Boa noite Lovewriters,
Hoje publiquei a 9º parte de Viagem Inesquecível, e tenho que admitir foi feito a pressa, por isso peço imensa desculpa, mas já alterei o melhor que pode porque ultimamente não tenho andando com tempo e estou cansada, espero que gostem.
Love Peace and Write
Hoje publiquei a 9º parte de Viagem Inesquecível, e tenho que admitir foi feito a pressa, por isso peço imensa desculpa, mas já alterei o melhor que pode porque ultimamente não tenho andando com tempo e estou cansada, espero que gostem.
Love Peace and Write
Boa tarde Lovewriters,
como puderam ver na 9º parte de Viagem Inesquecível, Nora rendeu-se a Taylor mas será capaz de esquecer o passado e enfrentar o futuro?
Aurya descobre que Nathan é na verdade um dos membros da banda de rock e que lhe mentiu, no entanto ele revela que está a se apaixonar por ela, será que ela vai decidir o sente por ele ou vai se afastar dele --> Ver aqui
Anya descobre que o seu primeiro amor pode perder tudo o que lhe é importante, ela sente-se dividida em apoia-lo ou fazê-lo ver que devia tomar o risco mesmo que signifique perder a sua carreira no futebol -- > Ver aqui
Anya descobre que o seu primeiro amor pode perder tudo o que lhe é importante, ela sente-se dividida em apoia-lo ou fazê-lo ver que devia tomar o risco mesmo que signifique perder a sua carreira no futebol -- > Ver aqui
Na próxima parte, Clary está num enorme problema, o seu namorado não para de ser pressionada pelo namorado e sem saber como beijara Luck que finalmente está livre de Marise, mas o que é que ela vai fazer? Escolher entre Luck e Niall?
Love Peace and Write
Nora
BUM, BUM, BUM...
Acordei sobressaltada do pesadelo que tivera de Jack e olhei para a porta admirada, Aurya sentou-se na cama olhando para mim confusa.
- Mas que raio! São seis da manhã! - Exclamou olhando para mim e para o relógio, ela parecia exausta com o cabelo todo despenteado.
Bateram de novo e eu levantei-me e foi a correr para a porta abrindo-a.
- Taylor, o que raio estás aqui a fazer? - Perguntei vendo que era o Taylor estava com umas calças pretas sem T-shirt.
Eu sai para o corredor reparando que ele estava a sorrir, ele tinha o peito definido sem tatuagens, tentei não ficar de boca aberta a olhar para ele, reparando que ele estava com o cabelo preto despenteado.
- Eu preciso de te pedir uma coisa - disse agarrando-me nos cotovelos puxando-me para ele.
Corei, eu estava com um pijama com elefantes cinzentos e cor de rosas, não era propriamente a melhor maneira de falar com um rapaz.
- O que é que não pode esperar por umas boas horas? - Perguntei esfregando os olhos enquanto ele olhava -me nos olhos.
- Eu quero que venhas comigo para fazer uma tatuagem, por favor, Nora.
Olhei para ele admirada enquanto ele esperava.
- Isso não podia esperar? - Perguntei admirada e então fiquei espantada. - Vais fazer agora? A estás horas? Não podes esperar que me vista?
Ele riu-se as gargalhadas e largou-me olhando-me divertido.
- Não é agora, é a tarde depois da visita - disse cruzando os braços reparando nas tatuagens de novo.
- Mais uma vez, não podias ter esperado umas horas? - Perguntei olhando atenta para as tatuagens dele, hipnotizada.
- Podia, mas não queria esperar...
Olhei para os seus olhos cinzentos e reparei que ele me olhava intensamente. Estremeci, não era primeira vez que olhava assim, no autocarro depois de ser esbofeteada pela sua ex.
- Ham... - murmurei sorrindo. - Claro eu vou contigo.
- Desculpa ter te acordado, queres dar uma volta? É cedo, mas...
- Claro, deixa-me só vestir-me - disse virando-me para o quarto.
Antes de abrir a porta do quarto ele pegou no meu cotovelo, eu olhei para ele desconfiada.
- Nem penses, vamos dar uma volta, podes ficar assim - disse sorrindo.
- Estás a brincar? Olha, tudo bem eu estar assim, mas tu tens que por um t-shirt - disse olhando para ele. - Ainda aparece ai uma espanhola pensa que estás livre e eu não quero.. - interrompi-me ao ver que ele olhava para mim curioso. - Que sejas perseguido por solteiras.
- Tu não ias dizer isso, mas okay, eu vou ter que ir ao quarto então. - Disse sorrindo.
Nós passamos até ao quarto dele onde ele pegou numa camisola para ele. Quando ele saiu do quarto deu-me uma camisola grande preta que era dele, eu vestia num instante.
- Anda - disse agarrando na minha mão sorrindo.
- Onde pensas que vamos? - Perguntei enquanto ele me puxava para as escadas subindo.
- Já alguma vez viste o nascer do sol? - Perguntou-me sorrindo. - Apenas com alguém?
- Não - disse sorrindo levemente.
Nós fomos até ao telhado que estava coberto de pedras e ele levou-me até ao pequeno muro que marcava o limite do hotel e sentamos-nos num banco que estava lá.
Eu olhei para o céu ainda estava demasiado escuro, no horizonte conseguia ver claridade e o resto era a cidade como paisagem. Suspirei encostando-me ao encosto do banco abraçando as minhas pernas.
- Eu pedi ao Nathan para ir buscar o pequeno-almoço para nós - disse sorrindo para mim.
- Coitado, foste o acordar? - Perguntei sorrindo.
- Ele já estava acordado - disse encolhendo os ombros. - E ele deve-me um favor.
Ouvi uma porta a abrir-se e vi que era Nathan, ele estava com o cabelo loiro penteado para trás e mulhado, ele estava com calças de ganga e um polar e nas mãos tinha dois copos de café numa mão e na outra uma saca de papel.
- Entrega especial - disse sorrindo para mim piscando um olho.
Taylor pegou no que Nathan tinha e agradeceu. Nathan foi-se embora e ficamos sozinhos. Taylor pegou num dos copo e deu-mo, era um capuccino e do saco tirou um queque de chocolate ele entregou-mo sorrindo.
- Espero que gostes - disse sorrindo.
Eu bebi um pouco e olhei para ele.
- Porque é que estás a fazer isto? - Perguntei antes de dar uma trinca no queque
- Porque eu acho que precisas de sair da tua realidade, Nora, acho que precisas de ver isto e acreditar.
- Acreditar em quê? - Perguntei sorrindo.
-Acreditar que ainda podes ser feliz, Nora - Disse olhando para o horizonte.
Respirei fundo olhando para o horizonte vendo o sol a nascer aos poucos. Era altura de eu confiar em alguém.
- Eu tinha 13 anos quando o conheci, a minha mãe é advogada ela levou-me um vez ao trabalho e lá estava ele, Jack, o filho da assistente da minha mãe - comecei a dizer enquanto ele me olhava curioso. - Ficamos melhores amigos, pouco tempo depois começamos a namorar como as nossas mães queriam.
- Queriam a família perfeita?
- Algo assim, sim. - Disse dando meio sorriso. - E ao inicio parecia perfeito. Até a um ano atrás, as coisas mudaram, ele deixou de ser querido e romântico e passou a ser obsessivo e ciumento. Se eu saia de casa ele estava a minha espera a entrada pronto para saber onde ia e com quem ia estar, era sufocante e eu dizia a mim própria que era apenas porque me amava.
- Tu amavas-o? - Perguntou olhando para mim atento.
- Eu pensava que sim, até que a menos de um ano, ele... ham.... - disse engolindo em seco, Taylor agarrando a minha mão. - Ele bateu-me... uma estalada... porque ele teve uma nega e eu estava a tentar incentiva-lo, ele pediu desculpas, implorou por perdão, e eu perdoei.
Olhei para o sol, o céu estava laranja e azul, respirei fundo era altura de soltar tudo.
- Mas ele voltou a fazer, tudo porque eu lhe contei os meus sonhos, e não foi só uma bofetada... ele... - solucei sentindo tudo o que senti naquele dia, Taylor pegou em mim e pôs-me no seu colo abraçando-me.
- Não precisas de continuar - disse olhando para mim.
- Não, eu preciso. - Murmurei olhando para ele. - Ele bateu-me de novo e de novo e de novo, até ficar enrolada no chão e rezar que acabasse.
Eu senti-o endurecer e agarrar-me com força, ele olhou para mim.
- O que aconteceu depois? - Perguntou entre dentes parecendo furioso mas ao mesmo tempo a tentar ficar calmo. - Diz-me que ele foi preso.
- Ninguém sabe... elas não fazem ideia. Eu foi encontrada na casa dele pelos seus pais, posta no hospital, ele foi para o centro de reabilitação juvenil. Quando sai do hospital fiquei um mês em casa quando voltei a escola inventei uma historia parecida com a verdade, e durante alguns meses eu fiquei em estado de depressão.
- Elas não fazem ideia? Nunca contaste? - Perguntou olhando-me com os seus olhos cinzentos repletos de perguntas.
- Não queria, nem podia. Eu não quero pena - disse olhando para ele enquanto o sol iluminava o seu rosto.
Ele beijou-me a testa e encostou a minha testa a sua.
- Tens alguma cicatriz? - Perguntou-me olhando-me.
Eu apontei para o meu lábio inferior, onde tinha uma pequena cicatriz. Taylor olhou um segundo para mim como se tivesse a me avisar com antecedência e de seguida deu-me um beijo suave nos lábios, estremeci com o toque suave dos seus lábios e ele afastou-se rapidamente, sorrindo levemente, abraçando-me enquanto olhávamos para o sol, esqueci de tudo.
Eu olhei para ele vendo que ele estava a olhar-me intensamente.
- Eu não estou a dizer que sejas assim, eu apenas... aprendi a não confiar.
- Então não confias em mim?
- És o primeiro a quem confiei o que se passou, o que achas?
Ele sorriu de novo e o primo dele de repente afastou-se.
- Está feito - disse sorrindo para todos.
Taylor levantou-se e olhou para o espelho, que estava do outro lado da loja, nas costas tinha duas asas negras.
- Que achas? - Perguntou olhando para mim por cima do ombro.
- Ah - gaguejei.
- Ela adorou - disse Aurya dando-me uma cotovelada quando se sentou ao meu lado, para que eu parasse de olhar para ele de boca aberta.
- Em que te inspiraste desta vez rapaz? - Perguntou Nathan.
- Uma pequena luz - disse encolhendo os ombros enquanto o primo dele tapava a tatuagem.
Nathan e a Aurya olharam para mim. Eu apenas encolhi os ombros, enquanto Taylor acertava tudo com o primo.
Nós fomos até ao telhado que estava coberto de pedras e ele levou-me até ao pequeno muro que marcava o limite do hotel e sentamos-nos num banco que estava lá.
Eu olhei para o céu ainda estava demasiado escuro, no horizonte conseguia ver claridade e o resto era a cidade como paisagem. Suspirei encostando-me ao encosto do banco abraçando as minhas pernas.
- Eu pedi ao Nathan para ir buscar o pequeno-almoço para nós - disse sorrindo para mim.
- Coitado, foste o acordar? - Perguntei sorrindo.
- Ele já estava acordado - disse encolhendo os ombros. - E ele deve-me um favor.
Ouvi uma porta a abrir-se e vi que era Nathan, ele estava com o cabelo loiro penteado para trás e mulhado, ele estava com calças de ganga e um polar e nas mãos tinha dois copos de café numa mão e na outra uma saca de papel.
- Entrega especial - disse sorrindo para mim piscando um olho.
Taylor pegou no que Nathan tinha e agradeceu. Nathan foi-se embora e ficamos sozinhos. Taylor pegou num dos copo e deu-mo, era um capuccino e do saco tirou um queque de chocolate ele entregou-mo sorrindo.
- Espero que gostes - disse sorrindo.
Eu bebi um pouco e olhei para ele.
- Porque é que estás a fazer isto? - Perguntei antes de dar uma trinca no queque
- Porque eu acho que precisas de sair da tua realidade, Nora, acho que precisas de ver isto e acreditar.
- Acreditar em quê? - Perguntei sorrindo.
-Acreditar que ainda podes ser feliz, Nora - Disse olhando para o horizonte.
Respirei fundo olhando para o horizonte vendo o sol a nascer aos poucos. Era altura de eu confiar em alguém.
- Eu tinha 13 anos quando o conheci, a minha mãe é advogada ela levou-me um vez ao trabalho e lá estava ele, Jack, o filho da assistente da minha mãe - comecei a dizer enquanto ele me olhava curioso. - Ficamos melhores amigos, pouco tempo depois começamos a namorar como as nossas mães queriam.
- Queriam a família perfeita?
- Algo assim, sim. - Disse dando meio sorriso. - E ao inicio parecia perfeito. Até a um ano atrás, as coisas mudaram, ele deixou de ser querido e romântico e passou a ser obsessivo e ciumento. Se eu saia de casa ele estava a minha espera a entrada pronto para saber onde ia e com quem ia estar, era sufocante e eu dizia a mim própria que era apenas porque me amava.
- Tu amavas-o? - Perguntou olhando para mim atento.
- Eu pensava que sim, até que a menos de um ano, ele... ham.... - disse engolindo em seco, Taylor agarrando a minha mão. - Ele bateu-me... uma estalada... porque ele teve uma nega e eu estava a tentar incentiva-lo, ele pediu desculpas, implorou por perdão, e eu perdoei.
Olhei para o sol, o céu estava laranja e azul, respirei fundo era altura de soltar tudo.
- Mas ele voltou a fazer, tudo porque eu lhe contei os meus sonhos, e não foi só uma bofetada... ele... - solucei sentindo tudo o que senti naquele dia, Taylor pegou em mim e pôs-me no seu colo abraçando-me.
- Não precisas de continuar - disse olhando para mim.
- Não, eu preciso. - Murmurei olhando para ele. - Ele bateu-me de novo e de novo e de novo, até ficar enrolada no chão e rezar que acabasse.
Eu senti-o endurecer e agarrar-me com força, ele olhou para mim.
- O que aconteceu depois? - Perguntou entre dentes parecendo furioso mas ao mesmo tempo a tentar ficar calmo. - Diz-me que ele foi preso.
- Ninguém sabe... elas não fazem ideia. Eu foi encontrada na casa dele pelos seus pais, posta no hospital, ele foi para o centro de reabilitação juvenil. Quando sai do hospital fiquei um mês em casa quando voltei a escola inventei uma historia parecida com a verdade, e durante alguns meses eu fiquei em estado de depressão.
- Elas não fazem ideia? Nunca contaste? - Perguntou olhando-me com os seus olhos cinzentos repletos de perguntas.
- Não queria, nem podia. Eu não quero pena - disse olhando para ele enquanto o sol iluminava o seu rosto.
Ele beijou-me a testa e encostou a minha testa a sua.
- Tens alguma cicatriz? - Perguntou-me olhando-me.
Eu apontei para o meu lábio inferior, onde tinha uma pequena cicatriz. Taylor olhou um segundo para mim como se tivesse a me avisar com antecedência e de seguida deu-me um beijo suave nos lábios, estremeci com o toque suave dos seus lábios e ele afastou-se rapidamente, sorrindo levemente, abraçando-me enquanto olhávamos para o sol, esqueci de tudo.
Mais tarde na loja de tatuagens- parte desta cena está em Bombshell
Olhei para o Nathan, ainda não acreditava que ele era o vocalista dos Lords, pensei sorrindo enquanto observava como ele falava com Aurya sobre o lançamento do álbum. Era algo que eu não estava a espera, nem mesmo a Aurya que ficou furiosa com ele.
- Calma rapariga - disse Taylor ao meu lado, ele estava sem camisola, virado para as costas da cadeira agarrando-a enquanto me dava a mão.
Eu olhei para ele e vi que ele estava a olhar para mim intensamente enquanto o seu primo estava a tatua-lo.
- Não me digas que estás com ciumes? - Perguntei corando-me ao lembrar do pequeno beijo que partilhamos.
- Ciumes, não. Inveja, sim - disse sorrindo piscando o olho enquanto apertava a minha mão levemente. - Tu gostas mesmo dele?
- Das musicas sim, adoro - disse-lhe sorrindo levemente. - Mas é só, admiro os tipos.
Ele sorriu e passou a outra mão pelo meu rosto.
- Quais são os teus sonhos Nora? - Perguntou olhando-me curioso.
Paralisei olhando para o lado engolindo em seco. Os meus sonhos tinham sido tantos que eu me esquecera do que sentia quando ia atrás deles, tinha desistido deles no momento que eu tinha decidido proteger a minha vida e o meu coração.
-São coisas do passado - murmurei.
- Eu não sou como ele, Nora, nunca serei - murmurou olhando-me atento.Eu olhei para ele vendo que ele estava a olhar-me intensamente.
- Eu não estou a dizer que sejas assim, eu apenas... aprendi a não confiar.
- Então não confias em mim?
- És o primeiro a quem confiei o que se passou, o que achas?
Ele sorriu de novo e o primo dele de repente afastou-se.
- Está feito - disse sorrindo para todos.
Taylor levantou-se e olhou para o espelho, que estava do outro lado da loja, nas costas tinha duas asas negras.
- Que achas? - Perguntou olhando para mim por cima do ombro.
- Ah - gaguejei.
- Ela adorou - disse Aurya dando-me uma cotovelada quando se sentou ao meu lado, para que eu parasse de olhar para ele de boca aberta.
- Em que te inspiraste desta vez rapaz? - Perguntou Nathan.
- Uma pequena luz - disse encolhendo os ombros enquanto o primo dele tapava a tatuagem.
Nathan e a Aurya olharam para mim. Eu apenas encolhi os ombros, enquanto Taylor acertava tudo com o primo.
Mais tarde no Lançamento, primeira parte desta cena está em Bombshell
- Eu adoro-te - disse Matt pegando em mim e girando-me agradeci o facto de estar a usar calças pretas e uma camisa branca e preta bastante transparente.
Eu ri quando ele me largou e os outros sorriram para mim, depois do lançamento estávamos agora na recepção, onde tinha o comes e bebes, e musica. Vários fotógrafos tiraram fotos ao momento, o que me fez olhar confusa para eles. Matt estava com um fato preto e eu tinha adorado conheçe-lo atraves das entrevistas, ele era um dos meus preferidos.
- Tiveste muito bem - disse Nick sorrindo para mim. - Adoro o cabelo do Nathan talvez conseguimos convence-lo a pinta-lo permanentemente.
Apesar de eles estarem a falar inglês foi fácil de entender o que eles diziam.
- Acho que ele está ocupado - disse em inglês.
Nós olhamos para a pista de dança, Nathan, que ainda estava com o cabelo cor de rosa, estava a dançar com Aurya e notava-se que eles estavam a discutir sobre o que tinha se passado. Eu olhei para o lado e vi Anya e o Andrew a dançarem perto um do outro enquanto Luck e Clary estavam a minha beira com o resto da banda. Eu sorri, quem diria que numa viagem como está iam encontrar as suas caras metades? E eu estava mais que feliz por elas, elas merecem... apesar de estarem a fazerem-se de difíceis via que faltava pouco para admitirem o que estava a acontecer.
Olhei para o salão, parecia uma boate, tinham posto luz negra nas mesas redondas que estavam despesas na sala, e o tecto acima branco tinha uma bola de espelhos.
Olhei para todos os lados e vi que Taylor não estava em lado nenhum.
Olhei para o salão, parecia uma boate, tinham posto luz negra nas mesas redondas que estavam despesas na sala, e o tecto acima branco tinha uma bola de espelhos.
Olhei para todos os lados e vi que Taylor não estava em lado nenhum.
- Alguém viu o Taylor? - Perguntei preocupada.
- Ele foi ao quarto - disse Clary, que estava com um vestido azul apanhado e o cabelo apanhado, com o Luck ao seu lado - está a demorar até.
- Eu vou ver como ele está.
Sai do salão e foi de elevador para o quarto dele. Bati a porta e esperei lembrando-me do beijo que partilhamos no telhado. A muito tempo que não me deixava ir nos sentimentos que sentia, e o que sentia em relação ao Taylor era algo que eu não podia ignorar muito menos deixar de lado, principalmente depois daquele beijo. No entanto, não queria sentir o meu coração a ser desfeito aos poucos, toquei no meu peito onde estava o meu coração e apercebi-me que aos poucos Taylor estava a conseguir coloca-lo no seu lugar.
Eu estava ainda perdida nesse momento quando Taylor abriu a porta, o que me levou quase meio minuto a reparar que ele estava de tronco nu, olhei para cima para os seus olhos e ele sorriu.
Eu estava ainda perdida nesse momento quando Taylor abriu a porta, o que me levou quase meio minuto a reparar que ele estava de tronco nu, olhei para cima para os seus olhos e ele sorriu.
- Preciso da tua ajuda. - Pediu sorrindo.
- O que se passa? - Perguntei corando.
Ele mostrou-me o creme para a tatuagem e eu acenei entrando no carro, Taylor sentou-se na cama e eu fiquei atrás dele para colocar o creme na tatuagem.
- Estava a incomodar imenso o ardor. Estás bem? - Perguntou-me enquanto desapertava a tampa.
- Estou - disse colocando um pouco de creme na mão passando na tatuagem o mais leve possível.
- Eu nem cheguei a agradecer por confiares em mim - disse olhando para as mãos.
Eu suspirei olhando para a tatuagem.
- Não agradeças. Apenas tinha que fazer, ainda bem que foi contigo.
Assim que acabei tapei o creme e afastei-me de Taylor para que ele se vestia.
- Hum... Nora - chamou Taylor.
Olhei para ele e vi que ele estava com a camisa que usara antes, ele parecia pensativo.
- Quando te beijei... eu não pensei - disse fazendo uma careta. - Eu apenas...
- Não faz mal, Taylor. Eu não levei a mal. E nem foi um beijo. - Disse encolhendo os ombros.
- Pois... espera... não foi um beijo? - Perguntou sorrindo inclinando um pouco a cabeça para o lado.
- Bem, não... quer dizer sim, mas não foi um serio - apressei-me a dizer rapidamente ao ver a expressão dele, ele deu um passo na minha direcção. - Quer dizer, foi serio mas não foi...
Ele colocou-se mais perto de mim, ficando a centímetros de mim, eu dei um passo atrás e bati contra a parede. O meu coração estava a bater descontrolado.
- Então aquilo não foi... não contou - disse sorrindo para mim.
- Não... quer dizer... - disse notando que ele estava com o rosto a centímetros do meu.
- Acho que vou ter que fazer este contar...
E dando me tempo para desviar ele beijou-me, passando a mão pelo meu cabelo, eu agarrei o pescoço dele puxando-o para mim, mas demasiado cedo afastou-se. Ele beijou o meu rosto e olhou para mim sorrindo.
- Isto contou?
- Um pouco - sussurrei enquanto o meu coração parecia que saltava do meu peito.
Ele olhou-me surpreendido e beijou-me de novo com mais intensidade,eu passei a mão pelo seu peito sentindo o seu coração a bater rápido no mesmo ritmo que eu, e subi explorando os ombros largos dele, indo para o cabelo apertando um pouco sem resistir, suspirei quando ele passou a língua pelos meus lábios. Quando ele se afastou puxou-me para um abraço e olhou para mim sorrindo.
- Estás bem?
- Pela primeira vez, sim.
- Fico feliz por isso, Nora - disse agarrando o meu pescoço dando-me outro beijo. - O que faremos agora?
- Agora vamos para baixo e mais tarde resolvemos isto.
- Mais tarde? - Perguntou-me quando me afastei.
Ele olhou para mim serio demais, como se tivesse o magoado.
- Eu ainda não sei se estou pronta, Taylor. Eu mal te conheço, eu já foi magoada antes... apenas deixa estar assim como está - disse passando a mão pelo seu rosto.
Ele fechou os olhos por um pouco e então olhou para mim como se visse a minha alma.
- Eu não vou desistir de ti, vou provar-te que somos perfeito juntos.
Engoli em seco, como em tão pouco tempo eu amava-o? Ele pegou na minha mão e levou-me para fora do quarto, eu sorri, enquanto ele apertava a minha mão. Fomos para o salão vendo que todos olhavam para nós e sorriram como se soubessem.
- Vamos dançar! - Exclamou Taylor puxando-me para a pista de dança.
O Dj estava a colocar musicas dos Lords modificadas e em Remix, por isso encontrar um ritmo não foi complicado, o problema era que Taylor estava demasiado perto de mim, fazendo-me corar. Os pares a nossa volta dançavam agarrados como se tivessem a se fundir um nos outros, era hipnotizaste, e estar assim com Taylor era intenso.
- Eu não sabia que dançavas - disse quando ele agarrou a minha cintura.
- Há muita coisa que não sabes sobre mim, Nora - disse sorrindo para mim.
Aurya passou por nós e agarrou-me puxando-me para o canto da sala, ela estava com um vestido preto e saltos e parecia que tinha visto um fantasma.
- Nora, foge! - Exclamou.
Olhei confusa para ela, Taylor estava atrás de nós confuso.
- O que se passa? - Perguntei vendo que ela estava assustada.
Uma mão me puxou para o centro da pista, uma mão forte que eu reconhecia, olhei para a pessoa que me agarrava, era loiro de olhos castanhos e estava com uma camisa branca e gravata.
- Jack! - Exclamei sentindo o medo a percorrer a minha pele, arrepiando-me.
- Olá Nora! - Disse agarrando-me para dançar.
- Agora vamos para baixo e mais tarde resolvemos isto.
- Mais tarde? - Perguntou-me quando me afastei.
Ele olhou para mim serio demais, como se tivesse o magoado.
- Eu ainda não sei se estou pronta, Taylor. Eu mal te conheço, eu já foi magoada antes... apenas deixa estar assim como está - disse passando a mão pelo seu rosto.
Ele fechou os olhos por um pouco e então olhou para mim como se visse a minha alma.
- Eu não vou desistir de ti, vou provar-te que somos perfeito juntos.
Engoli em seco, como em tão pouco tempo eu amava-o? Ele pegou na minha mão e levou-me para fora do quarto, eu sorri, enquanto ele apertava a minha mão. Fomos para o salão vendo que todos olhavam para nós e sorriram como se soubessem.
- Vamos dançar! - Exclamou Taylor puxando-me para a pista de dança.
O Dj estava a colocar musicas dos Lords modificadas e em Remix, por isso encontrar um ritmo não foi complicado, o problema era que Taylor estava demasiado perto de mim, fazendo-me corar. Os pares a nossa volta dançavam agarrados como se tivessem a se fundir um nos outros, era hipnotizaste, e estar assim com Taylor era intenso.
- Eu não sabia que dançavas - disse quando ele agarrou a minha cintura.
- Há muita coisa que não sabes sobre mim, Nora - disse sorrindo para mim.
Aurya passou por nós e agarrou-me puxando-me para o canto da sala, ela estava com um vestido preto e saltos e parecia que tinha visto um fantasma.
- Nora, foge! - Exclamou.
Olhei confusa para ela, Taylor estava atrás de nós confuso.
- O que se passa? - Perguntei vendo que ela estava assustada.
Uma mão me puxou para o centro da pista, uma mão forte que eu reconhecia, olhei para a pessoa que me agarrava, era loiro de olhos castanhos e estava com uma camisa branca e gravata.
- Jack! - Exclamei sentindo o medo a percorrer a minha pele, arrepiando-me.
- Olá Nora! - Disse agarrando-me para dançar.
(aviso, está parte ainda tem que ser redigida)
Continua...
1ª Parte -Aparências Iludem, Nora - Ver aqui
2ª Parte - A Fotografia Perfeita, Aurya - Ver aqui
3ª Parte - Relacionamentos Improvisados, Clary - Ver aqui
4ª Parte -Primeiro Amor - Anya - Ver aqui
5ª Parte -Os Desenhos, Nora - Ver aqui
6ª Parte -Desentendidos, Clary - Ver aqui
7ª Parte -Bombshell, Aurya - Ver aqui
9º parte - A Luta, Clary - Depois de Refugio em Vizinho Perfeito...
Não se esqueçam de votar no conto preferido...
Love Peace and Write
Kisses Lovewriters
Olá pessoal,
Clary está num enorme problema, o seu namorado não para de ser pressionada pelo namorado e sem saber como beijara Luck que finalmente está livre de Marise, mas o que é que ela vai fazer? Escolher entre Luck e Niall? ---> Ver aqui
Aurya descobre que Nathan é na verdade um dos membros da banda de rock e que lhe mentiu, no entanto ele revela que está a se apaixonar por ela, será que ela vai decidir o sente por ele ou vai se afastar dele --> Ver aqui
Anya descobre que o seu primeiro amor pode perder tudo o que lhe é importante, ela sente-se dividida em apoia-lo ou fazê-lo ver que devia tomar o risco mesmo que signifique perder a sua carreira no futebol -- > Ver aqui
Na próxima parte, Nora sente algo algo estranho em relação a Taylor e não sabe se quer saber o que é ou se quer ficar como está e não ser magoada de novo. Mas será que ela é capaz de lidar com o seu passado mesmo que ele esteja a sua frente? Marcas do Passado será a 9ª parte de Viagem Inesquecível que será publicada no blog depois de Águas Profundas de Vizinho Perfeito.
Espero que estejam a gostar. Não se esqueçam de votar qual é vosso conto preferido?
Love Peace and Write
Kisses Lovewriters
Clary está num enorme problema, o seu namorado não para de ser pressionada pelo namorado e sem saber como beijara Luck que finalmente está livre de Marise, mas o que é que ela vai fazer? Escolher entre Luck e Niall? ---> Ver aqui
Aurya descobre que Nathan é na verdade um dos membros da banda de rock e que lhe mentiu, no entanto ele revela que está a se apaixonar por ela, será que ela vai decidir o sente por ele ou vai se afastar dele --> Ver aqui
Anya descobre que o seu primeiro amor pode perder tudo o que lhe é importante, ela sente-se dividida em apoia-lo ou fazê-lo ver que devia tomar o risco mesmo que signifique perder a sua carreira no futebol -- > Ver aqui
Na próxima parte, Nora sente algo algo estranho em relação a Taylor e não sabe se quer saber o que é ou se quer ficar como está e não ser magoada de novo. Mas será que ela é capaz de lidar com o seu passado mesmo que ele esteja a sua frente? Marcas do Passado será a 9ª parte de Viagem Inesquecível que será publicada no blog depois de Águas Profundas de Vizinho Perfeito.
Espero que estejam a gostar. Não se esqueçam de votar qual é vosso conto preferido?
Love Peace and Write
Kisses Lovewriters
8º Parte
Respirei fundo e virei-me de novo na cama enquanto pensava no que se passara antes de ontem, ver Andrew só me fez pensar no meu pequeno passado conto de fadas que tive e que perdi num piscar de olhos. Tinha tido a oportunidade de lhe dizer tudo o que tinha para lhe dizer quando ele se fora embora. Olhei para o telemóvel, tinha uma nova mensagem dele... Desde ontem que falávamos através de mensagens mas mesmo assim preferia mil vezes falar com ele cara a cara. Era quase como se nunca tivéssemos estado sem falar. Foi estranho e ao mesmo tempo louco... Abri a mensagem.
"Bom dia, espero que tenhas dormido bem!"
Respirei fundo e olhei para a cama de Clary, ela estava com o Ipad no colo e parecia que estava a ler algo com interesse. Ela olhou para mim e sorriu.
- Os Lords vão lançar um novo album, temos que comprar um! - Exclamou sorrindo de orelha a orelha.
- Não venhas com Os Lords, explica-me imediatamente explica-me o que se passou contigo e com o Luck ontem desde o autocarro que vocês andam muito estranhos, depois houve aquele momento no Hall, importas-te de explicar!? - Perguntei olhando-a irritada sentando-me.
Clary corou e respirou fundo observando-me.
- Eu ontem pedi um tempo ao Niall - disse abraçando o Ipad olhando para a janela pensativa.
- Oh meu deus, Clary, porque é que não nós contaste? - Perguntei encostando-me as almofadas.
- Eu sinceramente, não queria estar a chatear e também porque o Luck me beijou assim que isso aconteceu!
- O que???? - Gritei saltando da cama, ficando em cima de cama a olhar para ela e a sorrir de orelha a orelha. - Eu sabia que vocês eram perfeitos um para o outro, assim que vocês começaram a falar um com o outro a maneira como estavam sempre juntos, era uma questão de tempo para isso acontecer!
- Anya, eu tenho namorado, esqueceste isso e além disso como poderia alguma vez namorar com ele? Nós apesar de viver no mesmo sitio, ele trabalha num part time numa empresa de informática e eu ainda amo o Niall.
- Estás a ter a mesma reacção da Nora, estás a negar! - Exclamei irritada saltando para o chão. - Está mais que visto que tu estas farta do dele para nem pensares duas vezes para vir para aqui. Para de negar, tu gostas dele, não gostas?
Ela engoliu em seco passando a mão pelo cabelo irritada, ficando despenteada ela abriu a boca para responder quando bateram a porta e ela sorriu de orelha a orelha.
- Na verdade, eu tenho uma surpresa para ti - disse sorrindo, levantando-se abrindo a porta, um senhor entrou com um ramo de rosas que Clary recebeu e agradeceu antes de o senhor sair, ela virou-se para mim e sorriu. - Isto é para ti.
Eu olhei para o ramo confusa eram vermelhas e perfeitas com uma nota entre elas, eu peguei nele e abriu enquanto a Clary colocava o ramo na mesa. Eu abri e li a nota ficando espantada:
- O que foi Anya? - Perguntou. - Não gostaste?
- Isto é uma brincadeira? - Perguntei sentando-me no sofá olhando para a nota respirando fundo.
Passei a mão pelo meu cabelo loiro e respirei fundo, sentia-me um pouco confusa, o que era isto? O que significava esta mensagem, estaria ele a declarar-se!? Estaria ele a pensar que só porque nos encontramos ele tinha o direito de me fazer lembrar tudo o que se passara connosco. Seria assim tão maluco?
Respirei fundo e olhei para Clary, ela sentou-se a minha beira.
- Ele contactou-me e pediu quais era o hotel, eu até pensei que ele ia vir para cá, mas afinal é só as rosas. - Murmurou enquanto lia a nota. - Tu ainda o amas?
Eu abracei-me a ela e tentei não chorar enquanto ela passava a mão pelo meu cabelo.
Entramos no Alcazar e não pude deixar de reparar que estava frio lá dentro, respirei fundo e repararei que Taylor estava perto de Nora, quase a se tocarem e podia reparar que Taylor estava a olhar para ela parecendo confuso e interessado ao mesmo tempo. Nora no entanto parecia estar sobressaltada e ao mesmo tempo bastante sorridente. Clary estava a conversar sobre algo com o Luck. E a Aurya estava a beira de Nathan que parecia demasiado ansioso a olhar para todo o lado, como se estivesse a espera de ser reconhecido por alguém. Marise estava perto de mim, ela não parava de olhar para Ridley que parecia estar a seguir o Taylor e a Nora.
Eu olhei para Marise, ela parecia indecisa.
- Vai falar com ela - disse olhando para ela.
Ela mordeu o lábio pensativa, e de seguida olhou para mim.
- Eu não devia...
- Bem, eu nem, ela não é lésbica mas...
- Na verdade, ela é de ambas as equipas - disse encolhendo os ombros ainda a olhar para ela.
- Então, o que estás a espera? - Perguntei sorrindo. - Vai ter com ela!
Ela olhou para mim e sorriu parecendo nervosa mas acenou e foi ter com ela. Eu sorri e apertei a nota que estava no meu bolso. Não conseguia parar de pensar sobre Andrew e o que ele queria dizer com aquilo. Tinham me aparecido muitas emoções que eu não estava a espero. Respirei fundo e reparei que o nosso guia estava a chamar-nos, eu comecei a segui-los quando de repente foi agarrada para fora do Alcazar, eu tentei gritar mas uma mão me tapou a boca. Eu olhei para o lado e vi que era Andrew.
- O que raio? - Gritei mas a mão dele abafou a minha voz.
Nós passamos pelas portas e ele encostou-me a parede. Ele tirou a mão e sem que eu tivesse tempo de dizer algo ou mesmo afastar-me, ele prendeu-me as mãos e beijou-me...
Fiquei imóvel nos seus braços enquanto ele acariciava os meus lábios com os seus, varias emoções percorreram-me enquanto sentia arrepios a percorrerem-me. Eu não conseguia resistir, no entanto, envolvi-me no seu beijo, mas cedo demais ele afastou-se pressionando a sua testa contra a minha, reparei como ele ficou de olhos fechados como se estivesse a lutar contra algo. Eu respirei fundo enquanto sentia o meu coração a bater descontrolado.
- Andrew - murmurei.
Ele afastou-se de mim e eu quase cai se não estivesse encostada a parede. Ele passou a mão elo cabelo e respirou fundo.
- Desculpa, eu não conseguia controlar-me - murmurou, passando a mão pelo cabelo. - Eu passei anos a imaginar como seria estar contigo.
-Está tudo bem, mas assustaste-me um pouco - disse dando meio sorriso. - Ser atacada no meio do nada... e assim... espera... o que fazes aqui?
- Eu vim atrás de ti, o meu pai está aqui para resolver uns assuntos por isso aproveitei e vim com ele claro - disse sorrindo olhando-me um pouco preocupado.
- Estás maluco? - Perguntei passando a mão pelo meu cabelo.
- Um pouco - disse e colocou ambas as mãos na minha face afastando o meu cabelo da cara olhando-me nos olhos. - Foi muito tempo sem ti linda. Eu adoro-te.
- Eu também te adoro, mas não era preciso. Eu estou numa tour, rapaz - disse sorrindo.
- Mas não podes ir dar uma volta comigo? - Perguntou-me. - Por favor, não quero despedir-me de ti cedo de mais.
Observei-o e vi que ele me olhava a implorar mordi o lábio pegando no telemóvel mandando uma sms a Nora para ela me avisar que ia dar uma volta com Andrew, ela compreenderia e tinha tempo para ir afinal tínhamos 3 horas livres antes de voltar para o hotel. Ela respondeu num instante com uma simples palavra "diverte-te". Eu olhei para ele vendo que estava a olhar-me preocupado.
- Podemos - disse sorrindo.
Ele sorriu e agarrou a minha mão puxando-me para uma rua, dando-me a mão.
- Como estão as coisas com os teus pais? - Perguntou-me agarrando a minha mão.
- Estão bem, e os teus? - Perguntou-me sorrindo passando a mão pelos meus ombros, abraçando-me.
- Estão bem.
Ele passou a mão pelo meu rosto sorrindo.
- Há muito tempo que estamos sem nós ver, eu queria te perguntar uma coisa - disse olhando-me preocupado.
- Que se passa?
- Desde que acabamos namoras te com alguém? - Perguntou-me.
Eu fiquei confusa a olhar para ele, ele parecia preocupado e com medo.
- Não, meio que é difícil.
- Vamos tomar um café? - Perguntou-me e sorriu. - E vamos falar mais sobre o assunto?
Paramos num café e fomos para a esplanada e pedimos dois cafés.
- O que é que queres dizer com meio que é difícil? - Perguntou-me olhando-me curioso.
- O que eu quero dizer é que não senti nada por ninguém... foi complicado - disse desviando olhar.
- Porque é que foi complicado? - Perguntou sorrindo no momento que o café chega.
Eu coloquei açúcar no meu e Andrew apenas bebeu o seu, estranhei um pouco mas deixei andar.
- Não me interessei por ninguém, acontece - disse e encolhi os ombros. - Então que vais fazer no futuro?
- Não sei, não estou preocupado. - Disse encolhendo os ombros.
- Como assim? - Perguntei estranhando, Andrew era a pessoa mais obcecada com o futuro que eu conhecia, ele planeava sempre tudo.
- Porque haveria de me preocupar? - Perguntou-me encolhendo os ombros. - Tenho o futuro pela frente, ninguém sabe o dia de amanhã.
Olhei para ele e vi que ele parecia demasiado pálido, mas descontraído.
- Okay. O que há de novo na tua vida? Além do futebol - Perguntei sorrindo.
- Nada de mais - disse de forma brusca.
- Andrew está tudo bem? - Perguntei confusa pela maneira como ele desviava o olhar de mim.
Ele suspirou e pegou uma das minhas mãos e beijou-me as costas dela olhando-me com saudade.
- Está, agora está, vamos dar uma volta - disse sorrindo levemente.
Largou a minha mão e colocou varias moedas na mesa e levantou-se pegando na minha mão levando-me com ele. Ele abraçou-me e beijou-me na bochecha.
- Eu tive tantas saudades tuas, Anya, durante estes anos todos, sempre pensei em ti em todas as minhas decisões quais seria a tua opinião, o que pensarias... eu não deixei de pensar em ti...
Eu olhei para o lado admirada, enquanto andávamos pela rua e tentei arranjar uma resposta, é verdade eu também não parei de pensar nele durante este tempo todo mas ele estava num pais diferente e estarmos distantes e ficamos sem falar este tempo todo, o que poderia acontecer?
- Apenas diz alguma coisa - murmurou apertando o meu ombro.
Eu suspirei e olhei para ele engolindo em seco.
- Andrew, eu também nunca parei de pensar em ti, sempre foste importante para mim - disse olhando para ele vendo que ele me observava. - E abraçar-te e beijar-te foi importante para mim fez-me sentir...
Antes de eu acabar de falar Nathan apareceu a correr abraçando-me encostando-me a parede.
- Mas que raio, Nathan! - Exclamei mas ele tapou a minha boca.
Nesse momento varias raparigas a gritar passaram por nós a chamar por Nathan. Nathan agarrou-me mais escondendo o rosto no meu pescoço, respirando fundo, Andrew apenas ficou a apertar o atacadores enquanto as raparigas corriam. Elas passaram e viraram numa rua e outras para outra.
- Já acabou? - Perguntou-me olhando sorrindo.
- Acho que sim.
Ele afastou-se e respirou fundo olhando para nós.
- O que raio se passou? - Perguntei olhando para ele admirada.
- Ham, - murmurou sorrindo e parecendo envergonhado. - Eu talvez devia de ter te dito, conheces a banda Lords.
- Sim, claro, são um grupo de 4 rapazes, Nora adora-os... Oh meu deus, tu és um deles, és o Nathan.
- Ah, sim sou. Nós lançamos hoje um álbum e eu não era para estar disponível, e eu estava com a Aurya quando elas saíram de uma loja de musica e começaram a me perseguir. E Aurya agora está na loja de tatuagens a beira da loja e não posso ir lá assim, ajudam me a encontrar alguma coisa.
Olhei para as lojas a nossa volta e reparo numa loja de penhoras.
- Andem - disse e ele agarrou-se a mim indo para a loja com Andrew atrás.
Nós entramos na loja e eu escolhi uma gabardina uma barba e um gorro, ele pagou e colocou rapidamente. Eu olhei para ele e vi que estava irreconhecível.
- Ok, estás prontos, vais ter com a Aurya?
- Sim, achas que ela vai me perdoar - disse olhando para mim preocupado.
- Vai ser difícil, ela nunca teve namorado e nunca acreditou quando um rapaz gostava dela, ela afasta um pouco as pessoas. Apenas explica-lhe ok?
- Ok. Obrigada - disse dando-me um beijo na testa e indo embora num instante.
Olhei para Andrew que estava a sorrir para mim demasiado pálido.
- Estás bem? - Perguntei preocupada.
- Estou - disse sorrindo para mim - é só que vou ter que ser operado ao joelho, eu posso perder a minha carreira por causa disso.
- O quê?! - Exclamei admirada. - O que aconteceu?
- Estava a jogar num dos treinos e rompi o músculo, e a minha rotula deslocou-se e agora não posso me apoiar nele sem me doer imensamente - disse olhando-me encolhendo os ombros. - E agora tenho que ser operado, mas se a operação pode correr muito mal e eu posso perder a minha carreira.
Eu fiquei de boca aberta a olhar para ele e sem pensar abracei-o apertado. Ele colocou o rosto no meu pescoço.
- Porque não me disseste mais cedo?
- Eu era para dizer mas... eu não podia, não queria que me olhasses com pena como os meus pais e amigos fazem.
- Eu nunca o faria Andrew - disse dando meio sorriso. - Mas vais fazer a operação ou não?
- Eu... vamos dar uma volta por favor - disse sorrindo.
Eu olhei para ele e acenei levemente. Ele deu-me a mão e apertou-a enquanto andávamos, desta vez reparei que ele mancava ligeiramente e as vezes conseguia ver no seu rosto uma réstia de dor no seu rosto. Eu percebia agora porque é que ele estava aqui, estava com medo e eu sabia que tinha que o ajudar, mas o que podia fazer? Ele tinha que ser operado, ele estava cheio de dor, mas havia o problema ele podia perder tudo, agora percebia porque é que ele estava tão mudado.
"Bom dia, espero que tenhas dormido bem!"
Respirei fundo e olhei para a cama de Clary, ela estava com o Ipad no colo e parecia que estava a ler algo com interesse. Ela olhou para mim e sorriu.
- Os Lords vão lançar um novo album, temos que comprar um! - Exclamou sorrindo de orelha a orelha.
- Não venhas com Os Lords, explica-me imediatamente explica-me o que se passou contigo e com o Luck ontem desde o autocarro que vocês andam muito estranhos, depois houve aquele momento no Hall, importas-te de explicar!? - Perguntei olhando-a irritada sentando-me.
Clary corou e respirou fundo observando-me.
- Eu ontem pedi um tempo ao Niall - disse abraçando o Ipad olhando para a janela pensativa.
- Oh meu deus, Clary, porque é que não nós contaste? - Perguntei encostando-me as almofadas.
- Eu sinceramente, não queria estar a chatear e também porque o Luck me beijou assim que isso aconteceu!
- O que???? - Gritei saltando da cama, ficando em cima de cama a olhar para ela e a sorrir de orelha a orelha. - Eu sabia que vocês eram perfeitos um para o outro, assim que vocês começaram a falar um com o outro a maneira como estavam sempre juntos, era uma questão de tempo para isso acontecer!
- Anya, eu tenho namorado, esqueceste isso e além disso como poderia alguma vez namorar com ele? Nós apesar de viver no mesmo sitio, ele trabalha num part time numa empresa de informática e eu ainda amo o Niall.
- Estás a ter a mesma reacção da Nora, estás a negar! - Exclamei irritada saltando para o chão. - Está mais que visto que tu estas farta do dele para nem pensares duas vezes para vir para aqui. Para de negar, tu gostas dele, não gostas?
Ela engoliu em seco passando a mão pelo cabelo irritada, ficando despenteada ela abriu a boca para responder quando bateram a porta e ela sorriu de orelha a orelha.
- Na verdade, eu tenho uma surpresa para ti - disse sorrindo, levantando-se abrindo a porta, um senhor entrou com um ramo de rosas que Clary recebeu e agradeceu antes de o senhor sair, ela virou-se para mim e sorriu. - Isto é para ti.
Eu olhei para o ramo confusa eram vermelhas e perfeitas com uma nota entre elas, eu peguei nele e abriu enquanto a Clary colocava o ramo na mesa. Eu abri e li a nota ficando espantada:
Espero que estejas a pensar em mim, porque eu não paro de pensar em ti, Anya, espero ver-te em breve. Teu, Andrew.Olhei para Clary vendo que ela estava feliz a olhar para mim. Mas então ficou seria a olhar para mim preocupada.
- O que foi Anya? - Perguntou. - Não gostaste?
- Isto é uma brincadeira? - Perguntei sentando-me no sofá olhando para a nota respirando fundo.
Passei a mão pelo meu cabelo loiro e respirei fundo, sentia-me um pouco confusa, o que era isto? O que significava esta mensagem, estaria ele a declarar-se!? Estaria ele a pensar que só porque nos encontramos ele tinha o direito de me fazer lembrar tudo o que se passara connosco. Seria assim tão maluco?
Respirei fundo e olhei para Clary, ela sentou-se a minha beira.
- Ele contactou-me e pediu quais era o hotel, eu até pensei que ele ia vir para cá, mas afinal é só as rosas. - Murmurou enquanto lia a nota. - Tu ainda o amas?
Eu abracei-me a ela e tentei não chorar enquanto ela passava a mão pelo meu cabelo.
Entramos no Alcazar e não pude deixar de reparar que estava frio lá dentro, respirei fundo e repararei que Taylor estava perto de Nora, quase a se tocarem e podia reparar que Taylor estava a olhar para ela parecendo confuso e interessado ao mesmo tempo. Nora no entanto parecia estar sobressaltada e ao mesmo tempo bastante sorridente. Clary estava a conversar sobre algo com o Luck. E a Aurya estava a beira de Nathan que parecia demasiado ansioso a olhar para todo o lado, como se estivesse a espera de ser reconhecido por alguém. Marise estava perto de mim, ela não parava de olhar para Ridley que parecia estar a seguir o Taylor e a Nora.
Eu olhei para Marise, ela parecia indecisa.
- Vai falar com ela - disse olhando para ela.
Ela mordeu o lábio pensativa, e de seguida olhou para mim.
- Eu não devia...
- Bem, eu nem, ela não é lésbica mas...
- Na verdade, ela é de ambas as equipas - disse encolhendo os ombros ainda a olhar para ela.
- Então, o que estás a espera? - Perguntei sorrindo. - Vai ter com ela!
Ela olhou para mim e sorriu parecendo nervosa mas acenou e foi ter com ela. Eu sorri e apertei a nota que estava no meu bolso. Não conseguia parar de pensar sobre Andrew e o que ele queria dizer com aquilo. Tinham me aparecido muitas emoções que eu não estava a espero. Respirei fundo e reparei que o nosso guia estava a chamar-nos, eu comecei a segui-los quando de repente foi agarrada para fora do Alcazar, eu tentei gritar mas uma mão me tapou a boca. Eu olhei para o lado e vi que era Andrew.
- O que raio? - Gritei mas a mão dele abafou a minha voz.
Nós passamos pelas portas e ele encostou-me a parede. Ele tirou a mão e sem que eu tivesse tempo de dizer algo ou mesmo afastar-me, ele prendeu-me as mãos e beijou-me...
Fiquei imóvel nos seus braços enquanto ele acariciava os meus lábios com os seus, varias emoções percorreram-me enquanto sentia arrepios a percorrerem-me. Eu não conseguia resistir, no entanto, envolvi-me no seu beijo, mas cedo demais ele afastou-se pressionando a sua testa contra a minha, reparei como ele ficou de olhos fechados como se estivesse a lutar contra algo. Eu respirei fundo enquanto sentia o meu coração a bater descontrolado.
- Andrew - murmurei.
Ele afastou-se de mim e eu quase cai se não estivesse encostada a parede. Ele passou a mão elo cabelo e respirou fundo.
- Desculpa, eu não conseguia controlar-me - murmurou, passando a mão pelo cabelo. - Eu passei anos a imaginar como seria estar contigo.
-Está tudo bem, mas assustaste-me um pouco - disse dando meio sorriso. - Ser atacada no meio do nada... e assim... espera... o que fazes aqui?
- Eu vim atrás de ti, o meu pai está aqui para resolver uns assuntos por isso aproveitei e vim com ele claro - disse sorrindo olhando-me um pouco preocupado.
- Estás maluco? - Perguntei passando a mão pelo meu cabelo.
- Um pouco - disse e colocou ambas as mãos na minha face afastando o meu cabelo da cara olhando-me nos olhos. - Foi muito tempo sem ti linda. Eu adoro-te.
- Eu também te adoro, mas não era preciso. Eu estou numa tour, rapaz - disse sorrindo.
- Mas não podes ir dar uma volta comigo? - Perguntou-me. - Por favor, não quero despedir-me de ti cedo de mais.
Observei-o e vi que ele me olhava a implorar mordi o lábio pegando no telemóvel mandando uma sms a Nora para ela me avisar que ia dar uma volta com Andrew, ela compreenderia e tinha tempo para ir afinal tínhamos 3 horas livres antes de voltar para o hotel. Ela respondeu num instante com uma simples palavra "diverte-te". Eu olhei para ele vendo que estava a olhar-me preocupado.
- Podemos - disse sorrindo.
Ele sorriu e agarrou a minha mão puxando-me para uma rua, dando-me a mão.
- Como estão as coisas com os teus pais? - Perguntou-me agarrando a minha mão.
- Estão bem, e os teus? - Perguntou-me sorrindo passando a mão pelos meus ombros, abraçando-me.
- Estão bem.
Ele passou a mão pelo meu rosto sorrindo.
- Há muito tempo que estamos sem nós ver, eu queria te perguntar uma coisa - disse olhando-me preocupado.
- Que se passa?
- Desde que acabamos namoras te com alguém? - Perguntou-me.
Eu fiquei confusa a olhar para ele, ele parecia preocupado e com medo.
- Não, meio que é difícil.
- Vamos tomar um café? - Perguntou-me e sorriu. - E vamos falar mais sobre o assunto?
Paramos num café e fomos para a esplanada e pedimos dois cafés.
- O que é que queres dizer com meio que é difícil? - Perguntou-me olhando-me curioso.
- O que eu quero dizer é que não senti nada por ninguém... foi complicado - disse desviando olhar.
- Porque é que foi complicado? - Perguntou sorrindo no momento que o café chega.
Eu coloquei açúcar no meu e Andrew apenas bebeu o seu, estranhei um pouco mas deixei andar.
- Não me interessei por ninguém, acontece - disse e encolhi os ombros. - Então que vais fazer no futuro?
- Não sei, não estou preocupado. - Disse encolhendo os ombros.
- Como assim? - Perguntei estranhando, Andrew era a pessoa mais obcecada com o futuro que eu conhecia, ele planeava sempre tudo.
- Porque haveria de me preocupar? - Perguntou-me encolhendo os ombros. - Tenho o futuro pela frente, ninguém sabe o dia de amanhã.
Olhei para ele e vi que ele parecia demasiado pálido, mas descontraído.
- Okay. O que há de novo na tua vida? Além do futebol - Perguntei sorrindo.
- Nada de mais - disse de forma brusca.
- Andrew está tudo bem? - Perguntei confusa pela maneira como ele desviava o olhar de mim.
Ele suspirou e pegou uma das minhas mãos e beijou-me as costas dela olhando-me com saudade.
- Está, agora está, vamos dar uma volta - disse sorrindo levemente.
Largou a minha mão e colocou varias moedas na mesa e levantou-se pegando na minha mão levando-me com ele. Ele abraçou-me e beijou-me na bochecha.
- Eu tive tantas saudades tuas, Anya, durante estes anos todos, sempre pensei em ti em todas as minhas decisões quais seria a tua opinião, o que pensarias... eu não deixei de pensar em ti...
Eu olhei para o lado admirada, enquanto andávamos pela rua e tentei arranjar uma resposta, é verdade eu também não parei de pensar nele durante este tempo todo mas ele estava num pais diferente e estarmos distantes e ficamos sem falar este tempo todo, o que poderia acontecer?
- Apenas diz alguma coisa - murmurou apertando o meu ombro.
Eu suspirei e olhei para ele engolindo em seco.
- Andrew, eu também nunca parei de pensar em ti, sempre foste importante para mim - disse olhando para ele vendo que ele me observava. - E abraçar-te e beijar-te foi importante para mim fez-me sentir...
Antes de eu acabar de falar Nathan apareceu a correr abraçando-me encostando-me a parede.
- Mas que raio, Nathan! - Exclamei mas ele tapou a minha boca.
Nesse momento varias raparigas a gritar passaram por nós a chamar por Nathan. Nathan agarrou-me mais escondendo o rosto no meu pescoço, respirando fundo, Andrew apenas ficou a apertar o atacadores enquanto as raparigas corriam. Elas passaram e viraram numa rua e outras para outra.
- Já acabou? - Perguntou-me olhando sorrindo.
- Acho que sim.
Ele afastou-se e respirou fundo olhando para nós.
- O que raio se passou? - Perguntei olhando para ele admirada.
- Ham, - murmurou sorrindo e parecendo envergonhado. - Eu talvez devia de ter te dito, conheces a banda Lords.
- Sim, claro, são um grupo de 4 rapazes, Nora adora-os... Oh meu deus, tu és um deles, és o Nathan.
- Ah, sim sou. Nós lançamos hoje um álbum e eu não era para estar disponível, e eu estava com a Aurya quando elas saíram de uma loja de musica e começaram a me perseguir. E Aurya agora está na loja de tatuagens a beira da loja e não posso ir lá assim, ajudam me a encontrar alguma coisa.
Olhei para as lojas a nossa volta e reparo numa loja de penhoras.
- Andem - disse e ele agarrou-se a mim indo para a loja com Andrew atrás.
Nós entramos na loja e eu escolhi uma gabardina uma barba e um gorro, ele pagou e colocou rapidamente. Eu olhei para ele e vi que estava irreconhecível.
- Ok, estás prontos, vais ter com a Aurya?
- Sim, achas que ela vai me perdoar - disse olhando para mim preocupado.
- Vai ser difícil, ela nunca teve namorado e nunca acreditou quando um rapaz gostava dela, ela afasta um pouco as pessoas. Apenas explica-lhe ok?
- Ok. Obrigada - disse dando-me um beijo na testa e indo embora num instante.
Olhei para Andrew que estava a sorrir para mim demasiado pálido.
- Estás bem? - Perguntei preocupada.
- Estou - disse sorrindo para mim - é só que vou ter que ser operado ao joelho, eu posso perder a minha carreira por causa disso.
- O quê?! - Exclamei admirada. - O que aconteceu?
- Estava a jogar num dos treinos e rompi o músculo, e a minha rotula deslocou-se e agora não posso me apoiar nele sem me doer imensamente - disse olhando-me encolhendo os ombros. - E agora tenho que ser operado, mas se a operação pode correr muito mal e eu posso perder a minha carreira.
Eu fiquei de boca aberta a olhar para ele e sem pensar abracei-o apertado. Ele colocou o rosto no meu pescoço.
- Porque não me disseste mais cedo?
- Eu era para dizer mas... eu não podia, não queria que me olhasses com pena como os meus pais e amigos fazem.
- Eu nunca o faria Andrew - disse dando meio sorriso. - Mas vais fazer a operação ou não?
- Eu... vamos dar uma volta por favor - disse sorrindo.
Eu olhei para ele e acenei levemente. Ele deu-me a mão e apertou-a enquanto andávamos, desta vez reparei que ele mancava ligeiramente e as vezes conseguia ver no seu rosto uma réstia de dor no seu rosto. Eu percebia agora porque é que ele estava aqui, estava com medo e eu sabia que tinha que o ajudar, mas o que podia fazer? Ele tinha que ser operado, ele estava cheio de dor, mas havia o problema ele podia perder tudo, agora percebia porque é que ele estava tão mudado.
Continua...
1ª Parte -Aparências Iludem, Nora - Ver aqui
2ª Parte - A Fotografia Perfeita, Aurya - Ver aqui
3ª Parte - Relacionamentos Improvisados, Clary - Ver aqui
4ª Parte -Primeiro Amor - Anya - Ver aqui
5ª Parte -Os Desenhos, Nora - Ver aqui
6ª Parte -Desentendidos, Clary - Ver aqui
7ª Parte -Bombshell, Aurya - Ver aqui
9ª Parte -Marcas Do Passado, Nora - Depois de Águas Profundas de Vizinho Perfeito...
Love Peace and Write
Kisses Lovewriters
Olá pessoal,
Abriu uma nova sondagem no blog. Que conto mais gostam?
Vai durar 40 dias, comecem a votar.
Abriu uma nova sondagem no blog. Que conto mais gostam?
Vai durar 40 dias, comecem a votar.
Olá pessoal,
Segundo a sondagem as personagens que mais gostam é:
1- Aurya e Nathan
2- Nora
3- Taylor e Luck
4- Clary e Nick
5 - Jamie e Anya
Para saberem mais sobre as personagens podem ver aqui os capítulos sobre as personagens.
Love Peace and Write
Olá pessoal,
infelizmente não vou poder publicar a 8º parte de Viagem Inesquecível está semana, vou ter que viajar mas prometo que na próxima semana publicarei!
Entretanto publiquei a segunda parte de uma mini-história que se chama Love Story --> Revelações
Love Peace and Write
Kisses Lovewriters
infelizmente não vou poder publicar a 8º parte de Viagem Inesquecível está semana, vou ter que viajar mas prometo que na próxima semana publicarei!
Entretanto publiquei a segunda parte de uma mini-história que se chama Love Story --> Revelações
Love Peace and Write
Kisses Lovewriters
Nesta próxima parte, Anya sente se abalada por ter reencontrado o seu antigo amor, será capaz de encarar o seu passado e esquecer o que sente ou lutar por aquilo que sente?
Reviver será a proxima parte a ser publicada espero que estejam a gostar. Não se esqueçam de votar qual é a personagem que mais gostam nesta historia?
Espero que estejam a gostar...
Love Peace And Write...
Kisses Lovewriters...
Olá pessoal,
Nora sente algo estranho em relação a Taylor e não sabe se quer saber o que é ou se quer ficar como está e não ser magoada de novo. --> Ver aqui
Clary está num enorme problema, o seu namorado não para de ser pressionada pelo namorado e sem saber como beijara Luck que finalmente está livre de Marise, mas o que é que ela vai fazer? Escolher entre Luck e Niall? ---> Ver aqui
Aurya descobre que Nathan é na verdade um dos membros da banda de rock e que lhe mentiu, no entanto ele revela que está a se apaixonar por ela, será que ela vai decidir o sente por ele ou vai se afastar dele --> Ver aqui
Na próxima parte, Anya sente se abalada por ter reencontrado o seu antigo amor, será capaz de encarar o seu passado e esquecer o que sente ou lutar por aquilo que sente?
Reviver será a proxima parte a ser publicada espero que estejam a gostar. Não se esqueçam de votar, se gostam ou não de Vizinho Perfeito.
Espero que estejam a gostar...
Love Peace And Write...
Kisses Lovewriters...
Nora sente algo estranho em relação a Taylor e não sabe se quer saber o que é ou se quer ficar como está e não ser magoada de novo. --> Ver aqui
Clary está num enorme problema, o seu namorado não para de ser pressionada pelo namorado e sem saber como beijara Luck que finalmente está livre de Marise, mas o que é que ela vai fazer? Escolher entre Luck e Niall? ---> Ver aqui
Aurya descobre que Nathan é na verdade um dos membros da banda de rock e que lhe mentiu, no entanto ele revela que está a se apaixonar por ela, será que ela vai decidir o sente por ele ou vai se afastar dele --> Ver aqui
Na proxima parte, Anya sente se abalada por ter reencontrado o seu antigo amor, será capaz de encarar o seu passado e esquecer o que sente ou lutar por aquilo que sente?
Espero que estejam a gostar...
Love Peace And Write...
Kisses Lovewriters
- Sinto que estou a perder a minha luz. - Disse ela tristemente.
- Aquilo que tu chamas amor não parece ser muito bonito. Se eu fosse teu e tu fosses minha, quereria ser como tu, nunca te eclipsaria com os meus desejos.
Daniel&Luce
Olá pessoal,Viagem Inesquecível trata-se de uma historia de 4 amigas que decidem ir numa viagem até a Toledo.
Nora terminou um de relacionamento de 2 anos e para esquecer o sucedido vai com as suas amigas para a viagem só que conhece um rapaz chamado Taylor que consegue ganhar a sua confiança.
Aurya nunca teve um namorado mas ficou impressionada quando o Nathan começa a falar com ela, só que ele esconde um segredo que pode arruinar a amizade entre os dois.
Clary foi na viagem para poder evitar o seu namorado, onde conhece Luck que está na mesma situação que ela, porém ainda mais estranha.
Anya uma rapariga que nunca precisou de nada ao ir na viagem reencontra o seu ex-namorado que ainda gostava.
Partes
- Aparências Iludem, Nora
- A Fotografia Perfeita, Aurya
- Relacionamentos Improvisados, Clary
- Primeiro Amor, Anya
- Os Desenhos, Nora
- Desentendidos, Clary
- Bombshell, Aurya - Next
- Reviver, Anya - Depois de Inevitável de Vizinho Perfeito
- Marcas Do Passado, Nora - Depois de Águas Profundas de Vizinho Perfeito...
Continua...
Olá pessoal,
Nora sente algo estranho em relação a Taylor e não sabe se quer saber o que é ou se quer ficar como está e não ser magoada de novo. --> Ver aqui
Anya é uma rapariga que tem tudo, desde namorados, roupa e dinheiro mas isso não a deixa de ser a pessoa mais generosa, no entanto nesta viagem tem um encontro com o passado que a deixa confusa se ainda tem sentimentos por Andrew ou não e se voltaria a vê-lo. --->Ver aqui
Clary está num enorme problema, o seu namorado não para de ser pressionada pelo namorado e sem saber como beijara Luck que finalmente está livre de Marise, mas o que é que ela vai fazer? Escolher entre Luck e Niall? ---> Ver aqui
Na próxima parte Aurya descobre que Nathan afinal não é o rapaz normal que ela pensava que era, na verdade ele é procurado por dezenas ou até centenas de pessoas. Quem será ele?
Espero que estejam a gostar...
Love Peace And Write...
Kisses Lovewriters
Nora sente algo estranho em relação a Taylor e não sabe se quer saber o que é ou se quer ficar como está e não ser magoada de novo. --> Ver aqui
Anya é uma rapariga que tem tudo, desde namorados, roupa e dinheiro mas isso não a deixa de ser a pessoa mais generosa, no entanto nesta viagem tem um encontro com o passado que a deixa confusa se ainda tem sentimentos por Andrew ou não e se voltaria a vê-lo. --->Ver aqui
Clary está num enorme problema, o seu namorado não para de ser pressionada pelo namorado e sem saber como beijara Luck que finalmente está livre de Marise, mas o que é que ela vai fazer? Escolher entre Luck e Niall? ---> Ver aqui
Na próxima parte Aurya descobre que Nathan afinal não é o rapaz normal que ela pensava que era, na verdade ele é procurado por dezenas ou até centenas de pessoas. Quem será ele?
Espero que estejam a gostar...
Love Peace And Write...
Kisses Lovewriters
6º Parte
Clary
Estávamos a ir em direcção a Toledo, Luck estava ao meu lado a ouvir musicas e a olhar-me de canto. Eu estava a tentar não reparar nele, mas era quase impossível, com tudo o que se passara entre ele e a Marise eu duvida que podia ajudar e sabia que ele estava a procura de desabafar comigo, mas eu não conseguia. Havia algo a mudar entre todos nós. Só repara hoje de manhã no pequeno-almoço, mas os sinais estavam a vista desde o inicio.
Ver Nora enfrentar aquela rapariga sem se encolher, sem medo, por Taylor foi algo que nós deixou a todos de boca aberta, principalmente a nós as raparigas que conhecíamos Nora desde a anos e sabíamos o que se passara com ela. Ela sentia-se confortável com Taylor e na opinião dos rapazes ele também estava a confiar nela o que pelos vistos era raro. E depois daquela chapada que Nora levou, ver Taylor praticamente a arrastar Nora para fora do hotel. Eu foi a primeira a me levantar e saber se ela estava bem e quando entrei no autocarro reparei que Taylor e Nora estavam demasiado próximos um do outro.
Aurya parecia encantada com Nathan, pela maneira como estava a a tratar-la parecia que algo estava prestes a acontecer com os dois. E Anya parecia infeliz por ver o seu primeiro amor e deixa-lo pela segunda vez. E Luck e Marise tinha uma relação tão estranha, principalmente por ela ser lésbica.
Eu estava a observar a paisagem, não devíamos de estar longe de Toledo quando o meu telemóvel tocou. Era Niall, eu atendi.
- Olá - cumprimentei tentando não me sentir culpado por não lhe responder a nenhuma das suas mensagens.
- Clary, porque é que não respondeste a nenhuma das minhas mensagens eu tive quase para me meter no carro e ir saber de ti! Estás a evitar-me? - Perguntou demasiado alto.
Luck ao meu lado olhou-me preocupado e tirou os auscultadores dos ouvidos.
- Achas? Eu não estou a evitar-te... - disse e suspirei, a quem é que eu estou enganar? Eu estava a evita-lo... Eu falara de Luck mas também estava acorrentada. - Eu acho que precisamos de tempo.
- Estás a acabar comigo? - Perguntou com a voz rouca e desesperada. - É por estarmos longe um do outro? Conheceste alguém?
Olhei para Luck que me olhava preocupado. Sim, de facto tinha conhecido alguém, mas não sabia o que pensar dele.
- Eu vou para Toledo, tu não podes acabar comigo, Clary.
- Pará! Eu não estou a acabar contigo, eu só quero espaço para pensar. - Disse e me amaldiçoei por estar a mentir e estar a adiar o inevitável.
- Pensar sobre o quê? - Perguntou-me ainda com a voz esquisita. - Não me amas?
- Eu... amo, mas eu preciso de tempo para pensar sobre mim, okay? Não faças nada estúpido, por favor. Não venhas para cá.
Houve um silêncio do outro lado da linha e um suspiro.
- Apenas quando tiveres certezas de algo diz-me, eu quero ter a oportunidade de te provar que sou o rapaz dos teus sonhos, tu não vais me deixar.
E dito isto, ele desligou. Eu afastei o telemóvel, e olhei para ele. Senti a minha garganta se fechar e um vazio a se preencher de culpa e tristeza, Luck ao meu lado se apercebeu das minhas emoções e abraçou-me apertado. Eu coloquei a minha cabeça no seu peito e esforcei-me para acalmar.
- Calma, rapariga - disse ao meu ouvido. - O que se passa? É sobre o Niall.
- Ele... ligou-me agora mesmo - disse respirando fundo.
- E tu pediste um tempo?
- Sim, mas ele disse que nunca vai-me deixar, eu não sei o que vou decidir mas se ele continuar assim, eu vou ter que terminar com ele.
- Talvez seja melhor assim.
Eu afastei-me dele e olhei-o, sem pensar estávamos demasiado perto um do outro e sem pensar avancei, beijando-o, ele ficou surpreendido por um segundo mas de seguida segurou o meu queixo e me aproximou dele, acariciando os meus cabelos descendo até a cintura, o meu coração bateu mais rápido e eu não conseguia acreditar no que se passara. E então demasiado cedo, ele afastou-se encostando a sua testa a minha, ambos estávamos a respirar com dificuldade.
- Devias de te afastar de mim - murmurou lentamente.
Eu afastei-me e olhei para ele, ele estava corado a olhar-me cauteloso com um monte de emoções no seu olhar. De repente me senti demasiado fechada, levantei-me e ele afastou-se para eu passar e entrei no corredor, vi que Nora estava sozinha no seu lugar e que Taylor estava no corredor a falar com Nathan, foi para o banco dela. Ela estava a ver os desenhos de Taylor quando me sentei ela olhou para mim e sorriu antes de se voltar para os desenhos.
- Que se passa? - Perguntou-me parecendo preocupada mas a tentar fazer a pergunta como se fosse uma coisa normal.
Tinha beijado um rapaz que conhecia a um dia e ao qual eu partilhara coisas demasiado pessoais e tinha um namorado a minha espera ao qual eu não conseguia acabar a relação que tinha com ele. Sim algo se passava.
- Tu ias beijar o Taylor? - Perguntei de repente sem poder evitar.
Nora olhou para mim chocada e corada.
- O quê?
- Quando ele te levou para aqui, eu ao entrar reparei que vocês estavam demasiado próximos - disse encolhendo os ombros.
Nora fechou o caderno e olhou para mim cautelosa.
- Não, não ia - disse e suspirou como se estivesse a se convencer a si própria.- Taylor apenas me ajudou imenso a não me passar da cabeça.
- Okay, é que eu preciso imenso da tua ajuda Nora - disse e corei de novo.
- O que se passou?
- Niall ligou-me ele anda a me pressionar imenso, teme que vamos acabar e anda a fazer de tudo para não me deixar - disse e ela mordeu o labio pensativa. - A cena é que eu não sei se deva ou não acabar com ele, não sei se isto é uma coisa passageira... esta rotina.
- Clary, se estás com duvidas sobre a tua relação e se ele está a te pressionar assim tanto só significa que não está a resultar. Tu podes decidir continuar a tentar mas a situação do Niall vai aumentar. Eu chamo a esse estagio de relação de encalhados. Ambos querem acabar, mas ao mesmo tempo não querem acabar, uns escolhem ficar juntos e a um ponto a bomba explode e terminam de forma demasiado exagerada e ferida, outros tentam alternativas para activar o romance e conseguem e outros decidem que não vale a pena continuar com a farsa e acabam de forma limpa. Bem para uns de forma limpa a sempre um que se passa da cabeça. Não importa se o amas ou não - disse reparando que eu ia protestar -, eu conheço-te amar não é suficiente, tu precisas de algo novo e que te faça sorrir. Eu conheço o Niall, ele não é o teu género e tu só namoras com ele porque decidiste assentar.
Eu olhei para ela espantada. Como é que a Nora, a rapariga que foi manipulada, dependente e deprimida pelo namorado podia ser agora uma expert em relacionamentos? Ela reparou na minha expressão e riu-se.
- Eu sei, quem sou eu para dar concelhos, não é? Acontece que eu estou a ver a mesma situação na Marise e com o Luck. Que é só por acaso a razão porque vieste falar comigo?
- Como é que tu sabes? - Perguntei espantada.
- Estás corada, olhos brilhantes e estás com um olhar confuso que diz-me: acabei de ser beijada e gostei, o que devo de fazer quando tenho um namorado a uns quilómetros de distancia a minha espera completamente desesperado.
- Como é que tu podes saber só de vendo o meu rosto? - Perguntei espantada.
- Eu sei ler as pessoas... - disse com um sorriso manhoso - e além disso eu vi, entre os bancos.
Eu olhei para os bancos e vi que dava para ver por eles o que se passava. Eu corei de novo, se ela viu, quem mais viu?
- O que é que eu vou fazer?
- Eu não sei, - disse uma voz atrás de mim, eu olhei para trás Taylor estava agachado no corredor a olhar para mim muito serio, ainda não percebia como Nora conseguia estar a sua beira a vontade, - uma coisa te posso dizer, quando menos procuras encontras o que menos queres, na tua posição eu pensava bem no meu próximo movimento, mas se queres o meu concelho, Luck não beija raparigas a não ser que goste delas.
Eu olhei para Nora que o observava espantada e um pouco irritada por ele ter ouvido a conversa, mas então ela olhou para mim e encolheu os ombros.
- Ele tem razão.
- Pois tenho - disse sorrindo - e eu também tenho o meu lugar ocupado.
Corei pela milionésima vez e levantei-me mas ele não saiu da minha frente para eu passar.
-Se quiseres eu posso trocar de lugar para falares com a Nora, apesar de não querer sair da beira dela - murmurou olhando-me preocupado.
Eu ri-me surpreendida com a confissão dele e ele não ter medo de o admitir.
- Deixa estar Taylor, eu arranjo-me - disse sorrindo. - E já falei tudo o que tinha a falar.
Ele piscou-me o olho e deu-me um sorriso genuíno e eu tive um vislumbre do que a Nora via dele, ele era bem bonito. Ele desviou-se e eu sai para o corredor indo em direcção ao meu assento, quando cheguei a beira reparei que Luck tinha alguém ao seu lado, fiquei um pouco confusa mas ao dar um passo em frente vi quem era... Era Marise que estava ao seu lado e estavam a se beijar de forma entusiasmada, não aquela maneira rígida que fez na pastelaria. Eu fiquei a olhar para aquilo de boca aberta, Luck não estava a afasta-la, fiquei de boca aberta por segundos antes de me virar e me sentar a beira de Anya que estava a ouvir musica ela tirou de seguida o auscultador.
- Não tens a sensação que conheces o Nathan de algum lado? - Perguntou-me curiosa. - Eu tenho a certeza de que o conheço de algum lado... a cara dele não me é nada estranha.
- Talvez ele tenho uma daquelas caras conhecidas. - Murmurei colocando os pés no assento abraçando os joelhos.
- Estás bem? - Perguntou-me preocupada. - Estás um pouco pálida.
- Estou bem - disse tentando sorrir. - Explica-me a tua relação com o Andrew.
Ela suspirou e olhou-me com alguma tristeza no olhar.
- Conheci-o quando tinha 14 anos e apaixonei-me por ele, mas a principio éramos só amigos e eu pensei que ele me tratava como uma irmã mas um dia levou-me a um lago e beijou-me, namoramos durante um ano só que ele teve que mudar de pais, por isso eu acabei com ele e nem me despedi.
- Nunca mais tiveste um namorado por causa dele? - Perguntei espantada porque a conheço desde os 15 anos.
- Não, era apenas a ele que eu amava, e sempre conhecia alguém, não conseguia ver a pessoa.
Fiquei sem saber o que fazer ao ver que ela ficara triste, felizmente o autocarro a frente de um hotel, o Hotel Casa Real. Tínhamos chegado finalmente.
Eu e a Anya saímos do autocarro evitando o Luck e Marise. Nós saímos para o passeio e fomos para a bagagem eu vi o Taylor a afastar a Nora que tentava passar pelas pessoas e pegar na sua mala e a dela. Eu ri-me ao ver que ele sorria de orelha a orelha. Nathan estava com Aurya na frente, eles tinham as suas malas e a minha e a da Anya. Ele deu a minha e piscou-me o olho. E vendo bem, eu conhecia-o, Anya tinha razão nós o conhecíamos. Omd!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!Nathan tapou a minha boca ao se aperceber do que é que eu ia fazer.
- Por favor, não digas! - Exclamou a olhar-me desesperado. - Dá-me algum tempo sem que ela saiba.
Ele destapou a minha boca e colocou a sua mala no chão e a um mala de guitarra ao ombro. Olhei para o hotel e vi que Anya e Aurya estavam afastadas com as suas malas, a falarem, Taylor e Nora olharam espantados, mas Taylor que adivinhou o que se estava a passar segurou a sua mala e puxou-a com ela atrás. Alguns dos nossos companheiros olharam para nós curiosos.
- Tu és...
- Eu sei, eu sei... eu estava a espera que tivesse alguns dias antes de descobrirem.
- Vai ser um pouco difícil amanhã.
- Amanhã? - Ele perguntou confuso e então quando entendeu bateu com a mão na testa. - Esqueci-me por completo.
- Quando a Aurya souber, ela vai se afastar de ti - disse puxando a mala para o hotel com ele a minha beira.
- Então deixa-me ser eu a lhe contar e por favor não digas a ninguém.
- Achas que eu diria? Eu respeito rapaz... Sempre respeitei, mas a Nora vai adorar.
Ele riu suavemente e concordou.
- Eu vi o pin da mala dela - disse sorrindo. - Estava a espera que ela me descobrisse.
- Ela não liga a rapazes e com o que se passou ela não quer saber quem és ou o que fazes desde que permaneças longe.
- Ela parece gostar do Taylor.
- Isso não quer dizer nada - disse rindo. - Ela foi obrigada a conhece-lo e gostou de conhecer.
Ele acenou e olhou para mim quando entramos no Hall onde todos estavam a espera das chaves.
- Por favor, promete-me que não dizes nada.
- Prometo, não te preocupes.
Nós fomos para a beira de Anya e de Aurya, que olharam para nós desconfiados mas encolheram os ombros de seguida. Perto de nós Marise estava a falar com a rapariga que atacara Taylor e pareciam divertidas. Eu ainda assim queria ir a fuça da gaja. Taylor estava a falar com Luck que parecia chocado e Nora estava abanar a cabeça para ele e estava corada e furiosa provavelmente dera-lhe um sermão por ter visto o beijo entre eles. Eu abanei a cabeça e fiquei atenta a distribuir dos quartos. Desta vez havia a possibilidade de os casais ficariam num quarto de casal. Provavelmente, Luck e a Marise iam aproveitar. Cada um se chegou a frente e pegou a chave a medida que o seu nome era chamado. Eu fiquei no 213 com Anya, ela sorriu feliz ao dar-lhe a chave e foi a casa de banho enquanto eu foi para o elevador com Taylor, Nora, Nathan, Aurya, Luck e Marise. No momento que as portas se fecharam o meu telemóvel tocou, atendi rapidamente sem pensar se podia ou não ser Niall.
- Ouve, eu pedi um tempo, será que podes respeitar ou não? - Perguntei irritada para o telemóvel.
Pelo espelho do elevador vi que todos se calaram e olharam para mim. Luck ficou subitamente rígido sabendo com quem estaria a falar.
- Hum, Clary? - Perguntou uma voz desconhecida.
Corei dos pés a cabeça.
- Desculpe, pensei que era outra pessoa. Quem fala?
-É o Andrew.
Nora e Aurya olharam para mim desconfiadas quando fiquei com os olhos esbugalhados e de boca aberta a olhar para o espelho.
- O Andrew da Anya?
Todos olharam para mim espantados e curiosos.
- Exatamente! - Exclamou rindo divertido. - Já estão em Toledo?
- Sim. Como é que tens o meu número? - Perguntei admirada.
- Eu tirei-o do telemóvel de Anya. Eu preciso de um favor Clary, em que hotel vocês estão?
- Casa Real, porque... - tentei perguntar mas ele já tinha desligado.
- Não me digas que o rapaz vem atrás da rapariga? - Perguntou Nathan sorrindo.
- Acho que sim - disse rindo.
Nesse momento o elevador parou e quase todos saíram, menos eu e o Luck. Eu torci o cabelo nervosa e suspirei.
- Hum... - tossiu ao meu lado Luck, eu olhei para ele e vi que ele estava nervoso. - Clary acerca do beijo, eu nem pensei e o que eu disse sobre nós afastarmos foi....
- Um grande concelho - disse terminando a sua frase.
Ele olhou para mim e eu sai do elevador quando ele parou no meu andar. Luck foi atrás de mim e me virou puxando o pulso.
- Do que é que estás a falar? - Perguntou-me e calou-se olhando para mim confuso. - Eu pensei... que talvez nós...
- Não há nenhum nós, Luck. Eu vi-te a beijares a Marise.
Eu libertei-me dele e entrei no meu quarto sem olhar para trás. Fechei a porta e encostei-me a ela sentando-me no chão. Eu tinha acreditado nele, tinha confiado nele, beijara-o e trairá o meu namorado. E ele beijou a sua namorada lésbica como se gostasse dela, como tinha... me beijado. Como é que isto chegara a este ponto?, perguntei-me cansada.
Eu senti os seus passos do outro lado, próximos da porta e um leve bater na porta como se ele tivesse encostado os nós dos dedos na porta. Mas de seguida, como se tivesse mudado de ideias afastou-se.
Levantei-me recusando pensar no assunto e peguei na mala e abria começando a guardar as roupas no meu armário. Enquanto arrumava não parava de pensar no que tinha acontecido. O que é que eu ia fazer?
A porta abriu-se e dei um salto esperando que fosse Luck, mas era Anya. Ela olhou para mim vendo que estava em cima da cama assustada.
- Okay, algo se está a passar aqui! - Exclamou fechando a porta com um estrondo. - Que se passa contigo?
- O quê? Nada se passa - disse saltando da cama sorrindo com dificuldade.
Ela cruzou os braços e analisou-me de cima a baixo.
- Não acredito, mas não temos tempo para isto, temos que ir lá para baixo. O guia quer distribuir os itinerários e fazer uma pequena palestra. Vamos?
Eu acenei e foi atrás dela para o elevador, que por sorte estava vazio e no corredor não havia sinais dele. Quando as portas do elevador se abriram, vi que estavam quase todos da viajem reunidos a entrar numa sala perto da recepção. Eu foi atrás da Anya só que quando estava a entrar, alguém me agarrou por trás e me puxou para uma esquina colocando-me contra a parede. Era Luck e ele parecia furioso.
- O que raio estás a fazer? - Perguntei espantada, olhei para trás dele e vi que Anya estava a porta a olhar para nós confusa.
- Primeiro vais-me ouvir até ao fim. E depois podes fazer o que quiseres. Okay?
Revirei os olhos mas acenei.
- Eu não estava a espera de te beijar e disse que nós devíamos afastar porque estamos em relações que não fazem o menor sentido e eu não te quero magoar nem quero que estejas a trair o teu namorado, percebeste?
- Perfeitamente - resmunguei. - É tudo?
- Não, quando foste embora eu refleti no que se passara e quando Marise se sentou ao meu lado eu nem olhei para ela, pensei que eras tu por isso beijei-a. - Disse corando e sorriu. - Quando eu me afastei fiquei tão surpreendido como ela, mas aí aconteceu algo que eu estava a espera a muito tempo, aquele beijo fez-a entender que não podia estar assim, ela "terminou" comigo e vai atrás da rapariga que ama, que só por acaso é Ridley.
Eu fiquei de boca aberta mas fazia sentido, Marise não parava de olhar para ela.
- E em relação a nós, eu vou te dar espaço mas eu decidi que não vou desistir de ti, Clary - disse sorrindo levemente e passou o polegar pelos meus lábios. - Não importa o que decidires, se acabares com ele eu estarei aqui, se continuares com ele eu ficarei como amigo. Mas a verdade é que estou a começar a gostar de ti.
Ele piscou-me o olho e desviou-se indo rapidamente para a sala deixando-me especada a olhar para o Hall. Olhei para as portas e vi que estavam a minha espera. Respirei fundo enquanto sentia o coração bater descontroladamente. Quando cheguei a beira de Nora, as raparigas olharam para mim desconfiadas.
- O que foi aquilo? - Perguntou Anya espantada.
- Hum Luck acabou com Marise.
- Eu sei, ela contou-nos que era lésbica a pouco - disse Aurya. - Fiquei de boca aberta afinal quando eles se beijavam... - assobiou. - Se bem que Luck nunca parecia a vontade, está explicado o porquê.
- Pois - disse olhando para as portas vendo Marise a beira de Ridley.
- Mas porque é que ele está agir assim contigo? - Perguntou Anya.
Olhei para Nora pedindo ajuda e ela suspirou tirando os auriculares dos ouvidos.
- Foi ela que os ajudou, o Luck contou-lhe ontem, ela ajudou a acabar.
- Okay, mas vocês estão agir de forma estranha - disse Aurya que começou a ir para a porta.
Nós seguimos-a indo para a beira dos rapazes que estavam de pé no meio do salão com mesas redondas. Luck foi para o meu lado, sorrindo de canto, eu corei e desviei o olhar para Aurya que estava a beira de Nora e de Taylor. Anya estava a minha frente a observar o Luck desconfiada.
- Que é que estás a ouvir Nora? - Perguntou reparando que Nora estava ainda com o Mp3 ligado.
- Lords. - Respondeu enquanto batia os dedos na mala consoante o ritmo.
Nathan desviou o olhar para mim ficando rígido, Taylor deu uma risada que conseguiu disfarçar com um tosse forçada e Luck ao meu lado começou a se rir.
- Aiii, nem me fales deles, por favor! São uns gatos! - Exclamou Aurya pondo um dos auscultadores no ouvido.
Nathan olhou para ela desconfiado.
- Conheces? - Perguntou Taylor de repente serio.
- Sim, as musicas - disse Aurya rindo - a Clary é que não para de falar nas figuras que fazem, eles parecem uns gatos.
Anya acenou rindo. Nathan olhou para mim desconfiado, Luck ao meu lado estava a olhar para mim com as sobrancelhas arqueadas.
- Que foi? É verdade, elas conhecem as musicas, eu conheço os rapazes, são... giros - disse rindo.
Nesse momento o guia entrou e ficamos calados a olhar para o palco onde ele parou a frente do micro. Eu olhei de canto para Luck, que chegou-se ao meu lado.
- Tu sabes?
- Sei.
- E estás na boa com isso?
- Porque não estaria?
-Cada vez mais, gosto de ti - sussurrou abanando a cabeça.
Corei e reparei que Nora sorria para mim como se estivesse em paz sobre algo.
Eu estava a observar a paisagem, não devíamos de estar longe de Toledo quando o meu telemóvel tocou. Era Niall, eu atendi.
- Olá - cumprimentei tentando não me sentir culpado por não lhe responder a nenhuma das suas mensagens.
- Clary, porque é que não respondeste a nenhuma das minhas mensagens eu tive quase para me meter no carro e ir saber de ti! Estás a evitar-me? - Perguntou demasiado alto.
Luck ao meu lado olhou-me preocupado e tirou os auscultadores dos ouvidos.
- Achas? Eu não estou a evitar-te... - disse e suspirei, a quem é que eu estou enganar? Eu estava a evita-lo... Eu falara de Luck mas também estava acorrentada. - Eu acho que precisamos de tempo.
- Estás a acabar comigo? - Perguntou com a voz rouca e desesperada. - É por estarmos longe um do outro? Conheceste alguém?
Olhei para Luck que me olhava preocupado. Sim, de facto tinha conhecido alguém, mas não sabia o que pensar dele.
- Eu vou para Toledo, tu não podes acabar comigo, Clary.
- Pará! Eu não estou a acabar contigo, eu só quero espaço para pensar. - Disse e me amaldiçoei por estar a mentir e estar a adiar o inevitável.
- Pensar sobre o quê? - Perguntou-me ainda com a voz esquisita. - Não me amas?
- Eu... amo, mas eu preciso de tempo para pensar sobre mim, okay? Não faças nada estúpido, por favor. Não venhas para cá.
Houve um silêncio do outro lado da linha e um suspiro.
- Apenas quando tiveres certezas de algo diz-me, eu quero ter a oportunidade de te provar que sou o rapaz dos teus sonhos, tu não vais me deixar.
E dito isto, ele desligou. Eu afastei o telemóvel, e olhei para ele. Senti a minha garganta se fechar e um vazio a se preencher de culpa e tristeza, Luck ao meu lado se apercebeu das minhas emoções e abraçou-me apertado. Eu coloquei a minha cabeça no seu peito e esforcei-me para acalmar.
- Calma, rapariga - disse ao meu ouvido. - O que se passa? É sobre o Niall.
- Ele... ligou-me agora mesmo - disse respirando fundo.
- E tu pediste um tempo?
- Sim, mas ele disse que nunca vai-me deixar, eu não sei o que vou decidir mas se ele continuar assim, eu vou ter que terminar com ele.
- Talvez seja melhor assim.
Eu afastei-me dele e olhei-o, sem pensar estávamos demasiado perto um do outro e sem pensar avancei, beijando-o, ele ficou surpreendido por um segundo mas de seguida segurou o meu queixo e me aproximou dele, acariciando os meus cabelos descendo até a cintura, o meu coração bateu mais rápido e eu não conseguia acreditar no que se passara. E então demasiado cedo, ele afastou-se encostando a sua testa a minha, ambos estávamos a respirar com dificuldade.
- Devias de te afastar de mim - murmurou lentamente.
Eu afastei-me e olhei para ele, ele estava corado a olhar-me cauteloso com um monte de emoções no seu olhar. De repente me senti demasiado fechada, levantei-me e ele afastou-se para eu passar e entrei no corredor, vi que Nora estava sozinha no seu lugar e que Taylor estava no corredor a falar com Nathan, foi para o banco dela. Ela estava a ver os desenhos de Taylor quando me sentei ela olhou para mim e sorriu antes de se voltar para os desenhos.
- Que se passa? - Perguntou-me parecendo preocupada mas a tentar fazer a pergunta como se fosse uma coisa normal.
Tinha beijado um rapaz que conhecia a um dia e ao qual eu partilhara coisas demasiado pessoais e tinha um namorado a minha espera ao qual eu não conseguia acabar a relação que tinha com ele. Sim algo se passava.
- Tu ias beijar o Taylor? - Perguntei de repente sem poder evitar.
Nora olhou para mim chocada e corada.
- O quê?
- Quando ele te levou para aqui, eu ao entrar reparei que vocês estavam demasiado próximos - disse encolhendo os ombros.
Nora fechou o caderno e olhou para mim cautelosa.
- Não, não ia - disse e suspirou como se estivesse a se convencer a si própria.- Taylor apenas me ajudou imenso a não me passar da cabeça.
- Okay, é que eu preciso imenso da tua ajuda Nora - disse e corei de novo.
- O que se passou?
- Niall ligou-me ele anda a me pressionar imenso, teme que vamos acabar e anda a fazer de tudo para não me deixar - disse e ela mordeu o labio pensativa. - A cena é que eu não sei se deva ou não acabar com ele, não sei se isto é uma coisa passageira... esta rotina.
- Clary, se estás com duvidas sobre a tua relação e se ele está a te pressionar assim tanto só significa que não está a resultar. Tu podes decidir continuar a tentar mas a situação do Niall vai aumentar. Eu chamo a esse estagio de relação de encalhados. Ambos querem acabar, mas ao mesmo tempo não querem acabar, uns escolhem ficar juntos e a um ponto a bomba explode e terminam de forma demasiado exagerada e ferida, outros tentam alternativas para activar o romance e conseguem e outros decidem que não vale a pena continuar com a farsa e acabam de forma limpa. Bem para uns de forma limpa a sempre um que se passa da cabeça. Não importa se o amas ou não - disse reparando que eu ia protestar -, eu conheço-te amar não é suficiente, tu precisas de algo novo e que te faça sorrir. Eu conheço o Niall, ele não é o teu género e tu só namoras com ele porque decidiste assentar.
Eu olhei para ela espantada. Como é que a Nora, a rapariga que foi manipulada, dependente e deprimida pelo namorado podia ser agora uma expert em relacionamentos? Ela reparou na minha expressão e riu-se.
- Eu sei, quem sou eu para dar concelhos, não é? Acontece que eu estou a ver a mesma situação na Marise e com o Luck. Que é só por acaso a razão porque vieste falar comigo?
- Como é que tu sabes? - Perguntei espantada.
- Estás corada, olhos brilhantes e estás com um olhar confuso que diz-me: acabei de ser beijada e gostei, o que devo de fazer quando tenho um namorado a uns quilómetros de distancia a minha espera completamente desesperado.
- Como é que tu podes saber só de vendo o meu rosto? - Perguntei espantada.
- Eu sei ler as pessoas... - disse com um sorriso manhoso - e além disso eu vi, entre os bancos.
Eu olhei para os bancos e vi que dava para ver por eles o que se passava. Eu corei de novo, se ela viu, quem mais viu?
- O que é que eu vou fazer?
- Eu não sei, - disse uma voz atrás de mim, eu olhei para trás Taylor estava agachado no corredor a olhar para mim muito serio, ainda não percebia como Nora conseguia estar a sua beira a vontade, - uma coisa te posso dizer, quando menos procuras encontras o que menos queres, na tua posição eu pensava bem no meu próximo movimento, mas se queres o meu concelho, Luck não beija raparigas a não ser que goste delas.
Eu olhei para Nora que o observava espantada e um pouco irritada por ele ter ouvido a conversa, mas então ela olhou para mim e encolheu os ombros.
- Ele tem razão.
- Pois tenho - disse sorrindo - e eu também tenho o meu lugar ocupado.
Corei pela milionésima vez e levantei-me mas ele não saiu da minha frente para eu passar.
-Se quiseres eu posso trocar de lugar para falares com a Nora, apesar de não querer sair da beira dela - murmurou olhando-me preocupado.
Eu ri-me surpreendida com a confissão dele e ele não ter medo de o admitir.
- Deixa estar Taylor, eu arranjo-me - disse sorrindo. - E já falei tudo o que tinha a falar.
Ele piscou-me o olho e deu-me um sorriso genuíno e eu tive um vislumbre do que a Nora via dele, ele era bem bonito. Ele desviou-se e eu sai para o corredor indo em direcção ao meu assento, quando cheguei a beira reparei que Luck tinha alguém ao seu lado, fiquei um pouco confusa mas ao dar um passo em frente vi quem era... Era Marise que estava ao seu lado e estavam a se beijar de forma entusiasmada, não aquela maneira rígida que fez na pastelaria. Eu fiquei a olhar para aquilo de boca aberta, Luck não estava a afasta-la, fiquei de boca aberta por segundos antes de me virar e me sentar a beira de Anya que estava a ouvir musica ela tirou de seguida o auscultador.
- Não tens a sensação que conheces o Nathan de algum lado? - Perguntou-me curiosa. - Eu tenho a certeza de que o conheço de algum lado... a cara dele não me é nada estranha.
- Talvez ele tenho uma daquelas caras conhecidas. - Murmurei colocando os pés no assento abraçando os joelhos.
- Estás bem? - Perguntou-me preocupada. - Estás um pouco pálida.
- Estou bem - disse tentando sorrir. - Explica-me a tua relação com o Andrew.
Ela suspirou e olhou-me com alguma tristeza no olhar.
- Conheci-o quando tinha 14 anos e apaixonei-me por ele, mas a principio éramos só amigos e eu pensei que ele me tratava como uma irmã mas um dia levou-me a um lago e beijou-me, namoramos durante um ano só que ele teve que mudar de pais, por isso eu acabei com ele e nem me despedi.
- Nunca mais tiveste um namorado por causa dele? - Perguntei espantada porque a conheço desde os 15 anos.
- Não, era apenas a ele que eu amava, e sempre conhecia alguém, não conseguia ver a pessoa.
Fiquei sem saber o que fazer ao ver que ela ficara triste, felizmente o autocarro a frente de um hotel, o Hotel Casa Real. Tínhamos chegado finalmente.
Eu e a Anya saímos do autocarro evitando o Luck e Marise. Nós saímos para o passeio e fomos para a bagagem eu vi o Taylor a afastar a Nora que tentava passar pelas pessoas e pegar na sua mala e a dela. Eu ri-me ao ver que ele sorria de orelha a orelha. Nathan estava com Aurya na frente, eles tinham as suas malas e a minha e a da Anya. Ele deu a minha e piscou-me o olho. E vendo bem, eu conhecia-o, Anya tinha razão nós o conhecíamos. Omd!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!Nathan tapou a minha boca ao se aperceber do que é que eu ia fazer.
- Por favor, não digas! - Exclamou a olhar-me desesperado. - Dá-me algum tempo sem que ela saiba.
Ele destapou a minha boca e colocou a sua mala no chão e a um mala de guitarra ao ombro. Olhei para o hotel e vi que Anya e Aurya estavam afastadas com as suas malas, a falarem, Taylor e Nora olharam espantados, mas Taylor que adivinhou o que se estava a passar segurou a sua mala e puxou-a com ela atrás. Alguns dos nossos companheiros olharam para nós curiosos.
- Tu és...
- Eu sei, eu sei... eu estava a espera que tivesse alguns dias antes de descobrirem.
- Vai ser um pouco difícil amanhã.
- Amanhã? - Ele perguntou confuso e então quando entendeu bateu com a mão na testa. - Esqueci-me por completo.
- Quando a Aurya souber, ela vai se afastar de ti - disse puxando a mala para o hotel com ele a minha beira.
- Então deixa-me ser eu a lhe contar e por favor não digas a ninguém.
- Achas que eu diria? Eu respeito rapaz... Sempre respeitei, mas a Nora vai adorar.
Ele riu suavemente e concordou.
- Eu vi o pin da mala dela - disse sorrindo. - Estava a espera que ela me descobrisse.
- Ela não liga a rapazes e com o que se passou ela não quer saber quem és ou o que fazes desde que permaneças longe.
- Ela parece gostar do Taylor.
- Isso não quer dizer nada - disse rindo. - Ela foi obrigada a conhece-lo e gostou de conhecer.
Ele acenou e olhou para mim quando entramos no Hall onde todos estavam a espera das chaves.
- Por favor, promete-me que não dizes nada.
- Prometo, não te preocupes.
Nós fomos para a beira de Anya e de Aurya, que olharam para nós desconfiados mas encolheram os ombros de seguida. Perto de nós Marise estava a falar com a rapariga que atacara Taylor e pareciam divertidas. Eu ainda assim queria ir a fuça da gaja. Taylor estava a falar com Luck que parecia chocado e Nora estava abanar a cabeça para ele e estava corada e furiosa provavelmente dera-lhe um sermão por ter visto o beijo entre eles. Eu abanei a cabeça e fiquei atenta a distribuir dos quartos. Desta vez havia a possibilidade de os casais ficariam num quarto de casal. Provavelmente, Luck e a Marise iam aproveitar. Cada um se chegou a frente e pegou a chave a medida que o seu nome era chamado. Eu fiquei no 213 com Anya, ela sorriu feliz ao dar-lhe a chave e foi a casa de banho enquanto eu foi para o elevador com Taylor, Nora, Nathan, Aurya, Luck e Marise. No momento que as portas se fecharam o meu telemóvel tocou, atendi rapidamente sem pensar se podia ou não ser Niall.
- Ouve, eu pedi um tempo, será que podes respeitar ou não? - Perguntei irritada para o telemóvel.
Pelo espelho do elevador vi que todos se calaram e olharam para mim. Luck ficou subitamente rígido sabendo com quem estaria a falar.
- Hum, Clary? - Perguntou uma voz desconhecida.
Corei dos pés a cabeça.
- Desculpe, pensei que era outra pessoa. Quem fala?
-É o Andrew.
Nora e Aurya olharam para mim desconfiadas quando fiquei com os olhos esbugalhados e de boca aberta a olhar para o espelho.
- O Andrew da Anya?
Todos olharam para mim espantados e curiosos.
- Exatamente! - Exclamou rindo divertido. - Já estão em Toledo?
- Sim. Como é que tens o meu número? - Perguntei admirada.
- Eu tirei-o do telemóvel de Anya. Eu preciso de um favor Clary, em que hotel vocês estão?
- Casa Real, porque... - tentei perguntar mas ele já tinha desligado.
- Não me digas que o rapaz vem atrás da rapariga? - Perguntou Nathan sorrindo.
- Acho que sim - disse rindo.
Nesse momento o elevador parou e quase todos saíram, menos eu e o Luck. Eu torci o cabelo nervosa e suspirei.
- Hum... - tossiu ao meu lado Luck, eu olhei para ele e vi que ele estava nervoso. - Clary acerca do beijo, eu nem pensei e o que eu disse sobre nós afastarmos foi....
- Um grande concelho - disse terminando a sua frase.
Ele olhou para mim e eu sai do elevador quando ele parou no meu andar. Luck foi atrás de mim e me virou puxando o pulso.
- Do que é que estás a falar? - Perguntou-me e calou-se olhando para mim confuso. - Eu pensei... que talvez nós...
- Não há nenhum nós, Luck. Eu vi-te a beijares a Marise.
Eu libertei-me dele e entrei no meu quarto sem olhar para trás. Fechei a porta e encostei-me a ela sentando-me no chão. Eu tinha acreditado nele, tinha confiado nele, beijara-o e trairá o meu namorado. E ele beijou a sua namorada lésbica como se gostasse dela, como tinha... me beijado. Como é que isto chegara a este ponto?, perguntei-me cansada.
Eu senti os seus passos do outro lado, próximos da porta e um leve bater na porta como se ele tivesse encostado os nós dos dedos na porta. Mas de seguida, como se tivesse mudado de ideias afastou-se.
Levantei-me recusando pensar no assunto e peguei na mala e abria começando a guardar as roupas no meu armário. Enquanto arrumava não parava de pensar no que tinha acontecido. O que é que eu ia fazer?
A porta abriu-se e dei um salto esperando que fosse Luck, mas era Anya. Ela olhou para mim vendo que estava em cima da cama assustada.
- Okay, algo se está a passar aqui! - Exclamou fechando a porta com um estrondo. - Que se passa contigo?
- O quê? Nada se passa - disse saltando da cama sorrindo com dificuldade.
Ela cruzou os braços e analisou-me de cima a baixo.
- Não acredito, mas não temos tempo para isto, temos que ir lá para baixo. O guia quer distribuir os itinerários e fazer uma pequena palestra. Vamos?
Eu acenei e foi atrás dela para o elevador, que por sorte estava vazio e no corredor não havia sinais dele. Quando as portas do elevador se abriram, vi que estavam quase todos da viajem reunidos a entrar numa sala perto da recepção. Eu foi atrás da Anya só que quando estava a entrar, alguém me agarrou por trás e me puxou para uma esquina colocando-me contra a parede. Era Luck e ele parecia furioso.
- O que raio estás a fazer? - Perguntei espantada, olhei para trás dele e vi que Anya estava a porta a olhar para nós confusa.
- Primeiro vais-me ouvir até ao fim. E depois podes fazer o que quiseres. Okay?
Revirei os olhos mas acenei.
- Eu não estava a espera de te beijar e disse que nós devíamos afastar porque estamos em relações que não fazem o menor sentido e eu não te quero magoar nem quero que estejas a trair o teu namorado, percebeste?
- Perfeitamente - resmunguei. - É tudo?
- Não, quando foste embora eu refleti no que se passara e quando Marise se sentou ao meu lado eu nem olhei para ela, pensei que eras tu por isso beijei-a. - Disse corando e sorriu. - Quando eu me afastei fiquei tão surpreendido como ela, mas aí aconteceu algo que eu estava a espera a muito tempo, aquele beijo fez-a entender que não podia estar assim, ela "terminou" comigo e vai atrás da rapariga que ama, que só por acaso é Ridley.
Eu fiquei de boca aberta mas fazia sentido, Marise não parava de olhar para ela.
- E em relação a nós, eu vou te dar espaço mas eu decidi que não vou desistir de ti, Clary - disse sorrindo levemente e passou o polegar pelos meus lábios. - Não importa o que decidires, se acabares com ele eu estarei aqui, se continuares com ele eu ficarei como amigo. Mas a verdade é que estou a começar a gostar de ti.
Ele piscou-me o olho e desviou-se indo rapidamente para a sala deixando-me especada a olhar para o Hall. Olhei para as portas e vi que estavam a minha espera. Respirei fundo enquanto sentia o coração bater descontroladamente. Quando cheguei a beira de Nora, as raparigas olharam para mim desconfiadas.
- O que foi aquilo? - Perguntou Anya espantada.
- Hum Luck acabou com Marise.
- Eu sei, ela contou-nos que era lésbica a pouco - disse Aurya. - Fiquei de boca aberta afinal quando eles se beijavam... - assobiou. - Se bem que Luck nunca parecia a vontade, está explicado o porquê.
- Pois - disse olhando para as portas vendo Marise a beira de Ridley.
- Mas porque é que ele está agir assim contigo? - Perguntou Anya.
Olhei para Nora pedindo ajuda e ela suspirou tirando os auriculares dos ouvidos.
- Foi ela que os ajudou, o Luck contou-lhe ontem, ela ajudou a acabar.
- Okay, mas vocês estão agir de forma estranha - disse Aurya que começou a ir para a porta.
Nós seguimos-a indo para a beira dos rapazes que estavam de pé no meio do salão com mesas redondas. Luck foi para o meu lado, sorrindo de canto, eu corei e desviei o olhar para Aurya que estava a beira de Nora e de Taylor. Anya estava a minha frente a observar o Luck desconfiada.
- Que é que estás a ouvir Nora? - Perguntou reparando que Nora estava ainda com o Mp3 ligado.
- Lords. - Respondeu enquanto batia os dedos na mala consoante o ritmo.
Nathan desviou o olhar para mim ficando rígido, Taylor deu uma risada que conseguiu disfarçar com um tosse forçada e Luck ao meu lado começou a se rir.
- Aiii, nem me fales deles, por favor! São uns gatos! - Exclamou Aurya pondo um dos auscultadores no ouvido.
Nathan olhou para ela desconfiado.
- Conheces? - Perguntou Taylor de repente serio.
- Sim, as musicas - disse Aurya rindo - a Clary é que não para de falar nas figuras que fazem, eles parecem uns gatos.
Anya acenou rindo. Nathan olhou para mim desconfiado, Luck ao meu lado estava a olhar para mim com as sobrancelhas arqueadas.
- Que foi? É verdade, elas conhecem as musicas, eu conheço os rapazes, são... giros - disse rindo.
Nesse momento o guia entrou e ficamos calados a olhar para o palco onde ele parou a frente do micro. Eu olhei de canto para Luck, que chegou-se ao meu lado.
- Tu sabes?
- Sei.
- E estás na boa com isso?
- Porque não estaria?
-Cada vez mais, gosto de ti - sussurrou abanando a cabeça.
Corei e reparei que Nora sorria para mim como se estivesse em paz sobre algo.
Viagem Inesquecível
Love Peace and Write
Kisses Lovewriters
P.s: Os Lords são uma banda fictícia deste blog, em breve saberão o que quer dizer...
Olá pessoal,
Como podemos ver, Aurya sente que não merece um namorado ou alguém que a ame mas ao encontrar Nathan não fica indiferente a sua atitude, --->Ver aqui
Nora sente algo estranho em relação a Taylor e não sabe se quer saber o que é ou se quer ficar como está e não ser magoada de novo. --> Ver aqui
Anya é uma rapariga que tem tudo, desde namorados, roupa e dinheiro mas isso não a deixa de ser a pessoa mais generosa, no entanto nesta viagem tem um encontro com o passado que a deixa confusa se ainda tem sentimentos por Andrew ou não e se voltaria a vê-lo. --->Ver aqui
Na próxima parte Clary tentara arranjar uma solução em relação ao namorado ao mesmo tempo que tenta ajudar Luck em relação a Marise, se deve ou não continuar com aquela farsa.
4º Parte
Depois do almoço num restaurante, onde todos nós agimos um pouco estranhos fomos de camioneta até a Catedral de Nuestra Señora De La Almudena. Marise foi comigo até as portas com o grupo atrás de nós.
Olhei para trás, Nora estava a falar com Taylor mas afastada com as defesas levantadas, Clary estava a falar com Luck, que estava bastante alterado desde o momento que a Marise o beijara e Aurya estava a tirar fotos a catedral com Nathan ao seu lado. Marise ao meu lado estava atenta ao grupo a nossa frente, como se estivesse a procura de alguma coisa.
Eu concordara ir nesta viagem por Nora, ela foi magoada, quase entrou numa depressão com uma relação tão tóxica que nenhuma de nós pensou que ela tinha coragem de acabar e quando fez estava tão quebrada emocionalmente que demorou 3 semanas para falar e um mês para convence-la para ir nesta viagem. A parte fácil foi engana-las pagando a viagem toda para ninguém desistir.
Elas não faziam ideia de que era rica, que tinha tudo na vida, um apartamento caro, roupas caras e pais importantes, elas não se importavam com isso e eu estava feliz por isso, elas me viam como me viam e era assim como queria que me vissem, não o dinheiro, não a herança, não o estatuto, não as roupas apenas eu. E ser como era não me afectava, não era convencida, não era arrogante e muito menos snobe. Tinha uma vida perfeita, não desejava mais nada se não aquilo que já tinha mas sentia que algo faltava e não sabia o quê nem sabia porquê e nem sabia se tão cedo ia saber.
Olhei para a catedral neoclássica a minha frente enquanto atravessávamos os portões juntando-nos a outros grupos que pareciam vindo de uma escola.
Taylor de repente estava ao meu lado olhando para mim atentamente.
- Que se passa? - Perguntei vendo que ele estava hesitante.
Nora estava atrás dele a falar com a Aurya e com Nathan. Marise estava tão focada em algo que mal reparara em nós. Clary estava afastada com Luck enquanto o guia ia organizar as visitas de grupo.
- Eu queria te perguntar uma coisa, eu não queria perguntar a Aurya ou a Clary porque elas estão com os rapazes e isto é um assunto sobre a Nora - disse olhando para mim demasiado serio com os olhos cinzentos frios.
Não importa que ele não tenha feito algo de mal, com a altura dele, o seu rosto e as tatuagens davam-lhe um aspecto tão perigoso que era impossível estar a vontade a beira dele.
- O que queres saber? - Perguntei olhando para ele.
-O que se passa com ela?
Virei-me para ele analisando-o, ele tinha as mãos nos bolsos, e olhava-me também a analisar-me.
- Porque perguntas isso? Porque estás com esse interesse?
- Vamos dizer que conheço de perto um caso de violência domestica e sei como uma rapariga fica depois de acabar, defensiva, vulnerável, com traumas. - Disse analisando-me - e evitam as vezes directo contacto de olhar nas pessoas. Nora é uma rapariga forte, eu consigo ver isso, um pouco frágil ainda do que se passou com ela. Eu não sei se foi agressão física ou psicológica, não preciso saber isso, eu só quero saber se ela está bem. Eu notei quando tivemos na estação de serviço e fiquei atento. Alguém a magoou.
Suspirei e massagem a testa exausta, nem eu nem elas esperavam que fosse evidente nem esperava que alguém como Taylor reparasse. Olhei para ele, parecia preocupado genuinamente preocupado.
- Pode ser dela, ela pode ser assim - disse-lhe encolhendo os ombros ele apenas olhou para mim serio e percebi que ele não ia desistir. - Ok, sim algo se passou com ela, não posso te dizer o quê, porque é assunto dela não meu, mas como disseste Nora é forte e o que se passou apesar de a deixar com feridas ela ficou ainda mais forte e sim ela está bem.
A sua mascara de rapaz forte caiu e por momentos pode ver receio e dor enquanto olhava para Nora que estava a uns metros a nossa frente.
- Foi uma besta com ela na estação de serviço - murmurou e então olhou para Marise que estava perto. - Ouvi dizer que estavas a tentar controlar a situação da Marise e do Luck.
- Tento se bem que não percebo o que se está a passar - disse encolhendo os ombros.
Ele olhou para onde ela estava a olhar e vi-o a ficar pálido olhei para onde ele estava a olhar e vi uma rapariga loira de blazer azul e leggins pretas a olhar para o Taylor.
- Ei! - Exclamei ao ver que ele estava vulnerável com os olhos presos na rapariga. - Estás bem? Parece que viste um fantasma. Conheces-a?
- Foi uma má ideia ter vindo nesta viagem - disse entre dentes para si mesmo.
Nora que olhara para ele nesse momento foi ter connosco preocupada.
- Taylor? Estás bem?
Ele não respondeu apenas continuo a olhar para ela como se tivesse acabado de ser baleado. Nora colocou uma mão no seu ombro e ele olhou para ela friamente mas nos seus olhos podia ver alivio a olha-la. Ele desviou-se dela e foi ter com Luck.
- O que se passa com ele? - Perguntei espantada.
Nora encolhei os ombros olhando para ele e foi ter com Aurya que a chamava. Marise foi ter comigo.
- O que se passa com a Nora e com o Taylor? - Perguntou curiosa.
Ela era bonita, de pele muito morena e cabelo preto comprido de olhos azuis profundos, com uma casaca preta reluzente, leggins vermelhas e sapatilhas da nike. Ela estava confusa em relação a algo, conseguia perceber pela maneira como falara da relação dela com o Luck, que era confusa e estranha para dizer o mínimo. Ele era rígido quando estava com ela, nenhum sorriso, nenhuma abraço ou beijo espontâneo e ela estava atirava-se ele como se fosse a força mas não era capaz de olhar para ele nos olhos.
- Não sei é estranho - disse encolhendo os ombros quando vi que o guia tinha voltado e nos guiava para a catedral atrás dos outros grupos.
Vários guias da catedral levaram os dois primeiros grupos deixando o nosso grupo e outro grupo de uma escola. A nave a nossa frente parecia comprida com grandes bancos de madeira que iam até ao altar, e as colunas era enormes apoiando o tecto que estava repleto de vidrais com figuras deixando-me sem fôlego. Nós tínhamos que esperar que o guia terminasse para irmos por isso, Taylor pegou num bloco e começou a desenhar. Nora estava perto a falar com Luck mais a discutir sobre a Marise, Taylor olhou de canto para ela preocupado e ao mesmo tempo admirado mas continuou a desenhar, Clary a beira tentou desviar a conversa preocupada ao lado de Luck. Aurya estava perto da porta e Nathan estava a tentar tirar-lhe a maquina fotográfica para lhe tirar fotos mas ela ria e se desviava. Sorri com aquela cena, estava tudo a correr bem até...
- Anya!? - Exclamou uma voz ao meu lado.
Olhei surpreendida para ao lado e vi um rapaz moreno de cabelo preto e olhos verdes, com camisa e casaco castanho, calças de ganga e botas a dirigir-se a mim. Reconheci-o de imediato apesar de não o vê-lo a anos.
- Andrew!
Ele abraçou-me levantando-me do chão, eu já não o via a anos, ele fora o meu primeiro amor, ainda me lembrava nos meus 14 anos o beijar a beira do lago da minha casa e como ele me pedira em namoro com uma coroa de flores. Ri-me quando ele me apertou ainda mais. Ele afastou-se e segurou-me a cara com um sorriso de orelha a orelha fazendo o meu coração bater mais rápido.
- Tu não mudaste nada - disse rindo com a voz mais rouca do que antes e muito mais alto que eu fazendo-me erguer a cabeça - quer dizer, estás muito mais bonita mas para mim continuas a ser a minha princesa.
- Oh para Andrew - disse sorrindo dando-lhe uma palmada no braço corando.
Ele sorriu e apertou uma das minhas bochechas.
- Continuas a corar como antes - disse sorrindo.
- E tu continuas o mesmo cavalheiro de sempre - disse sorrindo.
Nora e os outros curiosos aproximaram-se.
- Então Anya quem é o teu namorado? - Perguntou Clary sorrindo ironicamente. - Agora percebo porque querias tanto vir para o encontrar, não foi?
Andrew riu e deu-me um beijo na cabeça pondo o braço a volta dos meus ombros num meio abraço virando-se para eles.
- Andrew está é a Clary, ela está na brincadeira obviamente - disse sorrindo para ele.
Ele pegou na mão de Clary e deu-lhe um beijo nas costas da mão fazendo com que ela ficasse de olhos arregalados e perdesse o sorriso. Luck ao seu lado ficou com os olhos atentos.
- Talvez não estejas errada - murmurou contra a sua mão.
Eu me ri, Andrew sempre fora um brincalhão quando largou a mão dela riu-se um pouco e Clary também.
- Este é o Luck, a Nora, o Taylor, o Nathan, a Aurya e a Marise - disse rindo.
Ele cumprimentou Luck com aperto de mão e ia dar dois beijos na Nora quando ela dá um passo atrás oferecendo a mão, ela estava tensa e olhava para a mão, tanto Andrew como Taylor olharam de Nora para mim eu apenas encolhi os ombros enquanto Aurya dava um aperto no ombro de Nora. Andrew apertou-lhe a mão e cumprimentou os outros rapidamente antes de se virar para mim.
- Podes-me explicar o que estás aqui a fazer? - Perguntou-me sorrindo.
- Viagem até Toledo, está e a nossa primeira paragem, amanhã já vamos para lá, vamos ficar lá durante uma semana - disse sorrindo. - E tu? Eu soube que tinha vindo para Espanha, mas como perdemos contacto não sabia que andavas por aqui.
- Moro cá, vim aqui numa visita de estudo.
- Então ex-namorado ou amigo? - Perguntou Nathan de repente com um sorriso matreiro no rosto.
- Amigo.
- Ex-namorado - disse Andrew ao mesmo tempo que eu.
Todos se calaram tentando controlar o riso e olharam de canto uns para os outros. Andrew olhou para mim sem sorrir pela primeira vez quando o guia reapareceu e pediu para nos seguirmos para a nave colateral.
Eu e Andrew ficamos um pouco atrás quando ele se virou para mim curioso.
- A serio? Amigo?
- Se eu dissesse ex elas iriam me arrastar para um canto e me interrogar - disse encolhendo os ombros enquanto passávamos pelas colunas enquanto o guia nos falava sobre a catedral.
- Então decidiste que o que se passou connosco não importava para as tuas amigas, nem mesmo para ti? - Perguntou com a voz hesitante.
Engoli em seco e olhei para ele e vi que ele estava serio demais.
- Não, eu apenas não quero que haja uma cena enorme porque acabei de ver um ex. Elas começavam logo as perguntas, onde vocês se conhecerem? O que se passou? Quem beijou quem? Neste momento, não me apetecia passar por isso.
- Porquê? Algo se passou? - Perguntou preocupado olhando para mim.
- Não comigo, não te preocupes - disse olhando para ele. - Como estás?
- Bem e tu? Como estão as coisas?
- Nada mudou desde que fostes - disse rindo para ele. - A minha família está bem, a escola anda bem e esta tudo bem comigo.
Ele colocou automaticamente o braço a redor de mim abraçando-me perto como antigamente mas a diferença agora é que ele era mais alto que antes e mais homem do que rapaz.
- Sempre foste uma rapariga bem disposta, nada te podia por para baixo - disse rindo - mas não é só isso que eu queria perguntar. Já arranjaste alguém para me substituir?
- Substituir? - Perguntei a rir olhando de canto vendo que apesar de ele estar a rir parecia curioso.
- Tens namorado ou não? - Perguntou com a voz mais rouca.
Ri-me o que fez com que todos olhassem para nós de canto, eu calei-me e segurei o riso com o Andrew.
- Não, não tenho - disse encolhendo os ombros - Como andas na escola?
- Em futebol, tenho uma bolsa de estudo num colégio privado por ser futebolista - disse e então olhou para mim - e não, não tenho namorada.
- Namorado?
Ele ficou serio e olhar para mim e então sorriu puxando-me levemente uma madeixa de um cabelo.
- Sempre gostei como tu pensas - disse rindo baixo. - Eu não estava nada a espera de te encontrar.
- Nem eu, mas foi agradável até - disse e então eu não consegui segurar o que a anos me esforçava não pensar. - Porque é que nunca me telefonaste ou mandaste uma carta?
Ele bufou e desviou o olhar de mim, franzindo o sobrolho apertando o meu ombro.
- Nós namoramos durante um ano - disse olhando para mim - quando soube que eu ia mudar de pais, eu perguntei se devia ou não ir para cá, tu disseste para vir para aqui e no dia que foi tu acabaste comigo. Eu pensei que era melhor me afastar.
- Não era preciso deixar de falares - disse enquanto o guia nos guiava para o altar - mas águas passadas. Como está a tua família?
- Bem, o meu pai é presidente de uma firma de advogados e a minha mãe trabalha como advogada para ele - disse sorrindo.
- Manda um olá por mim, por favor - pedi sorrindo.
Estávamos agora na nave e a nossa frente estava a Nora com Taylor e o Nathan, Clary estava a frente com Luck e Aurya. Andrew estava a olhar para eles e então olhou para mim.
- Eles sabem?
- O quê? Sobre nós? Não exactamente, elas sabem que tive um namorado que mudou de país, mas de resto nada de mais.
- Não isso - disse rindo - elas sabem quem és? Que tu és podre de rica?
- Não, elas também não se interessam nisso - disse encolhendo os ombros.
- Isso é bom.
De repente o grupo parou no altar e o guia virou-se para nós com um olhar divertido. Eu olhei para o tecto vendo os vidrais e o altar tradicional e rico de detalhes.
- Agora imaginem o que era casar aqui neste altar - disse sorrindo o guia - mas porque imaginar não é? Tu e tu venham aqui.
Ele apontou para Nora e para Taylor que um pouco espantados avançaram até estarem a frente do altar e do guia, que sorriu divertido.
- Agora olhem um para o outro - disse sorrindo.
Eu olhei para Andrew que encolheu os ombros perante a situação. Nora olhou para Taylor um pouco hesitante e Taylor olhou para ela nos olhos e demasiado serio como se tivesse a controlar algo para não mostrar na sua expressão.
- Agora imaginem que estão a se casar - disse o guia o que fez com que varias pessoas no grupo rissem levemente, Taylor passou a mão pelo cabelo obviamente incomodado e olhou para o guia friamente, Nora não se mexeu enquanto olhava para Taylor mas conseguia ver que as suas mãos estavam a tremer. - Vá lá olha para ela.
Taylor olhou para Nora desta vez com uma marca de preocupação nos olhos.
- O que se passa aqui? Eles os dois namoram? - Perguntou Andrew - e a... Aurya e o Nathan?
- Não na verdade nós só os conhecemos hoje - disse baixo encolhendo os ombros.
- Mas algo se está a passar, certo?
- Começamos no pé esquerdo.
Ele assentiu e voltou-se para o que se estava a passar.
- Agora - disse o guia - olhem para os vossos grupos.
Nora desviou o olhar de Taylor e finalmente pude ver um certo pânico no seu olhar. Olhei para Clary que estava perto de Luck e olhava pronta para tirar Nora daquela situação.
- Vocês imaginem o que seria casar aqui? A catedral cheia, um evento belo para unir duas pessoas para sempre. É fácil de imaginar.
Notei que Nora estava com as mãos a tremer e olhava para o chão com o cabelo a tapar o seu rosto e então reparei que Taylor segurou a sua mão de leve e ela relaxou.
- Romântico, não é? Mas vamos ter que continuar a visita...
Ele avançou para o meio da igreja passando por nós. Nora olhou de canto para Taylor e largou a sua mão num instante seguindo o guia. Andrew ao meu lado riu baixinho e deu-me a mão para seguir o guia.
Durante o resto da vista conversamos de tudo e mais alguma coisa, mas evitávamos conversar sobre o nosso passado e sobre a nossa vida amorosa, dentro de mim eu queria saber se ele se apaixonara. Mas estar com ele ao meu lado enquanto ele me dava a mão e me olhava era como se o tempo não tivesse passado. Porém, a visita não durava o tempo suficiente e quando acabou ele acompanhou-me até ao autocarro.
- Bem, foi muito bom ver-te de novo - disse beijando-me as costas das mãos sorrindo para mim - só é pena teres que ir embora tão cedo, eu adorava ter contigo ainda hoje a noite mas infelizmente tenho um jogo, não podes ir ver?
Eu passei a mão pelo braço e olhei para o pessoal que entrava no autocarro, Nora olhou-me preocupada e para o Andrew mas entrou de seguida, Clary que estava mais atrás na fila sorriu-me e Aurya que estava a ver fotos com o Nathan olhou-me de canto apenas para me verificar.
- Não posso, estou num hotel no centro da cidade e se sairmos tem que ser para perto - disse triste. - Mas da-me o teu número.
- Desde que prometas que me ligas - disse sorrindo.
Eu peguei no telemóvel dando-lhe.
- Prometo.
Ele pus o número no telemóvel e deu-mo de volta.
- Anya!
Olhei para a porta do autocarro e vi que a Aurya era a única fora a minha espera. Gemi e olhei para ele sorrindo triste.
- Foi bom voltar a ver-te - disse enquanto ele me abraçava apertado.
Ele não disse nada e afastou-se o suficiente para olhar para mim nos olhos e então olhou para o meu pescoço.
- Tu ainda tens o colar que te dei - disse pegando nele com a voz rouca.
- Claro que tenho. - disse dando-lhe um beijo leve na bochecha - eu tenho que ir - murmurei quando ouvi a Aurya me chamar.
Ele largou-me assentindo apertando a minha mão até o autocarro começou a trabalhar. Ele olhou-me com os olhos verdes brilhantes e sorriu ao me largar. Virei-me rapidamente e entrei no autocarro antes que eu me atirasse a ele. Reprimi a tristeza e virei-me para a porta que se fechava e acenei-lhe enquanto ele me olhava e então o autocarro com um solavanco avançou. Passei a mão pelo coração de prata... Será que voltaria a vê-lo?
- Tento se bem que não percebo o que se está a passar - disse encolhendo os ombros.
Ele olhou para onde ela estava a olhar e vi-o a ficar pálido olhei para onde ele estava a olhar e vi uma rapariga loira de blazer azul e leggins pretas a olhar para o Taylor.
- Ei! - Exclamei ao ver que ele estava vulnerável com os olhos presos na rapariga. - Estás bem? Parece que viste um fantasma. Conheces-a?
- Foi uma má ideia ter vindo nesta viagem - disse entre dentes para si mesmo.
Nora que olhara para ele nesse momento foi ter connosco preocupada.
- Taylor? Estás bem?
Ele não respondeu apenas continuo a olhar para ela como se tivesse acabado de ser baleado. Nora colocou uma mão no seu ombro e ele olhou para ela friamente mas nos seus olhos podia ver alivio a olha-la. Ele desviou-se dela e foi ter com Luck.
- O que se passa com ele? - Perguntei espantada.
Nora encolhei os ombros olhando para ele e foi ter com Aurya que a chamava. Marise foi ter comigo.
- O que se passa com a Nora e com o Taylor? - Perguntou curiosa.
Ela era bonita, de pele muito morena e cabelo preto comprido de olhos azuis profundos, com uma casaca preta reluzente, leggins vermelhas e sapatilhas da nike. Ela estava confusa em relação a algo, conseguia perceber pela maneira como falara da relação dela com o Luck, que era confusa e estranha para dizer o mínimo. Ele era rígido quando estava com ela, nenhum sorriso, nenhuma abraço ou beijo espontâneo e ela estava atirava-se ele como se fosse a força mas não era capaz de olhar para ele nos olhos.
- Não sei é estranho - disse encolhendo os ombros quando vi que o guia tinha voltado e nos guiava para a catedral atrás dos outros grupos.
Vários guias da catedral levaram os dois primeiros grupos deixando o nosso grupo e outro grupo de uma escola. A nave a nossa frente parecia comprida com grandes bancos de madeira que iam até ao altar, e as colunas era enormes apoiando o tecto que estava repleto de vidrais com figuras deixando-me sem fôlego. Nós tínhamos que esperar que o guia terminasse para irmos por isso, Taylor pegou num bloco e começou a desenhar. Nora estava perto a falar com Luck mais a discutir sobre a Marise, Taylor olhou de canto para ela preocupado e ao mesmo tempo admirado mas continuou a desenhar, Clary a beira tentou desviar a conversa preocupada ao lado de Luck. Aurya estava perto da porta e Nathan estava a tentar tirar-lhe a maquina fotográfica para lhe tirar fotos mas ela ria e se desviava. Sorri com aquela cena, estava tudo a correr bem até...
- Anya!? - Exclamou uma voz ao meu lado.
Olhei surpreendida para ao lado e vi um rapaz moreno de cabelo preto e olhos verdes, com camisa e casaco castanho, calças de ganga e botas a dirigir-se a mim. Reconheci-o de imediato apesar de não o vê-lo a anos.
- Andrew!
Ele abraçou-me levantando-me do chão, eu já não o via a anos, ele fora o meu primeiro amor, ainda me lembrava nos meus 14 anos o beijar a beira do lago da minha casa e como ele me pedira em namoro com uma coroa de flores. Ri-me quando ele me apertou ainda mais. Ele afastou-se e segurou-me a cara com um sorriso de orelha a orelha fazendo o meu coração bater mais rápido.
- Tu não mudaste nada - disse rindo com a voz mais rouca do que antes e muito mais alto que eu fazendo-me erguer a cabeça - quer dizer, estás muito mais bonita mas para mim continuas a ser a minha princesa.
- Oh para Andrew - disse sorrindo dando-lhe uma palmada no braço corando.
Ele sorriu e apertou uma das minhas bochechas.
- Continuas a corar como antes - disse sorrindo.
- E tu continuas o mesmo cavalheiro de sempre - disse sorrindo.
Nora e os outros curiosos aproximaram-se.
- Então Anya quem é o teu namorado? - Perguntou Clary sorrindo ironicamente. - Agora percebo porque querias tanto vir para o encontrar, não foi?
Andrew riu e deu-me um beijo na cabeça pondo o braço a volta dos meus ombros num meio abraço virando-se para eles.
- Andrew está é a Clary, ela está na brincadeira obviamente - disse sorrindo para ele.
Ele pegou na mão de Clary e deu-lhe um beijo nas costas da mão fazendo com que ela ficasse de olhos arregalados e perdesse o sorriso. Luck ao seu lado ficou com os olhos atentos.
- Talvez não estejas errada - murmurou contra a sua mão.
Eu me ri, Andrew sempre fora um brincalhão quando largou a mão dela riu-se um pouco e Clary também.
- Este é o Luck, a Nora, o Taylor, o Nathan, a Aurya e a Marise - disse rindo.
Ele cumprimentou Luck com aperto de mão e ia dar dois beijos na Nora quando ela dá um passo atrás oferecendo a mão, ela estava tensa e olhava para a mão, tanto Andrew como Taylor olharam de Nora para mim eu apenas encolhi os ombros enquanto Aurya dava um aperto no ombro de Nora. Andrew apertou-lhe a mão e cumprimentou os outros rapidamente antes de se virar para mim.
- Podes-me explicar o que estás aqui a fazer? - Perguntou-me sorrindo.
- Viagem até Toledo, está e a nossa primeira paragem, amanhã já vamos para lá, vamos ficar lá durante uma semana - disse sorrindo. - E tu? Eu soube que tinha vindo para Espanha, mas como perdemos contacto não sabia que andavas por aqui.
- Moro cá, vim aqui numa visita de estudo.
- Então ex-namorado ou amigo? - Perguntou Nathan de repente com um sorriso matreiro no rosto.
- Amigo.
- Ex-namorado - disse Andrew ao mesmo tempo que eu.
Todos se calaram tentando controlar o riso e olharam de canto uns para os outros. Andrew olhou para mim sem sorrir pela primeira vez quando o guia reapareceu e pediu para nos seguirmos para a nave colateral.
Eu e Andrew ficamos um pouco atrás quando ele se virou para mim curioso.
- A serio? Amigo?
- Se eu dissesse ex elas iriam me arrastar para um canto e me interrogar - disse encolhendo os ombros enquanto passávamos pelas colunas enquanto o guia nos falava sobre a catedral.
- Então decidiste que o que se passou connosco não importava para as tuas amigas, nem mesmo para ti? - Perguntou com a voz hesitante.
Engoli em seco e olhei para ele e vi que ele estava serio demais.
- Não, eu apenas não quero que haja uma cena enorme porque acabei de ver um ex. Elas começavam logo as perguntas, onde vocês se conhecerem? O que se passou? Quem beijou quem? Neste momento, não me apetecia passar por isso.
- Porquê? Algo se passou? - Perguntou preocupado olhando para mim.
- Não comigo, não te preocupes - disse olhando para ele. - Como estás?
- Bem e tu? Como estão as coisas?
- Nada mudou desde que fostes - disse rindo para ele. - A minha família está bem, a escola anda bem e esta tudo bem comigo.
Ele colocou automaticamente o braço a redor de mim abraçando-me perto como antigamente mas a diferença agora é que ele era mais alto que antes e mais homem do que rapaz.
- Sempre foste uma rapariga bem disposta, nada te podia por para baixo - disse rindo - mas não é só isso que eu queria perguntar. Já arranjaste alguém para me substituir?
- Substituir? - Perguntei a rir olhando de canto vendo que apesar de ele estar a rir parecia curioso.
- Tens namorado ou não? - Perguntou com a voz mais rouca.
Ri-me o que fez com que todos olhassem para nós de canto, eu calei-me e segurei o riso com o Andrew.
- Não, não tenho - disse encolhendo os ombros - Como andas na escola?
- Em futebol, tenho uma bolsa de estudo num colégio privado por ser futebolista - disse e então olhou para mim - e não, não tenho namorada.
- Namorado?
Ele ficou serio e olhar para mim e então sorriu puxando-me levemente uma madeixa de um cabelo.
- Sempre gostei como tu pensas - disse rindo baixo. - Eu não estava nada a espera de te encontrar.
- Nem eu, mas foi agradável até - disse e então eu não consegui segurar o que a anos me esforçava não pensar. - Porque é que nunca me telefonaste ou mandaste uma carta?
Ele bufou e desviou o olhar de mim, franzindo o sobrolho apertando o meu ombro.
- Nós namoramos durante um ano - disse olhando para mim - quando soube que eu ia mudar de pais, eu perguntei se devia ou não ir para cá, tu disseste para vir para aqui e no dia que foi tu acabaste comigo. Eu pensei que era melhor me afastar.
- Não era preciso deixar de falares - disse enquanto o guia nos guiava para o altar - mas águas passadas. Como está a tua família?
- Bem, o meu pai é presidente de uma firma de advogados e a minha mãe trabalha como advogada para ele - disse sorrindo.
- Manda um olá por mim, por favor - pedi sorrindo.
Estávamos agora na nave e a nossa frente estava a Nora com Taylor e o Nathan, Clary estava a frente com Luck e Aurya. Andrew estava a olhar para eles e então olhou para mim.
- Eles sabem?
- O quê? Sobre nós? Não exactamente, elas sabem que tive um namorado que mudou de país, mas de resto nada de mais.
- Não isso - disse rindo - elas sabem quem és? Que tu és podre de rica?
- Não, elas também não se interessam nisso - disse encolhendo os ombros.
- Isso é bom.
De repente o grupo parou no altar e o guia virou-se para nós com um olhar divertido. Eu olhei para o tecto vendo os vidrais e o altar tradicional e rico de detalhes.
- Agora imaginem o que era casar aqui neste altar - disse sorrindo o guia - mas porque imaginar não é? Tu e tu venham aqui.
Ele apontou para Nora e para Taylor que um pouco espantados avançaram até estarem a frente do altar e do guia, que sorriu divertido.
- Agora olhem um para o outro - disse sorrindo.
Eu olhei para Andrew que encolheu os ombros perante a situação. Nora olhou para Taylor um pouco hesitante e Taylor olhou para ela nos olhos e demasiado serio como se tivesse a controlar algo para não mostrar na sua expressão.
- Agora imaginem que estão a se casar - disse o guia o que fez com que varias pessoas no grupo rissem levemente, Taylor passou a mão pelo cabelo obviamente incomodado e olhou para o guia friamente, Nora não se mexeu enquanto olhava para Taylor mas conseguia ver que as suas mãos estavam a tremer. - Vá lá olha para ela.
Taylor olhou para Nora desta vez com uma marca de preocupação nos olhos.
- O que se passa aqui? Eles os dois namoram? - Perguntou Andrew - e a... Aurya e o Nathan?
- Não na verdade nós só os conhecemos hoje - disse baixo encolhendo os ombros.
- Mas algo se está a passar, certo?
- Começamos no pé esquerdo.
Ele assentiu e voltou-se para o que se estava a passar.
- Agora - disse o guia - olhem para os vossos grupos.
Nora desviou o olhar de Taylor e finalmente pude ver um certo pânico no seu olhar. Olhei para Clary que estava perto de Luck e olhava pronta para tirar Nora daquela situação.
- Vocês imaginem o que seria casar aqui? A catedral cheia, um evento belo para unir duas pessoas para sempre. É fácil de imaginar.
Notei que Nora estava com as mãos a tremer e olhava para o chão com o cabelo a tapar o seu rosto e então reparei que Taylor segurou a sua mão de leve e ela relaxou.
- Romântico, não é? Mas vamos ter que continuar a visita...
Ele avançou para o meio da igreja passando por nós. Nora olhou de canto para Taylor e largou a sua mão num instante seguindo o guia. Andrew ao meu lado riu baixinho e deu-me a mão para seguir o guia.
Durante o resto da vista conversamos de tudo e mais alguma coisa, mas evitávamos conversar sobre o nosso passado e sobre a nossa vida amorosa, dentro de mim eu queria saber se ele se apaixonara. Mas estar com ele ao meu lado enquanto ele me dava a mão e me olhava era como se o tempo não tivesse passado. Porém, a visita não durava o tempo suficiente e quando acabou ele acompanhou-me até ao autocarro.
- Bem, foi muito bom ver-te de novo - disse beijando-me as costas das mãos sorrindo para mim - só é pena teres que ir embora tão cedo, eu adorava ter contigo ainda hoje a noite mas infelizmente tenho um jogo, não podes ir ver?
Eu passei a mão pelo braço e olhei para o pessoal que entrava no autocarro, Nora olhou-me preocupada e para o Andrew mas entrou de seguida, Clary que estava mais atrás na fila sorriu-me e Aurya que estava a ver fotos com o Nathan olhou-me de canto apenas para me verificar.
- Não posso, estou num hotel no centro da cidade e se sairmos tem que ser para perto - disse triste. - Mas da-me o teu número.
- Desde que prometas que me ligas - disse sorrindo.
Eu peguei no telemóvel dando-lhe.
- Prometo.
Ele pus o número no telemóvel e deu-mo de volta.
- Anya!
Olhei para a porta do autocarro e vi que a Aurya era a única fora a minha espera. Gemi e olhei para ele sorrindo triste.
- Foi bom voltar a ver-te - disse enquanto ele me abraçava apertado.
Ele não disse nada e afastou-se o suficiente para olhar para mim nos olhos e então olhou para o meu pescoço.
- Tu ainda tens o colar que te dei - disse pegando nele com a voz rouca.
- Claro que tenho. - disse dando-lhe um beijo leve na bochecha - eu tenho que ir - murmurei quando ouvi a Aurya me chamar.
Ele largou-me assentindo apertando a minha mão até o autocarro começou a trabalhar. Ele olhou-me com os olhos verdes brilhantes e sorriu ao me largar. Virei-me rapidamente e entrei no autocarro antes que eu me atirasse a ele. Reprimi a tristeza e virei-me para a porta que se fechava e acenei-lhe enquanto ele me olhava e então o autocarro com um solavanco avançou. Passei a mão pelo coração de prata... Será que voltaria a vê-lo?
Viagem Inesquecível















