas acolhedora, exteriormente, pois ela era quase presa em sua casa. Tinha aulas em casa, raramente saia e o seu quarto ficava no segundo andar e não havia maneira de ela saltar a não ser pela minha varanda. Mas não era por sua escolha mas sim porque os seus pais não permitiam que ela saísse e tivesse vida social. O que eles não sabiam é que eu era sua amiga e desde os meus sete anos que saltava da minha varanda para a dela.
Ainda me lembrava da primeira vez que falara com Cinthya. Quando era criança ia para a varanda com a minha mãe e punha-me a desenhar enquanto ela me lia uma história. Certo dia não pude de deixar de reparar que mesmo ao lado da minha varanda, na outra casa, dois olhos azuis observavam curiosamente o que estava a acontecer. Mas quando espreitei a rapariga desapareceu para dentro da casa. A minha mãe também reparara e ainda me lembrava do que ela dissera em voz alta para que ela ouvisse.
- Falta-te aqui uma amiga Isabela, quem sabe tenhamos que ir para dentro para procurar mas assim eu não acabava a história e ninguém ouviria o que irá acontecer.
Eu e a minha mãe olhamos para o lado e a rapariga de olhos de olhos azuis e loira apareceu mas deixou-se ficar escondida, ouvindo a história que a minha mãe me contava que era a da Bela Adormecida. E na parte que a Aurora se pica na roca uma mulher entrou no quarto de Cinthya e chamou-a para a uma aula de canto e assim a rapariga desapareceu de novo para dentro de casa.
A minha mãe ao ver que eu estava confusa encolheu os ombros.
- Nem todas as crianças são criadas da mesma maneira. Não me admira que ela nunca tivesse ouvido um conto de fadas, Isabela – disse-me sorrindo levemente. – A mãe dela não gosta de coisas infantis.
E continuou a história como se nada tivesse acontecido. Mas eu naquela altura não consegui esquecer.
Nesse mesmo dia, a noite já ia alta quando sai da cama descalça e peguei no meu livro de contos e sai para a varanda. Pus o livro de contos no parapeito e com a ajuda de um banco ergui-me para ficar em cima do parapeito. Olhei para baixo, as alturas não me assustavam naquela altura, peguei no livro e atirei-o para a outra varanda. Saltei e atirei na outra varanda e bati na janela, saltando do parapeito para o chão. Peguei no livro de contos no momento que ela abria a janela e quase gritou se eu não tivesse tapado a sua boca.
- Eu vim-te dar isto, esconde da tua mãe se não queres que ela saiba – sussurrei para ela retirando a mão da sua face.
Ela com os olhos azuis arregalados olhou para a minha varanda e para mim espantada.
- Como é que fizeste isso? – Perguntou sorrindo admirada e com curiosidade.
- Se me dizeres o teu nome e seres minha amiga, eu mostro-te – disse-lhe entregando o livro.
- Eu chamo-me Cinthya – disse timidamente.
E a partir dessa noite ficamos amigas, a princípio falávamos apenas de coisas infantis, coisas que eu tinha e ela não. Ela não falava muito de si a principio mas com o passar do tempo, ela começou a contar-me porque estava sempre em casa, porque tinha seis aulas por dia e em pouco tempo ficamos inseparáveis e indetectáveis a família dela. O máximo que ela podia sair era para o jardim, que tinha um muro de 6 metros, por isso nem isso era suportável.
Suspirei ao lembrar-me e então a janela abriu e Cinthya apareceu. Era uma rapariga alta, de cabelos loiros que iam até a sua cintura, olhos azuis enormes, pele de porcelana, lábios rosas e com as maças do rosto rosadas. Ela estava vestida com umas calças de pijama cinzentas e camisola de manga curta com os pés descalços. E nas suas mãos tinham um tabuleiro com bolinhos de creme caseiros que ela fizera e duas chávenas de leite com chocolate.
- Bom dia – disse sorrindo completamente acordada.
As vezes perguntava como é que ela conseguia sorrir? Ela vivia como uma prisioneira na sua própria casa! Mas eu não podia dizer nada, não valia a pena, ela já estava habituada. Sentamo-nos nos sofás que ela pedira a mãe para por na varanda e colocou o tabuleiro no centro de mesa.
- Sabes que não era preciso fazer o pequeno-almoço para mim? – Perguntei-lhe pegando no copo enquanto me enroscava no sofá ficando com as pernas esticadas.
- Estou acordada desde as seis da manhã e eu sei que tu não te ias lembrar de comer o pequeno-almoço. Além disso, não causou incómodo nenhum – disse encolhendo os ombros.
- E achas que não vão ficar a desconfiar quando virem esta loiça suja? – Perguntei preocupada.
- Sinceramente duvido, acho que eles não reparam e se repararem pensam que é o meu amigo imaginário.
Dei uma gargalhada, não pude evitar. Cinthya era muito optimista e demasiada inocente, mas também a pessoa mais corajosa que eu conhecia.
- Vais ter aulas hoje? – Perguntei-lhe pegando um bolinho de creme.
- Não é segunda, vou ficar com o dia livre o que significa que poderei falar contigo através de mensagens virtuais e poderei ler aquele livro que me emprestaste – disse sorrindo entusiasmada. – É melhor do que aturar aquela professora asquerosa.
Sorri ao ver que ela continuava a não usar o calão e que estava feliz por não ter que aturar uma professora com sotaque francês. As vezes perguntava-me se ela mentalmente via bem as coisas mas então ela diz coisas deste género e eu respirava aliviado.
- Bem, tens sorte eu vou ter um teste de inglês, mas graças a tu vou ter A de certeza – disse sorrindo mas então calei-me, envergonhada.
Ela estava numa situação que eu não podia nem queria lamentar da minha situação, mas como sempre Cinthya não se importou.
- Ah depois conta-me como correu, eu queria era te pedir um grande favor – disse olhando-me por cima do copo sorrindo envergonhada.
- O que precisas?
- Não é o que preciso é o que quero que me faças – disse pousando o copo. – Já venho.
Suspirei vendo que, ao ela abrir a janela, o seu quarto era praticamente de senhora, com uma cama de dossel, várias estantes com livros bastante pesados e académicos, uma secretaria arrumada com um enorme computador de última geração e tapetes caros e fofos. Mas eu sabia que por trás de cada livro que estava nas prateleiras ela guardava os livros que lhe dava, os filmes e os meus vários telemóveis antigos para ela usar.
Ela entrou no quarto e foi directa a uma estante onde tinha várias fotos dela e pequenas esculturas que ela fizera, ela tirou de lá algo e regressou, era uma sacola preta um pouco grande. Ela sentou-se e olhou para mim.
- Consegui com que me dessem uma máquina fotográfica, disse-lhes que andava aborrecida e que queria me distrair no jardim, eles deram-ma e eu queria que tirasses fotos. Mas se tu não poderes fazer isto não me importo – disse envergonhada alisando a mala.
Olhei para ela um pouco emocionada, as vezes ela esquecia que eu fazia tudo por ela.
- Claro que tiro – disse abraçando-a – eu vou tirar fotos a tudo que me aparecer a frente.
Ela afastou-se e sorriu entregando-me a mala.
- Vens para cá hoje, ver um filme comigo? – Perguntou-me sorrindo. – Depois das aulas?
- Depois da minha mãe chegar do trabalho – corrigia sorrindo. – Vai começar a trabalhar na mansão hoje e no fim-de-semana vai decorar a mansão para o baile de beneficência.
Ela olhou automaticamente para a mansão que ficava do outro lado da rua.
Era enorme, com portões de grades grandes o suficiente para uma pessoa não conseguir passar, de detalhes impressionantes, com um jardim bem tratado com um caminho de gravilha e uma fonte no meio. E por entre as árvores podia-se ver a mansão grande e rica. Ela era provavelmente a maior da região, com mais janelas que eu podia contar, com duas espécies de torres, como se fosse uma espécie palácio, mas de resto só se conseguia ver isso.
A minha mãe desde que me lembrava trabalhava uma a duas semanas na mansão por mês, os restantes dias tratava da contabilidade das empresas do rapaz que la vivia. Era estranho mas também era estranho quem lá vivia.
A uns anos atrás a família que la vivia, uma família rica com empresas de alto sucesso, sofreram um acidente. Só sobreviveram os seus dois filhos, uma rapariga e um rapaz, mas esse era o mistério. A rapariga desapareceu no acidente e o rapaz que jura que ela foi raptada vive sozinho na mansão desde esse dia e desde esse dia nunca mais saiu da mansão.
Ninguém que conheceu Jev Knight quando era criança faz alguma ideia de como ele é neste momento. Mesmo a minha mãe não sabia. Havia apenas uma pessoa que ele confiava e era um rapaz chamado Jake. Muita gente se perguntava se ele realmente estava vivo mas como ele continuava (mesmo sendo apenas um rapaz de 20 anos) a gerir as empresas da família, ninguém o incomodava.
Só uma vez por ano é que ele “dava” a cara, ele fazia um baile de beneficência, onde o tema era sempre um baile de mascaras e ele aparecia com uma mascara e leiloava algumas coisas por uma boa instituição.
Ele fazia estes bailes desde os seus 17 anos de idade e este seria o seu quarto, tanto eu como Cinthya gostaríamos de ir lá, numa espécie de conto de fadas, Romeu e Julieta. Mas mesmo antes disso ela fascinava-se com a mansão.
- Como será a mansão por dentro? – Perguntou-me olhando curiosa.
- Um autentico paraíso, aposto, não sei nunca a minha mãe me levou. Vou ter que ir – disse levantando-me com a mala de tiracolo posta e subi o parapeito e saltei para a minha varanda.
Olhei para ela, vendo que ela sorria para mim com o tabuleiro na mão, acenei-lhe antes de entrar no meu quarto. Tirei o saco e coloquei-o na minha cama. A minha cama era de solteiro, tinha duas mesas-de-cabeceira, um armário, uma secretaria desarrumada, roupas espalhadas e uma estante cheia de livros e ao contrário do quarto de Cinthya o meu quarto tinha cores garridas.
Vesti-me, com uma camisola azul de manga curta e umas calças de ganga azuis e umas sapatilhas pretas, coloquei a minha mochila as costas e a mala da máquina a tiracolo, sai do quarto, estava a passar pelo Hall perto da cozinha quando ouvi um tossir.
Virei-me e entrei na pequena mas acolhedora cozinha vermelha e preta, a minha mãe estava a preparar algo no fogão e tinha uma manta nos ombros e tinha o nariz vermelho. Eu era bastante diferente dela, ela tinha cabelo ruivo e olhos verdes e muito morena, eu era morena e um pouco pálida, com olhos castanhos e mais baixa que ela.
- O que tens? – Perguntei preocupada olhando para ela.
- Estou bem – disse mas eu mal consegui ouvir, ela estava quase afónica. – Só um pouco mal disposta.
- Estás doente, mãe – disse aproximando-me dela pondo uma mão na sua testa vendo que ela estava a ferver.
Ela afastou a minha mão e serviu-se de café.
- Não, não estou. Não posso estar, não nesta semana, preciso do dinheiro que Jev me dá nesta semana, Isabela. Eu preciso deste dinheiro para pagar as despesas da tua escola – disse-me enquanto mexia o café.
- Tenho certeza que se contares ao Jev o que se está a passar ele poderá arranjar outra pessoa para arranjar a mansão – disse-lhe. – Mas tu estás doente, não podes ir.
- Não, esta semana não posso falhar, é o baile, ele não pode adiar – disse a minha mãe nervosa.
- Ele não tem o Jake? Ele que arranje alguém ou que prepare ele próprio. Diz-lhe que estás doente, ele é obrigado a pagar-te.
- Tu não percebes Isabela, ele pagou-te a escola a um ano atrás e eu ando a receber mais que o salario mínimo, mas nós temos dividas, que ainda estão por pagar. A está altura do ano com o baile ele paga-me o triplo para que esteja perfeito com esse dinheiro conseguiria pagar-te a escola e pagar um pouco da divida. E ele já anda desconfiado que eu preciso de dinheiro. Não posso aceitar mais ajuda.
Suspirei admirada e olhei para as caixas que ela usava para as limpezas e para o baile, a minha mãe era decoradora de casas mas perdera tudo e ganhara em troca dividas. Sim, ela precisava daquele baile.
- Eu vou – disse – eu faço o trabalho. Telefona ao Jake, conta-lhe o que se passam diz-lhe para não contar ao Jev, por favor, faz isso, estás doente, eu faço isto, eu trabalho por ti, quando chegar a casa eu vou directa para lá e faz uma lista de indicações sobre o preciso de fazer lá.
Ela olhou para mim e reparou que eu estava determinada.
- Eu não sei como ele vai reagir mas eu farei, mas por favor segue o que te dizer a risca, meu amor. Ele confia em mim, se descobre… não sei como ele ira reagir.
- Terei cuidado mas agora tenho que ir para as aulas. Adoro-te.
- Também te adoro, Isabela – disse de volta sorrindo levemente.
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Olá pessoal,
hoje estive a ver os meus antigos contos que andei a escrevi e encontrei está historia que vou publicar no blog espero que gostem. Eu vou publica-la de vez em quando, para que
Era uma vez, quatro raparigas com sonhos e ilusões. De famílias diferentes os seus destinos se cruzam.
Todos nós conhecemos a história da Branca de Neve, da Cinderela, da Bela e o Monstro e de Rapunzel. No nosso íntimo todos nós gostávamos de ter um final feliz como elas. Para lá chegar, estás raparigas passaram por muitas dificuldades.
A Branca de Neve teve que passar por uma madrasta má, comer uma maça envenenada para encontrar o verdadeiro amor. A Cinderela teve que ser escrava na sua própria casa, ir a um baile a escondidas para encontrar o verdadeiro amor. A Bela teve que ser presa numa mansão, conhecer um monstro para encontrar o seu verdadeiro amor. A Rapunzel teve presa numa torre e teve que viver isolada para encontrar o seu verdadeiro amor.
É claro que isto não passa de contos de fadas… mas para Isabela, Cinthya, Sara e Mary os contos de fadas são o espelho das suas realidades.
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Nora sente algo estranho em relação a Taylor e não sabe se quer saber o que é ou se quer ficar como está e não ser magoada de novo. --> Ver aqui
Clary está num enorme problema, o seu namorado não para de ser pressionada pelo namorado e sem saber como beijara Luck que finalmente está livre de Marise, mas o que é que ela vai fazer? Escolher entre Luck e Niall? ---> Ver aqui
Aurya descobre que Nathan é na verdade um dos membros da banda de rock e que lhe mentiu, no entanto ele revela que está a se apaixonar por ela, será que ela vai decidir o sente por ele ou vai se afastar dele --> Ver aqui
Na proxima parte, Anya sente se abalada por ter reencontrado o seu antigo amor, será capaz de encarar o seu passado e esquecer o que sente ou lutar por aquilo que sente?
Espero que estejam a gostar...
Love Peace And Write...
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Olá pessoal,
Eve uma rapariga de 17 anos que tem aulas em casa vê a sua vida ficar de pernas para o ar quando repara no seu vizinho William de olhos castanhos.
Partes:
Na próxima parte, Eve acorda com o som de Lords e com o William pronto para conversar com ela, mas será que vai correr bem, será que eles tão prontos para ter uma amizade tão próxima sem conseguir esconder alguns segredos... O que irá acontecer?
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P.S: A banda Lords é fictícia deste blog, em breve saberão porquê...
Eve uma rapariga de 17 anos que tem aulas em casa vê a sua vida ficar de pernas para o ar quando repara no seu vizinho William de olhos castanhos.
Partes:
- O Rapaz Da Casa Ao Lado
- Nem Tudo É Perfeito - Next
Na próxima parte, Eve acorda com o som de Lords e com o William pronto para conversar com ela, mas será que vai correr bem, será que eles tão prontos para ter uma amizade tão próxima sem conseguir esconder alguns segredos... O que irá acontecer?
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P.S: A banda Lords é fictícia deste blog, em breve saberão porquê...
Olá pessoal,
Nora sente algo estranho em relação a Taylor e não sabe se quer saber o que é ou se quer ficar como está e não ser magoada de novo. --> Ver aqui
Anya é uma rapariga que tem tudo, desde namorados, roupa e dinheiro mas isso não a deixa de ser a pessoa mais generosa, no entanto nesta viagem tem um encontro com o passado que a deixa confusa se ainda tem sentimentos por Andrew ou não e se voltaria a vê-lo. --->Ver aqui
Clary está num enorme problema, o seu namorado não para de ser pressionada pelo namorado e sem saber como beijara Luck que finalmente está livre de Marise, mas o que é que ela vai fazer? Escolher entre Luck e Niall? ---> Ver aqui
Na próxima parte Aurya descobre que Nathan afinal não é o rapaz normal que ela pensava que era, na verdade ele é procurado por dezenas ou até centenas de pessoas. Quem será ele?
Espero que estejam a gostar...
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Nora sente algo estranho em relação a Taylor e não sabe se quer saber o que é ou se quer ficar como está e não ser magoada de novo. --> Ver aqui
Anya é uma rapariga que tem tudo, desde namorados, roupa e dinheiro mas isso não a deixa de ser a pessoa mais generosa, no entanto nesta viagem tem um encontro com o passado que a deixa confusa se ainda tem sentimentos por Andrew ou não e se voltaria a vê-lo. --->Ver aqui
Clary está num enorme problema, o seu namorado não para de ser pressionada pelo namorado e sem saber como beijara Luck que finalmente está livre de Marise, mas o que é que ela vai fazer? Escolher entre Luck e Niall? ---> Ver aqui
Na próxima parte Aurya descobre que Nathan afinal não é o rapaz normal que ela pensava que era, na verdade ele é procurado por dezenas ou até centenas de pessoas. Quem será ele?
Espero que estejam a gostar...
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6º Parte
Clary
Estávamos a ir em direcção a Toledo, Luck estava ao meu lado a ouvir musicas e a olhar-me de canto. Eu estava a tentar não reparar nele, mas era quase impossível, com tudo o que se passara entre ele e a Marise eu duvida que podia ajudar e sabia que ele estava a procura de desabafar comigo, mas eu não conseguia. Havia algo a mudar entre todos nós. Só repara hoje de manhã no pequeno-almoço, mas os sinais estavam a vista desde o inicio.
Ver Nora enfrentar aquela rapariga sem se encolher, sem medo, por Taylor foi algo que nós deixou a todos de boca aberta, principalmente a nós as raparigas que conhecíamos Nora desde a anos e sabíamos o que se passara com ela. Ela sentia-se confortável com Taylor e na opinião dos rapazes ele também estava a confiar nela o que pelos vistos era raro. E depois daquela chapada que Nora levou, ver Taylor praticamente a arrastar Nora para fora do hotel. Eu foi a primeira a me levantar e saber se ela estava bem e quando entrei no autocarro reparei que Taylor e Nora estavam demasiado próximos um do outro.
Aurya parecia encantada com Nathan, pela maneira como estava a a tratar-la parecia que algo estava prestes a acontecer com os dois. E Anya parecia infeliz por ver o seu primeiro amor e deixa-lo pela segunda vez. E Luck e Marise tinha uma relação tão estranha, principalmente por ela ser lésbica.
Eu estava a observar a paisagem, não devíamos de estar longe de Toledo quando o meu telemóvel tocou. Era Niall, eu atendi.
- Olá - cumprimentei tentando não me sentir culpado por não lhe responder a nenhuma das suas mensagens.
- Clary, porque é que não respondeste a nenhuma das minhas mensagens eu tive quase para me meter no carro e ir saber de ti! Estás a evitar-me? - Perguntou demasiado alto.
Luck ao meu lado olhou-me preocupado e tirou os auscultadores dos ouvidos.
- Achas? Eu não estou a evitar-te... - disse e suspirei, a quem é que eu estou enganar? Eu estava a evita-lo... Eu falara de Luck mas também estava acorrentada. - Eu acho que precisamos de tempo.
- Estás a acabar comigo? - Perguntou com a voz rouca e desesperada. - É por estarmos longe um do outro? Conheceste alguém?
Olhei para Luck que me olhava preocupado. Sim, de facto tinha conhecido alguém, mas não sabia o que pensar dele.
- Eu vou para Toledo, tu não podes acabar comigo, Clary.
- Pará! Eu não estou a acabar contigo, eu só quero espaço para pensar. - Disse e me amaldiçoei por estar a mentir e estar a adiar o inevitável.
- Pensar sobre o quê? - Perguntou-me ainda com a voz esquisita. - Não me amas?
- Eu... amo, mas eu preciso de tempo para pensar sobre mim, okay? Não faças nada estúpido, por favor. Não venhas para cá.
Houve um silêncio do outro lado da linha e um suspiro.
- Apenas quando tiveres certezas de algo diz-me, eu quero ter a oportunidade de te provar que sou o rapaz dos teus sonhos, tu não vais me deixar.
E dito isto, ele desligou. Eu afastei o telemóvel, e olhei para ele. Senti a minha garganta se fechar e um vazio a se preencher de culpa e tristeza, Luck ao meu lado se apercebeu das minhas emoções e abraçou-me apertado. Eu coloquei a minha cabeça no seu peito e esforcei-me para acalmar.
- Calma, rapariga - disse ao meu ouvido. - O que se passa? É sobre o Niall.
- Ele... ligou-me agora mesmo - disse respirando fundo.
- E tu pediste um tempo?
- Sim, mas ele disse que nunca vai-me deixar, eu não sei o que vou decidir mas se ele continuar assim, eu vou ter que terminar com ele.
- Talvez seja melhor assim.
Eu afastei-me dele e olhei-o, sem pensar estávamos demasiado perto um do outro e sem pensar avancei, beijando-o, ele ficou surpreendido por um segundo mas de seguida segurou o meu queixo e me aproximou dele, acariciando os meus cabelos descendo até a cintura, o meu coração bateu mais rápido e eu não conseguia acreditar no que se passara. E então demasiado cedo, ele afastou-se encostando a sua testa a minha, ambos estávamos a respirar com dificuldade.
- Devias de te afastar de mim - murmurou lentamente.
Eu afastei-me e olhei para ele, ele estava corado a olhar-me cauteloso com um monte de emoções no seu olhar. De repente me senti demasiado fechada, levantei-me e ele afastou-se para eu passar e entrei no corredor, vi que Nora estava sozinha no seu lugar e que Taylor estava no corredor a falar com Nathan, foi para o banco dela. Ela estava a ver os desenhos de Taylor quando me sentei ela olhou para mim e sorriu antes de se voltar para os desenhos.
- Que se passa? - Perguntou-me parecendo preocupada mas a tentar fazer a pergunta como se fosse uma coisa normal.
Tinha beijado um rapaz que conhecia a um dia e ao qual eu partilhara coisas demasiado pessoais e tinha um namorado a minha espera ao qual eu não conseguia acabar a relação que tinha com ele. Sim algo se passava.
- Tu ias beijar o Taylor? - Perguntei de repente sem poder evitar.
Nora olhou para mim chocada e corada.
- O quê?
- Quando ele te levou para aqui, eu ao entrar reparei que vocês estavam demasiado próximos - disse encolhendo os ombros.
Nora fechou o caderno e olhou para mim cautelosa.
- Não, não ia - disse e suspirou como se estivesse a se convencer a si própria.- Taylor apenas me ajudou imenso a não me passar da cabeça.
- Okay, é que eu preciso imenso da tua ajuda Nora - disse e corei de novo.
- O que se passou?
- Niall ligou-me ele anda a me pressionar imenso, teme que vamos acabar e anda a fazer de tudo para não me deixar - disse e ela mordeu o labio pensativa. - A cena é que eu não sei se deva ou não acabar com ele, não sei se isto é uma coisa passageira... esta rotina.
- Clary, se estás com duvidas sobre a tua relação e se ele está a te pressionar assim tanto só significa que não está a resultar. Tu podes decidir continuar a tentar mas a situação do Niall vai aumentar. Eu chamo a esse estagio de relação de encalhados. Ambos querem acabar, mas ao mesmo tempo não querem acabar, uns escolhem ficar juntos e a um ponto a bomba explode e terminam de forma demasiado exagerada e ferida, outros tentam alternativas para activar o romance e conseguem e outros decidem que não vale a pena continuar com a farsa e acabam de forma limpa. Bem para uns de forma limpa a sempre um que se passa da cabeça. Não importa se o amas ou não - disse reparando que eu ia protestar -, eu conheço-te amar não é suficiente, tu precisas de algo novo e que te faça sorrir. Eu conheço o Niall, ele não é o teu género e tu só namoras com ele porque decidiste assentar.
Eu olhei para ela espantada. Como é que a Nora, a rapariga que foi manipulada, dependente e deprimida pelo namorado podia ser agora uma expert em relacionamentos? Ela reparou na minha expressão e riu-se.
- Eu sei, quem sou eu para dar concelhos, não é? Acontece que eu estou a ver a mesma situação na Marise e com o Luck. Que é só por acaso a razão porque vieste falar comigo?
- Como é que tu sabes? - Perguntei espantada.
- Estás corada, olhos brilhantes e estás com um olhar confuso que diz-me: acabei de ser beijada e gostei, o que devo de fazer quando tenho um namorado a uns quilómetros de distancia a minha espera completamente desesperado.
- Como é que tu podes saber só de vendo o meu rosto? - Perguntei espantada.
- Eu sei ler as pessoas... - disse com um sorriso manhoso - e além disso eu vi, entre os bancos.
Eu olhei para os bancos e vi que dava para ver por eles o que se passava. Eu corei de novo, se ela viu, quem mais viu?
- O que é que eu vou fazer?
- Eu não sei, - disse uma voz atrás de mim, eu olhei para trás Taylor estava agachado no corredor a olhar para mim muito serio, ainda não percebia como Nora conseguia estar a sua beira a vontade, - uma coisa te posso dizer, quando menos procuras encontras o que menos queres, na tua posição eu pensava bem no meu próximo movimento, mas se queres o meu concelho, Luck não beija raparigas a não ser que goste delas.
Eu olhei para Nora que o observava espantada e um pouco irritada por ele ter ouvido a conversa, mas então ela olhou para mim e encolheu os ombros.
- Ele tem razão.
- Pois tenho - disse sorrindo - e eu também tenho o meu lugar ocupado.
Corei pela milionésima vez e levantei-me mas ele não saiu da minha frente para eu passar.
-Se quiseres eu posso trocar de lugar para falares com a Nora, apesar de não querer sair da beira dela - murmurou olhando-me preocupado.
Eu ri-me surpreendida com a confissão dele e ele não ter medo de o admitir.
- Deixa estar Taylor, eu arranjo-me - disse sorrindo. - E já falei tudo o que tinha a falar.
Ele piscou-me o olho e deu-me um sorriso genuíno e eu tive um vislumbre do que a Nora via dele, ele era bem bonito. Ele desviou-se e eu sai para o corredor indo em direcção ao meu assento, quando cheguei a beira reparei que Luck tinha alguém ao seu lado, fiquei um pouco confusa mas ao dar um passo em frente vi quem era... Era Marise que estava ao seu lado e estavam a se beijar de forma entusiasmada, não aquela maneira rígida que fez na pastelaria. Eu fiquei a olhar para aquilo de boca aberta, Luck não estava a afasta-la, fiquei de boca aberta por segundos antes de me virar e me sentar a beira de Anya que estava a ouvir musica ela tirou de seguida o auscultador.
- Não tens a sensação que conheces o Nathan de algum lado? - Perguntou-me curiosa. - Eu tenho a certeza de que o conheço de algum lado... a cara dele não me é nada estranha.
- Talvez ele tenho uma daquelas caras conhecidas. - Murmurei colocando os pés no assento abraçando os joelhos.
- Estás bem? - Perguntou-me preocupada. - Estás um pouco pálida.
- Estou bem - disse tentando sorrir. - Explica-me a tua relação com o Andrew.
Ela suspirou e olhou-me com alguma tristeza no olhar.
- Conheci-o quando tinha 14 anos e apaixonei-me por ele, mas a principio éramos só amigos e eu pensei que ele me tratava como uma irmã mas um dia levou-me a um lago e beijou-me, namoramos durante um ano só que ele teve que mudar de pais, por isso eu acabei com ele e nem me despedi.
- Nunca mais tiveste um namorado por causa dele? - Perguntei espantada porque a conheço desde os 15 anos.
- Não, era apenas a ele que eu amava, e sempre conhecia alguém, não conseguia ver a pessoa.
Fiquei sem saber o que fazer ao ver que ela ficara triste, felizmente o autocarro a frente de um hotel, o Hotel Casa Real. Tínhamos chegado finalmente.
Eu e a Anya saímos do autocarro evitando o Luck e Marise. Nós saímos para o passeio e fomos para a bagagem eu vi o Taylor a afastar a Nora que tentava passar pelas pessoas e pegar na sua mala e a dela. Eu ri-me ao ver que ele sorria de orelha a orelha. Nathan estava com Aurya na frente, eles tinham as suas malas e a minha e a da Anya. Ele deu a minha e piscou-me o olho. E vendo bem, eu conhecia-o, Anya tinha razão nós o conhecíamos. Omd!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!Nathan tapou a minha boca ao se aperceber do que é que eu ia fazer.
- Por favor, não digas! - Exclamou a olhar-me desesperado. - Dá-me algum tempo sem que ela saiba.
Ele destapou a minha boca e colocou a sua mala no chão e a um mala de guitarra ao ombro. Olhei para o hotel e vi que Anya e Aurya estavam afastadas com as suas malas, a falarem, Taylor e Nora olharam espantados, mas Taylor que adivinhou o que se estava a passar segurou a sua mala e puxou-a com ela atrás. Alguns dos nossos companheiros olharam para nós curiosos.
- Tu és...
- Eu sei, eu sei... eu estava a espera que tivesse alguns dias antes de descobrirem.
- Vai ser um pouco difícil amanhã.
- Amanhã? - Ele perguntou confuso e então quando entendeu bateu com a mão na testa. - Esqueci-me por completo.
- Quando a Aurya souber, ela vai se afastar de ti - disse puxando a mala para o hotel com ele a minha beira.
- Então deixa-me ser eu a lhe contar e por favor não digas a ninguém.
- Achas que eu diria? Eu respeito rapaz... Sempre respeitei, mas a Nora vai adorar.
Ele riu suavemente e concordou.
- Eu vi o pin da mala dela - disse sorrindo. - Estava a espera que ela me descobrisse.
- Ela não liga a rapazes e com o que se passou ela não quer saber quem és ou o que fazes desde que permaneças longe.
- Ela parece gostar do Taylor.
- Isso não quer dizer nada - disse rindo. - Ela foi obrigada a conhece-lo e gostou de conhecer.
Ele acenou e olhou para mim quando entramos no Hall onde todos estavam a espera das chaves.
- Por favor, promete-me que não dizes nada.
- Prometo, não te preocupes.
Nós fomos para a beira de Anya e de Aurya, que olharam para nós desconfiados mas encolheram os ombros de seguida. Perto de nós Marise estava a falar com a rapariga que atacara Taylor e pareciam divertidas. Eu ainda assim queria ir a fuça da gaja. Taylor estava a falar com Luck que parecia chocado e Nora estava abanar a cabeça para ele e estava corada e furiosa provavelmente dera-lhe um sermão por ter visto o beijo entre eles. Eu abanei a cabeça e fiquei atenta a distribuir dos quartos. Desta vez havia a possibilidade de os casais ficariam num quarto de casal. Provavelmente, Luck e a Marise iam aproveitar. Cada um se chegou a frente e pegou a chave a medida que o seu nome era chamado. Eu fiquei no 213 com Anya, ela sorriu feliz ao dar-lhe a chave e foi a casa de banho enquanto eu foi para o elevador com Taylor, Nora, Nathan, Aurya, Luck e Marise. No momento que as portas se fecharam o meu telemóvel tocou, atendi rapidamente sem pensar se podia ou não ser Niall.
- Ouve, eu pedi um tempo, será que podes respeitar ou não? - Perguntei irritada para o telemóvel.
Pelo espelho do elevador vi que todos se calaram e olharam para mim. Luck ficou subitamente rígido sabendo com quem estaria a falar.
- Hum, Clary? - Perguntou uma voz desconhecida.
Corei dos pés a cabeça.
- Desculpe, pensei que era outra pessoa. Quem fala?
-É o Andrew.
Nora e Aurya olharam para mim desconfiadas quando fiquei com os olhos esbugalhados e de boca aberta a olhar para o espelho.
- O Andrew da Anya?
Todos olharam para mim espantados e curiosos.
- Exatamente! - Exclamou rindo divertido. - Já estão em Toledo?
- Sim. Como é que tens o meu número? - Perguntei admirada.
- Eu tirei-o do telemóvel de Anya. Eu preciso de um favor Clary, em que hotel vocês estão?
- Casa Real, porque... - tentei perguntar mas ele já tinha desligado.
- Não me digas que o rapaz vem atrás da rapariga? - Perguntou Nathan sorrindo.
- Acho que sim - disse rindo.
Nesse momento o elevador parou e quase todos saíram, menos eu e o Luck. Eu torci o cabelo nervosa e suspirei.
- Hum... - tossiu ao meu lado Luck, eu olhei para ele e vi que ele estava nervoso. - Clary acerca do beijo, eu nem pensei e o que eu disse sobre nós afastarmos foi....
- Um grande concelho - disse terminando a sua frase.
Ele olhou para mim e eu sai do elevador quando ele parou no meu andar. Luck foi atrás de mim e me virou puxando o pulso.
- Do que é que estás a falar? - Perguntou-me e calou-se olhando para mim confuso. - Eu pensei... que talvez nós...
- Não há nenhum nós, Luck. Eu vi-te a beijares a Marise.
Eu libertei-me dele e entrei no meu quarto sem olhar para trás. Fechei a porta e encostei-me a ela sentando-me no chão. Eu tinha acreditado nele, tinha confiado nele, beijara-o e trairá o meu namorado. E ele beijou a sua namorada lésbica como se gostasse dela, como tinha... me beijado. Como é que isto chegara a este ponto?, perguntei-me cansada.
Eu senti os seus passos do outro lado, próximos da porta e um leve bater na porta como se ele tivesse encostado os nós dos dedos na porta. Mas de seguida, como se tivesse mudado de ideias afastou-se.
Levantei-me recusando pensar no assunto e peguei na mala e abria começando a guardar as roupas no meu armário. Enquanto arrumava não parava de pensar no que tinha acontecido. O que é que eu ia fazer?
A porta abriu-se e dei um salto esperando que fosse Luck, mas era Anya. Ela olhou para mim vendo que estava em cima da cama assustada.
- Okay, algo se está a passar aqui! - Exclamou fechando a porta com um estrondo. - Que se passa contigo?
- O quê? Nada se passa - disse saltando da cama sorrindo com dificuldade.
Ela cruzou os braços e analisou-me de cima a baixo.
- Não acredito, mas não temos tempo para isto, temos que ir lá para baixo. O guia quer distribuir os itinerários e fazer uma pequena palestra. Vamos?
Eu acenei e foi atrás dela para o elevador, que por sorte estava vazio e no corredor não havia sinais dele. Quando as portas do elevador se abriram, vi que estavam quase todos da viajem reunidos a entrar numa sala perto da recepção. Eu foi atrás da Anya só que quando estava a entrar, alguém me agarrou por trás e me puxou para uma esquina colocando-me contra a parede. Era Luck e ele parecia furioso.
- O que raio estás a fazer? - Perguntei espantada, olhei para trás dele e vi que Anya estava a porta a olhar para nós confusa.
- Primeiro vais-me ouvir até ao fim. E depois podes fazer o que quiseres. Okay?
Revirei os olhos mas acenei.
- Eu não estava a espera de te beijar e disse que nós devíamos afastar porque estamos em relações que não fazem o menor sentido e eu não te quero magoar nem quero que estejas a trair o teu namorado, percebeste?
- Perfeitamente - resmunguei. - É tudo?
- Não, quando foste embora eu refleti no que se passara e quando Marise se sentou ao meu lado eu nem olhei para ela, pensei que eras tu por isso beijei-a. - Disse corando e sorriu. - Quando eu me afastei fiquei tão surpreendido como ela, mas aí aconteceu algo que eu estava a espera a muito tempo, aquele beijo fez-a entender que não podia estar assim, ela "terminou" comigo e vai atrás da rapariga que ama, que só por acaso é Ridley.
Eu fiquei de boca aberta mas fazia sentido, Marise não parava de olhar para ela.
- E em relação a nós, eu vou te dar espaço mas eu decidi que não vou desistir de ti, Clary - disse sorrindo levemente e passou o polegar pelos meus lábios. - Não importa o que decidires, se acabares com ele eu estarei aqui, se continuares com ele eu ficarei como amigo. Mas a verdade é que estou a começar a gostar de ti.
Ele piscou-me o olho e desviou-se indo rapidamente para a sala deixando-me especada a olhar para o Hall. Olhei para as portas e vi que estavam a minha espera. Respirei fundo enquanto sentia o coração bater descontroladamente. Quando cheguei a beira de Nora, as raparigas olharam para mim desconfiadas.
- O que foi aquilo? - Perguntou Anya espantada.
- Hum Luck acabou com Marise.
- Eu sei, ela contou-nos que era lésbica a pouco - disse Aurya. - Fiquei de boca aberta afinal quando eles se beijavam... - assobiou. - Se bem que Luck nunca parecia a vontade, está explicado o porquê.
- Pois - disse olhando para as portas vendo Marise a beira de Ridley.
- Mas porque é que ele está agir assim contigo? - Perguntou Anya.
Olhei para Nora pedindo ajuda e ela suspirou tirando os auriculares dos ouvidos.
- Foi ela que os ajudou, o Luck contou-lhe ontem, ela ajudou a acabar.
- Okay, mas vocês estão agir de forma estranha - disse Aurya que começou a ir para a porta.
Nós seguimos-a indo para a beira dos rapazes que estavam de pé no meio do salão com mesas redondas. Luck foi para o meu lado, sorrindo de canto, eu corei e desviei o olhar para Aurya que estava a beira de Nora e de Taylor. Anya estava a minha frente a observar o Luck desconfiada.
- Que é que estás a ouvir Nora? - Perguntou reparando que Nora estava ainda com o Mp3 ligado.
- Lords. - Respondeu enquanto batia os dedos na mala consoante o ritmo.
Nathan desviou o olhar para mim ficando rígido, Taylor deu uma risada que conseguiu disfarçar com um tosse forçada e Luck ao meu lado começou a se rir.
- Aiii, nem me fales deles, por favor! São uns gatos! - Exclamou Aurya pondo um dos auscultadores no ouvido.
Nathan olhou para ela desconfiado.
- Conheces? - Perguntou Taylor de repente serio.
- Sim, as musicas - disse Aurya rindo - a Clary é que não para de falar nas figuras que fazem, eles parecem uns gatos.
Anya acenou rindo. Nathan olhou para mim desconfiado, Luck ao meu lado estava a olhar para mim com as sobrancelhas arqueadas.
- Que foi? É verdade, elas conhecem as musicas, eu conheço os rapazes, são... giros - disse rindo.
Nesse momento o guia entrou e ficamos calados a olhar para o palco onde ele parou a frente do micro. Eu olhei de canto para Luck, que chegou-se ao meu lado.
- Tu sabes?
- Sei.
- E estás na boa com isso?
- Porque não estaria?
-Cada vez mais, gosto de ti - sussurrou abanando a cabeça.
Corei e reparei que Nora sorria para mim como se estivesse em paz sobre algo.
Eu estava a observar a paisagem, não devíamos de estar longe de Toledo quando o meu telemóvel tocou. Era Niall, eu atendi.
- Olá - cumprimentei tentando não me sentir culpado por não lhe responder a nenhuma das suas mensagens.
- Clary, porque é que não respondeste a nenhuma das minhas mensagens eu tive quase para me meter no carro e ir saber de ti! Estás a evitar-me? - Perguntou demasiado alto.
Luck ao meu lado olhou-me preocupado e tirou os auscultadores dos ouvidos.
- Achas? Eu não estou a evitar-te... - disse e suspirei, a quem é que eu estou enganar? Eu estava a evita-lo... Eu falara de Luck mas também estava acorrentada. - Eu acho que precisamos de tempo.
- Estás a acabar comigo? - Perguntou com a voz rouca e desesperada. - É por estarmos longe um do outro? Conheceste alguém?
Olhei para Luck que me olhava preocupado. Sim, de facto tinha conhecido alguém, mas não sabia o que pensar dele.
- Eu vou para Toledo, tu não podes acabar comigo, Clary.
- Pará! Eu não estou a acabar contigo, eu só quero espaço para pensar. - Disse e me amaldiçoei por estar a mentir e estar a adiar o inevitável.
- Pensar sobre o quê? - Perguntou-me ainda com a voz esquisita. - Não me amas?
- Eu... amo, mas eu preciso de tempo para pensar sobre mim, okay? Não faças nada estúpido, por favor. Não venhas para cá.
Houve um silêncio do outro lado da linha e um suspiro.
- Apenas quando tiveres certezas de algo diz-me, eu quero ter a oportunidade de te provar que sou o rapaz dos teus sonhos, tu não vais me deixar.
E dito isto, ele desligou. Eu afastei o telemóvel, e olhei para ele. Senti a minha garganta se fechar e um vazio a se preencher de culpa e tristeza, Luck ao meu lado se apercebeu das minhas emoções e abraçou-me apertado. Eu coloquei a minha cabeça no seu peito e esforcei-me para acalmar.
- Calma, rapariga - disse ao meu ouvido. - O que se passa? É sobre o Niall.
- Ele... ligou-me agora mesmo - disse respirando fundo.
- E tu pediste um tempo?
- Sim, mas ele disse que nunca vai-me deixar, eu não sei o que vou decidir mas se ele continuar assim, eu vou ter que terminar com ele.
- Talvez seja melhor assim.
Eu afastei-me dele e olhei-o, sem pensar estávamos demasiado perto um do outro e sem pensar avancei, beijando-o, ele ficou surpreendido por um segundo mas de seguida segurou o meu queixo e me aproximou dele, acariciando os meus cabelos descendo até a cintura, o meu coração bateu mais rápido e eu não conseguia acreditar no que se passara. E então demasiado cedo, ele afastou-se encostando a sua testa a minha, ambos estávamos a respirar com dificuldade.
- Devias de te afastar de mim - murmurou lentamente.
Eu afastei-me e olhei para ele, ele estava corado a olhar-me cauteloso com um monte de emoções no seu olhar. De repente me senti demasiado fechada, levantei-me e ele afastou-se para eu passar e entrei no corredor, vi que Nora estava sozinha no seu lugar e que Taylor estava no corredor a falar com Nathan, foi para o banco dela. Ela estava a ver os desenhos de Taylor quando me sentei ela olhou para mim e sorriu antes de se voltar para os desenhos.
- Que se passa? - Perguntou-me parecendo preocupada mas a tentar fazer a pergunta como se fosse uma coisa normal.
Tinha beijado um rapaz que conhecia a um dia e ao qual eu partilhara coisas demasiado pessoais e tinha um namorado a minha espera ao qual eu não conseguia acabar a relação que tinha com ele. Sim algo se passava.
- Tu ias beijar o Taylor? - Perguntei de repente sem poder evitar.
Nora olhou para mim chocada e corada.
- O quê?
- Quando ele te levou para aqui, eu ao entrar reparei que vocês estavam demasiado próximos - disse encolhendo os ombros.
Nora fechou o caderno e olhou para mim cautelosa.
- Não, não ia - disse e suspirou como se estivesse a se convencer a si própria.- Taylor apenas me ajudou imenso a não me passar da cabeça.
- Okay, é que eu preciso imenso da tua ajuda Nora - disse e corei de novo.
- O que se passou?
- Niall ligou-me ele anda a me pressionar imenso, teme que vamos acabar e anda a fazer de tudo para não me deixar - disse e ela mordeu o labio pensativa. - A cena é que eu não sei se deva ou não acabar com ele, não sei se isto é uma coisa passageira... esta rotina.
- Clary, se estás com duvidas sobre a tua relação e se ele está a te pressionar assim tanto só significa que não está a resultar. Tu podes decidir continuar a tentar mas a situação do Niall vai aumentar. Eu chamo a esse estagio de relação de encalhados. Ambos querem acabar, mas ao mesmo tempo não querem acabar, uns escolhem ficar juntos e a um ponto a bomba explode e terminam de forma demasiado exagerada e ferida, outros tentam alternativas para activar o romance e conseguem e outros decidem que não vale a pena continuar com a farsa e acabam de forma limpa. Bem para uns de forma limpa a sempre um que se passa da cabeça. Não importa se o amas ou não - disse reparando que eu ia protestar -, eu conheço-te amar não é suficiente, tu precisas de algo novo e que te faça sorrir. Eu conheço o Niall, ele não é o teu género e tu só namoras com ele porque decidiste assentar.
Eu olhei para ela espantada. Como é que a Nora, a rapariga que foi manipulada, dependente e deprimida pelo namorado podia ser agora uma expert em relacionamentos? Ela reparou na minha expressão e riu-se.
- Eu sei, quem sou eu para dar concelhos, não é? Acontece que eu estou a ver a mesma situação na Marise e com o Luck. Que é só por acaso a razão porque vieste falar comigo?
- Como é que tu sabes? - Perguntei espantada.
- Estás corada, olhos brilhantes e estás com um olhar confuso que diz-me: acabei de ser beijada e gostei, o que devo de fazer quando tenho um namorado a uns quilómetros de distancia a minha espera completamente desesperado.
- Como é que tu podes saber só de vendo o meu rosto? - Perguntei espantada.
- Eu sei ler as pessoas... - disse com um sorriso manhoso - e além disso eu vi, entre os bancos.
Eu olhei para os bancos e vi que dava para ver por eles o que se passava. Eu corei de novo, se ela viu, quem mais viu?
- O que é que eu vou fazer?
- Eu não sei, - disse uma voz atrás de mim, eu olhei para trás Taylor estava agachado no corredor a olhar para mim muito serio, ainda não percebia como Nora conseguia estar a sua beira a vontade, - uma coisa te posso dizer, quando menos procuras encontras o que menos queres, na tua posição eu pensava bem no meu próximo movimento, mas se queres o meu concelho, Luck não beija raparigas a não ser que goste delas.
Eu olhei para Nora que o observava espantada e um pouco irritada por ele ter ouvido a conversa, mas então ela olhou para mim e encolheu os ombros.
- Ele tem razão.
- Pois tenho - disse sorrindo - e eu também tenho o meu lugar ocupado.
Corei pela milionésima vez e levantei-me mas ele não saiu da minha frente para eu passar.
-Se quiseres eu posso trocar de lugar para falares com a Nora, apesar de não querer sair da beira dela - murmurou olhando-me preocupado.
Eu ri-me surpreendida com a confissão dele e ele não ter medo de o admitir.
- Deixa estar Taylor, eu arranjo-me - disse sorrindo. - E já falei tudo o que tinha a falar.
Ele piscou-me o olho e deu-me um sorriso genuíno e eu tive um vislumbre do que a Nora via dele, ele era bem bonito. Ele desviou-se e eu sai para o corredor indo em direcção ao meu assento, quando cheguei a beira reparei que Luck tinha alguém ao seu lado, fiquei um pouco confusa mas ao dar um passo em frente vi quem era... Era Marise que estava ao seu lado e estavam a se beijar de forma entusiasmada, não aquela maneira rígida que fez na pastelaria. Eu fiquei a olhar para aquilo de boca aberta, Luck não estava a afasta-la, fiquei de boca aberta por segundos antes de me virar e me sentar a beira de Anya que estava a ouvir musica ela tirou de seguida o auscultador.
- Não tens a sensação que conheces o Nathan de algum lado? - Perguntou-me curiosa. - Eu tenho a certeza de que o conheço de algum lado... a cara dele não me é nada estranha.
- Talvez ele tenho uma daquelas caras conhecidas. - Murmurei colocando os pés no assento abraçando os joelhos.
- Estás bem? - Perguntou-me preocupada. - Estás um pouco pálida.
- Estou bem - disse tentando sorrir. - Explica-me a tua relação com o Andrew.
Ela suspirou e olhou-me com alguma tristeza no olhar.
- Conheci-o quando tinha 14 anos e apaixonei-me por ele, mas a principio éramos só amigos e eu pensei que ele me tratava como uma irmã mas um dia levou-me a um lago e beijou-me, namoramos durante um ano só que ele teve que mudar de pais, por isso eu acabei com ele e nem me despedi.
- Nunca mais tiveste um namorado por causa dele? - Perguntei espantada porque a conheço desde os 15 anos.
- Não, era apenas a ele que eu amava, e sempre conhecia alguém, não conseguia ver a pessoa.
Fiquei sem saber o que fazer ao ver que ela ficara triste, felizmente o autocarro a frente de um hotel, o Hotel Casa Real. Tínhamos chegado finalmente.
Eu e a Anya saímos do autocarro evitando o Luck e Marise. Nós saímos para o passeio e fomos para a bagagem eu vi o Taylor a afastar a Nora que tentava passar pelas pessoas e pegar na sua mala e a dela. Eu ri-me ao ver que ele sorria de orelha a orelha. Nathan estava com Aurya na frente, eles tinham as suas malas e a minha e a da Anya. Ele deu a minha e piscou-me o olho. E vendo bem, eu conhecia-o, Anya tinha razão nós o conhecíamos. Omd!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!Nathan tapou a minha boca ao se aperceber do que é que eu ia fazer.
- Por favor, não digas! - Exclamou a olhar-me desesperado. - Dá-me algum tempo sem que ela saiba.
Ele destapou a minha boca e colocou a sua mala no chão e a um mala de guitarra ao ombro. Olhei para o hotel e vi que Anya e Aurya estavam afastadas com as suas malas, a falarem, Taylor e Nora olharam espantados, mas Taylor que adivinhou o que se estava a passar segurou a sua mala e puxou-a com ela atrás. Alguns dos nossos companheiros olharam para nós curiosos.
- Tu és...
- Eu sei, eu sei... eu estava a espera que tivesse alguns dias antes de descobrirem.
- Vai ser um pouco difícil amanhã.
- Amanhã? - Ele perguntou confuso e então quando entendeu bateu com a mão na testa. - Esqueci-me por completo.
- Quando a Aurya souber, ela vai se afastar de ti - disse puxando a mala para o hotel com ele a minha beira.
- Então deixa-me ser eu a lhe contar e por favor não digas a ninguém.
- Achas que eu diria? Eu respeito rapaz... Sempre respeitei, mas a Nora vai adorar.
Ele riu suavemente e concordou.
- Eu vi o pin da mala dela - disse sorrindo. - Estava a espera que ela me descobrisse.
- Ela não liga a rapazes e com o que se passou ela não quer saber quem és ou o que fazes desde que permaneças longe.
- Ela parece gostar do Taylor.
- Isso não quer dizer nada - disse rindo. - Ela foi obrigada a conhece-lo e gostou de conhecer.
Ele acenou e olhou para mim quando entramos no Hall onde todos estavam a espera das chaves.
- Por favor, promete-me que não dizes nada.
- Prometo, não te preocupes.
Nós fomos para a beira de Anya e de Aurya, que olharam para nós desconfiados mas encolheram os ombros de seguida. Perto de nós Marise estava a falar com a rapariga que atacara Taylor e pareciam divertidas. Eu ainda assim queria ir a fuça da gaja. Taylor estava a falar com Luck que parecia chocado e Nora estava abanar a cabeça para ele e estava corada e furiosa provavelmente dera-lhe um sermão por ter visto o beijo entre eles. Eu abanei a cabeça e fiquei atenta a distribuir dos quartos. Desta vez havia a possibilidade de os casais ficariam num quarto de casal. Provavelmente, Luck e a Marise iam aproveitar. Cada um se chegou a frente e pegou a chave a medida que o seu nome era chamado. Eu fiquei no 213 com Anya, ela sorriu feliz ao dar-lhe a chave e foi a casa de banho enquanto eu foi para o elevador com Taylor, Nora, Nathan, Aurya, Luck e Marise. No momento que as portas se fecharam o meu telemóvel tocou, atendi rapidamente sem pensar se podia ou não ser Niall.
- Ouve, eu pedi um tempo, será que podes respeitar ou não? - Perguntei irritada para o telemóvel.
Pelo espelho do elevador vi que todos se calaram e olharam para mim. Luck ficou subitamente rígido sabendo com quem estaria a falar.
- Hum, Clary? - Perguntou uma voz desconhecida.
Corei dos pés a cabeça.
- Desculpe, pensei que era outra pessoa. Quem fala?
-É o Andrew.
Nora e Aurya olharam para mim desconfiadas quando fiquei com os olhos esbugalhados e de boca aberta a olhar para o espelho.
- O Andrew da Anya?
Todos olharam para mim espantados e curiosos.
- Exatamente! - Exclamou rindo divertido. - Já estão em Toledo?
- Sim. Como é que tens o meu número? - Perguntei admirada.
- Eu tirei-o do telemóvel de Anya. Eu preciso de um favor Clary, em que hotel vocês estão?
- Casa Real, porque... - tentei perguntar mas ele já tinha desligado.
- Não me digas que o rapaz vem atrás da rapariga? - Perguntou Nathan sorrindo.
- Acho que sim - disse rindo.
Nesse momento o elevador parou e quase todos saíram, menos eu e o Luck. Eu torci o cabelo nervosa e suspirei.
- Hum... - tossiu ao meu lado Luck, eu olhei para ele e vi que ele estava nervoso. - Clary acerca do beijo, eu nem pensei e o que eu disse sobre nós afastarmos foi....
- Um grande concelho - disse terminando a sua frase.
Ele olhou para mim e eu sai do elevador quando ele parou no meu andar. Luck foi atrás de mim e me virou puxando o pulso.
- Do que é que estás a falar? - Perguntou-me e calou-se olhando para mim confuso. - Eu pensei... que talvez nós...
- Não há nenhum nós, Luck. Eu vi-te a beijares a Marise.
Eu libertei-me dele e entrei no meu quarto sem olhar para trás. Fechei a porta e encostei-me a ela sentando-me no chão. Eu tinha acreditado nele, tinha confiado nele, beijara-o e trairá o meu namorado. E ele beijou a sua namorada lésbica como se gostasse dela, como tinha... me beijado. Como é que isto chegara a este ponto?, perguntei-me cansada.
Eu senti os seus passos do outro lado, próximos da porta e um leve bater na porta como se ele tivesse encostado os nós dos dedos na porta. Mas de seguida, como se tivesse mudado de ideias afastou-se.
Levantei-me recusando pensar no assunto e peguei na mala e abria começando a guardar as roupas no meu armário. Enquanto arrumava não parava de pensar no que tinha acontecido. O que é que eu ia fazer?
A porta abriu-se e dei um salto esperando que fosse Luck, mas era Anya. Ela olhou para mim vendo que estava em cima da cama assustada.
- Okay, algo se está a passar aqui! - Exclamou fechando a porta com um estrondo. - Que se passa contigo?
- O quê? Nada se passa - disse saltando da cama sorrindo com dificuldade.
Ela cruzou os braços e analisou-me de cima a baixo.
- Não acredito, mas não temos tempo para isto, temos que ir lá para baixo. O guia quer distribuir os itinerários e fazer uma pequena palestra. Vamos?
Eu acenei e foi atrás dela para o elevador, que por sorte estava vazio e no corredor não havia sinais dele. Quando as portas do elevador se abriram, vi que estavam quase todos da viajem reunidos a entrar numa sala perto da recepção. Eu foi atrás da Anya só que quando estava a entrar, alguém me agarrou por trás e me puxou para uma esquina colocando-me contra a parede. Era Luck e ele parecia furioso.
- O que raio estás a fazer? - Perguntei espantada, olhei para trás dele e vi que Anya estava a porta a olhar para nós confusa.
- Primeiro vais-me ouvir até ao fim. E depois podes fazer o que quiseres. Okay?
Revirei os olhos mas acenei.
- Eu não estava a espera de te beijar e disse que nós devíamos afastar porque estamos em relações que não fazem o menor sentido e eu não te quero magoar nem quero que estejas a trair o teu namorado, percebeste?
- Perfeitamente - resmunguei. - É tudo?
- Não, quando foste embora eu refleti no que se passara e quando Marise se sentou ao meu lado eu nem olhei para ela, pensei que eras tu por isso beijei-a. - Disse corando e sorriu. - Quando eu me afastei fiquei tão surpreendido como ela, mas aí aconteceu algo que eu estava a espera a muito tempo, aquele beijo fez-a entender que não podia estar assim, ela "terminou" comigo e vai atrás da rapariga que ama, que só por acaso é Ridley.
Eu fiquei de boca aberta mas fazia sentido, Marise não parava de olhar para ela.
- E em relação a nós, eu vou te dar espaço mas eu decidi que não vou desistir de ti, Clary - disse sorrindo levemente e passou o polegar pelos meus lábios. - Não importa o que decidires, se acabares com ele eu estarei aqui, se continuares com ele eu ficarei como amigo. Mas a verdade é que estou a começar a gostar de ti.
Ele piscou-me o olho e desviou-se indo rapidamente para a sala deixando-me especada a olhar para o Hall. Olhei para as portas e vi que estavam a minha espera. Respirei fundo enquanto sentia o coração bater descontroladamente. Quando cheguei a beira de Nora, as raparigas olharam para mim desconfiadas.
- O que foi aquilo? - Perguntou Anya espantada.
- Hum Luck acabou com Marise.
- Eu sei, ela contou-nos que era lésbica a pouco - disse Aurya. - Fiquei de boca aberta afinal quando eles se beijavam... - assobiou. - Se bem que Luck nunca parecia a vontade, está explicado o porquê.
- Pois - disse olhando para as portas vendo Marise a beira de Ridley.
- Mas porque é que ele está agir assim contigo? - Perguntou Anya.
Olhei para Nora pedindo ajuda e ela suspirou tirando os auriculares dos ouvidos.
- Foi ela que os ajudou, o Luck contou-lhe ontem, ela ajudou a acabar.
- Okay, mas vocês estão agir de forma estranha - disse Aurya que começou a ir para a porta.
Nós seguimos-a indo para a beira dos rapazes que estavam de pé no meio do salão com mesas redondas. Luck foi para o meu lado, sorrindo de canto, eu corei e desviei o olhar para Aurya que estava a beira de Nora e de Taylor. Anya estava a minha frente a observar o Luck desconfiada.
- Que é que estás a ouvir Nora? - Perguntou reparando que Nora estava ainda com o Mp3 ligado.
- Lords. - Respondeu enquanto batia os dedos na mala consoante o ritmo.
Nathan desviou o olhar para mim ficando rígido, Taylor deu uma risada que conseguiu disfarçar com um tosse forçada e Luck ao meu lado começou a se rir.
- Aiii, nem me fales deles, por favor! São uns gatos! - Exclamou Aurya pondo um dos auscultadores no ouvido.
Nathan olhou para ela desconfiado.
- Conheces? - Perguntou Taylor de repente serio.
- Sim, as musicas - disse Aurya rindo - a Clary é que não para de falar nas figuras que fazem, eles parecem uns gatos.
Anya acenou rindo. Nathan olhou para mim desconfiado, Luck ao meu lado estava a olhar para mim com as sobrancelhas arqueadas.
- Que foi? É verdade, elas conhecem as musicas, eu conheço os rapazes, são... giros - disse rindo.
Nesse momento o guia entrou e ficamos calados a olhar para o palco onde ele parou a frente do micro. Eu olhei de canto para Luck, que chegou-se ao meu lado.
- Tu sabes?
- Sei.
- E estás na boa com isso?
- Porque não estaria?
-Cada vez mais, gosto de ti - sussurrou abanando a cabeça.
Corei e reparei que Nora sorria para mim como se estivesse em paz sobre algo.
Viagem Inesquecível
Love Peace and Write
Kisses Lovewriters
P.s: Os Lords são uma banda fictícia deste blog, em breve saberão o que quer dizer...









