Me dê amor como ela
Porque ultimamente tenho acordado sozinho
Pinte lágrimas escorrendo na minha camiseta
Disse a você que os deixaria ir
E que vou lutar pelo meu canto
E que talvez eu te ligue hoje a noite
Depois do meu sangue virar álcool
Não, só quero te abraçar
Me dê um pouco de tempo ou queime isso
Vamos brincar de esconde-esconde para virar isto
Tudo que quero é o sabor que seus lábios permitem
Eu estou em pé ao sol
Pensei em todas as pessoas, lugares e coisas que amei
Eu me levanto só para ver
De todos os rostos,
Você é a pessoa ao meu lado
Você pode sentir a luz começar a tremer
Observando o que você sabe para ver ...
Você pode ver a sua vida fora da janela, hoje à noite ...
Se eu me perder hoje à noite
Vai ser ao seu lado
Se eu me perder esta noite ...
"Nunca coloquei meu amor em jogo
Nunca disse "sim" para o cara certo
Nunca tive problemas em conseguir o que quero
Mas quando se trata de você, nunca sou boa o bastante
Quando não me importo
Posso manipulá-los como um boneco Ken
Não lavarei meu cabelo
Depois os farei balançar como uma bola de basquete
Mas você
Me faz querer agir como uma garota
Pintar as unhas e usar salto alto
Sim você
Me deixa tão nervosa
Que não consigo segurar sua mão"
Olá pessoal,
para começar peço desculpa o atraso, infelizmente a minha vida não é só escrever, quem me dera, mas não é, quem sabe um dia.
Para relembrar então, Nora tem o coração partido por um ex que não só a deixou sem auto estima como sem qualquer confiança sobre os outros e ao encontrar Taylor fica defensiva. Aurya sente que não merece um namorado ou alguém que a ame mas ao encontrar Nathan não fica indiferente a sua atitude. E Clary é confrontada sobre o que realmente sente sobre o seu namorado com a ajuda de Luck que também está num namoro condenado a falhar.
Na próxima parte, Anya é uma rapariga pronta para tudo, ela tem literalmente tudo, namorados, roupa, estilo e dinheiro, mas isso não deixa-a de ser a pessoa mais generosa de sempre, no entanto falta-lhe algo e nesta viagem é confrontada com que mais deseja na vida e que nem se permite sonhar sobre isso.
Espero que estejam a gostar... Kisses! Peace!
3º parte
Estava no meio de uma estrada, havia nevoeiro por todo lado, mal conseguia ver os meus próprios pés enquanto andava e no lado da estrada árvores que tapavam quase o céu de tão grandes que eram nas suas ramagens. O nevoeiro no entanto era tão pesado que enquanto andava mal conseguia respirar com aquela humidade toda. E eu estava a usar um vestido branco?!
Não percebia porque tinha que andar apenas tinha que saber o que havia a minha frente mas ao mesmo tempo estava tão escuro e com o nevoeiro sentia me observada. Onde me iria levar?
Até que cheguei finalmente a um cruzamento e o nevoeiro dispersou. Eu parei confusa e olhei para trás onde podia ver o caos, trovoada, chuva, fogo e bem (sem querer soar deprimida) morte. Arrepiada olhei para o meu lado, onde a estrada ia dar ao mar calma como se fosse a aurora. Eu podia seguir aquela estrada mas ainda estava muito curiosa, olhei para o meu lado esquerdo a estrada ia dar a um parque abandonado a um vazio profundo de carroceis. E minha frente estava o nevoeiro mais concentrado e iluminado como se atrás dele estaria um tesouro escondido. Dei um passo em frente domada pela curiosidade, mas os meus pés não se mexiam.
Tentei dar um passo mas não conseguia, arrepiei-me e olhei para baixo, os meus estava presos. Eu abaixei-me para me libertar mas ao colocar a mão nos meus ténis estavam duas mãos esqueléticas.
Assustada tropecei e cai de costas conseguindo-me soltar, tentei fugir mas uma mão agarrou-me no ombro fazendo parar, olhei para trás e no lado do caos uma figura vestida de negro estava a me agarrar. Ela aproximou-se perto de mim, eu não conseguia ver o seu rosto por causa do capuz. o seu hálito cheirava a podre e quando agarrou-me com a sua mão fina no queixo acordei sobressaltada.
Ok, pensei meio a dormir olhando para a janela, definitivamente tenho que parar de ver sobrenatural! Olhei para Clary que estava a dormir contra mim com uma mão a redor da minha cintura, mas quando reparei no cabelo loiro corto no meu ombro assustei-me, pois era obviamente um rapaz. Afastei-me e reconheci-o era o namorado de Marise. Ele era loiro com olhos azuis, com a pele pálida perfeita com um pouco de barba no queixo quadrado, com ombros largos e braços musculados e muito magro. Ele estava com uma camisola preta com gola de lá e calças de ganga com as botas em cima do banco. Ele estava mesmo em cima de mim, e estava a me fazer calor.
Com cuidado para não o acordar empurrei-o levemente para o banco, ele mexeu-se e virou as costas para mim. Suspirei e peguei no telemóvel, tinha 3 mensagens do Niall. A primeira dizia "Já tenho saudades tuas, estou a pensar em ti a todo o tempo", ok, não era má de todo. A segundo dizia "Não dizes nada? Manda um beijo para as outras". Ok, um pouco preocupante. A ultima no entanto batia todas ""Clary se for preciso eu vou ai, basta pedires".
No inicio ele não fora assim, namorávamos à um ano e ao inicio ele fora doce, simpático e completamente um cavalheiro, mas com o passar do tempo começamos a nos afastarmos, de tal forma que até começava a ser estúpido mas nenhum de nós conseguia terminar e nestes últimos meses as coisas pioraram ao ponto de ele ter crises de ciumes e querer saber o que estava a fazer e com quem andava. Estava a me sufocar mas ele amava-me e eu não o queria magoar... Estava lixada!
Suspirei irritada e mandei-lhe uma mensagem "Eu estou bem, elas estão bem!"...
Olhei para a janela onde se podia ver o sol a nascer no meio de um monte me para já estar a amanhecer só significava que estávamos perto de chegar a Madrid.
- Estás bem?
Assustada olhei para o lado vendo que o rapaz estava acordado a olhar para mim preocupado. Os olhos dele eram de um azul profundo e me olhava de uma maneira que me fez arrepiar, ele era normal?
- Porque perguntas? . Perguntei confusa.
- Estás a segurar o telemóvel como se quisesses o esmagar - disse olhando para a minha mão.
Olhei para a minha mão e reparei que estava a agarrar o meu telemóvel com os dedos brancos da força que o segurava.
- Nem reparei - sussurrei largando-o no meu colo.
- Estás bem?
- Que é que estás aqui a fazer? - Perguntei olhando para ele desconfiada. - Não devias estar com Marise?
Olhei para o banco da frente e vi que Anya estava a dormir lá e olhei para ele desconfiada.
- Estamos com problemas - disse encolhendo os ombros - pedi a Anya para trocar comigo, espero que não te importes. Já agora chamo-me Luck.
- Clary. E é na boa.
- Ainda não me disseste que se passa - disse olhando para mim preocupado.
- Problemas - disse encolhendo os ombros.
- Então é o teu namorado hum? - Perguntou-me dando meio sorriso fazendo uma covinha na bochecha deixando-me um bocado desorientada.
- Sim... Estamos a ter alguns problemas.
- Oh rapariga, eu sei o que são problemas acredita.Tens alguém com quem possas falar? As tuas amigas? - Perguntou-me olhando para mim atento.
Engoli em seco e olhei para trás para Nora, ela estava acordada a olhar para a janela nervosa podia ver pela maneira como estava a mexer os dedos, e Taylor estava a dormir com a cabeça no seu ombro.
- É complicado.
-Porquê?
- Tenho uma amiga minha que acabou um relacionamento duro e complicado que a deixou completamente confusa e nós viemos para cá por causa dela não por mim.
- Então tu não queres ser o centro de atenções quando há alguém que também precisa?
- Exacto, e eu não gosto de atenções.
- Bem, eu estou no mesmo barco contigo mais vale partilharmos os nossos problemas. E as vezes faz bem falar com alguém que não se conhece...
Eu olhei para ele confusa, ele estava a olhar para mim quase desesperado. Estavam dois amarados a uma relação estragada neste autocarro!
- Tu precisas de falar? - Perguntei olhando para ele preocupada.
Ele riu levemente e olhou para Marise que estava a dormir contra a janela roncando levemente.
- Eu só falo se tu falares.
- Ok - disse pondo as pernas nos bancos abraçando os joelhos olhando para ele - eu namoro com o Niall a um ano, e ao inicio estava a correr bem tudo parecia sair de uma espécie de conto de fadas em que ele fazia-me surpresas no meio de aulas, na rua, era perfeito e acabamos por nós apaixonar, cai por ele e ele por mim e de repente tudo começou a andar demasiado depressa. - Disse virando-me para a janela, onde a paisagem passou de rural para urbana. - Começamos a falar do futuro de como seria... Mas a uns meses tudo começou a ser uma rotina e o amor que nós tínhamos passou a ser apenas amizade, e ambos sabemos mas sempre que tentava falar com ele, ele agarrava mais ao que tínhamos e começou a ser controlador ao ponto de querer saber com quem andava. Por isso quando aconteceu o que aconteceu com Nora, eu aproveitei para me afastar dele para perceber se vale a pena continuar com ele ou não.
- É um grande dilema! - disse espantado olhando para mim.
Eu olhei para ele e encolhi os ombros sorrindo levemente.
- Eu não sei o que te dizer! Não sou a melhor pessoa para te dar um conselho - disse dando-me uma garrafa de água.
Eu recusei dando meio sorriso e ele bebeu de uma vez quase metade da garrafa fazendo-me olhar para ele espantada, ele tapou e olhou para mim a sorrir de orelha a orelha.
- Queres falar sobre ti e a Marise? - Perguntei baixando os joelhos.
Ele olhou para o banco da frente onde ela dormia e mordeu o lábio o que me fez querer beija-lo... Oh meu deus... o que raio se estava a passar comigo, olhei para o lado para a janela respirando fundo.
- Não aqui... quando sairmos, não te importas estar comigo e não com elas por um bocado?
- Não, se ficarmos perto delas elas não percebem que estamos a falar de algo serio - disse sorrindo - mas porque queres falar comigo?
- Primeiro porque eu não posso falar com os rapazes sobre isso, Taylor está anti-raparigas, na verdade sempre teve e Nathan não tem paciência e tu estás a passar por isso e também não tens com quem falar e algo me diz que vou ter uma longa viagem e se eu não falar com alguém estouro. E eu não quero agir de cabeça quente com a Marise, por isso acho que só nos temos a nós.
- Tu não me conheces...
- É isso que conta - disse dando-me um sorriso - além disso pareces-me uma boa rapariga. Ambos precisamos.
- Acho que tens razão.
- E em relação ao que está acontecer contigo acho que precisas de tempo, mas eu acho que se não se amam mais vale acabar, a limites para tudo - disse encolhendo os ombros.
Ajeitei o cabelo e olhei para ele tentando controlar a minha irritação.
- Mesmo assim pode ser um erro, eu amava-o é normal as vezes os casais começarem a ter rotinas e o amor passar mas pode voltar...
Ele riu e eu olhei para ele confusa ele estava a olhar para mim atentamente.
- Estás a fugir dele, estás furiosa pelas mensagens dele, estás aqui com a desculpa que a tua amiga está de coração partido quando na verdade estás a tentar evitar acabar com ele.
Fiquei a olhar para ele sem saber o que dizer, e uma raiva apoderou-se de mim.
- Quem julgas que és para me julgar assim? Tu não sabes nada sobre mim! - Exclamei fazendo com que varias pessoas olhassem.
- Não, é verdade, eu não sei nada sobre ti. Mas sei o que é estar nessa posição - disse dando meio sorriso olhando para Marise de relance.
Será que ele estava a ter o mesmo problema que eu com Marise? Ele queria terminar? Ou ela queria terminar? Abri a boca para falar mas um silvo fez com que todos nós tapássemos os ouvidos.
- Bom dia. Em pouco minutos estaremos na Puerta del Sol, onde vamos passear por isso peço-vos para se preparar.
Todos acordados começaram a arrumar tudo para quando o autocarro parasse. Marise acordou e olhou para Luck, com um olhar cortante antes de responder a uma pergunta de Anya. Eu olhei para Luck que apenas encolheu os ombros. Olhei para Nora, ela estava a guardar a manta na mochila e Taylor parecia aborrecido a olhar para ela. Olhei para Aurya, ela estava a rir-se com o Nathan. Em pouco tempo tínhamos parado a beira de uma praça enorme. com um edifício enorme com janelas grandes, uma porta enorme de madeira escura e em cima no topo tinha uma torre com um relógio e em cima uma um sino numa espécie de copula. Na varanda maior tinha uma espécie de tapete vermelho com um design lindíssimo com floreados e em cima tinha hasteadas bandeiras de Espanha e da Europa. A frente encontrava-se uma praça enorme com algumas estátuas e uma fonte.
Todos se levantaram no momento que as portas se abriram e começaram a sair, eu e Luck esperamos para que o corredor o ficasse vazio para passarmos com o restante pessoal que conhecíamos. Assim que saimos reparei no céu que estava mais ou menos limpo com o sol a começar a brilhar, eu coloquei os óculos de sol e foi para a beira de Nora e de Aurya, que estavam a falar do que se passara com a foto que Nathan tirara-lhe. Anya estava mais atrás a falar com Marise e Nathan e Taylor estavam a observar a cidade a movimentar-se.
- Eu ainda não acredito que estamos aqui - disse Aurya dando-me um abraço entusiasmada.
Eu ri-me enquanto Luck falava com os rapazes, ao ela se afastar eu toquei na maquina fotográfica que tinha ao pescoço olhando para ela desconfiada.
- É do Taylor, que emprestou ao Nathan que emprestou-me a mim -disse encolhendo os ombros.
- Já percebi isso, já está tudo resolvido com o Nathan então? - Perguntei olhando para ela, para ter certeza que estava bem.
- Está. - Disse dando meio sorriso e com um brilho estranho no olhar.
Olhei para a Nora, ela estava a olhar para o edifício parecendo pensativa sobre algo. Taylor apesar de estar com óculos de sol estava virado para ela com a boca franzida parecendo ainda mais perigoso.
- Nora, está tudo bem?
Ela olhou para mim e encolheu os ombros sem sorrir muito. Anya veio para a nossa beira parecendo exausta.
- Importaste de falar com o Luck? - Perguntou-me olhando-me implorando.
- O que se passa? - Perguntou Nora preocupada.
- A Marise pensa que Luck já não gosta dela, pensa que ele não está mais interessado nela e que anda distraído - disse revirando os olhos - mas mais na historia do que ela quer contar.
Olhei para Luck que estava a olhar para mim enquanto Marise falava com ele, ele desviou logo o olhar para ela e Taylor pôs a mão no ombro de Marise para ela se calar.
- Eu falo - disse franzindo os lábios - mas também não sei bem o que se está a passar, mas já combinei com ele que íamos falar quando reparei que ele tinha trocado de lugar contigo porque estavam a discutir.
- Obrigado.
- Ahhh! A ironia -sussurrou a Nora colocando os óculos.
Nathan e Taylor chegaram a nossa beira e olharam para ela enquanto ela prendia o cabelo num coque descaído fazendo com que a frente no rosto ficasse algumas madeixas soltas que se agitaram por causa do vento.
- O que é a ironia? - Perguntou Nathan olhando para ela mas puxando levemente o cabelo de Aurya fazendo com que ela olhasse para ele corada.
- O facto de nós termos vindo para aqui para fugirmos para está viagem por causa de problemas com namorados e chegarmos aqui com um casal a precisar de ajuda como disse ironia - disse mordendo o lábio.
- Há alguém nesta viagem sem um coração partido? - Perguntou Taylor em voz baixa como se falasse para si mesmo.
Todos olhamos para ele mas antes que alguém falasse um senhor começou a chamar-nos.
- Bom dia - disse um senhor com um blazer azul escuro com aparência de 30 anos - eu vou ser o vosso guia e espero que respeitem o grupo e que se mantenham por perto, procurem andar em pares ou em grupos. Agora se olharem para a vossa direita, podem ver o mais antigo edifício da Puerta del Sol a casa de correios onde tem como podem ver a torre de relógio que marca a contagem decrescente no dia 31 de Dezembro para o ano novo...
Eu olhei para a fachada do edifício onde a cima da varanda estava uma gravura de dois leões e um brasão com uma coroa acima.
- É lindo por acaso - sussurrou uma voz atrás de mim.
Olhei para trás e vi que Luck estava mesmo atrás de mim quase encostado a mim, Marise estava a falar com Anya em surdina.
- Que se passa entre ti e a Marise? - Perguntei olhando para ele desconfiada.
- Nada.
- Ok - virando-me para o guia que estava a falar sobre algo do quilometro zero.
- É esse o problema, já não há nada entre os dois. Deus, nunca houve!
Olhei para ele sem perceber o que ele estava dizer e ele apenas encolheu os ombros.
- Podes explicar? - Perguntei olhando para ele confusa. - Vocês namoram, algo está acontecer. Vocês estão juntos e estão a discutir, definitivamente algo está acontecer.
- Com ela, não comigo.
Abri a boca para falar com ele mas ele empurrou-me para a frente gentilmente em direcção a grupo que estava a começar a andar em direcção a estátua de um cavalo com um cavaleiro, nós ficamos para trás e eu podia ver que Nora estava a evitar Taylor e Aurya a tirar fotos com o Nathan ao lado a ajuda-la e a Marise e a Anya a falarem em surdina afastadas perto do guia. Eles pararam e esperaram por nós, Nora deu-me meio sorriso e Aurya olhou desconfiada para o Luck que me agarrava nos ombros.
- Podes falar comigo. - disse-lhe quando viramos para a outra estátua com uma árvore e um urso.
- Eu sei, eu sinto que posso te contar tudo na verdade - disse parecendo serio quando olhei para ele, pensativo sobre algo.
Ele ficou pensativo sobre o assunto e eu dei-lhe tempo enquanto ouvia o guia falava sobre a estátua, olhei para Aurya que nos tirava fotos enquanto o Nathan falava com ela fazendo-a rir, Nora estava a ouvir musica com Taylor atrás dela parecendo hesitante sobre algo. Nesse momento Nora tropeçou numa pedra quase caído em cima de um ferro se não fosse Taylor a agarrar a sua cintura puxando-a para trás num abraço. Quase todos paramos a olhar para eles, enquanto Nora ainda em choque agarrou Taylor no braço, respirando fundo.
- Oh meu deus! Nora tu estás bem? - Perguntei agarrando mão dela.
- Estás sempre distraída? - Perguntou Taylor que estava pálido que nem papel agarrando-a mais forte para ter certeza que estava equilibrada. - Acabaste de roubar anos da minha vida! Deus!
Ela respirou fundo e saiu do abraço dele, ele olhou para mim e de seguida olhou para ele.
- Obrigada - disse respirando fundo e olhou para todos - e sim estou bem, foi só um susto. Estamos a ficar para trás.
Respirei fundo enquanto ela andava para a frente com o Taylor ao lado que estava a olhar para ela cautelosamente. Aurya estava a falar com Nathan olhando para Nora preocupada.
- Ela é sempre distraída? - Perguntou Luck ao meu lado que também estava ligeiramente pálido.
- Hoje mais do que antes - disse pensativa enquanto parávamos um pouco atrás do grupo. - Vamos mudar de assunto, não perguntes sobre ela.
Ele acenou e suspirou enquanto Marise olhava para ele desconfiada. O guia estava a gesticular enquanto falava e alguns casais riam um pouco das piadas. Nora estava a olhar para a estátua e estava a falar sorrindo com o Taylor que observava a estátua analisando-a e se eu conhecia Nora ela estava a inventar uma história saída da sua imaginação. Sorri com esse pensamento, ela era uma sonhadora, e o seu ex detestava isso e arranjara de matar a sua imaginação, Taylor parecia entretido com isso, fascinado dando a sua opinião... o que não era bom sinal ou era? Nathan estava perto a tirar fotos a Aurya que ria corando, nunca a vira assim tão divertida com um rapaz.
- Ela é lésbica!
Virei-me tão rápido para Luck que quase fiz me magoei no pescoço, ele estava a olhar para a estátua como se tivesse quase a chorar, o cabelo dele brilhava no sol num loiro mais claro, com os olhos azuis escuros e brilhantes.
- O quê? Começa pelo inicio - pedi espantada.
- Foi a três anos, eu conhecia e apaixonei-me... - disse enquanto seguíamos para a passadeira, as pessoas passavam por nós e nem reparavam enquanto falavam espanhol era tão confuso que tive que me chegar mais perto dele. - Ela era a rapariga mais bonita que eu já vira na minha vida, e eu me fiz prometer que nunca a largaria até ao fim da minha vida, ela era generosa, carinhosa e me compreendia. Mas eu tinha medo de arriscar. Ela era perfeita e eu apenas era eu. Percebes?
Ele olhou para mim de relance e eu acenei. Atravessamos a estrada mesmo atrás de Taylor e Nora.
- E eu deixei passar o tempo com medo até que a um ano eu não consegui mais, foi ter com ela a casa dela bati a porta e disse-lhe que a amava. - Disse e ele sorriu para mim. - Ela olhou para mim paralisada, quase a chorar e eu pensei para mim mesmo são lágrimas de alegria e então ela disse tão baixo que eu pensei ter ouvido na minha cabeça, eu sou lésbica.
- Eu não estou a perceber - disse enquanto entravamos numa rua de edifícios antigos e passeios estreitos. - Como é que vocês estão a namorar?
- Passou-se um mês de eu admitir isso quando ela procurou-me e pediu-me em namoro, para disfarçar para ninguém desconfiar de nada. Eu era para dizer não, mas então pensei porque não? Se é a única maneira de estar com ela melhor assim, então eu disse sim. Nós beijávamos a frente de todos, namorávamos um pouco e ninguém fazia perguntas.E eu estava cada vez mais apaixonado, só que a uns meses percebi que estava a torturar-me e que estava a ser masoquista, magoando-a por beijar alguém que não gosta e beijando-a quando estava apaixonadíssimo por ela. Então eu confrontei-a, eu queria terminar e foi ai que ela revelou ser a pessoa que não era. Egoísta, egocêntrica e sem auto-estima, quando viu que eu ia mesmo terminar usou o que eu sentia por ela contra mim, beijou-me e eu não consegui terminar.
Eu olhei para Marise que estava a falar com Anya e parecendo contente reparei que ela meio parecia uma cabra com mania e eu detestava esse tipo de pessoas.
- Antes que digas alguma coisa, esse amor que tu tinhas, estavas iludido e ela usou-te, sabendo que a amavas usou isso para ter o que queria, ela magoou-te todos os dias e ela apreciou isso desde que o seu segredo estivesse a salvo ela não queria saber o que sentias.
- Eu apercebi-me disso tarde demais - disse-me olhando para mim e tirando uma madeixa da frente dos meus olhos colocando atrás do meu ouvido. - Passando algum tempo já não queria saber, já não sentia nada por ela.
Arrepiei-me com o toque dele e olhei para a frente constrangida.
- E a uns dias para cá ela conheceu uma rapariga e apaixonou-se e veio ter comigo para me pedir desculpa e ajuda, só que ela não quer sair do armário, tem medo, é por isso que estamos aqui, precisa de ar e saber o que fazer e eu apesar de tudo estou a tentar ajudar e também porque a rapariga está nesta viagem.
Eu reparei que o grupo estava a entrar numa pastelaria com o guia e eu parei perto e olhei para ele.
- Eu acho que és um grande amigo, apesar de tudo o que ela te fez estás disposto a arriscar por ela e apoia-la isto deve estar a ser difícil para ela.
- Mesmo não amando-a eu gosto muito dela como se fosse irmã, na verdade acho que me iludi quando pensei que a amava, estava apenas a ver uma faceta dela. És a única pessoa que me ouviu sem me julgar sobre isto.
- Quem sabe?
- Taylor, que me apoia também mas como disse ele é anti-raparigas e o Nathan que me chamou besta! Mas ele nunca teve uma namorada a serio.
- Bem a única coisa que te posso dizer é que te admiro muito. - disse sorrindo - talvez encontres alguém, até mesmo nesta viagem.
Ele sorriu com as covinhas marcadas fazendo-me corar um pouco.
- Talvez... - disse olhando para mim com os olhos a brilhar. - És uma boa ouvinte.
- Obrigada. - Disse sorrindo - eu tento.
Ele ficou a olhar para os meus olhos com meio sorriso, meio sedutor fazendo-me um friozinho no estômago.
- Ei, Clary, Luck! - Chamaram fazendo-nos sobressaltar, olhamos para a porta da pastelaria onde Nora estava a espera. - Nós vamos comer o pequeno almoço, vem?
-Claro! -Exclamei dando um meio empurrão ao Luck.
Nós entramos, era um local acolhedor, com mesas espalhadas com cadeiras de madeira e o balcão era de madeira escura e cheirava a pão acabado de fazer. Nós seguimos Nora até a um canto da pastelaria onde estava o nossos grupo todo sentado. Nora sentou-se a beira de Taylor e juntou-se a Aurya a ver as fotos com Nathan. Marise estava a conversar com Anya, eu sentei-me a beira dela e Luck a beira da suposta namorada. Que se atirou a ele num beijo que fez com que nós todos olhássemos espantados, de tão intimamente próximo que era. Anya, Nora e Aurya riram-se um pouco constrangidas enquanto eu, o Taylor e o Nathan olhamos para a cena um pouco espantados e indignados sem saber o que fazer. Luck apenas agarrou-se a cadeira e ficou rígido fingindo beija-la. Quando se separaram Marise olhou directamente para mim me fazendo baixar a cabeça.
- Ok, quem vai querer café? - Perguntei lutando para não parecendo afectada com a cena.
Todos quiseram, eu levantei-me rapidamente e foi ao balcão tentando controlar a confusão que ia na minha cabeça. Olhei para a mesa e vi que Luck olhava para mim com uma confusão de emoções no seu rosto, de pesar, pena, arrependimento, confusão e de desculpa. Pisquei lhe olho e sorri-lhe um pouco. Virei-me para a frente e apercebi-me que se continuasse a me aproximar dele, eu iria me apaixonar, pensei fechando os olhos lembrando-me de Niall.
- Estás bem?
Assustada olhei para o lado vendo que o rapaz estava acordado a olhar para mim preocupado. Os olhos dele eram de um azul profundo e me olhava de uma maneira que me fez arrepiar, ele era normal?
- Porque perguntas? . Perguntei confusa.
- Estás a segurar o telemóvel como se quisesses o esmagar - disse olhando para a minha mão.
Olhei para a minha mão e reparei que estava a agarrar o meu telemóvel com os dedos brancos da força que o segurava.
- Nem reparei - sussurrei largando-o no meu colo.
- Estás bem?
- Que é que estás aqui a fazer? - Perguntei olhando para ele desconfiada. - Não devias estar com Marise?
Olhei para o banco da frente e vi que Anya estava a dormir lá e olhei para ele desconfiada.
- Estamos com problemas - disse encolhendo os ombros - pedi a Anya para trocar comigo, espero que não te importes. Já agora chamo-me Luck.
- Clary. E é na boa.
- Ainda não me disseste que se passa - disse olhando para mim preocupado.
- Problemas - disse encolhendo os ombros.
- Então é o teu namorado hum? - Perguntou-me dando meio sorriso fazendo uma covinha na bochecha deixando-me um bocado desorientada.
- Sim... Estamos a ter alguns problemas.
- Oh rapariga, eu sei o que são problemas acredita.Tens alguém com quem possas falar? As tuas amigas? - Perguntou-me olhando para mim atento.
Engoli em seco e olhei para trás para Nora, ela estava acordada a olhar para a janela nervosa podia ver pela maneira como estava a mexer os dedos, e Taylor estava a dormir com a cabeça no seu ombro.
- É complicado.
-Porquê?
- Tenho uma amiga minha que acabou um relacionamento duro e complicado que a deixou completamente confusa e nós viemos para cá por causa dela não por mim.
- Então tu não queres ser o centro de atenções quando há alguém que também precisa?
- Exacto, e eu não gosto de atenções.
- Bem, eu estou no mesmo barco contigo mais vale partilharmos os nossos problemas. E as vezes faz bem falar com alguém que não se conhece...
Eu olhei para ele confusa, ele estava a olhar para mim quase desesperado. Estavam dois amarados a uma relação estragada neste autocarro!
- Tu precisas de falar? - Perguntei olhando para ele preocupada.
Ele riu levemente e olhou para Marise que estava a dormir contra a janela roncando levemente.
- Eu só falo se tu falares.
- Ok - disse pondo as pernas nos bancos abraçando os joelhos olhando para ele - eu namoro com o Niall a um ano, e ao inicio estava a correr bem tudo parecia sair de uma espécie de conto de fadas em que ele fazia-me surpresas no meio de aulas, na rua, era perfeito e acabamos por nós apaixonar, cai por ele e ele por mim e de repente tudo começou a andar demasiado depressa. - Disse virando-me para a janela, onde a paisagem passou de rural para urbana. - Começamos a falar do futuro de como seria... Mas a uns meses tudo começou a ser uma rotina e o amor que nós tínhamos passou a ser apenas amizade, e ambos sabemos mas sempre que tentava falar com ele, ele agarrava mais ao que tínhamos e começou a ser controlador ao ponto de querer saber com quem andava. Por isso quando aconteceu o que aconteceu com Nora, eu aproveitei para me afastar dele para perceber se vale a pena continuar com ele ou não.
- É um grande dilema! - disse espantado olhando para mim.
Eu olhei para ele e encolhi os ombros sorrindo levemente.
- Eu não sei o que te dizer! Não sou a melhor pessoa para te dar um conselho - disse dando-me uma garrafa de água.
Eu recusei dando meio sorriso e ele bebeu de uma vez quase metade da garrafa fazendo-me olhar para ele espantada, ele tapou e olhou para mim a sorrir de orelha a orelha.
- Queres falar sobre ti e a Marise? - Perguntei baixando os joelhos.
Ele olhou para o banco da frente onde ela dormia e mordeu o lábio o que me fez querer beija-lo... Oh meu deus... o que raio se estava a passar comigo, olhei para o lado para a janela respirando fundo.
- Não aqui... quando sairmos, não te importas estar comigo e não com elas por um bocado?
- Não, se ficarmos perto delas elas não percebem que estamos a falar de algo serio - disse sorrindo - mas porque queres falar comigo?
- Primeiro porque eu não posso falar com os rapazes sobre isso, Taylor está anti-raparigas, na verdade sempre teve e Nathan não tem paciência e tu estás a passar por isso e também não tens com quem falar e algo me diz que vou ter uma longa viagem e se eu não falar com alguém estouro. E eu não quero agir de cabeça quente com a Marise, por isso acho que só nos temos a nós.
- Tu não me conheces...
- É isso que conta - disse dando-me um sorriso - além disso pareces-me uma boa rapariga. Ambos precisamos.
- Acho que tens razão.
- E em relação ao que está acontecer contigo acho que precisas de tempo, mas eu acho que se não se amam mais vale acabar, a limites para tudo - disse encolhendo os ombros.
Ajeitei o cabelo e olhei para ele tentando controlar a minha irritação.
- Mesmo assim pode ser um erro, eu amava-o é normal as vezes os casais começarem a ter rotinas e o amor passar mas pode voltar...
Ele riu e eu olhei para ele confusa ele estava a olhar para mim atentamente.
- Estás a fugir dele, estás furiosa pelas mensagens dele, estás aqui com a desculpa que a tua amiga está de coração partido quando na verdade estás a tentar evitar acabar com ele.
Fiquei a olhar para ele sem saber o que dizer, e uma raiva apoderou-se de mim.
- Quem julgas que és para me julgar assim? Tu não sabes nada sobre mim! - Exclamei fazendo com que varias pessoas olhassem.
- Não, é verdade, eu não sei nada sobre ti. Mas sei o que é estar nessa posição - disse dando meio sorriso olhando para Marise de relance.
Será que ele estava a ter o mesmo problema que eu com Marise? Ele queria terminar? Ou ela queria terminar? Abri a boca para falar mas um silvo fez com que todos nós tapássemos os ouvidos.
- Bom dia. Em pouco minutos estaremos na Puerta del Sol, onde vamos passear por isso peço-vos para se preparar.
Todos acordados começaram a arrumar tudo para quando o autocarro parasse. Marise acordou e olhou para Luck, com um olhar cortante antes de responder a uma pergunta de Anya. Eu olhei para Luck que apenas encolheu os ombros. Olhei para Nora, ela estava a guardar a manta na mochila e Taylor parecia aborrecido a olhar para ela. Olhei para Aurya, ela estava a rir-se com o Nathan. Em pouco tempo tínhamos parado a beira de uma praça enorme. com um edifício enorme com janelas grandes, uma porta enorme de madeira escura e em cima no topo tinha uma torre com um relógio e em cima uma um sino numa espécie de copula. Na varanda maior tinha uma espécie de tapete vermelho com um design lindíssimo com floreados e em cima tinha hasteadas bandeiras de Espanha e da Europa. A frente encontrava-se uma praça enorme com algumas estátuas e uma fonte.
Todos se levantaram no momento que as portas se abriram e começaram a sair, eu e Luck esperamos para que o corredor o ficasse vazio para passarmos com o restante pessoal que conhecíamos. Assim que saimos reparei no céu que estava mais ou menos limpo com o sol a começar a brilhar, eu coloquei os óculos de sol e foi para a beira de Nora e de Aurya, que estavam a falar do que se passara com a foto que Nathan tirara-lhe. Anya estava mais atrás a falar com Marise e Nathan e Taylor estavam a observar a cidade a movimentar-se.
- Eu ainda não acredito que estamos aqui - disse Aurya dando-me um abraço entusiasmada.
Eu ri-me enquanto Luck falava com os rapazes, ao ela se afastar eu toquei na maquina fotográfica que tinha ao pescoço olhando para ela desconfiada.
- É do Taylor, que emprestou ao Nathan que emprestou-me a mim -disse encolhendo os ombros.
- Já percebi isso, já está tudo resolvido com o Nathan então? - Perguntei olhando para ela, para ter certeza que estava bem.
- Está. - Disse dando meio sorriso e com um brilho estranho no olhar.
Olhei para a Nora, ela estava a olhar para o edifício parecendo pensativa sobre algo. Taylor apesar de estar com óculos de sol estava virado para ela com a boca franzida parecendo ainda mais perigoso.
- Nora, está tudo bem?
Ela olhou para mim e encolheu os ombros sem sorrir muito. Anya veio para a nossa beira parecendo exausta.
- Importaste de falar com o Luck? - Perguntou-me olhando-me implorando.
- O que se passa? - Perguntou Nora preocupada.
- A Marise pensa que Luck já não gosta dela, pensa que ele não está mais interessado nela e que anda distraído - disse revirando os olhos - mas mais na historia do que ela quer contar.
Olhei para Luck que estava a olhar para mim enquanto Marise falava com ele, ele desviou logo o olhar para ela e Taylor pôs a mão no ombro de Marise para ela se calar.
- Eu falo - disse franzindo os lábios - mas também não sei bem o que se está a passar, mas já combinei com ele que íamos falar quando reparei que ele tinha trocado de lugar contigo porque estavam a discutir.
- Obrigado.
- Ahhh! A ironia -sussurrou a Nora colocando os óculos.
Nathan e Taylor chegaram a nossa beira e olharam para ela enquanto ela prendia o cabelo num coque descaído fazendo com que a frente no rosto ficasse algumas madeixas soltas que se agitaram por causa do vento.
- O que é a ironia? - Perguntou Nathan olhando para ela mas puxando levemente o cabelo de Aurya fazendo com que ela olhasse para ele corada.
- O facto de nós termos vindo para aqui para fugirmos para está viagem por causa de problemas com namorados e chegarmos aqui com um casal a precisar de ajuda como disse ironia - disse mordendo o lábio.
- Há alguém nesta viagem sem um coração partido? - Perguntou Taylor em voz baixa como se falasse para si mesmo.
Todos olhamos para ele mas antes que alguém falasse um senhor começou a chamar-nos.
- Bom dia - disse um senhor com um blazer azul escuro com aparência de 30 anos - eu vou ser o vosso guia e espero que respeitem o grupo e que se mantenham por perto, procurem andar em pares ou em grupos. Agora se olharem para a vossa direita, podem ver o mais antigo edifício da Puerta del Sol a casa de correios onde tem como podem ver a torre de relógio que marca a contagem decrescente no dia 31 de Dezembro para o ano novo...
Eu olhei para a fachada do edifício onde a cima da varanda estava uma gravura de dois leões e um brasão com uma coroa acima.
- É lindo por acaso - sussurrou uma voz atrás de mim.
Olhei para trás e vi que Luck estava mesmo atrás de mim quase encostado a mim, Marise estava a falar com Anya em surdina.
- Que se passa entre ti e a Marise? - Perguntei olhando para ele desconfiada.
- Nada.
- Ok - virando-me para o guia que estava a falar sobre algo do quilometro zero.
- É esse o problema, já não há nada entre os dois. Deus, nunca houve!
Olhei para ele sem perceber o que ele estava dizer e ele apenas encolheu os ombros.
- Podes explicar? - Perguntei olhando para ele confusa. - Vocês namoram, algo está acontecer. Vocês estão juntos e estão a discutir, definitivamente algo está acontecer.
- Com ela, não comigo.
Abri a boca para falar com ele mas ele empurrou-me para a frente gentilmente em direcção a grupo que estava a começar a andar em direcção a estátua de um cavalo com um cavaleiro, nós ficamos para trás e eu podia ver que Nora estava a evitar Taylor e Aurya a tirar fotos com o Nathan ao lado a ajuda-la e a Marise e a Anya a falarem em surdina afastadas perto do guia. Eles pararam e esperaram por nós, Nora deu-me meio sorriso e Aurya olhou desconfiada para o Luck que me agarrava nos ombros.
- Podes falar comigo. - disse-lhe quando viramos para a outra estátua com uma árvore e um urso.
- Eu sei, eu sinto que posso te contar tudo na verdade - disse parecendo serio quando olhei para ele, pensativo sobre algo.
Ele ficou pensativo sobre o assunto e eu dei-lhe tempo enquanto ouvia o guia falava sobre a estátua, olhei para Aurya que nos tirava fotos enquanto o Nathan falava com ela fazendo-a rir, Nora estava a ouvir musica com Taylor atrás dela parecendo hesitante sobre algo. Nesse momento Nora tropeçou numa pedra quase caído em cima de um ferro se não fosse Taylor a agarrar a sua cintura puxando-a para trás num abraço. Quase todos paramos a olhar para eles, enquanto Nora ainda em choque agarrou Taylor no braço, respirando fundo.
- Oh meu deus! Nora tu estás bem? - Perguntei agarrando mão dela.
- Estás sempre distraída? - Perguntou Taylor que estava pálido que nem papel agarrando-a mais forte para ter certeza que estava equilibrada. - Acabaste de roubar anos da minha vida! Deus!
Ela respirou fundo e saiu do abraço dele, ele olhou para mim e de seguida olhou para ele.
- Obrigada - disse respirando fundo e olhou para todos - e sim estou bem, foi só um susto. Estamos a ficar para trás.
Respirei fundo enquanto ela andava para a frente com o Taylor ao lado que estava a olhar para ela cautelosamente. Aurya estava a falar com Nathan olhando para Nora preocupada.
- Ela é sempre distraída? - Perguntou Luck ao meu lado que também estava ligeiramente pálido.
- Hoje mais do que antes - disse pensativa enquanto parávamos um pouco atrás do grupo. - Vamos mudar de assunto, não perguntes sobre ela.
Ele acenou e suspirou enquanto Marise olhava para ele desconfiada. O guia estava a gesticular enquanto falava e alguns casais riam um pouco das piadas. Nora estava a olhar para a estátua e estava a falar sorrindo com o Taylor que observava a estátua analisando-a e se eu conhecia Nora ela estava a inventar uma história saída da sua imaginação. Sorri com esse pensamento, ela era uma sonhadora, e o seu ex detestava isso e arranjara de matar a sua imaginação, Taylor parecia entretido com isso, fascinado dando a sua opinião... o que não era bom sinal ou era? Nathan estava perto a tirar fotos a Aurya que ria corando, nunca a vira assim tão divertida com um rapaz.
- Ela é lésbica!
Virei-me tão rápido para Luck que quase fiz me magoei no pescoço, ele estava a olhar para a estátua como se tivesse quase a chorar, o cabelo dele brilhava no sol num loiro mais claro, com os olhos azuis escuros e brilhantes.
- O quê? Começa pelo inicio - pedi espantada.
- Foi a três anos, eu conhecia e apaixonei-me... - disse enquanto seguíamos para a passadeira, as pessoas passavam por nós e nem reparavam enquanto falavam espanhol era tão confuso que tive que me chegar mais perto dele. - Ela era a rapariga mais bonita que eu já vira na minha vida, e eu me fiz prometer que nunca a largaria até ao fim da minha vida, ela era generosa, carinhosa e me compreendia. Mas eu tinha medo de arriscar. Ela era perfeita e eu apenas era eu. Percebes?
Ele olhou para mim de relance e eu acenei. Atravessamos a estrada mesmo atrás de Taylor e Nora.
- E eu deixei passar o tempo com medo até que a um ano eu não consegui mais, foi ter com ela a casa dela bati a porta e disse-lhe que a amava. - Disse e ele sorriu para mim. - Ela olhou para mim paralisada, quase a chorar e eu pensei para mim mesmo são lágrimas de alegria e então ela disse tão baixo que eu pensei ter ouvido na minha cabeça, eu sou lésbica.
- Eu não estou a perceber - disse enquanto entravamos numa rua de edifícios antigos e passeios estreitos. - Como é que vocês estão a namorar?
- Passou-se um mês de eu admitir isso quando ela procurou-me e pediu-me em namoro, para disfarçar para ninguém desconfiar de nada. Eu era para dizer não, mas então pensei porque não? Se é a única maneira de estar com ela melhor assim, então eu disse sim. Nós beijávamos a frente de todos, namorávamos um pouco e ninguém fazia perguntas.E eu estava cada vez mais apaixonado, só que a uns meses percebi que estava a torturar-me e que estava a ser masoquista, magoando-a por beijar alguém que não gosta e beijando-a quando estava apaixonadíssimo por ela. Então eu confrontei-a, eu queria terminar e foi ai que ela revelou ser a pessoa que não era. Egoísta, egocêntrica e sem auto-estima, quando viu que eu ia mesmo terminar usou o que eu sentia por ela contra mim, beijou-me e eu não consegui terminar.
Eu olhei para Marise que estava a falar com Anya e parecendo contente reparei que ela meio parecia uma cabra com mania e eu detestava esse tipo de pessoas.
- Antes que digas alguma coisa, esse amor que tu tinhas, estavas iludido e ela usou-te, sabendo que a amavas usou isso para ter o que queria, ela magoou-te todos os dias e ela apreciou isso desde que o seu segredo estivesse a salvo ela não queria saber o que sentias.
- Eu apercebi-me disso tarde demais - disse-me olhando para mim e tirando uma madeixa da frente dos meus olhos colocando atrás do meu ouvido. - Passando algum tempo já não queria saber, já não sentia nada por ela.
Arrepiei-me com o toque dele e olhei para a frente constrangida.
- E a uns dias para cá ela conheceu uma rapariga e apaixonou-se e veio ter comigo para me pedir desculpa e ajuda, só que ela não quer sair do armário, tem medo, é por isso que estamos aqui, precisa de ar e saber o que fazer e eu apesar de tudo estou a tentar ajudar e também porque a rapariga está nesta viagem.
Eu reparei que o grupo estava a entrar numa pastelaria com o guia e eu parei perto e olhei para ele.
- Eu acho que és um grande amigo, apesar de tudo o que ela te fez estás disposto a arriscar por ela e apoia-la isto deve estar a ser difícil para ela.
- Mesmo não amando-a eu gosto muito dela como se fosse irmã, na verdade acho que me iludi quando pensei que a amava, estava apenas a ver uma faceta dela. És a única pessoa que me ouviu sem me julgar sobre isto.
- Quem sabe?
- Taylor, que me apoia também mas como disse ele é anti-raparigas e o Nathan que me chamou besta! Mas ele nunca teve uma namorada a serio.
- Bem a única coisa que te posso dizer é que te admiro muito. - disse sorrindo - talvez encontres alguém, até mesmo nesta viagem.
Ele sorriu com as covinhas marcadas fazendo-me corar um pouco.
- Talvez... - disse olhando para mim com os olhos a brilhar. - És uma boa ouvinte.
- Obrigada. - Disse sorrindo - eu tento.
Ele ficou a olhar para os meus olhos com meio sorriso, meio sedutor fazendo-me um friozinho no estômago.
- Ei, Clary, Luck! - Chamaram fazendo-nos sobressaltar, olhamos para a porta da pastelaria onde Nora estava a espera. - Nós vamos comer o pequeno almoço, vem?
-Claro! -Exclamei dando um meio empurrão ao Luck.
Nós entramos, era um local acolhedor, com mesas espalhadas com cadeiras de madeira e o balcão era de madeira escura e cheirava a pão acabado de fazer. Nós seguimos Nora até a um canto da pastelaria onde estava o nossos grupo todo sentado. Nora sentou-se a beira de Taylor e juntou-se a Aurya a ver as fotos com Nathan. Marise estava a conversar com Anya, eu sentei-me a beira dela e Luck a beira da suposta namorada. Que se atirou a ele num beijo que fez com que nós todos olhássemos espantados, de tão intimamente próximo que era. Anya, Nora e Aurya riram-se um pouco constrangidas enquanto eu, o Taylor e o Nathan olhamos para a cena um pouco espantados e indignados sem saber o que fazer. Luck apenas agarrou-se a cadeira e ficou rígido fingindo beija-la. Quando se separaram Marise olhou directamente para mim me fazendo baixar a cabeça.
- Ok, quem vai querer café? - Perguntei lutando para não parecendo afectada com a cena.
Todos quiseram, eu levantei-me rapidamente e foi ao balcão tentando controlar a confusão que ia na minha cabeça. Olhei para a mesa e vi que Luck olhava para mim com uma confusão de emoções no seu rosto, de pesar, pena, arrependimento, confusão e de desculpa. Pisquei lhe olho e sorri-lhe um pouco. Virei-me para a frente e apercebi-me que se continuasse a me aproximar dele, eu iria me apaixonar, pensei fechando os olhos lembrando-me de Niall.
Viagem Inesquecível
Olá pessoal,
infelizmente não vou poder publicar ainda hoje a terceira parte da historia mas ainda amanha ou na terça publicarei. Kisses! Sorry <3
infelizmente não vou poder publicar ainda hoje a terceira parte da historia mas ainda amanha ou na terça publicarei. Kisses! Sorry <3
Primeiro, você pensa que o pior é um coração partido
Que vai te matar é a segunda parte
Terceiro, é quando o seu mundo parte ao meio
E quarta você vai pensar que está bem
Quinta, você os vê com outra pessoa
E a sexta, é quando você admite que talvez você tenha estragado tudo
Ah, se você pudesse me ver agora
Ah, se você pudesse me ver agora
Era 14 de fevereiro, Dia dos Namorados
As rosas vieram, mas eles te levaram
Tatuado no meu braço é um charme para desarmar todo o mal
Tenho que me manter calmo, mas a verdade é que você se foi
E eu nunca vou conseguir te mostrar essas músicas
Pai, você deveria ver as turnês em que estou
Eu vejo você lá ao lado da mamãe
Ambos cantando junto, sim, braço a braço
E há dias em que perco minha fé
Porque o homem não era bom, ele era ótimo
Ele dizia que a música era a casa para a sua dor
E explicava que eu era jovem, ele diria
"Pegue essa raiva, a coloque num papel
Pegue este papel e leve para o palco
Levante o telhado"
Eu estou tentando fazer você se sentir orgulhoso
Fazer tudo que você fez
Eu espero que você esteja aí em cima com Deus dizendo:
"Esse é o meu garoto!"
Eu ainda procuro pelo seu rosto na multidão
Ah, se você pudesse me ver agora
(Ah, se você pudesse me ver agora)
Você ficaria em desonra ou faria uma reverência?
Ah, se você pudesse me ver agora
(Ah, se você pudesse me ver agora)
(Ah, se você pudesse me ver agora)
Se você pudesse me ver agora, você me reconheceria?
Será que me daria um tapinha nas costas ou me criticaria?
Será que você seguiria todas as linhas no meu rosto molhado de lágrimas
Colocaria sua mão no meu coração que esteve frio como o dia em que vocês foram levados
Eu sei que já faz um tempo, mas eu posso te ver claro como o dia
Agora, eu gostaria de poder ouvir você dizer
Eu bebo demais, e eu fumo muito baseado
Mas se você não pode me ver agora essa merda é uma obrigação
Você costumava dizer que eu não vou saber até que um dia me custe
Como eu não conhecerei o verdadeiro amor até que eu ame e perca
Então, se você perdeu uma irmã, alguém perdeu uma mãe
E se você perdeu um pai, então, alguém perdeu um filho
E eles estão todos sentindo falta, sim todos eles estão sentindo falta
Então, se você tiver um segundo para olhar para mim aqui em baixo
Mãe, pai eu estou sentindo falta de vocês agora
Eu ainda procuro pelo seu rosto na multidão
Ah, se você pudesse me ver agora
(Ah, se você pudesse me ver agora)
Você ficaria em desonra ou faria uma reverência?
Ah, se você pudesse me ver agora
(Ah, se você pudesse me ver agora)
Oh.. Oh..
Será que você me chamaria de um santo ou um pecador?
Você me amaria como perdedor ou vencedor?
Oh.. oh..
Quando eu vejo o meu rosto no espelho
Nós somos tão parecidos que me faz tremer
Eu ainda procuro pelo seu rosto na multidão
Ah, se você pudesse me ver agora
(Ah, se você pudesse me ver agora)
Você ficaria em desonra ou faria uma reverência?
Ah, se você pudesse me ver agora (
Ah, se você pudesse me ver agora)
Eu ainda procuro pelo seu rosto na multidão
Ah, se você pudesse me ver agora
(Ah, se você pudesse me ver agora)
Você ficaria em desonra ou faria uma reverência?
Ah, se você pudesse me ver agora
(Ah, se você pudesse me ver agora)
Oh..
Se você pudesse ver, você pudesse me ver agora
(Se você pudesse ver, você pudesse me ver agora)
O mundo é grande, cheio de coisas fantásticas e aventuras, mas não importa onde estamos sempre vamos achar que é pequeno, que mal se pode respirar, que mal se consegue andar, mal se consegue saber o que é amar. É por isso as vezes precisamos de alguém para nós relembrar quem somos e as vezes apenas precisamos de fugir e respirar. Se o mundo fosse perfeito, não estaríamos aqui, porque as vezes os defeitos nele é que conta para podermos viver!
Eu acho - eu acho que quando tudo acaba,
Apenas volta tudo em flashes, sabe?
É como um caleidoscópio de memórias.
É tudo volta. Mas ele nunca volta.
Acho que parte de mim sabia no segundo eu o vi que isso ia acontecer.
Realmente não fora nada do que ele disse ou qualquer coisa que ele fez,
Foi o sentimento que veio junto com ele.
E o mais louco é que eu não sei se vou algumas vez me sentir daquele jeito de novo.
Mas eu não sei se eu deveria.
Eu sabia que seu mundo era rápido demais e queimava muito brilhante.
Mas eu pensei, como pode o diabo estar puxando você para alguém que se parece muito com um anjo, quando ele sorri para você?
Talvez ele soubesse que quando ele me viu.
Que eu perdi o equilíbrio.
Eu acho que a pior parte de tudo isto não foi perdê-lo.
Foi me perder.
Eu não sei se você sabe quem você é até você perder quem você é.
Uma ideia do que pode ser Vizinho Perfeito, espero que gostem! Kisses <3
Olá pessoal,
em Janeiro pretendo começar com uma nova história o Vizinho Perfeito, com Eve uma rapariga de 17 anos que tem escola em casa e apenas 2 amigas e uma vista perfeita para o seu vizinho de olhos castanhos, William.
em Janeiro pretendo começar com uma nova história o Vizinho Perfeito, com Eve uma rapariga de 17 anos que tem escola em casa e apenas 2 amigas e uma vista perfeita para o seu vizinho de olhos castanhos, William.
Olá pessoal, como podem ter reparado Nora tem o coração partido e ao encontrar o Taylor sente-se confusa e defensiva. Aurya sente que não merece um namorado ou alguém que a ame mas ao encontrar Nathan não fica indiferente a sua atitude. No próximo fim de semana ou mesmo nesta semana irei escrever o próximo capitulo que é visto do ponto de vista de Clary, uma rapariga comprometida num relacionamento de 1 ano mas que quanto mais tempo passa mais se afastam e descobrem diferenças entre eles, nesta viagem ela vai encontrar o maior desafio de sempre. Espero que gostem... Peace! Kisses <3
Ao acordar a primeira coisa que reparei foi que lá fora estava a chover e não havia muitas luzes para perceber onde estávamos, só podia ver as luzes das estradas a iluminar a estrada enquanto o autocarro avançava. Estiquei-me e olhei para o lado, Anya estava com os auriculares no ouvido e estava encostada ao encosto dos braços quase a cair para o lado, Clary a nossa frente estava encolhida no banco a dormir e a rapariga que nós conhecemos a Marise estava encostada a janela.
O autocarro estava quase silencioso expepto, é claro, do ocasional roncar de alguns homens. Eu olhei para trás a procura de Nora que estava sentada nos bancos a beira da escada. Sentei-me direito pensando que estava a ver mal o que se estava a passar, mas não era ilusão nenhuma, Nora estava com as pernas esticadas na barra que separava os bancos da escada, com um cobertor a cobrir a ela e ao rapaz e ela tinha a cabeça no ombro dele enquanto ele estava com a mão dada com ela. Mas que raio se passara? Fora durante o sono? Ele remexeu-se no sono e acordou, eu baixei-me para ele não reparar que estava a olhar, ele olhou para ela e viu que estava no seu ombro franziu o sobrolho e bocejou ao mesmo tempo, sorriu de seguida e encostou a sua cabeça a dela, adormecendo de novo.
Virei-me encostando-me ao banco. Nora fora magoada por um rapaz que a tinha na mão, sabia os seus segredos e sabia como magoa-la, ele sabia bem o que fazer para pó-la dependente, ciumenta e desesperada por ele. Se isso acontecesse de novo eu não me perdoaria, eu vira todos os sinais e invés de por um fim a situação fiquei calada. Não é como se aquele rapaz fosse o tipo dela, e ela se apaixonasse por ele, mas iria ficar atenta, ela nunca chorara na vida por razões idiotas até ao dia que Jack partiu o seu coração.
Era nestas situações que agradecia nunca me ter apaixonado e ter um namorado, eles só servem para partir o coração das pessoas e reduzir a auto-estima. Não é como se fosse alguém que era contra o amor e blá blá blá, só existe nos contos de fadas e nada mais. Apenas era realista. Algumas pessoas tinham sorte encontravam alguém que estão destinados a ter uma vida de felicidade, outros encontram vários amores na vida uns mais importantes que outros e que não se cansam de procurar e outros que não importam com o que encontram e resolvem se assentar. Eu era o tipo de pessoa que andava pela onda, não procurava, não encontrava, era simples e eu estava feliz com o que tinha se estava destinada a algo que aconteça. Só que ainda não aconteceu nada. Não estou a espera de um amor, apenas algo para ter a certeza que não era invisível.
Nesse momento as luzes se ligaram todas e algumas pessoas acordaram com a luz e outros apenas resmungaram e viraram para o lado tapando-se da luz. Anya esticou-se e sorriu para mim antes de se virar para trás para a Nora, eu olhei e vi que eles não se mexeram.
- Mas que raio se está a passar por ali? E quem é ele? - Perguntou aparvalhada.
Clary olhou também e ficou aparvalhada.
- Aquele chama-se Taylor, ele veio comigo e com mais dois amigos - disse a Marise de repente nos fazendo saltar.
Eu olhei para ela e vi que ela estava a olhar curiosa para Nora e para o Taylor.
- Ok, é interessante saber o nome dele mas porque é que eles estão assim? - Perguntou Clary.
- Eu não sei, deve de ter acontecido durante a noite - disse-lhes encolhendo os ombros.
- Boa noite a todos - disse a voz do motorista através de um microfone. - Vamos fazer uma paragem agora quem quiser sair para se esticar ou comer algo, tem apenas meia hora para isso.
Olhei para o lado e vi que estávamos a entrar numa estação de serviço, ele estacionou e abriu as portas, alguns se levantaram esticando-se indo para as portas para sair, nós esperamos até que éramos só nós e saímos indo até Nora e Taylor. Eles estavam a dormir profundamente. Marise riu-se e pegou numa maquina fotográfica e tirou uma fotografia.
- Então deixamos-os aqui ou acordamos-os? - Perguntou Clary.
- Nora! - Chamei baixinho. - Nora!
De repente acordou lentamente e olhou para Taylor, assustando-se afastando-se fazendo-o cair acordando-o.
- Que se passa? - Perguntou meio a dormir preocupado.
Ambos olharam para as mãos que ainda estavam agarradas, e largaram imediatamente envergonhados.
- Ok, esquecendo este momento embaraçoso, Nora nós vamos descer estamos numa estação de serviço vens? - Perguntei revirando os olhos.
Ela olhou para ele e de seguida para nós confusa.
- Er... sim, eu vou com vocês - disse levantando-se e parou olhando para Taylor que estava parado a olhar para ela.
Todos olhamos para ele a espera, mas ele não se mexia. Eu tossi e ele levantou-se apercebendo-se que estávamos a olhar.
- Certo, vamos então - disse colocando o casaco obviamente envergonhado.
Todos demos um olhar uns aos outros antes de descermos para fora do autocarro. Marise acenou e virou-se para as casas de banho que estavam num edifico atrás do autocarro com o rapaz que estivera a beira de Nora.
Nós fomos em direcção ao café que estava a beira e ainda a trabalhar aquela hora, o que vale é que não estava a chover mas estava frio e vento o suficiente para entrar a correr na cafetaria e nos sentarmos apressadas. Ficamos numa mesa perto de um aquecedor e vimos a fila enorme para serem servidos por isso ninguém se levantou para ir para a fila.
- Explica lá o que se passa entre ti e o Taylor - pedi olhando para Nora que estava curiosamente interessada na casaca.
- Não se passa nada - disse olhando para nós confusa - como é que sabem o nome dele?
- A rapariga que está a minha beira, a Marise, disse-nos o nome dele, ela veio com ele e com outros dois amigos - disse Clary encolhendo os ombros.
- Engraçadinho - murmurou Nora rindo. - Mas nada se passa.
- Então explica-nos como é que tu dormiste praticamente agarrada a ele - pediu Anya olhando para ela analisando-a .
Nesse momento a porta atrás de mim abriu-se e Taylor e Marise entraram a conversar muito intensamente, olhei de canto para Nora e ela estava a olhar atenta com apenas um pouco de curiosidade. Olhei de novo para Taylor e vi que ele estava a observar toda a cafetaria apenas parando quando nos viu sorrindo um pouco antes de seguir Marise até ao meio da fila onde estavam dois rapazes que o cumprimentaram-no.
Olhamos de seguida para Nora que estava a observa-los mordendo o lábio levemente, ela sempre fazia quando estava nervosa ou quando não queria ser reparada. Mas era impossível não ser reparada, ela tinha cabelo castanho claro até a meio das costas, olhos cinzentos e pele morena e baixinha, ela estava com um casaco azul estilo marinheiro, umas leggins e umas botas de cano alto e salto, era o que se podia chamar de menina boazinha, por isso é que era estranho ver o Taylor a beira da Nora. Totalmente diferentes.
- Então? - Perguntou Anya - o que é que se passou?
- Não sei, estava a dormir encostada a janela praticamente, devo de me ter virado e encostado nele - disse Nora olhando para nós envergonhada.
- Só a ti é que acontece este tipo de coisas, mas ele parece um pouco... - disse Clary fazendo uma careta a pensar no que devia ou não dizer.
- Para o maluco - concluiu Anya. - E perigoso.
- Nada a tua cena, na verdade não parece ser o género de ninguém - disse-lhe preocupada.
- Não tem nada a ver com género - disse Nora irritada a olhar-nos - não tem nada a ver com a minha cena ou não, é só a primeira impressão que ele da que vós faz pensar assim e mesmo assim o que é que vocês estão a pensar? Que eu vou me apaixonar pelo primeiro rapaz que me apareça a frente depois do que se passou comigo?
Ficamos caladas a olhar para ela, era a primeira vez que ela falava sem chorar sobre o que se passara. Mas mesmo assim o que nós fizemos fora um pouco falta de tacto e nenhuma de nós sabia o que dizer.
- Nora - chamou uma pessoa atrás dela todas levantamos o olhar para ver que o Taylor estava atrás dela com um tabuleiro, ele estava serio demais ele pousou o tabuleiro e pôs a frente dela um copo de leite de chocolate e um bolo de chocolate - eu não sabia o que gostavas por isso optei por chocolate.
Nora estava a olhar para ele aparvalhada sem saber o que dizer e nós éramos os seus espelhos. O que raio!?
- Eu... ham... não posso aceitar - disse Nora com a voz dura parecendo zangada.
Ela estava pálida a olhar para ele e o seu peito subia e descia rapidamente como se tivesse com falta de ar.
- Ei! Calma! Eu só reparei que deixaste a mala no autocarro e pensei que estarias com fome, por isso paguei -te um pequeno lanche, não e nada de mais! - Disse confuso e irritado. - Não precisas de agradecer! Se quiseres até pagas depois!
Nora enterrou a cara nas mãos completamente vermelha e a beira de lágrimas, Anya colocou uma mão no seu ombro mas nem eu nem elas sabíamos o que fazer.
- Desculpa, eu não te queria insultar - disse com a voz rouca - apenas fizeste-me lembrar alguém.
Taylor observou-a atordoado parecia que nunca recebera um pedido de desculpas. Abaixou-se a beira dela tirando as mãos da cara dela, limpou-lhe as lágrimas com o rosto mais calmo e entregou-lhe um lenço do bolso. De seguida levantou-se e sentou-se perto de nós a beira de um dos rapazes que tinha estado na fila com ele e entregou-lhe uma maquina fotografica
- Ei! Estás bem? - Perguntei-lhe preocupada.
Nora limpou as lágrimas e sorriu um pouco forçado.
- Desculpa o que dissemos, não era a nossa intenção, nós só não queremos que te magoes - disse-lhe sorrindo levemente - e a maneira como estavam a dormir, sei lá parecia que algo estava a acontecer.
- Eu percebo a vossa reacção, mas o Taylor é apenas alguém que está ao meu lado no banco - disse pegando no leite chocolate.
- Ohhhh, mas ele foi um fofo a te pagar isso - disse Anya sorrindo contente.
- Apesar de estar sempre serio - disse Clary rindo - eu vou mas é pegar alguma coisa para nós.
Ela levantou-se e foi para a fila. Anya começou a perguntar a Nora tudo o que se passara no autocarro quando eles começaram a se falar, Nora corava um pouco enquanto contava o que se passara. Eu, no entanto estava atenta ao Taylor que de vez enquanto olhava para nós, curioso, e falava com o amigo que parecia mais interessado na maquina fotográfica profissional que tinha na mão do que no que Taylor estava a falar. Atrás deles, Marise estava a falar com o outro rapaz e parecia que estavam a discutir.
Eu sempre quisera uma maquina fotográfica daquele género, para capturar momentos ideias, com qualidade, amava estar por trás da câmara, era para isso que nascera, dar luz nas outras pessoas, estar nos bastidores, era a melhor coisa que fazia.
- Aurya! - Exclamou Anya sorrindo para nós quando Clary que voltou com tabuleiro com tostas e bebidas para nós as 3 - estás a ouvir?
- O que foi?
- Estávamos a falar sobre a viagem o que achas de formar um grupo com o grupo de Marise, quantos mais melhor e com a nossa tendência de ficar perdidas é melhor estarmos com alguém por perto - disse sorrindo.
Eu conhecia aquele olhar, ela estava a preparar algo, Nora revirou os olhos e reparei no Taylor a sair com os amigos para fora da cafetaria.
- Por mim era perfeito - disse sorrindo.
Nesse momento uma funcionaria passou por nós para limpar a mesa deles e virou-se de repente para nós.
- Desculpem-me mas conhecem as pessoas que estavam aqui nesta mesa? - Perguntou sorrindo levemente.
- Sim, pode-se dizer que sim - respondi - o que se passa?
- Deixaram está maquina aqui - disse erguendo a mão mostrando a maquina fotográfica que o amigo do Taylor tinha. - Podem entregar, certo?
- Sim - disse pegando na maquina fotográfica - obrigada.
Ela sorriu e afastou-se rapidamente.
- Quem é o estúpido que se esqueceu de uma maquina fotográfica destas num local publico? - Perguntou Anya enquanto pousava a maquina na mesa .
- Provavelmente a pessoa que tirou uma foto de Aurya a dormir no autocarro - disse Nora a olhar para a maquina espantada.
- O quê?! - Perguntei pegando na maquina virando-a onde tinha uma foto minha a dormir com o rosto virado para a câmara.
- Quem fez isto? - Perguntou Clary ao meu lado espantada.
- O Taylor - procurando nas restantes fotos procurando alguma pista. - e até tem jeito para fotografia e tirou-nos uma foto na estação de autocarros.
Eu mostrei-lhes a foto onde estávamos todas sentadas no banco.
- Vamos! - Exclamei desligando a maquina e pegando no meu copo com café. - Vamos falar com ele.
Elas levantaram-se confusa e seguiram-me para fora da cafetaria.
- Mas explica-me lá o que vais fazer? - Perguntou Nora preocupada.
- Vou apenas perguntar porque nos tirou fotos - respondi encolhendo os ombros enquanto-me protegia do frio.
- Tu não vais só perguntar isso, Aurya!
- Pois não, não vou!
- Coitado do rapaz - murmurou Clary - ei! Eu seguro-o e tu perguntas, ok?
- Combinado - disse sorrindo levemente.
Fomos em direcção ao autocarro, Taylor estava com o amigo a conversar a beira da porta do autocarro. O amigo dele era mais alto que Taylor, tinha cabelo castanho curto, olhos castanhos, moreno, com os ombros largos e braços largos, ele tinha corpo para lutador de boxe, ele olhou para nós e sorriu levemente. Ele estava com casaco de cabedal e calcas de ganga
- Olá, alguém aqui perdeu uma maquina fotográfica? - Perguntei erguendo a maquina parando a frente deles.
Nora parou ao meu lado parecendo um pouco incomodada, sabendo que isto ia correr mal, Clary sorria mas tinha um brilho perigoso nos seus olhos e Anya apenas parecia divertida. O Taylor pegou na mala grande de maquina fotográfica e procurou mas não encontrou nada. Corou levemente e olhou-me envergonhado.
- É minha, obrigada - disse dando um passo para pegar nela mas eu me afastei rapidamente.
Liguei a maquina e passei para a imagem onde nós estávamos e mostrei-lhe.
- Podes me explicar isto? - Perguntei calma a olhar para ele.
Ele ficou sem falar e então ficou aborrecido olhando de canto para o amigo que parecia incomodado.
- Isso é pessoal, não tens o direito de mexer nela e ver as fotografias - disse tentando agarrar a maquina mas afastei-me.
- É verdade, mas quando pegamos na maquina, ela estava ligada e estava nesta foto - disse passando para a foto onde eu dormia e mostrei-lhe.
Taylor ficou espantado e olhou para o amigo de relance e depois para nós.
- Não tinhas o direito de nós tirar fotos a nós, muito menos a ela sem permissão -disse Nora irritada.
- Mas o que te faz pensar que eu tirei? Eu estava ao teu lado este tempo todo - disse irritado olhando-a.
- Eu sei lá, enquanto eu dormia - disse encolhendo os ombros parecendo furiosa desta vez.
- Eu não... Ok, eu tirei, eu levantei-me e foi até ao meio do corredor para tirar uma foto dela enquanto dormia, porque é assim que eu funciono, sou um pervertido sem limites para fazer este tipo de coisas - disse revirando os olhos parecendo mais irónico do que sincero. - É assim que eu funciono.
- Pará! - Exclamou o amigo pondo a mão no seu ombro - não foi ele, e por amor de deus, Taylor pará de ser tão defensivo, deus! Foi eu que tirei a foto, eu estou perto do vosso lugar!
Taylor encolheu os ombros e Nora ficou corada a olhar para ele sem saber o que dizer. O rapaz avançou e pegou na maquina das minhas mãos e eu nem me conseguia mexer enquanto ele me olhava nos olhos, ele olhou para a foto e então olhou para mim.
- Se queres discutir com alguém é comigo mas nem penses que eu vou apagar as fotos - disse com meio sorriso.
Clary tossiu levemente e nos olhamos para ela.
- Nós vamos para dentro e vamos deixar-vos a discutir, eu não quero ficar doente - disse e entrou no autocarro com Nora e Clary atrás dela.
O Taylor deu uma palmada nas costas dele e foi atrás delas com um meio sorriso divertido.
- Tu não tinhas o direito de nos fotografar, se fosse sem querer era na boa! Mas isto foi propositado - disse irritada.
- Sim é verdade, eu não tinha o direito nem a permissão mas não pode evitar - disse sorrindo elegante e sedutor - são todas muito bonitas.
Não sei o que se passou mas de repente só tinha consciência que tinha uma bebida quente na mão e que estava furiosa pela maneira como ele estava a me tratar e não consegui pensar direito, levantei a mão para lançar a bebida quando ele deu um passo em frente e me parou a tempo, segurando o meu pulso, ficando com o rosto demasiado próximo do meu. Engoli em seco enquanto observava os seus olhos castanhos ficarem negros.
- Eu apenas tirei a fotografia porque te achei muito bonita, não te sei explicar porque foi um impulso, se quiseres eu elimino a foto - disse parecendo arrependido.
- Não faz mal - gaguejei confusa - mas para a próxima pede.
Afastei-me dele e entrei no autocarro, subi as escadas, olhei para Nora que estava a mexer na mala e para o Taylor que estava a desenhar.
- Desculpa - pedi olhando para ele.
Ele olhou-me e sorriu brevemente como um agradecimento. Virei-me e reparei que tinhas as mãos a tremer enquanto andava pelo corredor, a ultima vez que estivera assim tão nervosa fora quando eu me apaixonara por um rapaz durante 4 anos, é claro que ele era um parvalhão. Mas aquele rapaz era diferente, havia algo que me puxava todos os meus botões.
Olhei para trás ele estava mesmo atrás de mim ele olhou para mim e sorriu fazendo o meu coração saltar.
- Já agora desculpa por tudo isto e obrigado por me dares a maquina fotográfica - disse sorrindo ficando mais próximo de mim.
- Não faz mal - disse encolhendo os ombros olhando para a a frente.
- Já gora chamo-me Nathan.
- Aurya - disse e parei quando cheguei ao meu lugar, Anya estava com Clary no lugar e Marise estava com um rapaz a beira. - Que se passa?
- Aurya, desculpa, mas não te importas de ficares a beira do Nathan? - Perguntou-me Marise sorrindo como quem pede desculpa.
- Se quiseres eu fico no lugar - disse Clary sorrindo.
- Ham... não deixa estar - disse dando um gesto impaciente com mão e deixei o Nathan passar por mim para me mostrar o lugar.
Ele sentou-se a beira da janela e eu sentei-me a beira dele, pondo a mochila no chão procurando pelo mp4.
- Então fazes isso muitas vezes? - Perguntei de repente olhando-o de canto.
- O quê? - Perguntou-me confuso.
- Ter impulsos de fotografar uma rapariga a dormir? - Perguntei com meio sorriso.
- Não, nunca tive - disse rindo guardando a maquina na mala a maquina fotográfica. - Acho que é preciso ver a pessoa certa para ter esses impulsos.
- Eu devo de considerar isso um elogio? - Perguntei rindo olhando para ele enquanto ligava o mp4.
- Talvez quem sabe - disse encolhendo os ombros - já agora o que se está a passar entre a Nora e o Taylor?
Não fiquei espantada por ele saber o nome dela mas olhei para ele atenta.
- Não se passa nada, pela parte da Nora. Porque? Está algo a se passar da parte do Taylor?
- Não -disse depressa demais e então olhou para mim com os lábios numa linha - ok, ele está curioso apesar de não admitir e ele não é uma pessoa que mostra o que está a pensar, ele é obtuso, mas boa pessoa.
- Apesar de não parecer.
Ele acenou e nessa altura começaram a chegar as ultimas pessoas para os lugares e passado uns minutos estávamos de volta a autoestrada. Nathan pôs os auscultadores e eu consegui ouvir a musica de Cruise de Nelly.
- Gostas da musica? - Perguntou sorrindo.
- Por acaso, sim - disse sorrindo de canto - gosto muito das musicas do Nelly.
Ele sorriu levemente, e olhou-me analisando-me da cabeça aos pés, ergui a sobrancelha a espera.
- Já alguma vez te disseram que és bonita?
Fiquei a olhar para ele espantada mas então recuperei-me rapidamente.
- Não, estão mais ocupadas a olhar para o lado do que para mim.
- Não fazem ideia do que tem a frente então - murmurou colocando os auscultadores no ouvido fechando os olhos para dormir.
Olhei para ele por alguns instantes. Ele era real ou era a minha imaginação a me pregar partidas por estar tanto tempo sem um namorado?
Nesse momento as luzes se ligaram todas e algumas pessoas acordaram com a luz e outros apenas resmungaram e viraram para o lado tapando-se da luz. Anya esticou-se e sorriu para mim antes de se virar para trás para a Nora, eu olhei e vi que eles não se mexeram.
- Mas que raio se está a passar por ali? E quem é ele? - Perguntou aparvalhada.
Clary olhou também e ficou aparvalhada.
- Aquele chama-se Taylor, ele veio comigo e com mais dois amigos - disse a Marise de repente nos fazendo saltar.
Eu olhei para ela e vi que ela estava a olhar curiosa para Nora e para o Taylor.
- Ok, é interessante saber o nome dele mas porque é que eles estão assim? - Perguntou Clary.
- Eu não sei, deve de ter acontecido durante a noite - disse-lhes encolhendo os ombros.
- Boa noite a todos - disse a voz do motorista através de um microfone. - Vamos fazer uma paragem agora quem quiser sair para se esticar ou comer algo, tem apenas meia hora para isso.
Olhei para o lado e vi que estávamos a entrar numa estação de serviço, ele estacionou e abriu as portas, alguns se levantaram esticando-se indo para as portas para sair, nós esperamos até que éramos só nós e saímos indo até Nora e Taylor. Eles estavam a dormir profundamente. Marise riu-se e pegou numa maquina fotográfica e tirou uma fotografia.
- Então deixamos-os aqui ou acordamos-os? - Perguntou Clary.
- Nora! - Chamei baixinho. - Nora!
De repente acordou lentamente e olhou para Taylor, assustando-se afastando-se fazendo-o cair acordando-o.
- Que se passa? - Perguntou meio a dormir preocupado.
Ambos olharam para as mãos que ainda estavam agarradas, e largaram imediatamente envergonhados.
- Ok, esquecendo este momento embaraçoso, Nora nós vamos descer estamos numa estação de serviço vens? - Perguntei revirando os olhos.
Ela olhou para ele e de seguida para nós confusa.
- Er... sim, eu vou com vocês - disse levantando-se e parou olhando para Taylor que estava parado a olhar para ela.
Todos olhamos para ele a espera, mas ele não se mexia. Eu tossi e ele levantou-se apercebendo-se que estávamos a olhar.
- Certo, vamos então - disse colocando o casaco obviamente envergonhado.
Todos demos um olhar uns aos outros antes de descermos para fora do autocarro. Marise acenou e virou-se para as casas de banho que estavam num edifico atrás do autocarro com o rapaz que estivera a beira de Nora.
Nós fomos em direcção ao café que estava a beira e ainda a trabalhar aquela hora, o que vale é que não estava a chover mas estava frio e vento o suficiente para entrar a correr na cafetaria e nos sentarmos apressadas. Ficamos numa mesa perto de um aquecedor e vimos a fila enorme para serem servidos por isso ninguém se levantou para ir para a fila.
- Explica lá o que se passa entre ti e o Taylor - pedi olhando para Nora que estava curiosamente interessada na casaca.
- Não se passa nada - disse olhando para nós confusa - como é que sabem o nome dele?
- A rapariga que está a minha beira, a Marise, disse-nos o nome dele, ela veio com ele e com outros dois amigos - disse Clary encolhendo os ombros.
- Engraçadinho - murmurou Nora rindo. - Mas nada se passa.
- Então explica-nos como é que tu dormiste praticamente agarrada a ele - pediu Anya olhando para ela analisando-a .
Nesse momento a porta atrás de mim abriu-se e Taylor e Marise entraram a conversar muito intensamente, olhei de canto para Nora e ela estava a olhar atenta com apenas um pouco de curiosidade. Olhei de novo para Taylor e vi que ele estava a observar toda a cafetaria apenas parando quando nos viu sorrindo um pouco antes de seguir Marise até ao meio da fila onde estavam dois rapazes que o cumprimentaram-no.
Olhamos de seguida para Nora que estava a observa-los mordendo o lábio levemente, ela sempre fazia quando estava nervosa ou quando não queria ser reparada. Mas era impossível não ser reparada, ela tinha cabelo castanho claro até a meio das costas, olhos cinzentos e pele morena e baixinha, ela estava com um casaco azul estilo marinheiro, umas leggins e umas botas de cano alto e salto, era o que se podia chamar de menina boazinha, por isso é que era estranho ver o Taylor a beira da Nora. Totalmente diferentes.
- Então? - Perguntou Anya - o que é que se passou?
- Não sei, estava a dormir encostada a janela praticamente, devo de me ter virado e encostado nele - disse Nora olhando para nós envergonhada.
- Só a ti é que acontece este tipo de coisas, mas ele parece um pouco... - disse Clary fazendo uma careta a pensar no que devia ou não dizer.
- Para o maluco - concluiu Anya. - E perigoso.
- Nada a tua cena, na verdade não parece ser o género de ninguém - disse-lhe preocupada.
- Não tem nada a ver com género - disse Nora irritada a olhar-nos - não tem nada a ver com a minha cena ou não, é só a primeira impressão que ele da que vós faz pensar assim e mesmo assim o que é que vocês estão a pensar? Que eu vou me apaixonar pelo primeiro rapaz que me apareça a frente depois do que se passou comigo?
Ficamos caladas a olhar para ela, era a primeira vez que ela falava sem chorar sobre o que se passara. Mas mesmo assim o que nós fizemos fora um pouco falta de tacto e nenhuma de nós sabia o que dizer.
- Nora - chamou uma pessoa atrás dela todas levantamos o olhar para ver que o Taylor estava atrás dela com um tabuleiro, ele estava serio demais ele pousou o tabuleiro e pôs a frente dela um copo de leite de chocolate e um bolo de chocolate - eu não sabia o que gostavas por isso optei por chocolate.
Nora estava a olhar para ele aparvalhada sem saber o que dizer e nós éramos os seus espelhos. O que raio!?
- Eu... ham... não posso aceitar - disse Nora com a voz dura parecendo zangada.
Ela estava pálida a olhar para ele e o seu peito subia e descia rapidamente como se tivesse com falta de ar.
- Ei! Calma! Eu só reparei que deixaste a mala no autocarro e pensei que estarias com fome, por isso paguei -te um pequeno lanche, não e nada de mais! - Disse confuso e irritado. - Não precisas de agradecer! Se quiseres até pagas depois!
Nora enterrou a cara nas mãos completamente vermelha e a beira de lágrimas, Anya colocou uma mão no seu ombro mas nem eu nem elas sabíamos o que fazer.
- Desculpa, eu não te queria insultar - disse com a voz rouca - apenas fizeste-me lembrar alguém.
Taylor observou-a atordoado parecia que nunca recebera um pedido de desculpas. Abaixou-se a beira dela tirando as mãos da cara dela, limpou-lhe as lágrimas com o rosto mais calmo e entregou-lhe um lenço do bolso. De seguida levantou-se e sentou-se perto de nós a beira de um dos rapazes que tinha estado na fila com ele e entregou-lhe uma maquina fotografica
- Ei! Estás bem? - Perguntei-lhe preocupada.
Nora limpou as lágrimas e sorriu um pouco forçado.
- Desculpa o que dissemos, não era a nossa intenção, nós só não queremos que te magoes - disse-lhe sorrindo levemente - e a maneira como estavam a dormir, sei lá parecia que algo estava a acontecer.
- Eu percebo a vossa reacção, mas o Taylor é apenas alguém que está ao meu lado no banco - disse pegando no leite chocolate.
- Ohhhh, mas ele foi um fofo a te pagar isso - disse Anya sorrindo contente.
- Apesar de estar sempre serio - disse Clary rindo - eu vou mas é pegar alguma coisa para nós.
Ela levantou-se e foi para a fila. Anya começou a perguntar a Nora tudo o que se passara no autocarro quando eles começaram a se falar, Nora corava um pouco enquanto contava o que se passara. Eu, no entanto estava atenta ao Taylor que de vez enquanto olhava para nós, curioso, e falava com o amigo que parecia mais interessado na maquina fotográfica profissional que tinha na mão do que no que Taylor estava a falar. Atrás deles, Marise estava a falar com o outro rapaz e parecia que estavam a discutir.
Eu sempre quisera uma maquina fotográfica daquele género, para capturar momentos ideias, com qualidade, amava estar por trás da câmara, era para isso que nascera, dar luz nas outras pessoas, estar nos bastidores, era a melhor coisa que fazia.
- Aurya! - Exclamou Anya sorrindo para nós quando Clary que voltou com tabuleiro com tostas e bebidas para nós as 3 - estás a ouvir?
- O que foi?
- Estávamos a falar sobre a viagem o que achas de formar um grupo com o grupo de Marise, quantos mais melhor e com a nossa tendência de ficar perdidas é melhor estarmos com alguém por perto - disse sorrindo.
Eu conhecia aquele olhar, ela estava a preparar algo, Nora revirou os olhos e reparei no Taylor a sair com os amigos para fora da cafetaria.
- Por mim era perfeito - disse sorrindo.
Nesse momento uma funcionaria passou por nós para limpar a mesa deles e virou-se de repente para nós.
- Desculpem-me mas conhecem as pessoas que estavam aqui nesta mesa? - Perguntou sorrindo levemente.
- Sim, pode-se dizer que sim - respondi - o que se passa?
- Deixaram está maquina aqui - disse erguendo a mão mostrando a maquina fotográfica que o amigo do Taylor tinha. - Podem entregar, certo?
- Sim - disse pegando na maquina fotográfica - obrigada.
Ela sorriu e afastou-se rapidamente.
- Quem é o estúpido que se esqueceu de uma maquina fotográfica destas num local publico? - Perguntou Anya enquanto pousava a maquina na mesa .
- Provavelmente a pessoa que tirou uma foto de Aurya a dormir no autocarro - disse Nora a olhar para a maquina espantada.
- O quê?! - Perguntei pegando na maquina virando-a onde tinha uma foto minha a dormir com o rosto virado para a câmara.
- Quem fez isto? - Perguntou Clary ao meu lado espantada.
- O Taylor - procurando nas restantes fotos procurando alguma pista. - e até tem jeito para fotografia e tirou-nos uma foto na estação de autocarros.
Eu mostrei-lhes a foto onde estávamos todas sentadas no banco.
- Vamos! - Exclamei desligando a maquina e pegando no meu copo com café. - Vamos falar com ele.
Elas levantaram-se confusa e seguiram-me para fora da cafetaria.
- Mas explica-me lá o que vais fazer? - Perguntou Nora preocupada.
- Vou apenas perguntar porque nos tirou fotos - respondi encolhendo os ombros enquanto-me protegia do frio.
- Tu não vais só perguntar isso, Aurya!
- Pois não, não vou!
- Coitado do rapaz - murmurou Clary - ei! Eu seguro-o e tu perguntas, ok?
- Combinado - disse sorrindo levemente.
Fomos em direcção ao autocarro, Taylor estava com o amigo a conversar a beira da porta do autocarro. O amigo dele era mais alto que Taylor, tinha cabelo castanho curto, olhos castanhos, moreno, com os ombros largos e braços largos, ele tinha corpo para lutador de boxe, ele olhou para nós e sorriu levemente. Ele estava com casaco de cabedal e calcas de ganga
- Olá, alguém aqui perdeu uma maquina fotográfica? - Perguntei erguendo a maquina parando a frente deles.
Nora parou ao meu lado parecendo um pouco incomodada, sabendo que isto ia correr mal, Clary sorria mas tinha um brilho perigoso nos seus olhos e Anya apenas parecia divertida. O Taylor pegou na mala grande de maquina fotográfica e procurou mas não encontrou nada. Corou levemente e olhou-me envergonhado.
- É minha, obrigada - disse dando um passo para pegar nela mas eu me afastei rapidamente.
Liguei a maquina e passei para a imagem onde nós estávamos e mostrei-lhe.
- Podes me explicar isto? - Perguntei calma a olhar para ele.
Ele ficou sem falar e então ficou aborrecido olhando de canto para o amigo que parecia incomodado.
- Isso é pessoal, não tens o direito de mexer nela e ver as fotografias - disse tentando agarrar a maquina mas afastei-me.
- É verdade, mas quando pegamos na maquina, ela estava ligada e estava nesta foto - disse passando para a foto onde eu dormia e mostrei-lhe.
Taylor ficou espantado e olhou para o amigo de relance e depois para nós.
- Não tinhas o direito de nós tirar fotos a nós, muito menos a ela sem permissão -disse Nora irritada.
- Mas o que te faz pensar que eu tirei? Eu estava ao teu lado este tempo todo - disse irritado olhando-a.
- Eu sei lá, enquanto eu dormia - disse encolhendo os ombros parecendo furiosa desta vez.
- Eu não... Ok, eu tirei, eu levantei-me e foi até ao meio do corredor para tirar uma foto dela enquanto dormia, porque é assim que eu funciono, sou um pervertido sem limites para fazer este tipo de coisas - disse revirando os olhos parecendo mais irónico do que sincero. - É assim que eu funciono.
- Pará! - Exclamou o amigo pondo a mão no seu ombro - não foi ele, e por amor de deus, Taylor pará de ser tão defensivo, deus! Foi eu que tirei a foto, eu estou perto do vosso lugar!
Taylor encolheu os ombros e Nora ficou corada a olhar para ele sem saber o que dizer. O rapaz avançou e pegou na maquina das minhas mãos e eu nem me conseguia mexer enquanto ele me olhava nos olhos, ele olhou para a foto e então olhou para mim.
- Se queres discutir com alguém é comigo mas nem penses que eu vou apagar as fotos - disse com meio sorriso.
Clary tossiu levemente e nos olhamos para ela.
- Nós vamos para dentro e vamos deixar-vos a discutir, eu não quero ficar doente - disse e entrou no autocarro com Nora e Clary atrás dela.
O Taylor deu uma palmada nas costas dele e foi atrás delas com um meio sorriso divertido.
- Tu não tinhas o direito de nos fotografar, se fosse sem querer era na boa! Mas isto foi propositado - disse irritada.
- Sim é verdade, eu não tinha o direito nem a permissão mas não pode evitar - disse sorrindo elegante e sedutor - são todas muito bonitas.
Não sei o que se passou mas de repente só tinha consciência que tinha uma bebida quente na mão e que estava furiosa pela maneira como ele estava a me tratar e não consegui pensar direito, levantei a mão para lançar a bebida quando ele deu um passo em frente e me parou a tempo, segurando o meu pulso, ficando com o rosto demasiado próximo do meu. Engoli em seco enquanto observava os seus olhos castanhos ficarem negros.
- Eu apenas tirei a fotografia porque te achei muito bonita, não te sei explicar porque foi um impulso, se quiseres eu elimino a foto - disse parecendo arrependido.
- Não faz mal - gaguejei confusa - mas para a próxima pede.
Afastei-me dele e entrei no autocarro, subi as escadas, olhei para Nora que estava a mexer na mala e para o Taylor que estava a desenhar.
- Desculpa - pedi olhando para ele.
Ele olhou-me e sorriu brevemente como um agradecimento. Virei-me e reparei que tinhas as mãos a tremer enquanto andava pelo corredor, a ultima vez que estivera assim tão nervosa fora quando eu me apaixonara por um rapaz durante 4 anos, é claro que ele era um parvalhão. Mas aquele rapaz era diferente, havia algo que me puxava todos os meus botões.
Olhei para trás ele estava mesmo atrás de mim ele olhou para mim e sorriu fazendo o meu coração saltar.
- Já agora desculpa por tudo isto e obrigado por me dares a maquina fotográfica - disse sorrindo ficando mais próximo de mim.
- Não faz mal - disse encolhendo os ombros olhando para a a frente.
- Já gora chamo-me Nathan.
- Aurya - disse e parei quando cheguei ao meu lugar, Anya estava com Clary no lugar e Marise estava com um rapaz a beira. - Que se passa?
- Aurya, desculpa, mas não te importas de ficares a beira do Nathan? - Perguntou-me Marise sorrindo como quem pede desculpa.
- Se quiseres eu fico no lugar - disse Clary sorrindo.
- Ham... não deixa estar - disse dando um gesto impaciente com mão e deixei o Nathan passar por mim para me mostrar o lugar.
Ele sentou-se a beira da janela e eu sentei-me a beira dele, pondo a mochila no chão procurando pelo mp4.
- Então fazes isso muitas vezes? - Perguntei de repente olhando-o de canto.
- O quê? - Perguntou-me confuso.
- Ter impulsos de fotografar uma rapariga a dormir? - Perguntei com meio sorriso.
- Não, nunca tive - disse rindo guardando a maquina na mala a maquina fotográfica. - Acho que é preciso ver a pessoa certa para ter esses impulsos.
- Eu devo de considerar isso um elogio? - Perguntei rindo olhando para ele enquanto ligava o mp4.
- Talvez quem sabe - disse encolhendo os ombros - já agora o que se está a passar entre a Nora e o Taylor?
Não fiquei espantada por ele saber o nome dela mas olhei para ele atenta.
- Não se passa nada, pela parte da Nora. Porque? Está algo a se passar da parte do Taylor?
- Não -disse depressa demais e então olhou para mim com os lábios numa linha - ok, ele está curioso apesar de não admitir e ele não é uma pessoa que mostra o que está a pensar, ele é obtuso, mas boa pessoa.
- Apesar de não parecer.
Ele acenou e nessa altura começaram a chegar as ultimas pessoas para os lugares e passado uns minutos estávamos de volta a autoestrada. Nathan pôs os auscultadores e eu consegui ouvir a musica de Cruise de Nelly.
- Gostas da musica? - Perguntou sorrindo.
- Por acaso, sim - disse sorrindo de canto - gosto muito das musicas do Nelly.
Ele sorriu levemente, e olhou-me analisando-me da cabeça aos pés, ergui a sobrancelha a espera.
- Já alguma vez te disseram que és bonita?
Fiquei a olhar para ele espantada mas então recuperei-me rapidamente.
- Não, estão mais ocupadas a olhar para o lado do que para mim.
- Não fazem ideia do que tem a frente então - murmurou colocando os auscultadores no ouvido fechando os olhos para dormir.
Olhei para ele por alguns instantes. Ele era real ou era a minha imaginação a me pregar partidas por estar tanto tempo sem um namorado?
Preciso de outra história
Algo que saia do meu peito
Minha vida está entediante
Preciso de algo que eu não posso confessar
Até todas as minhas mangas estão manchadas de vermelho
De todas as verdades que eu disse
Venha, honestamente eu juro
Pensei que você tinha me visto por um instante, não, eu tenho andado à beira de um precipício, então
[Refrão]
Diga-me o que quer ouvir
Algo que agradará os seus ouvidos
Cansado de toda esta insinceridade
Então abrirei mão de todos os meus segredos
Dessa vez
Não preciso de outra mentira perfeita
Não me preocupo se as críticas nunca aparecem de uma só vez
Eu estou me desfazendo de todos os meus segredos
Meu Deus, é incrível como chegamos a esse ponto
Parece que estávamos perseguindo todas aquelas estrelas
Cujo condutor eram grandes carros pretos e brilhantes
E todos os dias eu vejo as notícias
Todos os problemas que poderíamos resolver
E quando uma situação aparece
Basta escrevê-la em um álbum
Sentado em linha recta, muito baixo
E eu realmente não gosto da minha fluidez, oh, então
[Refrão]
Diga-me o que quer ouvir
Algo que agradará os seus ouvidos
Cansado de toda esta insinceridade
Então abrirei mão de todos os meus segredos
Dessa vez
Não preciso de outra mentira perfeita
Não me preocupo se as críticas nunca aparecem de uma só vez
Eu estou me desfazendo de todos os meus segredos
Não há razão
Não há vergonha
Não há família
A quem eu possa culpar
Não me deixe desaparecer
Eu vou lhe contar tudo
[Refrão 2x]
Diga-me o que quer ouvir
Algo que agradará os seus ouvidos
Cansado de toda esta insinceridade
Então abrirei mão de todos os meus segredos
Dessa vez
Não preciso de outra mentira perfeita
Não me preocupo se as críticas nunca aparecem de uma só vez
Eu estou me desfazendo de todos os meus segredos
Desfazendo de todos os meus segredos (x2)













