Lovewriters, voltei das ferias correram muito bem... mas passei tanto tempos sem publicar opiniões que planeio ainda está semana publicar uma opinião de um livro e pensamentos do dia. E claro irei também falar das minhas ferias e de como correram, tenho muitas coisas para vós contar. Espero que gostem...
Eu adoro a comunidade blogger mas ando a me questionar se o blog da sapo é melhor se alguém tiver opinião concreta avise por favor...
Lovewriters, devido a tonelada de emails que recebo apercebi-me que vou ter que iniciar um novo email, apenas para o blog, já ando a confundir trabalho com destaques e etc, etc. O email (e acreditem podem pedir para serem o próximo destaque), lovepeaceandwrite@gmail.com
Espero que gostem.
Boa Noite Lovewriters,
devido a ter muitos contos inacabados decidi arquiva-los para depois continua-las, apenas deixarei One Day que tenho muitos capítulos já escritos e em breve começarei um conto inspirado no Pensamento do Dia 17#, (In)Dependente.
Os contos ficaram em Arquivos de Contos
Rose
4 anos mais tarde
Eu observei o meu quarto pela milionésima vez, eu nem acreditava que estava em Seatle. Eu dividia uma casa com a minha melhor amiga. O meu quarto tinha janelas altas, com cortinas abertas a mostrar a vista de um parque pequeno, tinha uma cama de casal gigante com um sofá num canto virado para as janelas, tinha uma duas portas dos dois lados da cama que dava para a casa de banho e outra para o meu armário com portas de correr que eram uma lembrança do meu passado.
Eu adorava o meu quarto, nas paredes tinha uma fotos que eu tirara durante a minha carreira de fotografa desde que sairá da clínica de reabilitação de varias viagens que fizera, onde andara a tirar fotos, demorou um ano a ser reconhecida pelas minhas fotos e a dois anos estava a trabalhar para a revista Loud que falava de musica, artes, cinema, entretenimento, cultura, gossip e hobbies. Era editora chefe de fotografia e design da revista Loud.
Tinha uma fotografia de Paris na parede ao lado, da torre Eiffel, da rosácea da igreja de Notre Dame, entre elas tinha uma foto da ponte de Londres a beira do Big Ben e do outro lado tinha o Big Bem. Eu amava aquelas imagens, passara 6 meses em cada um dos locais. Tinha saudades de andar despreocupada mas estava a adorar o meu trabalho e de não ser perseguida por todos.
Estava a mexer no Ipad nas novas fotos para um artigo de um artista local de arte plástica, quando ouvi um bater na porta e a minha melhor amiga entrar de roupão meio vestida. Ela estava com umas calças de ganga skini que cobriam as pernas dela como uma segunda pele e uns saltos altos vermelhos, mas ainda estava de sutiã.
- Rose! – Exclamou ao reparar que em mim. – Tu já estás acordada?
Olhei para o relógio e vi que eram 7 da manhã, eu só ia para a empresa as 10 da manhã.
- Sim, Shannon, eu estou acordada. O que se passa?
- Eu tenho uma entrevista de trabalho e eu não tenho nada para vestir – disse irritada entrando no meu armário. – Eu vou tirar do teu armário, se não te importas. Porque é que estás acordada a está hora?
- O Josh pediu-me para tirar umas fotos ao ginásio para uma peça local – disse guardando umas fotos. – Aproveito e treino um pouco.
Levantei-me e entrei no armário, Shannon estava a ver-se ao espelho, estava com uma camisa preta transparente podendo assim ver o sutiã vermelho, ela colocou um blazer preto por cima.
- Tu vais usar isso para uma entrevista perguntei admirada enquanto procurava pelo fato de treino.
- Bem, as vezes, ser inteligente não chega, a que se impressionar. Se for uma mulher vai elogiar a camisa e admirar-me pelo ato de coragem. Se for um homem a me entrevistar vai fiar babado por mim ficando assim com uma boa impressão, mas também não vou abusar caso contrario ele ira esquecer que estamos numa entrevista.
Ela tinha razão, no entanto, ela tinha cabelo castanho caramelo e olhos verdes e com uma maquilhagem simples, a roupa que usava e o curriculum que tinha ia ser definitivamente contratada para editora chefe nas edições Read it.
- Bem, depois conta-me como correu assim que saíres da entrevista – disse pegando num top e nos calções.
- Claro – disse deu-me um abraço antes de sair do armário.
Eu tirei a camisola que eu usara para dormir, tinha cabelo castanho caído em cascata até a cintura, estava pálida, mas não albina, apenas não muito bronzeada, olhos castanhos, era magra mas não ao ponto de parecer um palito, e tinha peito suficiente para me orgulhar dele, nem muito grande nem muito pequeno. No meu pulso direito tinha um nó celta e na mão esquerda tinha uma no antebraço “Become Your Self”. E nas costas abaixo do pescoço tinha um apanha sombras pequeno. A única coisa que permanecia igual eram os meus lábios inchados e carnudos, eram o único lembrete. E eu não gostava de olhar para eles, podia ser reconhecida por eles.
Coloquei um top cinzento e coloquei uma camisa azul escura por cima e uns calções azuis, apertei o cabelo num rabo-de-cavalo longo e peguei na minha mala colocando o Ipad nela, peguei na minha mala grande onde tinha maquina fotográfica e coloquei a roupa que ia usar no trabalho e desci as escadas para o Hall saindo para a rua,
Peguei na maquina fotográfica e fotografei a rua movimentada, enquanto ia em direção ao ginásio. Que se situava na zona menos movimentada, porque também era um ginásio privado, onde era destinado para treinar e não ser visto. Tinha uma fachada de tijolo vermelho com uma porta de madeira enorme aberta. Eu tirei varias fotos ao local e de seguida entrei no Hall.
- Rose – Exclamou o recepcionista.
- Bryan! – cumprimentou o recepcionista.
Bryan era o dono do local, era moreno com cabelo longo e apanhado castanho e com corpo de atleta grande o suficiente para me dar um abraço de urso. Ele tinha olhos azuis e face dura mas sorria como se fosse um rapaz.
- Ouvi dizer que vais ser tu a fotografar o meu sitio, para a revista – disse olhando-me. – Não achas cedo?
- Quero aproveitar para treinar e eu prefiro uma imagem mais simples do que vinte marmanjos a treinar – disse tirando uma foto ao Hall.
Era um Hall de tijolos vermelhos e brancos com imagens que eu tirara de pessoas a treinar, principalmente de Bryan a decorar a receção de balcão de madeira escura, ao lado do balcão tinha uma porta que dava para os balneários e outra para um café.
- Sim, de facto prefiro a estética e beleza ao musculo – disse sorrindo para mim de orelha a orelha. – Quando é que sou convidado para uma das tuas secções especiais?
Revirei os olhos, eu era bastante conhecida e reconhecida pelas minhas fotografias quase nudista. Eu tirava fotos em sítios estranhos, desde florestas, nas ruas, em edifícios… Mas também já não fazia tantas vezes esse género de fotografias, preferia mil vezes trabalhar na Loud onde não era criticada ou mais procurada. E se fizesse uma sessão fotográfica, era principalmente tirada da minha imaginação, tinha uma mente uma princesa na água, eu fazia acontecer e era mais admirada por isso. As únicas fotos que chegavam a nudismo eram fotos de músicos quando queriam se expor.
- Se quiseres vestir um Kilt e fingires que és um irlandês, estás contratado – disse sorrindo.
- Eu até me visto com um vestido e danço o Balé, se quiseres – disse sorrindo para mim pisando o olho. – Eu sou teu. Basta pedires – disse antes de se afastar do balcão.
Fiquei sem jeito mas já estava habituada ao seu charme, mas nunca me deixava de surpreender. Respirei fundo, olhando para Bryan que pegou na minha chave e atirou-ma, eu agarrei-a num instante.
- Já agora, Rose. Durante a entrevista o Josh parecia mais interessado em saber de ti do que no ginásio.
Josh era um dos jornalista do Loud. Engoli em seco, encostei-me ao balão enquanto ele ficava passava o balcão até ficar a minha frente. Eu olhei para trás para o café a espera que ninguém tivesse a ouvir, estavam apenas dois funcionários.
- E o que é que ele queria saber? – Perguntei com medo.
- Se tens namorado e se alguma vez namoraste comigo. O rapaz obviamente está completamente apanhadinho por ti, Rose.
- O que raio respondeste?
- Disse que sim, nós namoramos antes e que se chegasse muito a ti, eu ia atras dele – disse sorrindo.
- Bryan, nós nunca namoramos. Coitado do rapaz! – Exclamei imaginando como é que ele ia me tratar.
Afastei-me para ir para o balneário mas ele parou-me.
- Não enganas ninguém, Rose. Estás apaixonada por alguém, eu isso desde que te conheci.
- Eu não estou apaixonada! – Exclamei afastando o cabelo.
Ele agarrou o meu queixo e plantou um beijo na boca. Ouvimos um tossir atrás de mim e eu afastei-me da porta para que o rapaz passasse por nós, reparei que era alto e com cabelo rapado a militar. Cumprimentou o Bryan e eu desviei o olhar, para uns panfletos no balcão enquanto eles trocavam dois dedos de conversa. Por fim, o rapaz virou-se para os balneários masculinos. Eu bufei e dei-lhe um murro no estômago. Bryan engasgou-se e ficou vermelho.
- Rose! – Exclamou e amaldiçoou. – Eu esqueci-me que sabias boxe!
- Não me beijes de novo! – Exclamei irritada. – E eu não estou apaixonada.
- Estás sim, rapariga. Mas ainda não te apercebeste! – Exclamou e então acenou para os balneários. – É melhor ires e antes que digas que eu penso que sou eu, não eu não penso que seja eu, é alguém do teu passado, que por aquilo que eu conheço de ti, foi muito mau.
Deitei a língua de fora e entrei no balcão e entrei no balneário feminino, tentando não pensar naquela noite.
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Nota: este capitulo terá linguagem que pode ser considerada chocante
Kyra
Observei os meus pais enquanto jantavam, eles eram perfeitos, ou pareciam... pelo menos! A minha mãe de cabelo loiro e olhos azuis como gelo, um sorriso gelado e tinha a face perfeitamente esticada (para a idade que tinha), estava com um vestido azul simples de manga curta, ela tinha o cabelo arranjado pelas mãos do seu cabeleireiro, ao qual ia todos os dias. O meu pai tinha cabelo preto a ficar nas raízes grisalho, bem penteado, com olhos azuis e um com cara seria ele usava um fato de executivo. No entanto, apesar de parecerem perfeitos, eram tão vazios que nem uns poços.
Eu, apesar de ser considerada perfeita, não era, era a menina da américa, a mais jovem modelo para varias marcas conhecidas, mas era tudo mentira. Eu não tinha cabelo loiro e olhos azuis. Eu odiava roupa de marca e odiava ser a menina da américa. Eu não era perfeita, estava a três anos numa profunda depressão, onde a única coisa que me ajudava era os medicamentos, aos quais estava a tornar-me viciada. Mas amanhã estaria livre, tudo iria parar, iria fazer 18 anos e finalmente sairia da trela da minha mãe e seria livre.
Respirei fundo enquanto me servia um pouco da minha água tónica. Estávamos neste momento num restaurante famoso na minha cidade natal em Phoenix. Amanhã seria o meu aniversário, na mansão da família, onde terias os Blakc Hearts a atuar. Eu odiava as festas de aniversário que me davam, mas teria que superar até ao final e depois iria a minha vida.
- Hum-hum - tossiu a minha mãe o que me fez sentar direita, eu conhecia aquela tosse, que era a tosse que ela usava quando ia falar da minha profissão. - Querida, eu queria-te dizer uma coisa.
- O que se passa? - Perguntei desconfiada.
- Bem, a Vitoria Secrets está interessada em contratar-te - disse sorrindo. - Eu e o teu ai achamos que eves de assinar o contrato.
Eu agarrei os talheres rígida, olhando para ela.
- Eu pensei que tínhamos combinado que eu ia para a universidade e que íamos parar com os contratos.
- Oh, isso é o que pensas agora – disse o meu pai. –É apenas o teu cansaço, por isso eu e a tua mãe compramos uma casa de Verão em Miami e vais passar lá o resto do Verão. Assim que chegar Setembro, vais para Vitoria Secrets.
- Eu não vou assinar esse contrato – disse irritada.
O meu pai limpou a boca ao guardanapo e olhou para mim sem sorrir, apenas serio o suficiente para que eu apercebesse que ele estava a falar a serio.
- Não precisas – disse e o meu coração apertou. – Já está assinado, foste aprovada. São cinco anos, sem maneira de quebrar o contrato.
- Vocês não tinham o direito! – Exclamei irritada. – Eu sou maior de idade.
- Tecnicamente, tu ainda és menor – disse a minha mãe sorrindo.
Toda a alegria que sentia, toda a esperança que sentia por finalmente ficar livre daquela vida evaporou-se e eu senti-me afundar. Peguei no meu guardanapo e coloquei-o na mesa levantando-me parecendo mais calma do que estava, peguei na minha clutch e olhei para os dois.
- Odeio-vos!
E sem esperar que me dissessem algo atravessei o restaurante, atraindo o olhar de varias pessoas que me reconheceram. Mas assim que sai do restaurante vários Flashes me cegaram. Era noite, mas mesmo assim o restaurante era famoso, era habitual os paparazzi já saberem onde estava e estavam cerca de 30 a cercar-me.
- Kyra, como te sentes agora que estás perto dos teus 18 anos? – Perguntou uma rapariga que colocou o gravador na minha frente.
- É esperada que está festa seja a festa do ano? – Perguntou o rapaz na minha esquerda que estendia o telemóvel para gravar.
- É verdade que assinou um contrato com a Vitoria Secrets? – Perguntou uma rapariga a minha direita.
Eu estremeci, para mim eles eram apenas figuras sem rosto prontos para comer e vomitar tudo fora tudo o que sabem. Era horrível, pensei enquanto me tiravam fotos, respirei fundo e sorri para as camaras.
- Na verdade, eu não faço ideia dos preparativos para a festa, são os meus pais que estão a tratar disso e em relação ao contrato, não posso falar disso.
Acenei e desviei-me rapidamente deles, entrando num táxi pedindo para ir para a praia mais próxima, o motorista quando reparou quem era sorriu-me calorosamente. Ele guiou rápido o suficiente para em 5 minutos estar na praia, paguei a corrida com uma gorjeta alta antes de sair do carro. O táxi afastou-se e eu olhei para a praia em baixo. A lua dava luz suficiente para ver a praia e as ondas a baterem na areia.
Desci e sentei-me nas dunas, agarrei os meus joelhos sentindo um enorme vazio que me quebrava, eu estava a tentar-me manter inteira mas estava a ser tão difícil, que só me apetecia chorar. Abri a clotch e tirei os meus comprimidos, eu podia tomar e me sentir bem, mas ia voltar ao que estava agora, ia voltar a sentir-me vazia e podia-me dar em louca por me reprimir e não explodir. Eu nunca iria sair daquelas amarras, eu nunca iria-me livrar desta vida, eu nunca teria descanso, pensei. E louca como estava só via uma maneira de me livrar desta vida, e ela estava a minha frente. Coloquei a Clotch no chão e olhei para as ondas que estavam fortes…
Eu levantei-me e comecei a andar em direção as ondas, assim que cheguei a linha de água tirei os saltos.
Keith
Eu detestava este tipo de negócios, ter que aturar meninas que se fingiam ser perfeitas, era horrível. Primeiro porque era uma condição deles, ter que andar de fato e gravata enquanto se corre num palco a cantar, era desgastante e segundo porque elas queriam se meter connosco na cama e só mostrava o quão (im)perfeitas eram.
Não é que não gostasse de ir para a cama com uma rapariga, mas ultimamente estava farto desse lado do Rock. Os meus irmãos eram o oposto, fazia parte de quem eramos, infelizmente, o nosso passado não era o melhor e tínhamos diferentes maneiras de esquecer, eramos uns torturados. E apesar de não sermos irmãos de sangue cuidávamos uns dos outros. Os Black Hearts era uma banda de filhos da puta desgraçados, assombrados por um passado negro, pensei olhando para os meus irmãos enquanto cantava Black Hole. Quando acabei Mark virou-se para mim.
- Acho que está bom, para amanhã. Estás bem, rapaz? – Perguntou-me colocando uma mão no meu ombro.
Kevin e Sam olharam para mim, preocupados, mas eu desviei o olhar. Sim, estava farto dos concertos, queria sair. Eu sorri e olhei para os meus irmãos.
- Eu só preciso de correr – disse tirando colocando uma camisola de alças que tinha em cima de uma cadeira e sai da casa de praia que tínhamos alugado.
Eu entrei na praia e comecei a correr pela linha da água, enquanto sentia as ondas, não havia ninguém na praia, só no pontilhão. Corri até as minhas pernas doerem e ficar a suar como tudo, parei sentindo-me distraído pelas dores musculares.
Respirei fundo sentindo um pouco de liberdade quando reparei num sapatos de salto alto azuis. Peguei neles preocupado, mas que raio? Vi uma carteira feminina azul na areia a metros da linha de água, e comecei a entrar em pânico. Olhei para o mar e vi uma rapariga parada no meio da água. Todo o meu sangue fugiu enquanto entrava na água no momento em que ela era levada por uma onda, mergulhei no momento em que ela era puxada para o mar e nadei até ao local onde ela desaparecera, olhei em volta e não vi nada, não havia sinais dela. Outra onda me puxou para a areia e mergulhei usando uma lanterna que tinha no bolso avistei-a a tentar regressar a superfície mas as ondas a puxavam e a faziam girar, ela não sabia nadar apercebi-me mergulhando mais. Investindo com força agarrei-a pela cintura no momento em que ela perdeu a consciência. E antes que outra onda nos varresse puxei-a para a superfície. Coloquei-a de barriga para cima e de costas contra o meu peito e com a ajuda das ondas nadei de costas para a areia.
Exausto puxei-a para a areia seca e bati nas costas dela, vendo que ela ficara consciente e estava a tentar expulsar a água dos pulmões. Assim que expulsou caiu na areia respirando com dificuldade, parecendo exausta.
Ela era loira com cabelos até meio das costas, que agora estavam molhados e pareciam escuros, num dia normal sabia que ela tinha cabelo ondulado e perfeitamente cuidado, sabia que tinha olhos azuis e com tristeza neles, tinha o rosto molhado, ela era pálida e normalmente usava blush e sombras, sem eles ficava linda. Ela tinha uns lábios carnudos como se tivesse sido picada por uma abelha, mas eram mesmo assim. Ela tinha um vestido bege, não usava joias provavelmente perdera-as no mar. Ela era Kyra Lind, uma modelo jovem que parecia demasiado perfeita, que lhe chamavam a menina da américa, por ganhar todos os concursos que entrava e ser a cara de várias marcas. Mas eu não via uma menina, eu via uma mulher de 17 anos, quase nos 18 anos, era para ela que irmos atuar. Agora ela não parecia perfeita, parecia derrotada. Ela entrara no mar para se matar! Uma raiva me percorreu ao ver que algo perfeito morrer. Por muito que ela parecesse perfeita, ninguém merecia morrer, por muito que a vida fosse superficial, ninguém merecia morrer.
- Estás louca? – Perguntei irritado. – Estás assim tão farta do teu mundo superficial para te matares?
Ela deu meio riso que me fez estremecer ao ver que ela parecia sombria.
- Oh e o meu cavaleiro com armadura brilhante é um parvo – sussurrou com a voz rouca e arranhada. – Sabes lá do que eu estou farta.
- Eu sei que ninguém merece ir por esse caminho! – Exclamei olhando para ele irritada vendo que ela estava a chorar. – Vai para um centro de reabilitação, se estás assim tão mal, sai!
- Eles não vão-me deixar ir! – Gritou e reparei que perto de nós estavam pessoas do pontilhão a se aproximar.
- Arranja maneira, desaparece do mapa! – Exclamei vendo varias pessoas a tirar fotos. – Há sempre maneira, arranja essa alternativa, Kyra!
- Algo me diz que não estás só a falar de mim – murmurou olhando-me de canto no momento em que se começou a ouvir a sirene da ambulância. – Talvez não seja a única a desistir… talvez devas de ouvir aquilo que dizes.
- Fazemos assim, então ambos desistimos das nossas decisões, e faremos de tudo para voltar a viver – disse olhando para ela. – Que achas?
- Qual era a tua decisão Keith? – Perguntou cansada e exausta quase sem abrir os olhos.
- Deixar a banda…
- Não faças isso e eu não me atiro da próxima falésia, vou desaparecer, mas se desistires eu vou saber – murmurou sorrindo e ofereceu a minha mão.
Eu apertei, engolindo em seco… ela olhou para mim e vi que ela estava com os olhos azuis sem brilho, ela piscou e abraçou-me, eu segurei-a reparando que ela era demasiado magra. Nesse momento uma ambulância parou ao nosso lado e vários paramédicos saíram da ambulância, pegando em Kyra, que olhou-me uma última vez com meio sorriso, eles falaram comigo antes de entrarem na ambulância e fecharem as portas para levar Kyra para o hospital.
Sempre vira aquela rapariga como uma superficial rapariga mas quando a segurei percebi que estava apenas desesperada, como se não vivesse. E eu tinha pena dela e queria que ela ficasse bem, iria honrar esse pacto, se ela honrasse o seu. Afinal não era só eu que tinha uma vida fudida.
Kyra
Estava tão cansada, pensei enquanto me levavam para um quarto de hospital, eles tiraram-me sangue e me perguntaram um milhão de perguntas, quando eu disse que tomava antidepressivos todos no plantão olharam uns para os outros. E em cerca de meia hora uma enfermeira veio ao meu quarto. Ela verificou os meus testes e então olhou-me preocupada.
-Acho que está na altura de chamar os sus pais para leva-la para casa.
Eu engoli em seco sorrindo forçosamente enquanto ela saia. Eu peguei na clotch que tinham trazido comigo e tirei o telemóvel, 13 chamadas não atendidas da minha mãe, eu não queria voltar e enfrentar aquela vida. Afinal eu estava tão louca ao ponto de querer morrer para escapar desta vida e dos meus pais. Mas antes que eu percebesse que existiam alternativas eu mergulhei mas então Keith Mash me salvou antes que eu fosse desta para melhor e me dera um Pacto. Eu olhei para o relógio era meia noite, estava livre para o meu plano, tinha-me aparecido de repente para a alternativa da praia. Liguei a Shannon a minha única e verdadeira amiga fora do meu mundo “perfeita”. Ela atendeu num instante.
- Ei Kyra! – Exclamou e eu conseguia ouvir musica House no fundo, ela estava num clube a desanuviar. – O que se passa? Recebi uma mensagem a dizer que tiveste um encontro com Keith Mash e correu mal, algo sobre vocês estarem na praia e serem levados pelo mar. Estou farta de rumores, está gente não tem anda para fazer?
- Na verdade, foi eu, Shannon, estava farta de ter que fingir ser uma pessoa que não sou, de ter que tomar medicamentos para estar bem.
- Por favor, Kyra diz-me que não te tentaste matar! – Exclamou Shannon, ouvi um murmúrio e de seguida ela começou a gritar. – Ei larga seu filho da mãe, se não vais ter que segurar as joias da família porque te vou arranca-las.
De repente o som cessou e foi substituído por carros.
- Está tudo bem, Shannon, Keith salvou-me.
- Oh meus deuses, Kyra, porquê? Eu pensei que assim que fizesses 18 anos, irias ser livre.
- Eles assinaram um contrato com a VS, estou presa por mais 5 anos – disse passando pelo cabelo molhado.
- Os teus pais são uns bruxos – disse ela irritada ouvindo ela fechar a porta de um carro. – Eu estou num táxi, onde estás.
- No hospital, podes-me vir buscar? Eu preciso de ir a um centro de reabilitação, já. É a única maneira de sair.
- Se entrares vão começar a dizer que tu andas nas drogas ou pior, Kyra – disse Shannon, e depois ouvir a dizer onde queria ir ao motorista.
- Exacto e Kyra vai desapareceu, acredita, isto vai-me libertar – disse observando as paredes do quarto branco.
- O que raio se passou contigo? – Perguntou admirada.
- O Keith ajudou, Shannon.
- Graças a deus! Já cheguei, eu estou a tua espera na porta, eu vou contactar uma clinica de reabilitação.
Demorou 20 minutos para sair dali o mais rápido possível o que criou um enorme problema com as enfermeiras, que queriam que eu ficasse mais tempo, mas eu dei-me alta a mim própria e sai do hospital. Antes de passar as portas reparei que estavam demasiados paparazzi a espera, mas Shannon agarrou-me enquanto eramos apanhadas por todo o lado por perguntas e maquinas fotográficas. Entramos o mais rápido possível no táxi pedindo que ele fosse rapidamente para a clinica, Shannon abraçou-me e olhou-me.
- Tens certeza?
- Absoluta! – Respondi dando-lhe um pequeno sorriso. – Vais-me visitar?
- Duvidas? Os teus pais vão se passar quando souberem. Eu vou arranjar maneira de entrar na tua casa e buscar a tua roupa.
Entreguei-lhe o meu cartão de crédito.
- Agora que tenho 18 anos, as contas são apenas minhas e os meus pais não vão poder mexer nelas, mas preciso que fiques com ele e controles as minhas contas. Eu vou pensar numa maneira de fazer Kyra desaparecer e compra-me roupa nova, não quero nada dessa vida.
Ela acenou-me abraçou-me antes de eu sair do táxi, a frente do centro estava um senhor com uma bata branca. Assim que eu cheguei a sua beira, ele apertou a minha mão.
- Bem-vinda, menina Lind. Espero que sinta-se em casa aqui.
Eu acenei mas eu realmente duvidava, mas era a minha única saída, pensei enquanto ele me levava para dentro.
Continuar a ler aqui as restantes historias
Lovewriters, enquanto estou a escrever a próxima parte de Viagem Inesquecível e ao mesmo tempo começar uma história no Wattpad que ainda não tenho certeza se deva ou não publicar no blog devido a linguagem terá, será que podem me ajudar com essa decisão?
Sinopse
Kyra era linda, bem sucedida no mundo da moda e de socialização, porém não é nada do que ela quer, muito menos o que ela pensa fazer durante a sua vida toda, mas dizer isso aos seus pais é o mesmo que falar com uma parede. No entanto, a sua liberdade está perto quando faz 18 anos, vai poder ir para a universidade e sair de uma vida superficial que parece uma prisão. Porém, quando descobre que a sua mãe assinou um contrato de 5 anos com uma empresa de roupas ela entra em delírio quase se matando.
Keith estava farto da sua vida como cantor e de estar sempre na estrada, estava pronto para partir daquela vida e viver do zero, quando ao salvar uma rapariga se apercebe que não pode desistir assim tão facilmente. Anos mais tarde, conhece Rose, uma jornalista e fotografa que sente uma atracão poderosa que é impossivel negar. O que ele não sabe é que é a mesma rapariga que lhe assombrava os sonhos, Kyra Lind a modelo arruinada.
Ler aqui
Birdy -- Not About Angels - Pensamento do Dia Tag 14#
By Unknown - junho 14, 2014
Bom dia Lovewriters, ontem vi este video e pensei logo na Tag 13#, se querem entender aquele pensamento do dia este video de Birdy pode ajudar!
p.s: Adoro Birdy, quem gosta?
Flutuei sobre a água de olhos fechados, estava cansada... não sabia quem era, nem o que fazia ali... sentia que estava a espera de respostas e quando abri os olhos, estava uma rapariga a pairar sobre mim ela olhava-me sorrindo parecia perfeita com olhos castanhos brilhantes, cabelo perfeito e postura descontraída... Franzi o sobrolho... aquela era eu... uma versão de mim, supunha.
Virei-me mergulhando e reparei numa rapariga desfeita com cabelo despenteado, olhos inchados e não sorria e em vez de flutuar ela se afundava... Triste, desfeita... uma versão de mim.
Qual destas versões é a verdadeira? Perguntei-me enquanto ambas as versões encaravam-me a espera.
Patrícia Ferreira
Lovewriters é a segunda tag do dia por uma razão simples A Culpa das Estrelas está ainda no meu coração e está imagem representa varias cenas que eu amei no livro
Olá Lovewriters,
hoje trago um novo destaque que o blog Meus Contos Sobrenaturais Sobrenaturais de Kathy Kristine, que foi formando dia 2 de Fevereiro de 2012, espero que gostem.
LPW: Como surgiu o blog?
Kathy: Surgiu da minha vontade de postar meus contos
LPW: De onde veio a ideia?
Kathy: Depois de começar a gostar muito de ler , comecei a pesquisar e descobri que muitas pessoas publicavam coisas de sua autoria na internet. Achei que seria uma boa publicar minha fanfic na época.
LPW: Sobre o que fala o blog?
Kathy: Contos, Resenhas, Filmes, Mángas que assisto e compartilho, Livros que ganhei ou quero ganhar, lendas... Acho que tem um pouco de cada coisa que eu gosto.
LPW: De onde veio o nome?
Kathy: Da minha ideia. Não é lá essas coisas, mas não consegui pensar em nada melhor e acho que as vezes, menos , é mais.
LPW: Como se sente em relação a reacção das pessoas?
Kathy: Me sinto bem. Recebo mensagens boas. Mensagens que estão gostando e que apoiam minhas decisões. Mas já recebi mensagens ruins quando eu estava traduzindo livros desconhecidos em inglês. As vezes eu perdia a tradução, as vezes não tinha tempo... Enfim. Os tais “ Anonimos” faziam a festa. Até que tive que colocar moderação nos comentários e parei de traduzir.
LPW: Que objectivos tem sobre o blog?
Kathy: Ele é uma parte de mim, então quero que ele seja o meu meio de divulgar e espalhar as coisas que penso e gosto. Nunca o abandonaria e pretendo trazer novidades.
LPW: Que próximos destaques terá o blog?
Kathy: Ando com falta de tempo, mas novidades não irão faltar. Estou pensando numa nova série que tenho certeza que vai ser um sucesso.
LPW: Quais são os seus blogues preferidos?
Kathy: Frequento muitos blogs , mas gosto mais dos de séries e de livros. Principalmente se for livros do próprio bloggueiro, não tenho nenhum preferido, pois são vários.
LPW: Que hobbies tem alem do blog?
Kathy: Sim. Eu desenho, para caramba rsrs Adoro desenhar desde pequena e sou fera em desenho estilo Mangá. Tenho um fichário enorme só deles. Também gosto muito de ler e fazer montagens.
LPW: Que livro mais gosta?
Kathy: Gosto dos romances sobrenaturais. Principalmente se for séries. Irmandade da adaga negra, vampire academy, midnight breed, entre outros.
Pagina do facebook aqui
Obrigada a Kathy por está oportunidade.
Para apreciar este texto melhor leiam ouvindo esta musica --> aqui
Estava dentro daquele quarto e eu não fazia ideia do que estava a fazer nele, as paredes eram brancas sem qualquer decoração e tu estavas sentado no chão a olhar para um espelho onde estávamos reflectidos, mas mostrava a realidade, eu sendo apenas um rosto na multidão e tu sendo alguém que era notado. Tu olhaste (para a rapariga da sala) e disseste que eras como eu.
Quando acordei não acreditei nem por um segundo nos meus sonhos. Sonhos apenas mostram os desejos do subconsciente, apenas isso. Por isso, quando me levantei e fui passear tinha esquecido do assunto, fui em direcção ao meu banco no parque e reparei que estavas sentado a observar tudo, pensativo. Eu não pensei duas vezes em baixar a cabeça e passar por ti, foi fácil simples, ninguém reparava em mim quando fazia isso. Só não esperava que me alcançasses e começasses a falar comigo como se conhecesses há anos, a me agarrar para uma pequena dança no meio do parque juntos a rir das nossas figuras, de agarrares uma rosa e colocar-me na orelha e dizeres que eu era linda. Passámos a manhã assim, a conhecer-nos melhor, a rirmos de coisas absurdas que, no entanto, eram importantes para nós. Foi lindo e quando tive que ir embora inclinaste-te e beijaste. Fechei os olhos apreciando o gosto e a suavidade e quando abri os olhos estava a olhar para o meu tecto... Fora apenas um sonho demasiado real.
Já vós aconteceu Lovewriters?
Patrícia Ferreira
Por dias passei por aquela rua, era apenas um atalho, nada desvios, nada de paragens, apenas uma rua que eu estava habituada a ir. Estava tão habituada que nem reparava no desvio, até que um dia a rua estava fechada e tive que seguir esse desvio...
Reparei num café nesse caminho e por alguma razão eu tive que parar e entrar, foi até ao balcão e fui aí que reparei em ti, estavas numa mesa, com uma chávena de café e um livro na mão, sorrias levemente e parecias perdido em pensamentos, algo me dizia que não era sobre o livro que te rias, provavelmente uma memoria sobre algo. Sorri não consegui evitar, mesmo quando saia de lá com um copo de café na mão, não pode deixar de pensar em ti.
Durante dias, eu foi até ao café e encontrei-te lá no mesmo lugar, no mesmo sitio, sem olhar para cima apenas entretido com os teus pensamentos, um livro e uma chávena de café. Não havia razões para sorrir por te ver no entanto era algo que já ansiava durante o dia.
Certo dia, eu cheguei atrasada ao café, chovia tanto que eu devia ter ido pelo atalho, no entanto não pode evitar, eu entrei no café, toda molhada, sem guarda-chuva, mas não estavas lá. Tal como dia que estava entristeci, havia algo sabia-o, mas perdera a hipótese. Saí do café e segui pelo meu caminho, a chuva caia e eu ficava cada vez mais encharcada enquanto agarrava o meu café com as duas mãos tentando-me aquecer, nesse momento alguém me parou, agarrou o meu cotovelo e puxou-me para baixo de um guarda-chuva azul, olhei e eras tu, sorriste e ofereceste levar-me a casa. Nesse dia foi encontrada por ti. Nesse dia foi encontrada pela minha alma gémea, um amigo que me conhecia de outras vidas, a quem dei o meu coração por um sorriso.
Dedicado ao Romeu
Lovewriters,
a resposta do Primeiro Tag é... "A Luz do Fogo", de Sophie Jordan, Boa +D. Santos Vamos para o terceiro?
Este tag vai ser obvio demais até!!!!!!
Por isso só vou colocar duas pistas porque é muito óbvio.
Este livro tornou-se um Bestseller pela dinâmica e originalidade dele.
É uma trilogia.
Conseguem adivinhar?
a resposta do Primeiro Tag é... "A Luz do Fogo", de Sophie Jordan, Boa +D. Santos Vamos para o terceiro?
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Por isso só vou colocar duas pistas porque é muito óbvio.
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É uma trilogia.
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| Uma das cenas mais engraçadas e loucas no livro acontecem numa roda gigante |
Lovewriters adoro imagens e decidi colocar algumas numa tag chamada Picture Tag, espero que gostem comentem mandem as vossas imagens para ser publicadas aqui e identificadas.
Espero que gostem,
Kisses Lovewriters




















