3º Parte
Assim que me sentei a mesa do pequeno-almoço foi cumprimentada pelo meu pai com entusiasmo. Infelizmente a minha madrasta apenas olhou-me com desagrado. Não me importei, já estava habituada, mas esperava que ela confiasse em mim.
O meu pai era o melhor pai do mundo, lutava por mim desde que a minha mãe morrera que ele dava-me tudo e casou-se para que eu não me sentisse privada de uma educação completa e maternal. Ele tinha cabelos negros a começar a ficar grisalho, alto e de rosto magro com olhos castanhos e com um sorriso que nunca falhava todos os meus dias. A minha madrasta era loira com olhos castanhos frios e alta, parecia um modelo. Ela parecia demasiado perfeita.
- Como está a minha menina linda? - Perguntou o meu pai sorrindo parecendo dez anos mais novo.
- Estou bem pai e tu estás pronto para arrasar as mentes dos juízos? - Perguntei sorrindo, o meu pai era um advogado.
- Sempre e tu estás pronta para o teu teste de Inglês, linda? - Perguntou-me sorrindo.
Olhei de relance para a minha madrasta e vi que ela tinha comprimido os lábios em resignação.
- Sim estudei, acho que vai correr bem? Como está Rose?
Ela olhou para mim com a sobrancelha franzida olhava-me como se tivesse dito algo noutra língua.
- Estou bem - disse simplesmente e sorriu. - Mas é melhor ir ou chegara atrasada a escola.
- Tem absoluta razão. Adeus pai - disse levantando-me agarrando uma torrada.
Olhei para a minha madrasta sorrindo.
- Adeus Rose.
Ela acenou levemente e eu sai da sala de estar, peguei na minha mochila e sai de casa.
Apesar de já ter carta de condução adorava andar a pé até a escola, não era longe e eu podia pensar sem estar preocupada em sair da estrada e não reparar nos sinais.
O bairro onde eu vivia era bastante interessante, tinha casas similares mas ao meio da rua as coisas ficavam interessantes, algumas casas eram diferentes, elegantes, de vários andares e grandes, mas havia também uma mansão enorme no centro com grades de ferro enormes e a mansão que se via através das grades, era enorme. E a frente da mansão tinha uma cottage e uma casa com um murro de 6 metros a beira e ainda uma casa que gritava luxo!
Não pode deixar de olhar para a minha casa, era uma das casas similares, o meu pai podia ser milionário mas preferia ser olhado como uma pessoa normal. E eu preferia assim, mas a minha madrasta estava sempre a queixar-se de que prefere uma casa maior, mas o meu pai não cedia as suas exigências.
Mas ela era mesmo assim, era modelo, linda e bastante fria mas eu mesmo assim achava que ela podia amar o meu pai. E apesar de me tratar com indiferença eu não levava muito a peito e esperava que com o tempo passasse. Talvez fosse possível!
Suspirei e olhei para a cottage, parecia uma casa de conto de fadas, adorava passar por ela e sentir o cheiro da lavanda. Inspirei fundo e até esperava ver um cavalo branco com um príncipe pronto para salvar a princesa do perigo.
Mas a única coisa que vi foi uma rapariga a sair da cottage com uma maquina fotográfica na mão, ela tinha cabelo castanho em ondas, olhos castanhos, pele morena, alta e magra com uma camisola azul de manga curta, eu conhecia-a , era da minha turma chamava-se Isabela.
E a outra coisa que vi foi os portões da mansão a abrirem e sair de lá uma moto negra com um homem nela, ele saiu dos portões e tirou o capacete quando apareceu um senhor que estava de guarda do portão. El era loiro e despenteado, de olhos verdes, ele sorriu para o senhor que estava a lhe indicar algo e fez quase que o meu coração parasse ao ver aqueles olhos. Ele despediu-se do senhor e virou-se para a frente olhando para mim por instantes antes de colocar o capacete e conduzir para longe.
O meu coração quase saltava do peito quando dei um passo em frente tropeçando e caindo no passeio. Alguém ajudou-me a levantar.
- Estás bem? - Perguntou-me uma voz de rapariga.
Eu virei-me quando recuperei o equilíbrio e olhei para a Isabela que olhava para mim, mas eu desviei o olhar para a moto que tinha desaparecido da estrada.
- Quem era aquele? - Perguntei espantada.
Ela riu-se e tirou uma fotografia de mim e eu nem me importei, estava completamente deslumbrada.
- Aquele, se eu não estou enganada é o Jake- disse-me sorrindo - E tu és a Mary, não és? Da minha turma?
Eu acenei sorrindo e começamos a ir para escola juntas.
- Sou Isabela já agora - disse sorrindo para mim. - E estou a ver que tu estás ainda a pensar no Jake, hum?
Olhei para ela, envergonhada e vi que ela andava a tirar fotos a tudo o que via.
- Quem é ele? Ele saiu da mansão, eu não sabia que alguém entrava lá. a não ser os empregados.
Ela sorriu e olhou para mim animada.
- Jale é uma espécie de empregado barra amigo do dono.
- O Jev Knight? - Perguntei espantada.
- Exacto, a única pessoa que conhece o verdadeiro aspecto dele - disse sorrindo apercebendo-se do meu espanto.
- O que é que ele faz? - Perguntei curiosa.
- É representante do Knight, ele é que trata das empresas e vai as reuniões e dá a cara por ele.
- Como é que sabes disso? - Perguntei enquanto tirava fotos a umas lojas.
- A minha mãe faz limpezas e trata da contabilidade dele.
- Então já o viu pessoalmente? - Perguntei admirada.
- Não, mesmo confiando nela não mostra a face, eu vou ter que substituir a minha mãe esta semana, está doente, mas não comentes com ninguém da turma, já viste o que era se a Anastacia ou a Matilde soubessem?
- Imagino - disse em consentimento, sabendo exactamente como elas eram, olhei para a Isabela que ainda continuava a tirar fotos - mas podes confiar em mim. Quem dizer acabaste de me ver cair por causa de um rapaz e nem gozaste com o assunto, devo-te uma.
Ela sorriu e tirou uma foto a um cão que estava a passar a nossa beira.
- Porque estás a tirar fotos já agora? - Perguntei curiosa.
- É para a minha melhor amiga. É uma longa história! Estás pronta para o teste?
- Sim - respondi sorrindo para ela.
Talvez até podíamos ser amigas...
Será que eu iria voltar a ver o Jake?
- Sim estudei, acho que vai correr bem? Como está Rose?
Ela olhou para mim com a sobrancelha franzida olhava-me como se tivesse dito algo noutra língua.
- Estou bem - disse simplesmente e sorriu. - Mas é melhor ir ou chegara atrasada a escola.
- Tem absoluta razão. Adeus pai - disse levantando-me agarrando uma torrada.
Olhei para a minha madrasta sorrindo.
- Adeus Rose.
Ela acenou levemente e eu sai da sala de estar, peguei na minha mochila e sai de casa.
Apesar de já ter carta de condução adorava andar a pé até a escola, não era longe e eu podia pensar sem estar preocupada em sair da estrada e não reparar nos sinais.
O bairro onde eu vivia era bastante interessante, tinha casas similares mas ao meio da rua as coisas ficavam interessantes, algumas casas eram diferentes, elegantes, de vários andares e grandes, mas havia também uma mansão enorme no centro com grades de ferro enormes e a mansão que se via através das grades, era enorme. E a frente da mansão tinha uma cottage e uma casa com um murro de 6 metros a beira e ainda uma casa que gritava luxo!
Não pode deixar de olhar para a minha casa, era uma das casas similares, o meu pai podia ser milionário mas preferia ser olhado como uma pessoa normal. E eu preferia assim, mas a minha madrasta estava sempre a queixar-se de que prefere uma casa maior, mas o meu pai não cedia as suas exigências.
Mas ela era mesmo assim, era modelo, linda e bastante fria mas eu mesmo assim achava que ela podia amar o meu pai. E apesar de me tratar com indiferença eu não levava muito a peito e esperava que com o tempo passasse. Talvez fosse possível!
Suspirei e olhei para a cottage, parecia uma casa de conto de fadas, adorava passar por ela e sentir o cheiro da lavanda. Inspirei fundo e até esperava ver um cavalo branco com um príncipe pronto para salvar a princesa do perigo.
Mas a única coisa que vi foi uma rapariga a sair da cottage com uma maquina fotográfica na mão, ela tinha cabelo castanho em ondas, olhos castanhos, pele morena, alta e magra com uma camisola azul de manga curta, eu conhecia-a , era da minha turma chamava-se Isabela.
E a outra coisa que vi foi os portões da mansão a abrirem e sair de lá uma moto negra com um homem nela, ele saiu dos portões e tirou o capacete quando apareceu um senhor que estava de guarda do portão. El era loiro e despenteado, de olhos verdes, ele sorriu para o senhor que estava a lhe indicar algo e fez quase que o meu coração parasse ao ver aqueles olhos. Ele despediu-se do senhor e virou-se para a frente olhando para mim por instantes antes de colocar o capacete e conduzir para longe.
O meu coração quase saltava do peito quando dei um passo em frente tropeçando e caindo no passeio. Alguém ajudou-me a levantar.
- Estás bem? - Perguntou-me uma voz de rapariga.
Eu virei-me quando recuperei o equilíbrio e olhei para a Isabela que olhava para mim, mas eu desviei o olhar para a moto que tinha desaparecido da estrada.
- Quem era aquele? - Perguntei espantada.
Ela riu-se e tirou uma fotografia de mim e eu nem me importei, estava completamente deslumbrada.
- Aquele, se eu não estou enganada é o Jake- disse-me sorrindo - E tu és a Mary, não és? Da minha turma?
Eu acenei sorrindo e começamos a ir para escola juntas.
- Sou Isabela já agora - disse sorrindo para mim. - E estou a ver que tu estás ainda a pensar no Jake, hum?
Olhei para ela, envergonhada e vi que ela andava a tirar fotos a tudo o que via.
- Quem é ele? Ele saiu da mansão, eu não sabia que alguém entrava lá. a não ser os empregados.
Ela sorriu e olhou para mim animada.
- Jale é uma espécie de empregado barra amigo do dono.
- O Jev Knight? - Perguntei espantada.
- Exacto, a única pessoa que conhece o verdadeiro aspecto dele - disse sorrindo apercebendo-se do meu espanto.
- O que é que ele faz? - Perguntei curiosa.
- É representante do Knight, ele é que trata das empresas e vai as reuniões e dá a cara por ele.
- Como é que sabes disso? - Perguntei enquanto tirava fotos a umas lojas.
- A minha mãe faz limpezas e trata da contabilidade dele.
- Então já o viu pessoalmente? - Perguntei admirada.
- Não, mesmo confiando nela não mostra a face, eu vou ter que substituir a minha mãe esta semana, está doente, mas não comentes com ninguém da turma, já viste o que era se a Anastacia ou a Matilde soubessem?
- Imagino - disse em consentimento, sabendo exactamente como elas eram, olhei para a Isabela que ainda continuava a tirar fotos - mas podes confiar em mim. Quem dizer acabaste de me ver cair por causa de um rapaz e nem gozaste com o assunto, devo-te uma.
Ela sorriu e tirou uma foto a um cão que estava a passar a nossa beira.
- Porque estás a tirar fotos já agora? - Perguntei curiosa.
- É para a minha melhor amiga. É uma longa história! Estás pronta para o teste?
- Sim - respondi sorrindo para ela.
Talvez até podíamos ser amigas...
Será que eu iria voltar a ver o Jake?
Partes:
1º Parte - Complicações, Isabela - Aqui
4º Parte - Prisioneira, Cinthya - Depois de A Luta em Viagem Inesquecível
Continua...
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Kisses Lovewriters
Olá pessoal,
Como podemos ver até agora, Sara tem a vida num inferno apesar de fazer de tudo para não se afetar com isso e deixar o seu irmão, Jules tranquilo. Será que ela aguentara toda a pressão da madrasta e as suas filhas ou irá quebrar? --> Ver aqui
Isabela terá que substituir a sua mãe no trabalho de decoração da mansão que é completamente misteriosa por causa do único residente que nunca aparecia em publico. Será que ela está preparada para entrar em território desconhecido? --> Ver aqui
Na próxima parte vou dar a conhecer Mary, uma rapariga que tem a vida tranquila, apesar de ter uma madrasta que era totalmente diferente dela, mas tinha o seu pai que amava e que faria de tudo para deixa-lo feliz, inclusive ter que aceitar a sua madrasta. Porém algo nunca esperou-se apaixonar, mas ela fez.
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2º Parte
Havia um cavalo no meio da praia, era branco com uma sela negra, ele estava a cavalgar até mim e parou a minha frente com olhos castanhos enormes fixados em mim como se quisessem me dizer algo. Sorri e passei a mão pelo seu focinho até as rédeas pus um pé num dos apoios e pondo uma mão na sela puxei-me para cima passando uma perna pela rédea até colocar o pé no outro apoio. Assim que montei o cavalo começou a cavalgar como se tivesse algo a me mostrar.
O mar continuava a avançar em ondas tranquilas e passado um pouco vira uma figura caída na areia, vestida de negro. Senti um aperto no coração que me disse que ele era importante para mim, apertei as rédeas e forcei o cavalo a andar mais depressa sem medo, mas um som irritante acordou-me.
Levantei-me e desliguei e espreguiçando-me, olhei para o meu quarto e com uma cama de solteira, uma mesa de cabeceira, uma prateleira com poucos livros e um retrato da minha mãe, um pequeno armário e uma comoda, era um quarto pequeno mas para mim chegava. Levantei-me e vesti umas calças de ganga e uma t-shirt preta. Estava a preparar a mochila para a escola quando o pequeno intercomunicador apitou e saiu de lá uma voz irritada e mal-humorada.
- Sara, faz o pequeno almoço e serve-o em cinco minutos - disse a voz da minha madrasta. Tradução: vamos demorar meia hora a nós vestir, mas queremos tudo preparado antes de descermos do pedestal.
Revirei os olhos e carreguei no botão para comunicar.
- É para já - disse mais para garantir que tinha entendido a mensagem.
Sai do quarto e foi para a cozinha que ficava a beira da cozinha e quase profissional. Liguei o fogão para aquecer uma cafeteira de leite e de seguida comecei a fazer varias torradas ao mesmo tempo que preparava uma jarra de sumo e ao mesmo tempo colocava a mesa na sala de jantar que era grande e bastante elegante com uma mesa enorme de cadeiras que só de olhar pareciam que iam quebrar.
Estava a ajeitar o avental quando a porta das traseiras abriram e o meu irmão de 20 anos, Jules, entrou com um sorriso enorme na cara e com uma rosa na mão. O meu irmão tinha cabelo preto, olhos castanhos e profundos, queixo forte com barba, alto com uma casaca de cabedal que não escondia o seu porte musculado.
- Tu não devias de estar aqui - disse-lhe dando meio abraço para me virar e colocar mais torradas e verificar o leite.
- E perder a oportunidade de ver a minha linda irmã, nem pensar - disse pegando num copo servindo-se de sumo. - As bruxas já acordaram?
- Já, mas estão a arranjar-se - disse pondo o leite numa jarra e as torradas numa travessa.
Ele riu-se e pegou na manteiga e na geleia e colocou-a no tabuleiro.
- Não vejo a hora de te tirar daqui Sara - disse pegando no tabuleiro seguindo-me para a sala de estar.
-Eu hei-de sair daqui pelo meu próprio pé - disse-lhe colocando tudo na mesa. - Eu não quero que faças nada.
Jules tinha saído desta casa a 2 anos, conseguiu uma casa e um emprego e estava bem, mas se eu fosse com ele não teríamos como nós sustentar.
- Eu pelo menos vou tentar - disse-me irritada.
Voltei para a cozinha e peguei nos guardanapos.
- Não tentes, agora vai antes que elas venham para o pequeno-almoço - disse olhando para ele irritada.
Ele sorriu e deu-me um beijo na testa antes de sair das traseiras. Eu suspirei olhando para a porta, as vezes, queria ter a coragem dele e sair de casa. Tinha sido assim desde os meus 10 anos porque eu era uma prisioneira.
Desde que o meu pai perdera a minha mãe, ele ficara preocupado comigo e com o meu irmão, achando que precisávamos de uma figura feminina na casa por isso voltou a casara com uma senhora viuvá com duas filhas. Desde o primeiro dia que puseram os pés dentro da minha casa colocaram-me sempre de lado na família assim como o Jules e quando o meu pai morreu quando tinha dez anos, elas tomaram conta da casa e de nós, tornando-nos os "empregados" em vez de enteados, fazendo parecer a quem visitasse que apenas eram elas que existiam na casa. O meu irmão aos 17 saiu de casa e fugiu e conseguiu arranjar maneira de se sustentar.
Tinha raiva do meu pai por nos ter deixado com ela mas por outro lado quando sentia a raiva a tomar conta de mim eu retraia-me sentindo uma culpa a passar por mim.
Peguei noutra cafeteira e fiz o café e enquanto esperava que o café subisse estudei a matéria para gestão, tinha um teste de manhã. E só de me lembrar que tinha estudado pouco na noite anterior porque as meninas queriam uns vestidos prontos para hoje, fazia-me querer espancar as minhas irmãs.
Um retumbar nas escadas fez-me fechar os cadernos e pegar na cafeteira para coloca-la na sala de estar sabendo que elas estavam a descer as escadas.
A primeira a entrar foi a minha madrasta, a Katherine Melk (nome de solteira dela), loira falsa, de olhos verdes e frios com demasiada sombra e base que parecia que ela metera uma mascara para esconder o horrível aspecto (ela bem precisava de esconder!). Tinha um vestido preto e saltos altos em agulha.
- Bom dia! - Cumprimentou-me afectadamente com um sorriso falso.
Ela falava e me sorria como se me desse tudo e que eu não podia ter qualquer queixa. Claro que não era verdade. Ela sentou-se na cabeceira e serviu-se com café e leite escolhendo uma torrada.
- Hoje quando chegares da escola quero que me refaças a cama, trates do chão, laves a roupa suja e arranjes o meu vestido vermelho com os folhos que trouxemos de Paris, preciso dele para domingo. Depois regra o jardim.
Quase tive a menção de revirar os olhos mas contive-me acenando ao mesmo tempo que as minhas meias irmãs entravam na sala. Anastacia era ruiva com sardas no rosto, pele morena e coberto de manchas que estava cobertos de base alaranjada. Ela tinha um vestido azul e justo que não escondia os pneus.
E a outra, a Matilde era loira de olhos azuis, mas era apenas uma ilusão, ela era ruiva natural e de olhos castanhos, tinha um vestido que era curto demais para ser adequado para ser levado para um dia de escola.
- Bom dia, Sara, estudaste para gestão? - Perguntou a Matilde com um sorriso malicioso no rosto.
- Estudei o suficiente - respondi sorrindo não dando o troco.
- Fantástico, podes, depois de chegares da escola podes arrumar o meu quarto e arranjar espaço no meu armário. Vou as compras hoje - disse-me sorrindo levemente.
- Faz o mesmo por mim - disse-me a Anastacia sorrindo para mim.
- Claro, se não se importam, vou fazer as camas.
- Claro - disse a minha madrasta com um gesto de indiferença-
Virei-me e entrei na cozinha, peguei numa torrada e num copo de leite achocolatado, comi num instante e subi para os quartos, mesmo tendo que mudar as camas mais tarde, teria que por os quartos apresentáveis.
Segui o corredor bem iluminado e bem decorado até ao quarto da minha madrasta que era quase um quarto de rainha, com uma cama dossel de 4 colunas e seda por todo o lado com mobília cara e brilhante. Fiz a cama e foi para o quarto da Anastacia.
O quarto era cheio de brilhantes, ela via-se como princesa, com roupas espalhadas que ela experimentara antes de se decidir na noite anterior, uma cama de casal enorme com os lençóis e as dezenas de almofadas reviradas. Fiz a cama tentando ignorar o cheiro dos produtos que ela usava.
Foi para o quarto de Matilde e preparei-me mentalmente para não perder a paciência. O quarto dela era enorme decorada a vermelho e preto com dezenas de fotos dela e do namorado Charles, era insuportável ver, principalmente porque estava apaixonada por ele e ver ela com ele, a beijar, abraçados ou até mesmo em poses que me enojava e me fazia querer incendiar as imagens, era um antro a "paixão" deles. Mas a única coisa que fiz foi fazer a cama e ir para baixo para pegar nas minhas coisas e ir ter com elas a limosine.
Ao entrar reparei que Matilde já estava a mandar sms as amigas e Anastacia estava a olhar-se no espelho, ambos sentados no banco. Agachada sente-me no banco a frente delas e virei-me para Joseph que era o nosso motorista.
- Bom dia, podes ir. Tudo bem contigo? - Perguntei-lhe sorrindo.
- Sim, Sara. E pelos vistos ainda não as envenenaste-as - disse enquanto conduzia.
- Tu sabes que quero mas não me convém, imagina que elas voltam a vida? - Perguntei sorrindo, vendo o seu rosto marcado de rugas pelo espelho.
- Pois, nunca se sabe, é verdade - disse rindo levemente. - Como estás? Chatearam-te muito está manha?
- Oh, já sabes o normal - respondi. - Vou ter teste hoje de manhã.
- Conseguiste estudar? - Perguntou-me preocupado.
- Sim, espero que seja suficiente . respondi encolhendo os ombros.
Ele abanou a cabeça descontente pois sabia que eu não estudara como queria por causa delas.
Quando chegamos a escola ele estacionou e nós saímos para o passeio a frente da escola onde todos os amiguinhos delas esperavam, começaram logo aos abraços e aos guinchos e eu fiquei de parte a olhar para aquilo enjoada.
Num momento estava a ver aquela loucura no outro estava no chão, olhei para cima e vi quem me empurrara foi um rapaz loiro de olhos verdes, alto e corpulento com um estilo de menino rico. Ele avançou e abraçou a Matilde, beijando-a. Era Charles, o rapaz dos meus sonhos, ele afastou-se e olhou para mim rindo com as amigas dela.
- Oh desculpa, não te vi!
As vezes sentia como se fosse uma gata borralheira.
Partes:
1º Parte - Complicações, Isabela - Aqui
3ª Parte - Amor a Primeira Vista, Mary - Next depois de Marcas do Passado em Viagem Inesquecível
4º Parte - Prisioneira, Cinthya - Depois de A Luta em Viagem Inesquecível
Continua...
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Olá pessoal,
next on ---> One Day, Sara uma rapariga esperta e organizada é escrava na sua própria casa e não tem como sair da sua casa, com duas meias irmãs horríveis, ela tem que arranjar forças para superar cada dia.
Espero que estejam a gostar.
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next on ---> One Day, Sara uma rapariga esperta e organizada é escrava na sua própria casa e não tem como sair da sua casa, com duas meias irmãs horríveis, ela tem que arranjar forças para superar cada dia.
Espero que estejam a gostar.
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Olá pessoal,
hoje estive a ver os meus antigos contos que andei a escrevi e encontrei está historia que vou publicar no blog espero que gostem. Eu vou publica-la de vez em quando, para que
Era uma vez, quatro raparigas com sonhos e ilusões. De famílias diferentes os seus destinos se cruzam.
Todos nós conhecemos a história da Branca de Neve, da Cinderela, da Bela e o Monstro e de Rapunzel. No nosso íntimo todos nós gostávamos de ter um final feliz como elas. Para lá chegar, estás raparigas passaram por muitas dificuldades.
A Branca de Neve teve que passar por uma madrasta má, comer uma maça envenenada para encontrar o verdadeiro amor. A Cinderela teve que ser escrava na sua própria casa, ir a um baile a escondidas para encontrar o verdadeiro amor. A Bela teve que ser presa numa mansão, conhecer um monstro para encontrar o seu verdadeiro amor. A Rapunzel teve presa numa torre e teve que viver isolada para encontrar o seu verdadeiro amor.
É claro que isto não passa de contos de fadas… mas para Isabela, Cinthya, Sara e Mary os contos de fadas são o espelho das suas realidades.
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Kisses Lovewriters.





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